quarta-feira - 29/10/2025 - 13:36h
TJRN

Estado do RN terá que manter reajuste anual dos professores

"O orçamento estatal deficitário não decorre essencialmente do reajuste implementado pela norma", assinalou Berenice Capuxú (Foto: TJRN/Arquivo)

“O orçamento estatal deficitário não decorre essencialmente do reajuste implementado pela norma”, assinalou Berenice Capuxú (Foto: TJRN/Arquivo)

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) não acolheu o pedido de Aditamento (acréscimo ou alteração voluntária feito pelo autor à petição inicial para incluir novos fatos, pedidos ou modificar os existentes), feito pela Procuradoria-Geral de Justiça, a qual argumentava que o reajuste anual ao piso dos professores geraria grave lesão orçamentária ao Estado. Conforme a decisão, que teve a relatoria da desembargadora Berenice Capuxú, o orçamento estatal deficitário não decorre essencialmente do reajuste implementado pela norma, ora contestada, sendo resultado da “inexistência de política governamental eficiente”, de médio e longo prazos.

De acordo com a decisão, o reajuste anual atinge a expectativa de mais de 14.500 professores ativos, sem contabilizar inativos e pensionistas e os servidores públicos titulares do cargo de especialista em educação (ativos, inativos e pensionistas).

“A legislação nacional que impõe o reajuste anual do piso salarial do magistério contém mecanismos que asseguram o repasse de recursos adicionais, o que impede o comprometimento significativo das finanças dos entes federados, notadamente daqueles que se encontram em situação orçamentária delicada”, esclarece a relatora.

Conforme o julgamento, o argumento primordial embasador do pleito cautelar, que não foi acolhido, é o de que, em persistindo o reajuste o ente federativo sofrerá grave lesão em suas finanças, notadamente porque desde 2019 as despesas com pessoal se encontram acima do limite previsto na Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

“Com a devida vênia, a argumentação não se mostra suficiente para possibilitar a concessão da tutela de urgência”, reforça a relatora, ao ressaltar que, em se tratando de orçamento, especialmente se considerada sua “grandiosidade”, não é razoável limitar a abordagem a um único ponto, no caso, as consequências advindas unicamente do reajuste de uma classe de servidores, até porque há outros aspectos que nele impactam substancialmente, a exemplo da arrecadação tributária.

“Para se ter uma ideia, a despeito da requerente haver destacado que o reajuste “geraria o impacto total de R$ 175.627.888,79 e o orçamento estatal de 2025 é de 23 bilhões de reais, particularidade que não pode ser ignorada”, enfatiza a relatora.

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segunda-feira - 18/02/2019 - 20:00h
Abril

MPRN elegerá procurador-geral de Justiça

MPRN em efervescência (Foto: arquivo)

Os membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) irão escolher os integrantes da lista tríplice para a indicação ao cargo de procurador-geral de Justiça no dia 5 de abril.

A data foi definida em sessão do Colégio de Procuradores de Justiça realizada na quinta-feira (14).

A resolução foi publicada na edição dessa sexta-feira (15) do Diário Oficial do Estado. A lista tríplice será encaminhada à governadora do Estado, que irá nomear o procurador-geral de Justiça para o biênio 2019/2020.

A eleição será realizada das 8h às 14h, no plenário Procurador de Justiça William Ubirajara Pinheiro, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Natal; e no prédio-sede das Promotorias de Justiça de Mossoró.

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terça-feira - 23/05/2017 - 20:04h
Operação Candeeiro

Ex-presidente da Assembleia Legislativa é denunciado por MP

Ricardo Motta, segundo apurações, comandava quadrilha que drenou mais de R$ 19 milhões do Idema

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, por meio de seu Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, ofereceu denúncia ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Alcança o deputado estadual Ricardo Motta (PSB). Acusado-o de, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ter desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

Ricardo Motta foi presidente da Assembleia Legislativa até à legislatura passada (Foto Eduardo Maia-ALRN)

O Procurador-Geral de Justiça pediu a condenação de Ricardo Motta nas penas dos artigos 312 do Código Penal (crime de Peculato, com pena de reclusão de 2 a 12 anos); 1º, caput, e §4º da Lei 9.613/98 (crime de Lavagem de Dinheiro, com pena de 3 a 10 anos de reclusão, e incidência da causa de aumento de pena de um a dois terços, pela prática reiterada ou por meio de organização criminosa); e art. 2º, caput e § 4º, inciso II, da Lei nº 12.850/2013 (crime de Constituição de Organização Criminosa, com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e incidência da causa de aumento de pena de 1/6 a 2/3 decorrente da participação de funcionário público na organização).

