domingo - 18/07/2021 - 11:10h

O perigo de emendas que servem apenas para propaganda

Por Josivan Barbosa

A Emenda de Bancada do Deputado Beto Rosado (PP) para a duplicação da BR 304 está totalmente fora do contexto. Como seria liberada uma Emenda de Bancada para um projeto que ainda não existe? E se o projeto executivo (projeto de engenharia) ainda não foi elaborado, como seria usado esse recurso no OGU 2022? Assim, se essa Emenda de Bancada for concretizada no parecer do relator do OGU 2022, será mais um daqueles recursos que poderiam ser usados para uma obra real de utilidade direta para a população.

Dessa forma, ela passa a ser uma “Emenda de Bancada Branca”. Ou seja, uma Emenda de Bancada que vai servir apenas para publicidade do nome do deputado.

Muito mais útil seria o deputado continuar com o esforço de liberação de recursos de Emenda de Bancada para obras de infraestrutura do município de Mossoró ou de municípios da Costa Branca.

Duplicação é sonho de décadas que se arrasta desde 2014 num pequeno trecho na Grande Natal (Foto ilustrativa)

Duplicação é sonho de décadas que se arrasta desde 2014 num pequeno trecho na Grande Natal (Foto ilustrativa)

Emenda de Bancada para a Costa Branca

Mais uma discussão em Brasília sobre as Emendas de Bancada para o OGU 2022 e novamente a ponte do Porto Franco (ligação Grossos – Areia Branca) não atrai a atenção dos parlamentares e dos senadores. Assim, a nossa Costa Branca continua branca de projetos e isolada do restante do Estado do RN e fora da conexão com o fluxo de turistas que chega ao vizinho Ceará.

A Costa Branca ficou de fora dos recursos do empréstimo do Banco Mundial sem uma explicação convincente no então Governo de Robinson Faria (PSD). Agora, a cada ano, está ficando fora da atenção dos nossos homens públicos de Brasília. E assim, vamos convivendo com um Rio Grande do Norte que não consegue pensar num grande projeto de infraestrutura turística para além de Pipa (Tibau do Sul).

Estrada e fake news

Acompanhamos durante a semana na imprensa local que uma outra Emenda de Bancada anunciada pelo deputado Beto Rosado se destina à Estrada do Cajueiro (BR 437 que liga a BR 405 no distrito de Jucuri à BR 116 na comunidade de Cajueiro em Tabuleiro do Norte – CE).

A construção dessa estrada já está se tornando uma fake news. A cada ano alimenta-se na população das comunidades rurais de Jucuri, Veneza, Boa Sorte e Baixa Branca, além dos inúmeros assentamentos que estão no entorno da estrada, a expectativa de início da obra. Já houve até uma situação recente em que ocorreu a licitação, contratação da empresa, mas a obra não foi iniciada.

Agora mais uma vez, parte da imprensa de Mossoró anuncia e comemora a possibilidade de liberação de recursos de Emenda de Bancada coordenada pelo deputado Beto Rosado. É esperar para saber se não estamos diante de mais uma expectativa que será negativada e deixar aquela população isolada por mais alguns anos.

Emenda de Bancada para o cinturão das águas

Outra Emenda de Bancada que precisa ser esclarecida para a população pelo deputado Beto Rosado é a que destina recursos para uma obra que está sendo denominada de cinturão das águas, copiando o cinturão das águas que foi construído a partir do Complexo Castanhão para a região da grande Fortaleza. A reportagem que trata do assunto na imprensa local, argumenta que as obras do cinturão das águas irão beneficiar a população com áreas irrigadas do Alto Oeste até a região do Mato Grande. De novo uma situação que se assemelha à BR 304. Assim, esperamos que a ideia do cinturão das águas seja tecnicamente explicada para a população para que não tenhamos mais uma Emenda de Bancada Branca.

Campos maduros

Há muitas opiniões e muitas informações desencontradas sobre a real situação da exploração do petróleo no tocante ao que o mercado denomina de poços maduros no país e, mais especificamente, na região polarizada por Mossoró. Este é um assunto, que pelo dinamismo da geração de emprego e renda, interessa muito aos empresários e à população em geral da nossa região.

