terça-feira - 24/12/2019 - 14:38h
Newton Albuquerque

A reviravolta na vida de quem fez “A Escolha Errada’

Ele é originário de São Paulo-SP, filho de pais pernambucanos. Com formação em publicidade pela Universidade Santo Amaro (PE), em 2007, Newton Albuquerque, 43, tinha tudo para dar certo na vida pela ótima base que teve. Mas em determinado momento de sua trajetória, acabou fazendo “A Escolha Errada”.

'A escolha errada', de Newton Albuquerque, é um livro que mostra nuances do submundo e de superação (Foto: divulgação)

A propósito, esse é o título de um de seus cinco livros (um sexto, em manuscrito, acabou extraviado), que alcança considerável repercussão pelo conteúdo e pelo valor testemunhal da biografia do autor, que fala do submundo de drogas, do inferno em presídios federal e estadual, além do próprio desafio de vencer, se reinventando.

“Minha história sempre teve princípios, valores e educação”, define Albuquerque, o mais velho de três irmãos. “Fui criado com muito carinho e amor pela minha família. Sempre estudei e trabalhei até que aos 29 anos decido fazer uma escolha errada; entrar para o mundo do crime”, relembra em conversa com o Blog Carlos Santos.

No início deste mês, ele recebeu título de cidadão natalense por proposição do vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), parte de uma reviravolta em sua história.

Prisão, mortes e liberdade pela escrita

“Em outubro de 2008 eu fui preso no RN transportando a maior quantidade de drogas da história do estado até então. Minha vida no cárcere começou aí. Em 2010 sou enviado para A Penitenciária Federal de Mossoró, com a pecha de um dos presos mais perigosos do estado! Passo um ano no sistema federal e lá me apaixono pelos livros e pela terapia da escrita. Em 2012 já de volta à Penitenciária Estadual de Alcacuz (Nísia Floresta), começo escrever ‘A Escolha Errada’, com apoio e incentivo da já falecida Dinorá Simas (agente penitenciária já falecida, que dirigiu Alcaçuz), Guiomar Veras (advogada da pastoral carcerária) e do juiz Fábio Ataíde”, relata.

Ele foi testemunha ocular e sobrevivente da barbárie de Alcaçuz, quando em janeiro de 2017 um total de 26 presos foram trucidados por outros presidiários, numa rebelião de repercussão internacional.

Depois de dez anos preso, Newton libertou-se pela escrita, o saber. Atualmente é também palestrante, Master Coach formado pela Febracis (Coaching Integral Sistêmico) e tem projetos de expandir sua atuação “impactando jovens e adolescentes com uma história real, provando que o crime não compensa!

“Quero entrar firme nos presídios, onde a maioria não sabe ler mas vai saber identificar tudo através de versão do meu livro em quadrinhos”, planeja.

* Contato com o autor: escritoralbuquerque@gmail.com

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Categoria(s): Cultura / Gerais
terça-feira - 31/01/2017 - 11:14h
Hoje

Líderes de rebelião e chacina são levados para Presídio Federal

Do Portal Noar

Cinco presos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), e que são apontados como líderes da rebelião que aconteceu na Penitenciária de Alcaçuz ocorrida no dia 14 de janeiro, foram transferidos da Central de Flagrantes da Polícia Civil para uma Penitenciária Federal (não divulgada), na manhã desta terça-feira (31).

Presos são escoltados: Foto: Portalnoar)

 

O trabalho de transferência foi realizado por agentes penitenciários, policiais militares e policiais civis. Participaram da ação integrantes do Grupo de Escolta Penal (GEP), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Polícia de Choque, Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE).

Os presos transferidos são Cláudio Candido do Prado, 37 anos; Tiago de Souza Soares, 30 anos; Paulo da Silva Santos, 42 anos; José Francisco dos Santos, 30 anos e Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, 31 anos. Os cinco detentos foram indiciados pela Polícia Civil por todos os 26 homicídios cometidos dentro do presídio, pelos crimes de dano público, lesão corporal, vilipêndio de cadáver e associação criminosa.

Quem são os detentos transferidos:

1) José Cláudio Candido do Prado: Ele foi condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas. José Cláudio é do Estado de Mato Grosso.

