sábado - 15/06/2019 - 15:48h
Pressão

Fátima pode ter que fazer reforma previdenciária no RN

Fátima: o tempo está passando (Foto: arquivo)

Se prevalecer no texto final da Reforma da Previdência a não inclusão de estados e municípios (veja AQUI), a governadora Fátima Bezerra (PT) terá que assumir um ônus do qual tem se esquivado desde o começo da gestão, para não se indispor sobretudo com o movimento sindical.

Terá que fazer a sua própria reforma no RN.

Quando integrava a equipe de transição da governadora eleita Fátima Bezerra (PT), o advogado Nereu Linhares afirmou que uma das alternativas para o rombo na previdência estadual seria o aumento da alíquota de 11% para 14%.

“Não tem como fugir disso”, afirmou em entrevista ao programa Enfoque Político (TV Terra do Sal, hoje Super TV), no dia 29 de novembro do ano passado, falando ao jornalista Saulo Vale.

Escolhido para comandar o Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Linhares mudou de discurso.

Ajustou-o à estratégia da governadora, que a exemplo dos demais governadores lutou para inclusão de estados e municípios no texto do deputado federal e relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP).A retirada da emenda do projeto de Samuel Mendes, que alcançaria os estados e municípios, pode ser uma estratégia para levar governadores a se envolverem e influírem na votação, através das bancadas federais em Câmara e Senado. A proposta ainda pode ser ressuscitada nas discussões em plenário.

Em termos de RN, Fátima Bezerra não conseguirá se esgueirar dessa responsabilidade para sempre, caso em Brasília dê tudo errado. O tempo está passando.

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sábado - 15/06/2019 - 13:32h
Previdência

Governadores e prefeitos se angustiam fora da reforma

Conheça os principais pontos do projeto que acabou excluindo estados e municípios do texto final

Muitos webleitores buscam no Blog Carlos Santos (e em nossas plataformas de redes sociais) maiores informações sobre a exclusão de estados e municípios das regras previdenciárias do projeto de Reforma da Previdência, que foi concluído pelo deputado federal e relator Samuel Moreira (PSDB-SP). A emenda que incluía Estados e municípios ficou fora do texto a ser discutido ainda em plenário até ser votado pelo Congresso Nacional.

Se não houver alteração em plenário, cada ente público (estado e município) terá que fazer a sua própria reforma. Eis a angústia de governadores e prefeitos.

Decisão do relator deixou estados e municípios fora de regras previdenciárias da União(Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS)

Eis abaixo um resumo dessa matéria:

O que previa a PEC dos Estados e municípios?

— Novas regras para os servidores públicos (Regime Próprio de Previdência Social – RPPS) valeriam para servidores da União, de estados e de municípios. Agora, com a exclusão da emenda, valerão apenas para servidores federais, ou seja, da União.

— Para quem já atua sob o chamado Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), haveria uma única opção de transição entre a regra atual e a futura, que valeria na íntegra para os servidores mais jovens ou que ainda ingressarão em municípios e Estados.

— Entre as mudanças, a equipe econômica estabelece alíquotas de contribuição progressivas para os funcionários públicos (quem paga mais, ganha mais) podendo chegar a até 22%. Atualmente, a alíquota é de 11%. Além disso, haveria três opções de transição para o novo regime.

— Eleva idades mínima para 65 e 62 anos, respectivamente, para homens e mulheres, iguais às da iniciativa privada

— Tempo de contribuição mínimo no serviço público de 25 anos. Períodos pagos ao INSS quando na iniciativa privada podem ser contados, mas o servidor precisaria cumprir 10 anos no serviço público e 5 anos no cargo para pedir a aposentadoria.

— Os professores da educação básica poderão se aposentar aos 60 anos de idade, se homem, e 57 anos, se mulher. O texto original do Executivo previa 60 anos para todos, nos setores público e privado.

* A PEC segue válida para servidores federais, mas agora exclui os estaduais e municipais.

Fonte: Câmara dos Deputados.

Nota do Blog – Adiante vamos mostrar consequências políticas e o que está por trás dessa decisão.

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terça-feira - 11/06/2019 - 21:48h
Dia 27

Reforma da Previdência será foco da Quinta Jurídica

No dia 27 de junho, às 19h, no auditório da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), a nova edição da Quinta Jurídica trará para o debate a Reforma Previdenciária.

Dois palestrantes estão definidos.

Os palestrantes serão o Juiz Federal da 4ª Região José Antonio Savaris e o Procurador Federal da Advocacia Geral da União (AGU) Juan Paulo Couto.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas através do site www.jfrn.jus.br .