Boas perspectivas para os campos maduros (Foto ilustrativa)

Boas perspectivas para os campos maduros (Foto ilustrativa)

O segmento de campos maduros e marginais de petróleo e gás no Brasil observa um aumento na produção após as primeiras vendas de ativos da Petrobras, mas segue na expectativa de aceleração nos investimentos para um crescimento ainda maior nos próximos anos, depois da conclusão dos desinvestimentos maiores da estatal.

Após anos de baixa extração em campos terrestres e de águas rasas, a decisão da Petrobras de vender esses ativos para focar em áreas de águas profundas tem ajudado na mudança do cenário para campos menores. Alterações regulatórias nos últimos anos também favoreceram a entrada de petroleiras pequenas e médias nessas áreas.

Campos maduros em números

A produção em concessões não operadas pela Petrobras em bacias maduras – de maior conhecimento geológico – saltou de 4,8 mil barris de óleo equivalentes ao dia (boe/dia) em abril de 2018 para 19,1 mil boe/dia em abril deste ano. Como comparação, a produção total nacional ficou em 3,8 milhões de barris diários.

A expectativa, hoje, está em torno do fim do processo de venda, pela Petrobras, dos polos Bahia Terrestre, Alagoas e Potiguar. Os pacotes incluem ativos que, juntos, têm uma produção média de cerca de 40 mil barris de petróleo por dia (barris/dia), além de 1,6 milhões de metros cúbicos por dia (m3/dia) de gás natural. Isso indica que os maiores recursos em investimentos ainda estão por vir, pois serão para esses ativos cuja venda ainda está em andamento, mas ainda não foi finalizada. Principalmente no caso dos campos terrestres, serão investimentos grandes, considerando essas regiões onde a Petrobras teve uma produção estável ou até em declínio por muito tempo.

A importância dos campos maduros

Embora representem uma parcela pequena da produção nacional, campos maduros e marginais são importantes principalmente pela geração de empregos locais e pela possibilidade de uma extração a baixo custo, interessante para empresas menores. Um fator que ajudou a aumentar o interesse por esses ativos no Brasil foi o programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), conduzido pela ANP e pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Agora, a indústria vive a expectativa de aprimoramentos também para os campos em águas rasas, por meio do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (PROMAR).

Campos marginais

Um dos principais pleitos da indústria é a própria caracterização de campos marginais, que não é clara. Hoje, são considerados campos maduros aqueles que estão com a produção em declínio e produziram além do esperado.

O conceito de campo marginal está ligado a critérios econômicos e, inclui aqueles que não são centrais no portfólio das companhias. A definição, no entanto, não condiz mais com o surgimento de empresas especializadas no aumento do fator de recuperação e extensão da vida útil desses campos.

Apagão da educação condena o futuro

No Rio Grande do Norte e em Mossoró não se fala em avanço da educação nestes tempos de pandemia. Vivemos um verdadeiro apagão. Por aqui, ninguém fala em desenvolver ações capazes de recuperar a aprendizagem perdida devido à pandemia. O caos na educação está instalado, mas, nós não percebemos o crime que estamos cometendo com nossos jovens. Chegamos ao fim do primeiro semestre letivo de 2021 com problemas similares aos do início do ano passado. Avançamos muito pouco, ou quase nada.

Ensino remoto tem resultados sofríveis (Foto ilustrativa)

Ensino remoto tem resultados sofríveis (Foto ilustrativa)

Como um longo período de suspensão das aulas presenciais e depois de mais de um ano de pandemia, ainda temos milhares de estudantes sem acesso à internet e a equipamentos adequados para acompanhar as aulas remotas; ensino remoto de baixa qualidade, quando existente; e um engajamento insuficiente nas atividades educacionais. A situação é ruim para todos os estudantes, mas pior ainda entre os mais vulneráveis.

