sexta-feira - 01/08/2025 - 18:26h
Economia

Estado anuncia medidas para atenuar impactos do ‘tarifaço’ no RN

Reunião de trabalho ocorreu nesta sexta-feira (Foto: Carmem Félix/Governo do RN)

Reunião de trabalho ocorreu nesta sexta-feira (Foto: Carmem Félix/Governo do RN)

A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu representantes de entidades do setor produtivo do Rio Grande do Norte, na manhã desta sexta-feira (1º), e apresentou as medidas que serão adotadas pelo Governo do Estado com o objetivo de reduzir os efeitos nocivos à economia potiguar em função das novas tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump. Entre as medidas estão o aumento da desoneração do ICMS às empresas do Proedi e a busca por novos mercados para os produtos sobretaxados.

O “tarifaço” abrange diversos produtos brasileiros e, no Rio Grande do Norte, a sobretaxa de 50% passa a incidir sobre 45 itens dos 47 produtos da pauta de exportações do RN para o mercado norte-americano.

Isso significa que 96% da produção potiguar destinada aos Estados Unidos da América sofrerá com a sobretaxa, excetuando os derivados de petróleo e, possivelmente, as castanhas de caju.

O Governo do RN publicou, ainda nesta quinta-feira (31), o decreto nº 34.771/2025, que aumenta a desoneração do ICMS às empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

A governadora Fátima Bezerra lamentou a nova política dos EUA e, por isso, reuniu os setores afetados e representantes do governo em um diálogo para construir, juntos, ações que reduzam o impacto na economia local. “Este é um dos momentos de maior ataque à nossa soberania, e as consequências são muito danosas porque elas resultam em menos emprego e, portanto, menos cidadania e menos desenvolvimento. É um ataque frontal e brutal às empresas; e, atacando elas, está atacando algo fundamental para a vida do nosso povo, que é o emprego”, destacou Fátima Bezerra.

Entre janeiro e junho de 2024, as exportações do RN com destino aos Estados Unidos totalizaram US$ 67,1 milhões, colocando os EUA entre os três principais parceiros comerciais do RN.

“Desde o primeiro momento em que tomamos conhecimento, designei o Cadu e o Alan Silveira, nas secretarias da Fazenda e de Desenvolvimento Econômico, que abrissem imediatamente o diálogo com a Agricultura, com a indústria, com o comércio, para que juntos pudéssemos construir as alternativas mais adequadas para mitigar os impactos diante dessa medida inaceitável que é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos”, explicou Fátima.

A partir desse diálogo, o Governo do Estado e os representantes do setor produtivo têm construído ações para amortecer os impactos das medidas impostas pelo governo dos Estados Unidos, com efeitos diretos e indiretos na economia do RN, entre eles o desemprego.

Medida já em prática

“O Governo do RN jamais poderia ficar omisso diante de uma situação como essa. Então, por meio do diálogo construtivo com a representação do setor produtivo do nosso estado, chegamos às medidas mais adequadas para mitigar os impactos”, afirmou Fátima.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), Alan Silveira, enfatizou que parte dessas medidas já está sendo colocada em prática. “O Governo do Estado apresentou uma proposta para todos os setores produtivos do Rio Grande do Norte que estão sendo afetados pelo tarifaço. Essa proposta foi acatada e vem para beneficiar e tentar mitigar os danos causados por essa nova política tarifária”, explicou Silveira.

Consta na proposta a ampliação do benefício do Proedi e também a compensação financeira da exportação. Paralelamente a isso, o governo mantém o diálogo com o governo federal, que, junto aos estados e aos diversos setores produtivos, busca reverter ou reduzir esse impacto à economia dos estados e, consequentemente, ao país.

O secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, explicou como o programa chegará às empresas e ao povo. “Essa iniciativa do Governo é para proteger os empregos gerados por essas empresas. Estamos atuando de duas formas. Primeiro, com a liberação dos créditos de ICMS. Isso é recurso direto às empresas. São créditos acumulados de empresas que realizam exportação, e vamos fazer a liberação no dobro do valor que fazíamos mensalmente, e esse valor acrescentado é exclusivo para as empresas impactadas pelo tarifaço”.