2) Tiago de Souza Soares: Condenado a 38 anos e seis meses pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

3) Paulo da Silva Santos: condenado a 32 anos pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.

4) João Francisco dos Santos: condenado a 39 anos por ter matado o jornalista F Gomes.

5) Paulo Márcio Rodrigues de Araújo: é preso provisório, ainda não foi condenado. Ele é da cidade de Ipanguaçu.

13h32 – Atualização – Os presos foram levados para o Presídio Federal de Rondônia.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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domingo - 29/01/2017 - 12:11h

Porcellanati, um grande negócio que segue fazendo estragos

Dia passado (sábado, 28), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati fez um protesto em frente à unidade fabril da empresa e bloqueou um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE. O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

O desespero estampado no rosto de dezenas de funcionários demitidos, que não receberam seus direitos trabalhistas, faz sentido. Os manifestantes alegam que Importantes equipamentos, que compõem a estrutura do empreendimento, estão sendo desmontados e levados embora.

Independentemente das razões legais que envolvem o problema, há uma coisa muito mal explicada no caso da Porcellanati, desde a sua concepção.

Porcellanati segue fazendo firulas, dando dribles em tudo e em todos (Foto: arquivo)

A Porcellanati foi a principal bandeira da política de desenvolvimento na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), no período de 1997-2000. A propaganda oficial de seu governo, à época, alardeava a geração de mais de 1.000 empregos diretos quando o polo cerâmico, liderado pela Porcelantti, estivesse em pleno funcionamento. O governo de Rosalba buscou intermediação direta para obtenção de recursos e incentivos.

As atividades da Porcellanati começaram a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

EM ABRIL de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Desde então, o grupo catarinense deu um calote no combalido comércio local e da região e, atualmente, acumula dívidas que superam R$ 200 milhões.

As ex-governadoras Wilma de Faria (PTdoB) e Rosalba Ciarlini trataram de encobrir, por diversas vezes, a falta de reciprocidade da Porcellanati protelando medidas que poderiam ter evitado ou minimizado o tamanho do rombo na economia potiguar.

Do mesmo modo, ficaram omissos os governos da prefeita Fafá Rosado (PMDB), Claudia Regina (DEM), Francisco José (PSD), a Câmara Municipal de Mossoró e o Ministério Público. Além das entidades representativas de classes, que não levantaram a voz.

Por diversas vezes, com o intuito de alertar as autoridades competentes, o extinto Jornal Página Certa publicou matérias apontando a falta de viabilidade do projeto Porcellanati e seu inevitável fracasso.

Os investimentos que foram direcionados pelos gestores públicos à Porcellanati dariam para fomentar o desenvolvimento de dezenas de empresas, locais e da região, promover geração de emprego e renda, bem maior do que a projetada, com sustentabilidade.

Não por mera coincidência a Itagrês Revestimentos Cerâmicos S/A, controladora do grupo Porcellanati, doou quantias expressivas para a campanha da governadora Rosalba Ciarlini, em 2010.

Esse é mais um daqueles engodos, utilizando o investimento público, que precisa ser esclarecido à população.

SECOS & MOLHADOS

Muro – A edição do último dia 25, do Diário Oficial do Estado (DOE), publicou o contrato para instalação do muro de concreto que será construído na prisão de Alcaçuz, com o objetivo de separar as facções criminosas PCC e Sindicato do RN. O governo do RN vai pagar à empresa M H Construtora Ltda – EPP, através do DER, o valor de R$ 794.028,00. Estão incluídos os serviços emergenciais da barreira provisória de containers marítimos. O prazo estipulado no contrato é de 90 dias, mas o governo Robinson Faria (PSD) já anunciou que o muro será concluído em 15 dias.

Recessão – De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o salário médio de admissão, no Rio Grande do Norte, é o terceiro pior do País: 1.068,12. Esse reflexo da crise repercute diretamente no setor de comércio e alimenta o ciclo vicioso da recessão. Com menos gente trabalhando, há menor consumo, há mais desemprego e maior endividamento das famílias.