Para que seja possível elaborar alternativas eficientes de mitigação dos impactos negativos da covid-19 na educação, é fundamental os gestores da educação pública tomem decisões com base em evidências. Mas, infelizmente, a população não exige e não reivindica que a educação seja tratada como prioridade.

Aqui por essas bandas do RN pouco se fala sobre as perdas de aprendizagem durante a pandemia. Os estudantes e os professores simulam que aprendem e ensinam, respectivamente. Apenas para se ter uma ideia, podemos analisar os dados de um estudo feito pelo INSPER, conceituada instituição. Os resultados são alarmantes: os alunos que cursaram a 2ª série do Ensino Médio em 2020 iniciaram a 3ª série neste ano com uma proficiência em Língua Portuguesa e Matemática de 9 a 10 pontos na escala Saeb abaixo do esperado em situações normais.

Além disso, caso o ensino remoto seja mantido ao longo de todo o ano letivo de 2021, com a mesma qualidade e engajamento de 2020, as perdas podem alcançar níveis ainda mais elevados: 16 e 20 pontos em Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente. Ou seja, essa é a perda de aprendizagem que o aluno que concluirá o Ensino Médio neste ano pode vir a ter, como reflexo da pandemia, se não houver nenhuma ação que promova avanços em relação ao ano passado.

Diante dessa situação, o nosso RN e a nossa Mossoró precisam desenvolver políticas públicas que intensifiquem as ações para a recuperação e aceleração do aprendizado, além de combater a evasão escolar, porque a maior perda é a das trajetórias interrompidas. Na atual situação da educação, a escola acaba perdendo ainda mais espaço para as outras áreas da vida desses jovens.

Bolsa de estudo

Uma saída é a construção de uma estratégia conjunta entre as áreas da Saúde, da Educação e da Assistência Social, que possa apoiar esses jovens na retomada da aprendizagem e no processo de migração para o Ensino Superior e para o mercado de trabalho.

Com a crise econômica, há uma pressão muito maior da família para que ele deixe os estudos para trabalhar. Uma ação possível para resolver essa questão seria a criação de uma bolsa estudantil, competitiva com o mercado de trabalho, para que ele continue na escola.

Abacate – uma alternativa para a nossa região

Temos apresentado neste espaço projetos alternativos para diversificar a produção de frutas no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, região compreendida numa faixa de cerca de 400 km indo de Touros a Limoeiro do Norte.

Nesse sentido, a  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou um importante documento nesta semana onde aponta que o abacate será a fruta tropical mais comercializada em 2030.

O documento aponta para a perspectiva de uma produção mundial em torno de 12 milhões de toneladas em 2030, com 3,9 milhões sendo exportadas, o que representaria uma estimativa de U$ 8,3 bilhões.

A produção de abacate até o momento tem se concentrado num pequeno número de países e regiões, sendo que os 10 países mais produtores de abacate concentram 80% da produção. A FAO projeta que em 2030, 74% da produção de abacate se concentre na América Latina e no Caribe, em função das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

O México, principal produtor e exportador mundial, tem a perspectiva de crescer cerca de 5,2% ao ano e concentrar 63% das exportações mundiais de abacate.

O estudo prevê ainda que Estados Unidos e Europa, serão os principais mercados, com 40 e 31% das importações mundiais. As importações, também, estão crescendo em países como China e do Oriente Médio. 

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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Categoria(s): Artigo / Economia
domingo - 22/09/2019 - 08:10h

A virada do onshore brasileiro e os reflexos no RN

Por Gutemberg Dias

O segmento de petróleo e gás onshore brasileiro, que há muito tempo vinha numa retração enorme, começa a dar sinais claros que entrará num ciclo de ascendência, com perspectivas de investimentos novos a curto prazo.

A ambiência de mudanças no cenário se estabeleceu, a partir do lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), encabeçado pelo Ministério de Minas e Energia, especificamente, pela Secretaria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, que tinha como secretário o senhor Márcio Félix. Esse programa teve sua primeira fase iniciada em 2017, e agora, em 2019, foi reeditado com o nome REATE 2020, tendo como lema a “Virada do Onshore”.

