quarta-feira - 01/02/2017 - 21:40h
Mossoró

Robinson descarta presídio anunciado por seu secretário

Do Blog do Barreto

Por meio da nota abaixo o Governo do Estado descartou a possibilidade de se construir um novo presídio em Mossoró.

O Governo do Rio Grande do Norte esclarece que Mossoró não está incluída entre os possíveis locais para a construção do terceiro presídio do estado, cujos recursos foram assegurados pelo Fundo Penitenciário (FUNPEN) do Ministério da Justiça.

O governador Robinson Faria (PSD) já afirmou em outras ocasiões e reitera que não considera a cidade de Mossoró para abrigar o referido presídio. “O novo presídio não será construído em Mossoró”, confirmou o governador.

Em seu Twitter, o governador disse: “Esclareço aos mossoroenses que não considero em hipótese nenhuma construir um presídio estadual na cidade”.

Mas a ideia não surgiu do nada nem foi um boato. O Blog do Barreto resgata um vídeo (gravado em 11 de janeiro deste ano) do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Walber Virgolino, em conversa com o editor desta página em que ele declara que está estudando um local para construir um novo presídio em Mossoró. Ressalve-se aí que ele explica ser do governador a última palavra para a decisão.

Nota do Blog Carlos Santos – Essa é a segunda vez nos últimos dias, que o governador desmente seu secretário. Antes, Virgolino admitira que governo negociara com líderes de chacina no Presídio de Alcaçuz (veja AQUI). Depois, o governador disse que isso nunca ocorreu.

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terça-feira - 24/01/2017 - 18:54h
Risível

Presos exibem armas e celulares após ‘ocupação’ de Alcaçuz

Do portal G1

Poucos minutos após o Grupo de Operações Especiais (GOE) do Sistema Penitenciário sair de dentro do Pavilhão 5 de Alcaçuz, onde houve uma intervenção e revista nesta terça-feira (24), presos subiram ao telhado da unidade segurando armas brancas e celulares. A equipe do G1 registrou a ação dos detentos às 15h35.

Presos exibem arma e exibem-se despreocupadamente após 'ocupação' feita pelas forças policiais (Foto: José Aldenir)

A operação de intervenção e retomada do controle da Penitenciária de Alcaçuz teve início às 10h, com participação de policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Batalhão de Choque (BPChoque) e de agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE).

O objetivo dessa ação era justamente fazer uma varredura nos cinco pavilhões para retirar armas brancas, arma de fogo, munições e celulares.

Brigas

O presídio de Alcaçuz tem rebeliões desde o dia 14 de janeiro e, ao longo dos últimos dias, os presos circulavam tranquilamente ostentando armas brancas e subindo nos telhados.

Armado, no pátio do Presídio de Alcaçuz, presidiário parece ignorar a 'força' do Estado (Foto: José Aldenir)

Na quinta-feira (19), durante uma briga entre duas facções que disputam poder, um preso foi visto portando arma de fogo e atirando contra os inimigos.

Na manhã desta terça (24) policiais do Bope, Tropa de Choque e o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Secretaria de Justiça (Sejuc) ocuparam a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, para realizar uma revista minuciosa nos pavilhões.

Saiba mais AQUI.

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segunda-feira - 23/01/2017 - 09:45h
Crise no sistema prisional

Governo trava guerra de informação em redes sociais

O Governo do RN escalou sua “tropa de choque” (servidores, aliados políticos, simpatizantes) nas redes sociais nesse domingo (23) e hoje para uma corrente só: fazer frente à onda que ganhou proporção nacional e internacional nas redes sociais e imprensa, que atesta incapacidade do poder público em conter rebelião no sistema prisional estadual.

A hastag (é uma expressão usada entre os usuários das redes sociais, na internet. Palavra-chave antecedida pelo símbolo #) #RNnãovairecuar foi anexada às mensagens de apoio ao governado Robinson Faria (PSD), em contraposição à tese de que existe movimento orquestrado contra o governismo.

O tema chegou a ficar em segundo lugar, entre os mais comentados no país no domingo, na rede social Twitter.

– O Governo do RN está trabalhando para superar a crise penitenciária, com seriedade e planejamento. É preciso enfrentar! – avisa um porta-voz do governo.

– Mesmo com toda dificuldade enfrentada, o governo não vai recuar. Temos um objetivo, proteger a população do RN – destaca endereço institucional do governo.

– Pobre RN sem rumo e sem sorte. Gestão Robinson Faria é vergonha nacional – reage um webleitor.