No dia do evento é necessário que o participante faça a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis.

A Quinta Jurídica é promovida pelo núcleo no Rio Grande do Norte da Escola de Magistratura Federal.

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segunda-feira - 10/06/2019 - 22:50h
Brasília

Fátima participa de Fórum de Governadores nessa terça-feira

A governadora Fátima Bezerra (PT) desembarcou em Brasília nessa segunda-feira (10).

Semana de muitas conversas sobre Reforma da Previdência, recuperação fiscal e outras questões delicadas.

Previdência, principalmente.

Ela participará da 5ª Reunião do Fórum de Governadores, que será realizado nesta terça-feira (11) em Brasília.

Fátima e os demais governadores do Nordeste admitem e consideram importante o apoio Reforma da Previdência. Mas são contra mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, além das propostas de capitalização e de desconstitucionalização das regras previdenciárias.

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domingo - 09/06/2019 - 09:02h

O Rio Grande do Norte tem jeito, sim

Por Josivan Barbosa

A Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte precisa incrementar urgentemente a captação de recursos para desenvolver a infraestrutura turística do nosso litoral Norte. Há muito tempo ouve-se falar da famosa Costa Branca, que está se tornando mais branca ainda no tocante aos equipamentos necessários para a atração de turistas.

O Estado poderia fazer como fez o vizinho Ceará no desenvolvimento da sua Rota das Emoções que se estende até o Estado do Maranhão.

Contemplados pelo Programa Investe Turismo, do Governo Federal, os municípios cearenses de Fortaleza, Trairi, Jijoca de Jericoacoara, Camocim, Cruz, Barroquinha e Chaval devem ter a competitividade e o trade local (hospedagem, serviços e infraestrutura).

Os municípios compõem a chamada “Rota das Emoções”, que incluem ainda quatro cidades no Piauí (Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Luís Correia e Parnaíba) e seis no Maranhão (Araioses, Barreirinhas, Paulinho Neves, Santo Amaro, Tutóia e São Luís).

Articulada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), o projeto conta com um conjunto de ações fundamentais para aumentar a qualidade da oferta turística nos municípios selecionados.Folha em Dia

Finalmente o Governo do Estado pode trabalhar com a perspectiva de colocar em dia a folha de pagamento. O Estado sinaliza que participará do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) do Governo Federal e deverá aplicar os recursos predominantemente para saldar o estoque de pagamentos atrasados a fornecedores ou servidores. O Governo do RN deve pleitear cerca de R$ 1,1 bilhão em empréstimos dentro do Plano Mansueto.

O valor deve ser destinado principalmente para quitar o passivo de R$ 1 bilhão que o Estado tem com fornecedores. O Estado ainda tem R$ 900 milhões em passivo com servidores, o que deve ser saldado, ao menos em parte, com outras fontes de recursos, como o da cessão onerosa e a licitação para a conta única do governo do Estado.

Parcelas maiores

A Secretaria de Planejamento já tomou todas as medidas para que o governo faça a adesão ao plano no valor correspondente a 12% da Receita Corrente Líquida (RCL). Para a secretaria, as duas tranches iniciais do empréstimo poderiam ser maiores. Assim, o Estado reivindicará que o valor poderia ser dividido em duas de 4% da RCL no primeiro biênio e o restante em duas parcelas de 2% da receita nos dois anos seguintes, o que facilitaria a colocação da folha em dia. O Governo Federal que liberar em quatro parcelas de 3% da RCL.

Unimed não contempla o RN

Em meio ao boom de operadoras de planos de saúde verticalizadas, o sistema Unimed pretende investir, neste ano, cerca de R$ 1 bilhão para a construção de sete hospitais próprios nas regiões Sudeste, Sul e Norte.

Não há programação para que parte desse montante seja utilizado no Nordeste, o que deixa o RN de fora.

Atualmente, as Unimeds são donas de 120 hospitais, que juntos detêm 9,3 mil leitos. Além disso, possuem 15 hospitais-dia, quase 200 prontos atendimentos, 233 laboratórios de medicina diagnóstica e 91 farmácias. Essa rede atende aos seus 18 milhões de usuários, que representam 37% do mercado de planos de saúde do país.

Em Mossoró, o atendimento da Unimed tem se tornado mais complicado, principalmente em decorrência da falta de infraestrutura para atender o associado. Muitas vezes, é mais vantajoso, o deslocamento para a vizinha Fortaleza, onde os profissionais atendem com mais dedicação.