A partir de desdobramentos da “Operação Candeeiro” (veja AQUI), deflagrada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital em 2015, o entendimento que se firmou ao longo das investigações apontou que o denunciado era o chefe de organização criminosa. Essa quadrilha tinha outros importantes personagens.

Colaboração premiada

Em destaque apareceram Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, então Diretor Administrativo do Idema; Clebson José Bezerril, que chefiava a Unidade Instrumental de Finanças e Contabilidade (UIFC) da autarquia; João Eduardo de Oliveira Soares, Euclides Paulino de Macedo e Antônio Tavares Neto, que foi montada para desvio de recursos públicos em benefício tanto do parlamentar quanto dos demais componentes do grupo.

No curso do procedimento investigatório, a Procuradoria-Geral de Justiça realizou acordo de colaboração premiada com Gutson Jonhson e Vilma Rejane Maciel de Sousa, que esclareceram todo o funcionamento do esquema de desvio de recursos no Idema. Tudo fluiu na direção do parlamentar que chegou a presidir a Assembleia Legislativa do RN até à legislatura passada.

Ele seria o principal beneficiário, “estando suas versões amplamente corroboradas nas evidências probatórias reunidas e que dão amparo à acusação formalizada ao Tribunal de Justiça potiguar”.

Segundo a denúncia, os colaboradores Gutson e Clebson, após receberem a autorização para movimentar as contas da autarquia livremente, passaram a expedir ofícios à agência do setor público do Banco do Brasil, realizando transferências de vultosas quantias depositadas em contas do IDEMA – utilizadas para receberem a arrecadação de taxas ambientais – para contas ocultas, desconhecidas dos órgãos de controle e fora da contabilidade oficial da entidade pública.

Empresas

Na sequência, os valores transferidos seguiam das contas ocultas para contas de diversas empresas. Apareceram a J E DE O SOARES ME, M D S DE LIMA SERVIÇOS ME, ANTÔNIO TAVARES NETO – ME ou “TJ RENT A CAR”, RAMON ANDRADE B. F. SOUSA – ME ou “BOSS EMPREENDIMENTOS”, A MACEDO MAFRA – ME ou “AF LOCADORA”, CONCEITO RENT A CAR e FABÍOLA MERCEDES DA SILVEIRA ME ou MERCEDES LOCAÇÕES, sendo, então, sacados e repassados aos beneficiários do esquema.

Num momento posterior (a partir do segundo semestre de 2013 até o final de 2014), as transferências passaram a ser realizadas, sempre por ofícios assinados por Gutson e Clebson e dirigidos à agência do setor público do Banco do Brasil, diretamente às empresas vinculadas ao esquema, sendo posteriormente sacados em benefício dos envolvidos.

Ritinha e o filho: conexão e escândalos (Foto: arquivo)

Ainda de acordo com o que restou apurado, o Ricardo Motta recebeu 60% dos recursos comprovadamente desviados no esquema denunciado, sempre diretamente do colaborador Gutson Jonhson, e em espécie, o que importa no montante aproximado de R$ 11.000.000,00 (onze milhões de reais).

Dama de Espadas

Esses valores foram repassados pessoalmente pelo colaborador ao parlamentar em diversos locais durante o período de duração dos desvios, como no próprio prédio da autarquia estadual, no anexo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e no escritório de advocacia R & R (que tem como um dos sócios a ex-procuradora geral da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo, mãe de Gutson).

“Ritinha” é a principal implicada na “Operação Dama de Espadas” (veja série de reportagens AQUI).

Também houve entrega de dinheiro na residência do denunciado e em outros locais públicos, como no lado de fora de um hospital da cidade, no final de 2014, após o deputado ter sido atendido na unidade hospitalar.

A ação penal iniciada contra o parlamentar foi registrada sob o n.º 2017.005000-7, e tramita perante o Pleno do TJRN sob a relatoria do Desembargador Glauber Rêgo.

Veja a íntegra da denúncia do MPRN clicando AQUI.