A segunda medida impacta diretamente as empresas participantes do Proedi. Se uma empresa tiver 10% do seu faturamento oriundos de exportação para os EUA, terá um acréscimo de 10% no seu benefício como forma de mitigar o impacto do tarifaço. “Essas duas medidas vão ajudar as empresas, mas a finalidade maior é manter os empregos gerados”, completa Cadu Xavier.

Todas as empresas impactadas se enquadram nas medidas adotadas pelo Governo do RN. Parte delas, incluídas no Proedi, serão beneficiadas com o aumento da desoneração, e as que não estão no Proedi serão beneficiadas com a liberação de créditos do ICMS.

Diálogo

Hugo Fonseca, secretário-adjunto da Sedec, detalhou que, além das medidas adotadas, o Governo do RN segue em diálogo para diversificar ainda mais os mercados. Atualmente, o RN tem negócios com mais de 80 países. “Ao mesmo tempo em que apresentamos essas medidas de suporte voltadas à questão do ICMS, também temos um plano de políticas públicas para, justamente, a abertura de novos mercados. Tudo isso de forma bem planejada, com vários cenários estabelecidos, a curto, médio e longo prazos”.

Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), celebrou as medidas que ajudarão o setor produtivo nesse momento difícil. “Reconhecemos o esforço. É importante que o governo esteja, nesse momento de dificuldade, pensando em apoiar essas empresas que exportam. E colocamos, então, a permanência da abertura do diálogo, do canal de comunicação, porque essa análise da dimensão vai ser feita individualmente, empresa a empresa e setor a setor. Então, é muito importante o que o governo está fazendo, sobretudo na questão do diálogo aberto, para que possamos ter interlocução”, disse o presidente da FIERN.

A reunião contou ainda com a participação de Ivanilson Maia, secretário-adjunto do Gabinete Civil; Marcelo Júnior, secretário-adjunto da Agricultura e Pesca; Vilmar Pereira, vice-presidente da FIERN; Arimar França Filho (Sindpesca); Airton Torres (SIESAL); Diogo Maia (Sindpesca); Paulo Henrique Macedo, diretor-presidente da Codern; Laumir Barreto, diretor-executivo da Fecomércio; Zeca Melo, superintendente do Sebrae-RN; e José Vieira, presidente da Faern/Senar.

Medidas apresentadas pelo Governo do RN

Aumento da desoneração do ICMS às empresas beneficiadas pelo PROEDI;

Duplicação do valor mensal de créditos acumulados de ICMS para empresas exportadoras. Essa medida se restringe às empresas exportadoras afetadas pelo aumento das tarifas pelo governo norte-americano;

Mapeamento com precisão das barreiras tarifárias e não tarifárias em vigor para cada produto nos EUA;

Investimento na capacitação técnica de exportadores locais sobre exigências sanitárias e padrões internacionais;

Fomento a acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais, inclusive via articulação federativa;

Incentivo ao reposicionamento de produtos em cadeias de valor globalizadas, com foco em diferenciação e sustentabilidade;

Apoio à busca por novos mercados-alvo, especialmente na Ásia e na América Latina.

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sexta-feira - 28/05/2021 - 16:52h
Economia

Espanhóis apresentam projeto para fábrica de cimento em Mossoró

Vice-governador recebeu a ABG Mineração e consultores em Natal (Foto: Elisa Elsie)

Vice-governador recebeu a ABG Mineração e consultores em Natal (Foto: Elisa Elsie)

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto, conheceu nesta sexta-feira (28) o projeto ABG Mineração, que será instalado em Mossoró e inclui exploração mineral e fábrica de cimento. O principal investidor é a espanhola Cementos La Union, que atua também no Egito, no Chile e na República Dominicana.

Os representantes Bruno Camargo e Jairo Abud apresentaram a proposta também aos secretários adjunto do Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato e adjunto de Tributação, Álvaro Luiz Bezerra; além do diretor técnico do Idema, Werner Farkatt, que atualizou o andamento das licenças ambientais.