A grande aposta é numa virada da produção terrestre com abertura para setor privado (Foto: divulgação)

O programa estabelece ações para garantir a retomada das atividades, por meio de políticas que fomentem cenário para atração de investimentos, com meta para atingir a produção de 500 mil barris/dia de óleo equivalente até 2030. Temas como a inovação e regulação, institucionalização da indústria, gás, multiplicação das companhias e promoção da livre concorrência estão na pauta do programa e seguem sendo discutidos por profissionais e entidades que atuam no setor.

Para o Rio Grande do Norte, o REATE 2020 tem uma importância excepcional, haja vista que no passado chegamos a produzir mais de 100 mil barris/dia e hoje nossa produção é menos da metade, ou seja, 38 mil barris. Com as políticas de incentivo, nossa produção poderá dobrar nos próximos cinco anos, garantindo a retomada da economia do estado, a partir da indústria petrolífera.

Como acreditar nesse novo cenário para o onshore potiguar? Bem fácil. De novembro de 2018 até hoje, temos sinais muito positivos. Primeiro, pela consolidação do projeto Topázio da Petrobras, que já garantiu a transferência dos polos Riacho da Forquilha, com produção de seis mil barris/dia, e o polo de Macau, com produção próxima aos três mil barris/dia, que serão operados, respectivamente, pela Potiguar E&P e a 3R Petroleum.

Ainda se soma a isso a perspectiva de vendas do polo Fazenda Belém e o sucesso do leilão da Oferta Permanente, que teve 19 blocos arrematados na Bacia Potiguar. Para o próximo leilão, espera-se uma demanda ainda maior de blocos na Bacia Potiguar pelos operadores.

Em termos de movimentação financeira, o polo Riacho da Forquilha foi comprado por US$ 384 milhões, com expectativa da Potiguar E&P investir outros US$ 150 milhões nos próximos cinco anos, com estimativa de dobrar a produção. Já a 3R Petroleum desembolsou algo próximo a US$ 191,1 milhões para a compra do polo Macau e deve fazer investimentos na ordem de US$ 80 milhões para, também, dobrar a sua produção.

Com o leilão da Oferta Permanente, outros US$ 4,8 milhões deverão ser injetados na economia do Estado para garantir o Programa Mínimo de Investimento das empresas nos blocos arrematados.

No geral, os investimentos anunciados pelos operadores independentes nesse novo cenário do onshore potiguar giram em torno de US$ 234,7 milhões ou R$ 957 milhões, com dólar cotado a R$ 4,08. Não estão contabilizados outros já consolidados ou anunciados pela Petrobras e demais operadores para os campos que estão em exploração.

Portanto, o cenário para o Rio Grande do Norte é promissor e, sobretudo, para a cadeia de fornecimento, que vem sofrendo bastante nos últimos quatro anos.

Para esse setor, é a garantia de geração de novos negócios e, consequentemente, retomada do processo de contratação de pessoal especializado e reaquecimento da economia de um modo geral, já que grande parte das compras dessas empresas será de forma localizada.

Está dada outra chance à economia do Estado e dos municípios produtores de óleo e gás no que concerne ao planejamento de futuro. Resta agora que o dever de casa seja bem feito para garantir que essa retomada das atividades projete novos horizontes econômicos para esses entes federativos. Que as empresas, em conjunto com os trabalhadores e a sociedade, sejam os grandes beneficiados de todo esse processo.

Gutemberg Dias é presidente da Redepetro RN e professor do Departamento de Geografia da UERN

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domingo - 24/03/2019 - 08:00h

Petróleo no sertão, uma oportunidade

Por José Nilo

“Lembro-me, quando criança, da reação dos garotos ricos ao receberem brinquedos. Os seus olhos brilhavam e, imediatamente, passavam a desfrutar merecidamente da conquista, mais comumente, envoltos por individualidade e relativo período de felicidade. Em contraponto a essa realidade, recordo-me também dos amigos que tinham, apenas na vontade, algum tipo de passatempo. Ao imaginário desse último grupo, cabia a pretensão de concretizar o desejo de construir, a partir de um conceito, de uma ideia, um brinquedo palpável às suas ainda pequenas mãos. Para tanto, assumiam o papel de desenvolvedores, reaproveitando materiais já utilizados e descartados. Indiscutivelmente, o aprendizado, nesse caso, ficava mais consolidado e a conquista mais vibrante.”