Afastado – O mossoroense Marcelo Rosado não é mais o titular da Semurb de Natal. Ele vinha fazendo uma gestão técnica reconhecida nacionalmente e elogiada por todos, inclusive pela unanimidade dos técnicos da pasta – que, surpresos, divulgaram uma nota na imprensa. Temem que a Semurb volte a ter uma gestão politizada.

Desunião – A crise no sistema prisional do RN revelou, mais uma vez, a desunião da bancada federal do Estado. Apenas, o deputado Fábio Faria (PSD) e o senador José Agripino (DEM) se movimentaram em busca de apoio federal para o Estado do Rio Grande do Norte. Depois que a poeira sentar, todos aparecerão, se lhes forem convenientes, claro.

Controvérsia – O Ministério Público do RN (MPE-RN) diz que fez adequações e ajustes que propiciaram a diminuição de 10% no seu quadro de membros, atingindo, portanto o índice de 1,88% de sua Receita Liquida Corrente, em gastos com pessoal, conforme preconiza a Lei de Responsabilidades Fiscais (LRF). Portanto, atingiu o limite prudencial, quatro meses antes do prazo. Por outro lado, há críticas severas, de vários segmentos, que apontam que o MPE-RN criou o Programa de Incentivo à Aposentadoria Voluntária e estimulou a aposentadoria de alguns de seus membros através de indenizações milionárias. Ou seja, os aposentados saíram da folha de pagamento do órgão e entraram para folha de inativos do Poder Executivo. Assim, somente em dezembro de 2016, o MPE-RN gastou R$ 4,9 milhões para pagar 11 membros inativos, em parcela única, como antecipação da discutível Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) – que corresponde a uma espécie de verba indenizatória. (fonte: //transparencia.mprn.mp.br).

Controle – Finalmente, graças ao governo federal, a ordem começa a ser restabelecida na penitenciária de Alcaçuz. Homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, grupo composto por 81 agentes penitenciários, vindos de quatro Estados e do Distrito Federal, deram o suporte necessário para a ação de intervenção.

Nas ruas de Natal e região metropolitana 1,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica conseguem manter o clima de ordem dando mais tranquilidade à população. Isso não tira o mérito dos policiais e agentes do RN que, apesar da falta de estrutura oferecida pelo Estado, também estão fazendo a sua parte.

Surto – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o surto de febre amarela deve se espalhar no Brasil. O País vive o maior surto da doença, desde que foi iniciada a série história, em 1980. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade é de 51,8% dos casos. É inacreditável vermos tantos descasos com as políticas públicas no Brasil. Estamos regredindo, a passos largos, em quase todos os aspectos. Preocupante.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 23/01/2017 - 09:12h
Poder

PCC garante paz nas ruas do RN e anuncia exigências

“Somos criminosos e não moleques.” Com essa frase, um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Rio Grande do Norte grava vídeo e pulveriza na Web, dando garantia de paz à população, atestando que a facção tem disciplina e fazendo cobranças (ameaças) ao Governo do RN.

– Queremos deixar a sociedade tranquila (…). O PCC não admite baderna – avisa o porta-voz ao lado de vários outros companheiros, todos fortemente armados e com rostos encobertos por camisas, formando uma máscara.

O representante do PCC, lendo mensagem “oficial” no display de um smartphone, lembra que já apresentou pauta de negociação ao Governo do Estado, exigindo a retirada dos integrantes da facção Sindicato do Crime do RN da penitenciária de Alcaçuz, em Nisia Floresta (Grande Natal).

Guerra

Se não forem atendidos, prometem “estender” essa “guerra” às ruas, alvejando “policiais de todas as categorias” e “órgãos públicos”.

Leia também: Cabo da PM grava vídeo com líderes de facção e é afastado (veja AQUI).

Leia também (com vídeo): Programa Fantástico entra em Alcaçuz e mostra outras facetas dessa crise sem controle (veja AQUI).

Nota do Blog – No final de semana, o governo colocou uma série de containeres enfileirados no pátio do Presídio de Alcaçuz, para separar as duas facções.

Também já foram encontrados novos restos de corpos no presídio, o que compromete a totalização de mortos. Governo não sabe quantos presos existiam no local, quantos fugiram (apesar de negar qualquer fuga), quantos estão vivos e quantos morreram. Também admite que não tem controle do local.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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