Veja AQUI esse movimento no Twitter.

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sábado - 21/01/2017 - 01:08h
Revista Época

Trapalhada do governo culmina em sete dias de rebelião

Revista Época detalha acordo feito pela gestão Robinson Faria com bandidos, apesar de ele negar

Da revista Época

Já fazia mais de 100 horas que, com escudos improvisados e rostos encobertos por camisetas, presos dominavam a penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Na manhã da quarta-feira (18), o pátio da cadeia lembrava um campo de batalha medieval prestes a explodir. Criminosos da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) ocupavam o lado esquerdo da arena.

Separados por uma barricada de chapas de madeira, membros da organização potiguar Sindicato do Crime (SDC) estavam a postos à direita. Àquela altura, com o peso de 26 assassinatos desde o início da rebelião, o governo estadual se viu emparedado. Em desvantagem, decidiu negociar.

Facções rivais se enfrentam na quinta-feira (19). Governo quer construir um muro (Foto: Andressa Anholete/AFP)

A missão foi encabeçada pela delegada Sheila Freitas, diretora da Polícia Civil na Grande Natal. Sheila é descrita em uma homenagem de parlamentares como “sinônimo de força e de muita determinação”, predicados úteis nas tratativas com a bandidagem.

Segundo um integrante do alto escalão do governo, a negociação aconteceu na sede da polícia, no bairro Cidade Esperança, com José Claudio Cândido do Prado, o Doni Gil, um dos chefões da facção paulista no Rio Grande do Norte. O acordo foi registrado em ata.

Na segunda-feira (16), ele havia sido retirado do presídio com outros quatro do PCC para presídios federais. Foi Doni quem determinou os termos da rendição. Em troca de devolver a calmaria à cadeia, exigiu que o governo transferisse dali somente membros do SDC – no mundo do crime, mudar de “casa” é como ter a prisão decretada pela segunda vez. Sheila consentiu, e o pacto foi selado.

Ao determinar a remoção de 220 detentos de Alcaçuz, nenhum deles do PCC, o governador Robinson Faria (PSD) ignorou a recomendação do setor de inteligência prisional: a de retirar integrantes da facção paulista em vez dos membros da potiguar, por serem minoria – 500 diante de 1.000.

Secretário lamenta orientação ser ignorada por governador

“O que dissemos não foi levado em consideração”, afirmou Wallber Virgolino, secretário de Justiça e Cidadania, em entrevista a ÉPOCA. Num roteiro recorrente para autoridades da segurança pública, Faria negou com veemência qualquer tipo de acordo com o crime, assim como minimizou a divergência com Virgolino. Sheila negou-se a atender à reportagem por impossibilidade de agenda.

Desavenças em momentos de crise são sinais inequívocos de que a situação está fugindo do controle. A confusão entre as autoridades logo foi sentida fora do gabinete. Na mesma tarde do aval para a remoção dos presos, chefes do Sindicato do Crime emitiram um “salve”, como são chamadas as ordens, determinando que os ataques chegassem às ruas.

Pela primeira vez desde o começo da crise na segurança pública – deflagrada em outubro passado, em decorrência de uma guerra entre PCC e a carioca Comando Vermelho (CV) –, a barbárie saiu das prisões.

A Grande Natal foi tomada por cenas de horror. A Polícia Militar registrou pelo menos 38 incêndios e ataques a ônibus, carros oficiais e prédios públicos. Amedrontada, boa parte dos turistas não saiu dos hotéis. Na manhã da quinta-feira (19), a batalha campal se concretizou em Alcaçuz – e pôs fim ao frágil armistício costurado com o governo.

Os presos se enfrentaram com barras de ferro, pedras e pedaços de pau e armas de fogo. A Polícia Militar afirmou que os detentos “estavam armados e se matando”. Sobrou até para o diretor do presídio, Ivo Freire, ferido por estilhaços. Houve mais mortes, mas o número não foi confirmado.

Trapalhadas

O governador Robinson Faria veio a público na quinta-feira para dar uma resposta às trapalhadas ao longo da semana. No ponto mais agudo da crise, anunciou a entrada do Batalhão de Choque em Alcaçuz como medida imediata para conter a batalha medieval. Prometeu mais.

Na entrevista ao canal de TV Globonews (veja AQUI), disse ao vivo para o Brasil que, na manhã seguinte, daria início à construção de um muro para isolar grupos rivais. Parecia ter esquecido que a derrubada de um, dias antes, permitiu o massacre em Alcaçuz.

