Por François Silvestre
O MDB nasceu sob o signo da suspeita. Quando a Ditadura aboliu os partidos políticos da ordem constitucional de 1946, criou dois “partidos” para dar feição de normalidade política. Arena e MDB.
Os adversários mais consequentes do regime imposto torceram o nariz para os dois. Um declaradamente a ser “partido do governo” e o outro “partido de oposição”.
Oposição consentida, era o rótulo do MDB.
Passado o tempo, o partido da oposição consentida criou estatura de oposição respeitável. E muitos dos que não se filiavam a correntes ideológicas extremadas abrigaram-se no seu ninho.
E prestou um grande serviço na luta pelo retorno da Democracia.
Com o fim do bipartidarismo, a ditadura imaginou desfigurar o MDB. E legislou exigindo a palavra “partido” em todas as siglas partidárias.
Ao ganhar o “P”, o MDB prostituiu-se. E só piorou ao longo do tempo.
Agora, sem jeito de remendo querem retirar o “P”, como se o fim de uma letra fosse o fim da patifaria.
Não.
É apenas a farsa da tragédia originária.
Café requentado muito tardiamente.
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