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terça-feira - 28/07/2015 - 23:03h
Decisão

MP corta o próprio “paletó” para economizar 92 por cento

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

O procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, decidiu reduzir de R$ 12 mil para R$ 1 mil o valor pago mensalmente a 61 membros ativos e inativos do Ministério Público do Rio Grande do Norte a título de Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), popularmente conhecida por ‘auxílio-paletó’. O corte representa 92%.

A decisão foi anunciada há pouco durante a 8ª sessão extraordinária do Colégio de Procuradores de Justiça. A decisão de Rinaldo, que não é mais beneficiário da PAE, foi recebida com questionamentos pelos procuradores de Justiça.

Reis: insatisfação em decisão que merece aplausos Foto: Wellington Rocha)

“Esse valor não poderia ficar pela metade ou menos e depois o senhor iria recompor o que não foi pago mais à frente?”, sugeriu o procurador Paulo Leão, ao que Rinaldo rejeitou.

“Eu demorei até onde pude para tomar essa decisão. Tentei diminuir o valor. Tivemos que fazer isso. Segurei o quanto pude e acho que não deve ser totalmente cortado. É um valor quase simbólico se comparado aos R$ 12 mil. Mas a gente precisa economizar R$ 1,6 milhão”, declarou o procurador-geral de Justiça, ainda com reações contrárias.

“Vosse excelência recebeu o seu, quero receber o meu, mas tudo bem. Por que não corte o auxílio-moradia? Porque cortar a PAE atinge menos, atinge 61″, criticou o procurador Luiz Lopes.

A sessão desta terça-feira foi convocada por Rinaldo para tratar das dificuldades financeiras e como ajustar o orçamento do MPRN à escassez de recursos.

PAE

A Parcela Autônoma de Equivalência é direito obtido por membros do Ministério Público e Judiciário reconhecido na década de 1990. O direito se baseia no auxílio-moradia que congressistas tinham à epoca. A verba, no entanto, tinha caráter de remuneração, e nãode indenização.

Membros do MP e Judiciário, então, requereram a equivalência alegando basicamente que, se os congressistas tinham direito ao dinheiro, eles também tinham. Daí se gerou um valor devido aos membros que têm direito.

Com a decisão de Rinaldo, o impacto financeiro por mês será de uma economia de R$ 671 mil.

“Repito que tentei adiar isso. Quando vi que precisava cortar nem recebia mais PAE. Nem olho meu contracheque, na verdade, só olho o saldo na conta bancária”, revelou Rinaldo.

Nota do Blog – Corretíssimo, doutor.

Essa conta não pode recair apenas sobre o barnabé, o servidor simples que não tem poder.

Sem uma reforma de Estado, um sacrifício comum a todos os poderes e órgãos de Estado, será impossível sairmos dessa crise.

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sexta-feira - 19/04/2013 - 16:54h
RN

Reinaldo Reis ganha disputa para procurador-geral de Justiça

Do Portal G1

O Ministério Público do Rio Grande do Norte realizou nesta sexta-feira (19) a eleição para formação de lista tríplice ao cargo de procurador-geral de Justiça.

Segundo o MP, Rinaldo Reis obteve 132 votos, e Oscar Hugo recebeu 82. Foram registrados ainda 4 votos em branco e ainda 19 abstenções

O resultado será homologado na próxima semana. Em seguida, será encaminhado à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para nomeação.

A votação aconteceu em Natal e Mossoró.

Os promotores de Justiça Oscar Hugo de Souza Ramos e Rinaldo Reis Lima disputaram a sucessão de Manoel Onofre de Souza Neto. O nomeado pela governadora ficará no cargo no biênio 2013/2015.

 

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quinta-feira - 25/10/2012 - 10:30h
Flagrante

Vídeo mostra promotor pedindo propina

Está na Internet o vídeo que deu origem à denúncia e prisão do promotor público José Fontes de Andrade, ontem à tarde em Parnamirim.

Fontes é titular 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim e foi preso sob acusação de pedir propina de R$ 12 mil a um empresário (veja AQUI).

Veja – clicando no vídeo acima – a gravação em que o promotor tenta negociar a “bola”.

A própria vítima da tentativa de corrupção passiva é que apresentou o vídeo à Procuradoria-geral da Justiça, resultando em imediata providência saneadora desse órgão.

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