Saiba mais detalhes AQUI.

Nota do Blog – A revista Época é mais um órgão de imprensa da chamada Grande Imprensa a confirmar, ratificar e detalhar, o acordo feito entre o Governo do RN e o crime organizado (veja AQUI também).

Apesar de negar (veja AQUI), o governador na prática não prova o contrário nem exonerou qualquer auxiliar que atestou a existência dessa negociação de esgoto.

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sexta-feira - 20/01/2017 - 15:48h
Agora?!

Bancada federal se manifesta em apoio à luta contra crime

Em nome da bancada federal do Rio Grande do Norte, o coordenador, deputado federal Felipe Maia (DEM) encaminhou na manhã desta sexta-feira (20), carta ao Ministro da Defesa, Raul Jungmann, com o intuito de solicitar o empenho urgente aos pleitos elaborados pelo governo do estado no tocante a ações no auxílio a restauração da normalidade do sistema de segurança pública norte-rio-grandense.

Abaixo, segue nota à imprensa em que a bancada comenta os últimos acontecimentos que envolvem a crise no sistema penitenciário potiguar e se coloca à disposição do governo do estado para buscar soluções para o quadro de insegurança instalado no Rio Grande do Norte.

NOTA DA BANCADA FEDERAL DO RN

É grave e sem precedentes a crise na Segurança do Rio Grande do Norte.

A rebelião de Alcaçuz deixa o Brasil e o nosso Estado perplexos e com a certeza que apenas a UNIÃO de forças poderá solucionar o problema, trazendo a paz que todos pretendemos e merecemos.

Como coordenador da bancada federal do RN, testemunho e atesto a total disponibilidade de nossos deputados e senadores para ajudar – como nos cabe – em Brasília e no Estado.

Não nos omitimos nem esquivamos de nossas atribuições.

E é com este espírito – de união, colaboração e solidariedade – que mais uma vez e, agora, de maneira formal e pública nos colocamos à disposição do Governador Robinson Faria.

Felipe Maia – Deputado federal e coordenador da bancada federal do RN

Nota do Blog – Quanta demora, hein?! Quase uma semana após pipocar a rebelião – com chacina – no Presídio de Alcaçuz, só agora os caríssimos parlamentares se pronunciam.

Francamente!

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sexta-feira - 20/01/2017 - 09:16h
Rebelião de Alcaçuz

Natal amanhece ainda sob pânico, mas Exército desembarca

Do Portal Noar

Nesta sexta-feira (20), os natalenses sofrerão mais um dia sem a circulação dos ônibus normalmente.

Apesar do acordo com a Polícia Militar e Guarda Municipal para acompanhar a saída das garagens e principais corredores, os motoristas não saíram no horário habitual, devido um ataque criminoso ter sido registrado na empresa Reunidas, onde dois ônibus foram incendiados.

Por enquanto apenas vans e lotações fazem o transporte nas ruas.

Exército

Por volta das 9h desta sexta-feira, um comboio trazendo militares do Exército começou a chegar em Natal pela BR-101.

Ao todo serão 1.200 militares que farão o patrulhamento das ruas até o próximo dia 30 de janeiro, conforme divulgado no Diário Oficial da União (DOU).

Nota do Blog Carlos Santos – Natal amanheceu como se vivesse um feriadão. Há um pânico quase generalizado na cidade e cercanias. A rebelião no Presídio de Alcaçuz em Nísia Floresta parece infindável.

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quinta-feira - 19/01/2017 - 08:38h
O Globo afirma:

Governo negocia paz em presídio em acordo com PCC

Do jornal O Globo

Capa de O Globo de hoje mostra foto impactante e manchete comprometedora (Foto: reprodução)

O governo do Rio Grande do Norte decidiu negociar com o PCC para tentar retomar — ainda esta semana — o controle da penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal. O presídio, o maior do estado, foi palco da matança de pelo menos 26 detentos no fim de semana.

Segundo informações obtidas pelo Globo, uma delegada da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar foram designados para conversar com criminosos. O objetivo da negociação é evitar novo confronto com o Sindicato do RN, bando local rival da facção paulista.

Os policiais negociadores receberam a missão de descobrir as exigências dos presos e identificar quais delas poderiam ser atendidas. Uma das reivindicações foi atendida nesta quarta-feira: um grupo de 220 detentos, ligados à facção local, foi transferido do presídio de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

“Conversar”

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o estado designou duas pessoas como representantes, mas não para negociar e, sim, para “conversar e manter um contato” com os detentos porque, segundo a assessoria, é preciso existir comunicação.