A empresa já tem 2.100 hectares de direitos minerais e adquiriu 800 para exploração de jazidas, com 20% de reserva legal. A área fica a 34 quilômetros de Mossoró, a 70 quilômetros da rodovia BR 304, e é desabitada, o que não demandará qualquer processo de desapropriação.

Empregos

Bruno Camargo destacou a geração de postos de trabalho. Serão em torno de 800 vagas durante a construção e 300 empregos diretos na operação, estimando ainda 1.200 indiretos.

A previsão de faturamento anual chega a R$ 700 milhões, com R$ 222 milhões de impostos pagos ao ano. A empresa europeia tem lucro anual de 350 milhões de euros. A indústria terá capacidade de produzir 10 milhões toneladas/ano e o investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão.

Também acompanharam o encontro o sócio da Projetos Geológicos Ltda. (PROGEL) Gutemberg Dias, e Felipe Arraes, diretor comercial da empresa de consultoria que apoia o investimento no RN.

O vice-governador deu boas-vindas à fábrica e destacou aspectos do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI) que beneficiam investimentos.

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terça-feira - 24/12/2019 - 08:34h
AL

Governo recua e convoca deputados para discutirem Proedi

O Poder Legislativo do Rio Grande do Norte atenderá o pedido de convocação extraordinária feita pelo Governo do Estado através de documento protocolado na tarde dessa segunda-feira (23).

Plenário vai apreciar duas matérias (Foto: AL)

A confirmação foi feita pelo presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), que publica a convocação para os próximos dias 26 e 27 de dezembro.

A mensagem 056/2019 trata da convocação extraordinária em virtude do recesso parlamentar com base no artigo 42 da constituição estadual para deliberar, a princípio, duas questões: o Projeto de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROEDI) e a segunda, que trata sobre a alteração da lei promulgada em 2006 sobre o Fundo de Desenvolvimento Comercial e Industrial (FDCI).

Em síntese: governo, acuado por dezenas de prefeituras, repensa instituição do Proedi – que impôs goela abaixo sem discussão e através de decreto, ouvindo apenas o setor empresarial.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte destaca que a atividade extraordinária atende à apreciação de projeto urgente do Executivo e de interesse público e não onera os poderes, visto que não há pagamento de diárias, nem de indenização pela atividade fora do período de sessões ordinárias.

Com informações da Assembleia Legislativa.

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quinta-feira - 28/11/2019 - 22:32h
Femurn

Avalanche de ações judiciais asfixia aplicação do Proedi

A informação oficial é da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN): já foram impetradas 40 ações judiciais de municípios que são filiados à entidade, e a estimativa é que mais 40 também ingressem na Justiça nos próximos dias, contra o decreto do Governo Fátima Bezerra (PT), que instituiu o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).Após 60 dias de espera e falta de negociação por parte do Governo do Estado, os municípios potiguares decidiram por reclamar na Justiça as suas perdas no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em razão “dos efeitos danosos às finanças públicas municipais”, assinala a Femurn.

Quem “abriu a porteira” foi a Prefeitura do Natal (veja AQUI) que essa semana obteve liminar em seu favor, para deixar de ter sangria tributária em face do Proedi.

“Reclamamos apenas o que é de direito constitucional dos municípios, e que foi violado de forma desrespeitosa pelo Governo Estadual, desde que o decreto nº 29.030/2019 foi instituído, afetando, gravemente, as administrações municipais”, afirmou o presidente da Femurn, Leonardo Cassimiro de Araújo (Naldinho) – prefeito de São Paulo do Potengi.

Leia tambémFiern entrará em processo para manter Proedi em Natal.

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terça-feira - 26/11/2019 - 07:00h
Disputa jurídica

Fiern entrará em processo para manter Proedi em Natal

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) pronuncia-se sobre decisão judicial liminar, que concedeu dia passado (veja AQUI) à Prefeitura do Natal, o direito de não ter descontado de seus repasses tributários, percentual relativo ao Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

Para a entidade, é “preocupante” a decisão. Além disso, em nota assinada por seu presidente, antecipa que vai “adotar as medidas jurídicas para tornar a Fiern parte no processo”.