Previdência

A proposta de Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) já foi modificada na Comissão de Constituição e Justiça e recebeu mais sugestões para mudança do que a PEC 287, proposta pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2016 e que não chegou a ser votada em plenário. A reforma de Temer teve um total de 164 emendas, mas nem todas foram consideradas válidas.

Para ser considerada válida, uma emenda precisa de 171 assinaturas, que serão conferidas pela comissão especial. Se uma emenda não passar na comissão, ainda pode ser analisada na votação do Plenário. O relator afirmou, sem dar detalhes, que das 277 emendas, 49 já foram descartadas.

BPC

Dificilmente a proposta de mudança do Benefício de Prestação Continuada (BPC) consegue avançar. O BPC é pago para idosos em situação de miséria. O benefício, hoje, é de um salário mínimo (R$ 998) e recebido por quem tem mais de 65 anos. A proposta do governo é antecipar o pagamento, a partir dos 60 anos, mas reduzir o valor, para R$ 400, e só pagar um salário mínimo a partir de 70 anos. Há quase um consenso na Câmara em se alterar esta proposta, seja a tornando opcional, seja simplesmente suprimindo a iniciativa.

Aposentadoria rural

Outra proposta que tem alta probabilidade de não avançar é a mudança na aposentadoria rural. A aposentadoria rural não foi alvo apenas do interesse de deputados da oposição. Foram apresentadas 24 emendas para alterar as propostas de mudança do governo, de um leque tão amplo de deputados como Daniel Almeida (PCdoB-BA) a Hildo Rocha (MDB-MA). Foram encaminhadas emendas também criando aposentadorias especiais para trabalhadores que podem também estar no setor privado, como garimpeiros, enfermeiros, vigilantes e motoristas profissionais.

Capitalização

Uma terceira proposta que, também, é difícil de ser aprovada é o regime de capitalização defendido por Paulo Guedes. O regime de capitalização é alvo de várias sugestões para a sua supressão ou atenuação, inclusive de deputados do chamado “centrão”, como João Campos (PRB-GO), ou aliados do governo, como Diego Garcia (Podemos-PR).

Mas há também os que preservam a proposta do ministro da Economia Paulo Guedes e sugerem fontes para financiar sua transição, como o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que acolheu emenda apoiada pelo setor de previdência complementar, propondo o uso de recursos do Fundo de Garantia para lastrear o sistema.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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sábado - 08/06/2019 - 13:20h
Previdência

Fábio Faria cobra posição de Fátima Bezerra sobre reforma

Em seus endereços nas redes sociais, o deputado federal Fábio Faria (PSD) deixa clara sua posição em favor da Reforma da Previdência, mas com ressalvas. Paralelamente, cobra posição às claras da governadora Fátima Bezerra (PT).

“Reafirmo: sou favorável, poque considero fundamental para sobrevivência do País, estados e municípios. E volto a dizer que não abro mão dos direitos do trabalhador rural, nem dos benefícios do BPC. Quem está do lado do povo precisa sair do esconderijo, debater e aprovar a Previdência”, afirmou.

“Então, que história é essa de alguns governadores não defenderem a reforma junto às bancadas federais, não mostrarem à população que essa medida é necessária, é primordial para os seus governos e para o futuro?” – provocou.

“Agora, quero saber como a governadora do meu Estado vai se posicionar. Fátima Bezerra, a senhora é a favor ou contra? Vai defender a reforma no PT? Se é contra, como vai fazer pra resolver o déficit da Previdência do RN, que só aumenta, há décadas?” – insistiu.

Leia também: Fátima nega assinatura de apoio à Reforma da Previdência.

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quinta-feira - 06/06/2019 - 23:20h
Governo Bolsonaro

Fátima nega assinatura de apoio à Reforma da Previdência

Em seu endereço pessoal no Twitter (rede social) à noite desta quinta-feira (6), a governadora Fátima Bezerra (PT) afirma: “Não assinei nenhuma carta de apoio à Reforma da Previdência. Estou disposta a cooperar, a trabalhar pelo bem comum e pelo progresso de um país que não suporta mais os venenos da recessão”.

Fátima mostra que assinou Carta dos Governadores do Nordeste (reprodução)

O desmentido dela é em relação a um documento supostamente subscrito por governadores  (com seu nome incluído), dando apoio à Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Ela afirmou que assinou a Carta dos Governadores do Nordeste, outro texto, ao lado dos demais governantes nordestinos. O tom do discurso é diferente.