“É o que a polícia chama de verbalização”. A assessoria não comentou sobre o atendimento às exigências dos presos.

O secretário da Justiça do Estado, Wallber Virgolino, reconheceu que alguns estados “fazem um acordo tácito com os presos” para “não bagunçar, não matar ninguém, não fazer rebelião” e afirmou que, no Rio Grande do Norte, criminosos não tem regalias. “O estado recua, fica com medo do preso, e começa a aceitar de forma involuntária tudo do preso”.

Veja matéria completa AQUI.

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terça-feira - 17/01/2017 - 18:16h
Ah, tá!

Robinson teme novo “Carandiru”, mas tudo está ‘sob controle’

Da revista Veja online

O governador Robinson Faria (PSD) afirmou que a polícia ainda não invadiu o presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, para evitar um novo “Carandiru” (ocupação de presídio em São Paulo-SP que resultou na morte de 111 presidiários).

No último sábado, os presos se rebelaram e deixaram 26 mortos. Três dias depois, os presos ainda dominam unidade. Em imagens, vários deles aparecem sobre o telhado do presídio.

“O que podemos fazer? Entrar lá e matar os presos?”, perguntou “O Estado não pode recuar. Eles quebraram totalmente o pavilhão 5. Mas a situação está sob controle. A polícia conseguiu controlar. Estamos enfrentando essa crise com muita serenidade”, afirmou.

Saiba mais clicando AQUI.

Leia também: “Estado precisa ‘invadir’ Alcaçuz”, diz especialista em Segurança Pública (AQUI).

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terça-feira - 17/01/2017 - 17:44h
Voz do conhecimento

“Estado precisa invadir Alcaçuz”, diz especialista em Segurança

Para Ricardo Balestreri, Robinson não pode temer ocorrência de “segundo Carandiru”, e se acovardar

No cenário de tensão na penitenciária Estadual de Alcaçuz com a rebelião que já dura quatro dias, Ricardo Balestreri, ex-secretário acional de Segurança e atual professor de Gestão de Segurança Privada na Faculdade Estácio, Natal, afirma que o Estado não pode ficar inerte à situação como espectador e precisa agir de imediato no espaço interno do presídio.

“O Estado precisa ‘invadir’ o presídio de Alcaçuz com uso das tecnologias corretas. Não se pode assistir ao motim sem fazer nada”, alerta.

Balestreri: “É preciso estabelecer método rápido, retirando logo presos provisórios e os de menor periculosidade” (Foto: Web)

Para ele, o Governo não pode temer a ocorrência de um “segundo Carandiru”, e usar como motivo para a não atuação. “Só vão repetir a chacina no Carandiru se não fizerem da maneira correta. Uma coisa é invadir e controlar, outra é entrar para fuzilar”, coloca o professor. Na opinião dele, para esta invasão, como solução em curto prazo para o controle da penitenciária, devem ser utilizadas “armas não letais com a utilização progressiva e funcional da força”.

Após a entrada e controle da situação, conforme Balestreri, é necessário realizar um esvaziamento do presídio, em uma força tarefa com a atuação do Ministério Público, Tribunal da Justiça do RN, Defensoria Pública. “É preciso estabelecer um método rápido, retirando de imediato os presos provisórios e os de menor periculosidade”, afirma.

Em longo prazo, mas como prioridade, é necessário o Estado formar “grupos táticos de intervenção imediata para presídios”. “É preciso criar esses grupos especializados no controle de manifestações, e não precisar chamar a Policia Militar – que não possui essa especialidade. Invadir uma casa, não é mesmo que invadir uma penitenciária”, considera Balestreri.

Outra solução, já em ação futura, de acordo com o especialista, é fazer uso do método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) para gestão das penitenciárias, contando com a parceria da sociedade organizada. “O Governo não pode achar que vai resolver tudo sozinho, sem o apoio da sociedade”, alerta.

De acordo com Ricardo Balestreri, é um erro comemorar a guerra e morte entre os presos, como se estivesse diminuindo o número de criminosos. “O leigo pode não saber, pode achar que é interessante que os bandidos se matem. Mas essas mortes fortalecem e tornam maiores as facções. Elas criam monopólios”, afirma o professor.

Nota do Blog – Balestreri fala como propriedade e o Governo Robinson Faria (PSD) não tem qualquer moral para contestá-lo, pois já o trouxe ao RN para ministrar curso “O novo projeto de Segurança Pública do Rio Grande do Norte e a importância dos operadores na formação de novos paradigmas”, em 2015. Mas a ideia terminou não tendo sequência. Robinson preferiu delirar com Ronda Cidadã e experiência em Bogotá.