Leia abaixo:

Recebemos a preocupante notícia de que o PROEDI foi suspenso temporariamente, através de decisão judicial, no Município de Natal. Lamentamos. Evidentemente que a decisão judicial deve ser respeitada, mas pode ser revista, o que será requerido no momento oportuno.

Vamos, inclusive, adotar as medidas jurídicas para tornar a FIERN parte no processo, considerando o visível interesse das indústrias natalenses e potiguares na manutenção do incentivo fiscal que, em síntese, assegura a competitividade das empresas em relação aos demais Estados brasileiros, que mantêm programas semelhantes, além de estimular a manutenção e geração de empregos.

Aliás, somente em Natal, aproximadamente, são mais de 10 mil empregos vinculados às empresas atendidas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

A FIERN, solidária às empresas e aos trabalhadores da indústria potiguar, continuará a acompanhar o assunto com o mais apurado interesse e adotará, em consonância com o Governo do Rio Grande do Norte, as medidas necessárias em defesa do PROEDI e da manutenção do parque industrial potiguar.

Amaro Sales de Araújo – Presidente – Sistema FIERN

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sábado - 02/11/2019 - 17:26h
Atrasos salariais

Os argumentos falsos de quem não fez o dever de casa

Em nota oficial enviada à imprensa nessa quinta-feira (31), sob o título “Prefeitura Paga hoje 60% do funcionalismo; restante será concluído próxima semana“, o governo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) admitiu finalmente o que estava sendo camuflado e desmentido há meses: não consegue pagar a remuneração de pessoal dentro do mês trabalhado. Sairá fatiado novamente.Porém não se sustenta sua justificativa de que o agravamento do quadro é em face de “redução atípica do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mês de outubro”, além de “queda de receita provocada pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), decorrente do decreto do Governo do Estado que alterou as regras do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI)”.

Pura falácia.

O próprio Blog Carlos Santos já contestou incisivamente esse sofisma (veja AQUI) e o Governo do Estado fundamentou defesa com consistência (veja AQUI). Estudando dados e em consulta a referências oficiais sobre FPM e ICMS, chegamos à confirmação: a municipalidade mente e tenta transferir desgaste político, jogando funcionalismo e opinião pública contra o Governo Fátima Bezerra (PT).

ICMS

Em setembro, os valores relativos ao ICMS chegaram a R$ 9.476.825,8.

Já em outubro, esse número subiu para R$ 10.771.620.07. Simplificando: um aumento de R$ 1.294.794,25.

FPM

Em relação ao FPM, em setembro a Prefeitura Municipal de Mossoró recebeu R$ 6.411,196,86. Já agora em outubro foram depositados R$ 5.902,339, 30. Isso significa um recuo de R$ 508.857,56. No comparativo entre 2018 e 2019, o FPM aumentou.

Foi de R$ 73.132.299,58 de janeiro a outubro de 2018 e de 78.880.657,29 em igual período de 2019. Um salto de 5.748.357,71 neste ano, ou seja, 7,9%.

Dever de casa

Rosalba quer se livrar das próprias responsabilidades, negligências e culpa. Mas os números revelam que não existe desabamento abissal de transferências que cause esse desequilíbrio, a ponto de deixar 40% da folha para cobertura em novembro. Além disso, a arrecadação direta segue com bom fôlego.

É nítido que a prefeita não fez o dever de casa com uma reforma administrativa, enxugamento de despesas com cargos comissionados, revisão de contratos e outras providências. A PMM é o paraíso das dispensas de licitações, licitações esquisitas, aditivos contratuais e empreguismo desenfreado.

Arrumou o básico para usar um artifício de sempre: investir em maquiagem com fins eleitoreiros. Está ficando difícil continuar enganando a quase todos o tempo todo.