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sábado - 01/06/2019 - 08:22h
RN

OAB recebe Frente Potiguar em Defesa da Previdência

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), Aldo Medeiros, juntamente com os membros da Comissão de Seguridade Social, presidida por Diogo Licurgo, recebeu nesta sexta-feira (31) representantes da Frente Potiguar em Defesa da Previdência.

Aldo Medeiros (centro) recebeu representantes de movimento que se espalha pelo país (Foto: OAB/RN)

A reunião teve como objetivo o apoio da Seccional ao movimento que é contra a aprovação da PEC 06/2019, que trata da Reforma da Previdência.

O encontro contou com a presença de Arnaldo Fiuza, representante da Frente Potiguar em Defesa da Previdência; Rafaela Cosme, representante do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP); Santino Arruda Silva, coordenador geral do  Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI); e Francis Alves, da Associação dos Juristas Potiguares em Defesa da Democracia (AJPDC).

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domingo - 26/05/2019 - 09:46h

Ensino superior – história e gargalos no novo século

Por Josivan Barbosa

As coisas mudaram nas últimas décadas. Entre 1970 e 2000 a parcela da população com ensino superior aumentou para 7%, principalmente devido à desregulamentação do ensino superior privado. E entre 2000 e 2018 ela aumentou mais rapidamente, passando de 7% para 17%, com o crescimento da renda dos mais pobres, o aumento de vagas na rede pública, a criação do Programa Universidade para Todos (PROUNI) e o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).

Além disso, as cotas fizeram com que a parcela dos estudantes de escolas públicas e negros aumentasse significativamente nas universidades públicas, o que é muito importante para aumentar a mobilidade entre gerações e servir de referência e incentivo para que outras crianças pobres também se esforcem para ingressar.Ensino superior 2

Com relação ao ensino superior, é preciso notar que só recentemente a parcela mais pobre da população teve acesso a esse nível de ensino. Dados históricos mostram que entre 1900 e 1960 menos de 1% da população acima de 25 anos tinha ensino superior completo.

Isso ocorreu porque poucas pessoas completavam o ensino médio naquela época, devido à alta repetência entre os mais pobres que vigorava (e ainda vigora) no país e porque havia poucas faculdades. Assim, aqueles que nasceram na década de 60 e têm pais que concluíram o ensino superior (quase todos brancos), tiveram muita sorte na loteria da vida.

Ensino superior 3

Eu nasci na década de 60 numa família de 11 filhos e só consegui ingressar no ensino fundamental quando tinha quase 10 anos de idade. Tive sorte porque uma irmã minha casou-se e veio morar em Mossoró e me trouxe para morar com ela. Nenhum dos outros 10 irmãos conseguiu avançar nos estudos.

Quando conclui o ensino médio em 1981, só havia um único curso superior em universidade pública no interior do RN, que era o curso de Agronomia na antiga ESAM. Tive a sorte de concluir todos os níveis (graduação, mestrado e doutorado) graças ao ensino superior público. Após a conclusão do doutorado, retornei para Mossoró e dei a minha contribuição para a região, com o projeto de transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e com a construção de três campus no interior do RN que forma profissionais nas áreas de engenharia, arquitetura, computação e licenciaturas.

RN tem jeito

A francesa Engie vai colocar à venda um grupo de usinas de energia solar no Brasil. O processo, que está em etapa inicial, prevê a venda parcial ou integral dos complexos de Floresta, de 86 megawatts (MW) de capacidade, e de Assu V, de 30 MW, ambos instalados no Rio Grande do Norte. Existe também a possibilidade de venda do complexo solar de Paracatu, em Minas Gerais, de 133 MW.

O grupo francês continua estudando novas oportunidades nas áreas de energia elétrica e gás natural. No mercado de gás, a companhia também tem interesse no segmento de distribuição. No setor elétrico, as atenções são voltadas para as áreas de geração e transmissão, podendo participar de leilões de novos projetos ou negociando a aquisição de ativos já em construção ou operacionais.

RN tem jeito 2

O nosso Estado poderia seguir o exemplo do Rio de Janeiro facilitando o empreendedorismo. Aquele Estado conta com medidas microeconômicas, como a simplificação radical da abertura de empresas, além da revisão de benefícios fiscais concedidos nos últimos anos. O tempo médio caiu para duas horas, calculadas a partir do momento em que o empresário entrega a documentação presencialmente. Antes, o processo levava de 24 horas a três dias em razão do acúmulo de pedidos.

As mudanças permitem a emissão quase imediata do CNPJ, um dos documentos necessários para uma empresa operar. Houve aumento de 55% na média semanal de outorgas. Nos primeiros três meses deste ano foram abertas 11,4 mil empresas no Estado, 28% mais que em igual período de 2018.

