quinta-feira - 01/03/2018 - 07:52h
Prefeitura Municipal de Mossoró

Arrocho do IPTU de 2017 deixa 64,65% de imóveis devedores

Dados da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ) da Prefeitura Municipal de Mossoró apontam que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do exercício passado (2017) se manteve com alta inadimplência. Como previsto por esta página, sem nenhum exercício de adivinhação.

Rosalba: alta cobrança (Foto: Edilberto Barros)

A elevação de valores cobrados em muitos casos passou dos 600% em relação ao ano anterior (2016). O ‘pipoco’ se deu após readequação da base cadastral, feita a partir de trabalho de georreferenciamento realizado pela municipalidade, atualizando situação de milhares de imóveis (reformados, ampliados etc.).

A inadimplência atingiu 64,65% dos imóveis, ou seja 71.495. Foram lançadas cobranças para 110.040 imóveis (entre prédios e terrenos) e o pagamento realizado foi em relação a 39.094 (35,35%).

Em termos financeiros, o valor cumulativo lançado foi de R$ 41.457.928,11 (100%), com o recebimento de R$ 17.704.432,06 (42,7%).

A inadimplência fiscal somou R$ 23.753.496,05 (57,3%).

Desemprego e recessão

A gestão Rosalba Ciarlini (PP) seguiu a receita de sempre com o resultado de sempre da cultura fiscal brasileira. Acabou recebendo mais de um número menor de contribuintes, mesmo com a ameaça de negativar devedores no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Centralização de Serviços dos Bancos (SERASA), bem como de judicialização.

Os excessos foram ainda mais sentidos, num ano de profundas dificuldades na economia, com altos índices de desemprego e quadro recessivo.

O caso foi questionado por diversos contribuintes de forma judicial. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró, entrou na questão. Mas protocolou mandado de segurança em foro errado (Justiça Estadual), quando deveria fazê-lo no âmbito federal. Quando assim o fez, apresentou parcos argumentos e não teve provimento à sua demanda na 10ª Vara Federal (veja AQUI).

A base de cálculo para a cobrança do IPTU é o valor de venda à vista do imóvel. A alíquota incidente é de 1% pra imóvel edificado e 2% pra terreno.

Nota do Blog – O prosaico desse enredo é que a prefeita tem residência própria em outro município, a cidade-praia do Tibau. Só em meados do ano passado é que Rosalba alugou imóvel no bairro Nova Betânia (veja AQUI). O imóvel da sua família na cidade tem caracterização rural, o Sítio Cantópolis, não pagando IPTU. Paga o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), algo quase simbólico.

* O IPTU 2018 já foi lançado. Para dúvidas e outros esclarecimentos, a Secretaria disponibiliza o e-mail plantao.fiscal@prefeiturademossoro.com.br e também os telefones (84) 3315-4906 ou (84) 988494027(WhatsApp).

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segunda-feira - 10/07/2017 - 04:50h
Mossoró

Condomínios se mobilizam contra sangria do IPTU 2017

Em alguns condomínios residenciais em Mossoró, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2018 caminha para expressiva inadimplência.

Tudo ocorre como previsto em várias postagens deste Blog, sem maiores dificuldades de premonição.

Proprietários de imóveis têm-se reunido e fechado entendimento para simplesmente não pagarem o escorchante imposto, que em muitos casos passa de 600% – num comparativo com o exercício anterior (2016).

Só para lembrar: ano passado, a inadimplência foi da ordem de 55%, mesmo com campanha de atualização tributária assentada em convidativos descontos.

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quinta-feira - 04/05/2017 - 09:04h
Mossoró

IPTU marcha para causar grande perda ao cofre municipal

Há uma conjuntura nacional e local pouco favorável para que a Prefeitura Municipal de Mossoró amplifique sua arrecadação direta em 2017. No caso do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o cenário é ainda mais tenebroso.

O exercício 2016 do IPTU apresentou inadimplência da ordem de 55%, último ano da administração Francisco José Júnior (PSD). Em 2017 são cerca de 101 mil contribuintes. Em 2016, esse número era mais reduzido, atingindo algo em torno de 91 mil.

Para 2017, o percentual tende a ser ainda maior. Prefeitura convive com descontentamento generalizado do contribuinte.

Nesse início da gestão Rosalba Ciarlini (PP), a grita é geral em face de aumentos estratosféricos nos valores, como o próprio Blog Carlos Santos reportou esta semana (veja AQUI), justificados pela municipalidade (veja AQUI).

Foram lançados R$ 46 milhões em cobrança desse tributo, num cenário recessivo, queda vertiginosa no número de imóveis alugados/vendidos e no preço final de mercado.

Ano passado, segundo a municipalidade, houve arrecadação de pouco mais de R$ 11,6 milhões em IPTU e Taxa de Limpeza Pública. O Blog não obteve detalhamento oficial de quanto representou cada um.

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Categoria(s): Administração Pública
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