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sexta-feira - 01/11/2019 - 16:40h
Estado aponta:

Atraso de 40% da folha da Prefeitura é culpa da gestora local

Do Blog Diário Político

O Governo do Estado se pronunciou por volta das 22h por meio de seu twitter com título: “Entenda por que o PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte), não é o responsável pelo atraso do pagamento dos servidores de Mossoró”.

Mostrou, didaticamente, como a Prefeitura de Mossoró agiu de má-fé, tentando jogar sobre o governo estadual, responsabilidade por atrasar o pagamento de 40% de sua folha de pessoal (veja AQUI).

Veja resumo dos esclarecimento do Estado:

1) A folha de pagamento de Mossoró custa R$ 25 milhões, já a redução foi de R$ 526 mil, ou seja 2% da folha.

2) Além disso, a Prefeitura de Mossoró estimou R$ 90 milhões de ICMS para 2019, até setembro deste ano, entraram nos cofres públicos R$ 91,5 milhões. E estimativas para receber mais R$ 30 milhões.

A administração Estadual concluiu seu esclarecimento postando:

“Portanto… não é possível culpar o PROEDI pelo atrasado de 40% dos servidores municipais. Dados: Portal da Transparência/Prefeitura de Mossoró. Mês de referência: agosto de 2019”.

Nota do Blog Carlos Santos – Levantamos, com auxílio de especialistas em área de tributação e direito, uma série de informações sobre esse assunto. O texto está pronto. Amanhã o publicaremos.

Mas dia passado, diante da mentira deslavada da gestão municipal, já emitimos opinião: “Essa versão do governo municipal é de uma má-fé despudorada. Insulto à inteligência alheia. Qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe disso” (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 25/10/2019 - 09:00h
Industrialização

Presidente da Fecomércio/RN defende Proedi de governadora

Queiroz apresentou o #EuValorizo (Foto: Fecomércio/RN)

Em conversa com o Blog Carlos Santos, após participar da abertura oficial da 31ª Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO), em Mossoró, nessa quinta-feira (24), o empresário Marcelo Queiroz admitiu preocupação com possibilidade de retrocesso no decreto que instituiu o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

– Temos que ser justos. Foi esse governo, o governo de Fátima Bezerra (PT), quem modificou o programa para tornar o Rio Grande do Norte competitivo na manutenção e atração de indústrias, em relação aos estados vizinhos – disse Marcelo, que é presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

Valorização

O Proedi sofre forte pressão para ser alterado ou literalmente revogado (veja AQUI). “Daqui a pouco vai todo mundo embora; muitos já foram”, alertou.

Em Mossoró, Queiroz também esteve integrado ao lançamento na própria Ficro da campanha #EuValorizo, de apoio ao Sistema Comércio, desencadeada no país pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Já à manhã desta quinta-feira (25), ele preside reunião de diretoria e conselhos da Fecomércio em Mossoró, no Hotel Garbos.

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sexta-feira - 25/10/2019 - 08:02h
Proedi

Maioria de Fátima na Assembleia está fora do seu controle

Prefeitos cobram deputados (Foto: João Gilberto)

A Assembleia Legislativa do RN está pressionada. Precisa se posicionar em relação ao cerco de prefeitos que querem derrubada do decreto do governo Fátima Bezerra (PT), que instituiu o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

Nessa quinta-feira (24), dezenas de prefeitos ocuparam esse poder e foram às galerias, gabinetes e seu plenário. Cobraram posição dos deputados em relação a esse instrumento normativo que estaria causando prejuízos aos cofres municipais.

Os prefeitos alegam que há redução dos recursos destinados aos municípios por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para atendimento ao Proedi, que objetiva fomentar industrialização no estado.

Importante assinalar que a governadora Fátima Bezerra tem maioria na AL, mas fora do seu controle. Está nas mãos do aliado e presidente desse poder, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). A maioria é dele.

A governadora não conta com mais de dois a quatro deputados.

Ezequiel e demais deputados devem pesar se é mais sensato ficar com a governadora ou com os prefeitos, que terão eleições no próximo ano.

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