Como é bom ouvir a voz de especialista, afirmando exatamente o que temos defendido aqui desde o início do conflito: o Estado não pode ficar do lado de fora, esperando que as facções resolvam suas diferenças. Quem vencer lá sairá mais fortalecido para fazer o mesmo aqui fora.

Também é interessante ouvir o especialista afirmar o que comentamos há muito tempo: os que comemoram a carnificina, inocentemente não percebem que elas fazem sua “justiça”, mas não em nome da revolta do cidadão de “bem”, mas em nome de seus próprios valores e normas.

Obrigado, Balestreri.

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domingo - 15/01/2017 - 22:55h
Sistema prisional

TJ agilizará processos de presos em esforço concentrado

Expedito Ferreira: acompanhando (Foto: TJRN)

“A crise no sistema penal, no Brasil e no Rio Grande do Norte, não tem origem judiciário”, disse o desembargador Expedito Ferreira hoje. Presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), ele acompanhou pela madrugada notícias e decisões relativas à rebelião no Presídio de Alcaçuz.

“Estamos participando e vamos intensificar a busca pela solução do problema, que se transformou em tragédia agora também no nosso estado. Nós já começamos a participar do esforço de, primeiro, mitigar os efeitos da rebelião em Alcaçuz e, no segundo momento, vamos intensificar nossas contribuições na busca pela solução do problema”, afirmou.

A rebelião em Alcaçuz não mudará a agenda do TJRN voltada para a questão, garantiu o presidente.

Esforço concentrado

Na quarta-feira (18), ele reunirá juízes, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no primeiro encontro do esforço concentrado estabelecido pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, para agilizar a finalização de processos dos presos provisórios.

No Rio Grande do Norte, lembrou o desembargador Expedito Ferreira, são pouco mais de 2.900 presos nessa situação, dentro do total de pouco mais de 8.200 apenados. Esse esforço concentrado, ao contrário de um mutirão, tem caráter prolongado e o prazo de 90 dias para apresentar os primeiros resultados.

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domingo - 15/01/2017 - 13:22h

A tímida passagem do governo por Mossoró

A agenda do governador Robinson Faria (PSD), em Mossoró, foi muito tímida, sob do ponto de vista de ações administrativas – para quem praticamente abandonou a cidade, durante os dois primeiros anos de mandato.

Isso é até compreensível para um governo que, na pratica, não tem o que mostrar.

Alguns engodos, anunciados com pompas, chegam a insultar a inteligência e a paciência dos cidadãos mossoroenses. Um deles é a reforma do aeroporto de Mossoró e o anúncio de que teremos voos diários a partir de abril.

Rosalba e Robinson: faz-de-conta (Foto: Arquivo)

Mas, isso não é tão simples assim. Depende ainda de condições técnicas severas que precisam ser adequadas, junto aos órgãos controladores e reguladores de aeroportos no Brasil (Anac, cindacta III etc.). Não existe um estudo sério sobre a sua viabilidade econômica.

Até mesmo, os horários de voos anunciados são inadequados para quem pretende ir a Recife a negócio. Mas, estranhamente, a paternidade do “feito” já está sendo disputada entre o ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD), a atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o próprio governador Robinson Faria (PSD).

Os três juntos nunca foram capazes de fazer funcionar com dignidade e, minimamente, sequer a Rodoviária de Mossoró. Pasmem!

Outro engodo é a implantação do programa “Ronda Cidadã”.

O governo do RN não tem efetivo suficiente para garantir a segurança mínima do Estado – que bate recordes de violência, fugas, assaltos, roubos, e assassinatos. Não tem verbas e nem orçamento que possam suprir as diárias operacionais necessárias, com pagamentos em dia, aos policiais.

Não conseguiu fazer ainda funcionar regularmente o Ronda Cidadão em Natal, imaginem aqui em Mossoró, cuja segurança está entregue à própria sorte.

Tudo isso, é puro espetáculo de mídia e geração de falsas expectativas.

NA VERDADE, o governador veio a Mossoró para marcar espaço político na disputa com a prefeita Rosalba Ciarlini – na tentativa de minimizar o possível avanço do Rosalbismo ou até, quem sabe, tê-la ao seu lado no futuro (algo pouco provável – veja AQUI) na região.