Convido-os a espelhar essa experiência no cenário econômico atual do Rio Grande do Norte.

A exploração do petróleo em Mossoró no início dos anos 80 foi, de maneira análoga, o presente de rico para uma região economicamente carente que, com o passar do tempo, desembrulhou-o e deleitou-se dos resultados.Por 35 anos, gerou-se progresso e distribuiu-se renda por meio dos royalties. A pujança parecia interminável, até que, por aparente ironia, o presente de rico mudou de endereço e agora está sendo apreciado bem longe das terras costeiras e competentemente explorado por players capitaneados pela Petrobras, detentora inconteste de tecnologia e mão de obra especializada à altura dos desafios da exploração do pré-sal. Fantástico, vibrante, mas com alegria contida.

Alegria contida porque as regiões produtoras terrestres, que tanto contribuíram com o aprimoramento da curva de aprendizado por meio de inúmeros testes de equipamentos, materiais e capacitação de mão de obra, hoje, assistem de forma desolada a uma vertiginosa queda de produção motivada pelo descompasso entre o programa de desinvestimento da Estatal e a entrada das novas operadoras. Descompasso inesperado, tendo em vista o empenho, a dedicação dos potiguares e os bons resultados econômicos e sociais advindos dessa exploração.

Segundo a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme matéria publicada pelo Valor em 07 de março de 2019, a produção terrestre recuou 36% entre 2012 e 2018, para 115 mil barris diários. As perfurações em terra recuaram 73% entre 2015 e 2017, para 85 poços, bem na contramão do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), do Ministério de Minas e Energia (MME), que previa a possibilidade real de mais que triplicar a produção de petróleo e gás natural onshore, revertendo o declínio da curva dos últimos anos.

É notório o clima de desânimo e de desalento na capital brasileira do onshore, Mossoró/RN, clima de que tudo ficou para trás, para o passado, como se agora não fosse o momento de se reconhecer a avidez dos produtores independentes, de união em torno de um novo conceito, de um ideal, de um propósito na preparação de um negócio renovado, capaz de impactar positivamente a geração de empregos em regiões castigadas pelas condições climáticas e baseado primordialmente naquele modelo de sonho de brinquedo de criança pobre citado inicialmente, no qual ela mesma busca construí-lo, vencendo as dificuldades e partilhando os resultados.

Alguns empresários locais afirmam: “é hora de pararmos de lamentar a decisão da Petrobras de repassar polos produtores sob sua concessão. É hora, sim, de lamentarmos a demora na concretização desse repasse, é hora de agradecermos a relevante contribuição dispensada pela maior operadora do Brasil à região, de nos prepararmos para receber as novas operadoras e esperarmos que elas recoloquem em operação em prazo urgente os mais de 2000 poços que se encontram parados, desestagnando a combalida economia local, restaurando empregos e, quiçá, fazendo-nos compreender que o petróleo também é nosso”.

José Nilo é empresário

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sexta-feira - 27/01/2017 - 05:53h
Salvador-BA

Evento reforçará luta da atividade petrolífera em área terrestre

O presidente do Comitê Gestor da Associação Redepetro-RN, Gutemberg Dias, participa hoje em Salvador-BA, às 9h, do lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE).

Petróleo: riqueza (Foto: arquivo)

Será no Auditório do Senai/Cimatec da Bahia.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME).

O evento terá como tema ‘Revitalizando a indústria petrolífera terrestre do Brasil’. A organização é de responsabilidade do MME e Governo do Estado da Bahia

– Estamos na luta pela reativação desse setor que hoje ainda é responsável por grande parte da geração de riqueza aqui no nosso Estado”, comenta Gutemberg Dias.

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Categoria(s): Economia
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