Em ambos os lados, ficou evidente o foco dessa disputa: o governador Robinson Faria quer dar projeção pontual e privilegiada à primeira-dama e secretária de Estado da Sethas, Julianne Faria; e a prefeita Rosalba Ciarlini tem como prioridade política de sua gestão a promoção de sua filha e secretária do Desenvolvimento Social e Juventude, Lorena Ciarlini (veja AQUI).

Os dois estão de olho nas eleições de 2018, para elegerem suas protegidas. A largada já foi dada.

Enquanto isso, a gestão pública vai sendo tocada de forma precária, sem planejamento efetivo, eivada de enganações, mentiras e descaso com o cidadão. Infelizmente.

Mossoró tem o que merece!

SECOS & MOLHADOS

Vaias – É bem verdade que o deputado Galeno Torquato (PSD) deve muitas explicações aos seus eleitores mossoroenses. Por outro lado, não é ético que parlamentares, que se acham prejudicados com a vitória expressiva de Galeno, em Mossoró, organizem claques para o vaiarem, por ocasião da visita do ministro da Saúde ao HRTM, na última semana (veja AQUI).

Atraso – Os servidores públicos municipais, filiados ao Sindiserpum, vão realizar assembleia geral na terça-feira (17) – veja AQUI, para decidirem o que fazer diante do atraso de salário de novembro, dezembro e parte do 13º salário. Nos bastidores do sindicato, há uma indignação generalizada com a falta de informação do governo Rosalba Ciarlini (PP), a respeito do assunto, e os filiados consideram que o descaso da prefeita precisa de uma resposta rápida e eficaz.

Polo – O governador Robinson Faria anuncia a construção de mais um presídio em Mossoró. Com isso, Mossoró vai se transformando noprincipal polo prisional do Estado. A estratégia é que as prisões têm que ficar bem longe do polo turístico de Natal e também do polo industrial da Grande Natal.

Presídio Federal foi usado como bandeira de campanha de Rosalba Ciarlini; hoje, melhor o silêncio (Foto: arquivo)

Os políticos e governantes locais não reagem minimamente a isso. Talvez, porque achem que o polo prisional seja mais lucrativo do que os polos turístico e industrial. Gente que reclamou do Presídio Federal no passado, hoje se cala. Caso da hoje prefeita Rosalba Ciarlini, que na disputa do Governo Estadual em 2010, era contrária.

Chacina – A rebelião de Alcaçuz, que resultou na chacina de vários presos, é um caos anunciado. Isso é apenas a espoleta da bomba-relógio que está prestes a explodir, se não for tomada nenhuma atitude severa, eficaz e urgente por parte das autoridades competentes.

Calamidade – O que está acontecendo em Alcaçuz é a falência total do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. Déficit de vagas, falta de estruturas, fugas, violências, calamidade total, corrupção: esse é o cenário da realidade das prisões do RN, detectadas desde março de 2015. Quase dois anos depois, a coisa só piora. Enquanto as facções planejavam a rebelião de Alcaçuz, engodos como o “Ronda Cidadã”, em Mossoró, jogavam pelo ralo o dinheiro do contribuinte, numa jogada midiática para favorecimentos políticos futuros.

Déficit – De acordo com a Secretaria de Justiça (SEJUC), o RN possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3.500 vagas. Tais unidades abrigam, hoje, mais de 8 mil presos. Um déficit de cerca de 4.500 vagas. Alcaçuz, que abriga mais de 1 mil presos (tem capacidade de abrigar, apenas, 620 presos), só no ano passado, registrou a fuga de 100 presos (10%).

Juros – A redução da Taxa Selic em 0,75%, pelo Banco Central, na última semana, foi motivada pelo recuo da inflação. Esta, por sua vez, foi o resultado da recessão econômica em que vive o País, sendo pressionada pelo endividamento e desemprego. Baixou a febre, mas, a taxa de juros reais do Brasil ainda é a maior do planeta.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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sábado - 14/01/2017 - 23:38h
Rebelião

Secretário garante que não houve fuga de Alcaçuz

O secretário de Segurança Pública do RN, Caio Bezerra, fala através de vídeo sobre rebelião no Presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Caio Bezerra garante que não houve fuga de Alcaçuz, assegurando que a rotina dos potiguares pode seguir normalmente, sem maiores temores.

Destaca que ele e outras autoridades governamentais seguem Gabinete de Gestão Integrada (GGI) no Centro Administrativo, em Natal, acompanhando os acontecimento e tomando decisões relativas ao problema.

O governador Robinson Faria (PSD) preside reunião.

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