CPMF

A Receita Federal calculou o impacto do retorno da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da tributação de dividendos na arrecadação. No caso da CPMF, renderia em dez anos aos cofres públicos algo entre R$ 309,3 bilhões (alíquota de 0,1%) e R$ 928 bilhões (0,3%). Já a tributação dos dividendos geraria, no mesmo período, R$ 70,3 bilhões (alíquota de 5%) a R$ 281,1 bilhões (20%).

Considerando que o pacote de maldades da Reforma da Previdência geraria, na estimativa do setor financeiro, cerca de R$ 500 bilhões, seria melhor esta alternativa, pois todos dariam a sua contribuição para o equilíbrio fiscal.

Reforma da Previdência

A expectativa é que a perna da capitalização não seja aprovada na reforma atual. O Congresso apenas autorizaria a sua criação por meio de uma lei complementar. Há estimativas de que o regime de capitalização necessitaria de mais de R$ 300 bilhões do governo para a compensação do sistema, ou seja, não há uma saída da repartição para a capitalização sem um custo elevado.

Violência

Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), que faz parte do ministério de Moro, são esses: em 2018, o número de homicídios dolosos no Brasil foi de 45.636. Um absurdo, uma vergonha. Mas ao mesmo tempo um alívio. Em 2017, esse tipo de crime havia deixado 53.404 vítimas; em 2016, pouco mais de 51 mil, e, em 2015, quase 50 mil.

Não está totalmente claro o que levou à queda dos indicadores de crimes em 2018 e também neste início de ano.

Moro tem dito que não sabe se o que se vê desde 2018 é só uma baixa momentânea da violência. O fato é que – a nos fiarmos nos dados disponíveis – algo de bom finalmente aconteceu e parece continuar acontecendo: a violência diminuiu no Brasil.

Vamos ter mais armas à mão para ver o que acontece?

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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sábado - 25/05/2019 - 08:20h
Na rua

Mobilização de apoio a Jair Bolsonaro será nesse domingo

Movimento tem temas prontos (Foto: Arquivo/Eraldo Peres)

Partido e partidários do presidente Jair Bolsonaro (PSL) promoverão Mobilização Popular nesse domingo (26) em Mossoró. A manifestação terá início às 15 horas e término por volta de 18h30, para apoio ao presidente e uma pauta de governo.

Vai começar na Avenida Presidente Dutra no bairro São Manoel, à altura do posto de combustíveis de “Ceguinho” e Pousada Mossoró.

O término será ao lado da Estação das Artes Eliseu Ventania.

Defesa da Reforma da Previdência, Pacote Anticrime, Reforma Administrativa  e CPI Lava Toga são os principais temas da iniciativa que está programada para vários outros municípios do país.

A princípio, o presidente chegou a cogitar participar diretamente de manifestações, mas foi aconselhado a recuar. Oficialmente, passou a tratar o evento como “manifestação livre e espontânea do povo”.

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sexta-feira - 24/05/2019 - 20:20h
Paulo Guedes

O Brasil pode quebrar já em 2020, avisa ministro

O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que deixará o cargo caso a Reforma da Previdência apresentada pelo governo virar uma “reforminha”. Além disso, ele alertou que o Brasil pode quebrar já em 2020.

Paulo Guedes fala que pode, ele mesmo, assumir aposentadoria e viver fora do país (Foto: Cristiano Mariz)

Suas palavras foram publicadas pela revista Veja online, nesta sexta-feira (24).

“Pego um avião e vou morar lá fora. Já tenho idade para me aposentar”, disse ele, segundo a reportagem.

“Se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo. Vai ser o caos no setor público, tanto no governo federal como nos estados e municípios”, completa Guedes.

Mais uma vez, Guedes deu a entender que não fará esforços para manter seu cargo como ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro:

– “Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte”.

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quinta-feira - 09/05/2019 - 09:28h
Reforma

RN é um ótimo exemplo para se entender a Previdência Social

Qualquer dúvida quanto à necessidade de uma reforma previdenciária, não precisaremos ir muito longe quanto ao exemplo.

Basta um sobrevoo na situação vivida pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (IPERN).

Chegamos a uma relação invertida, com inativos (aposentados e pensionistas) representando mais de 52% da folha de pessoal do Estado, que passa dos R$ 480 milhões/mês.

O déficit nessa mesma folha, todo mês, passaria dos 125 milhões.

Enquanto nada de austero corajoso é feito, o problema só se agrava.

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quarta-feira - 08/05/2019 - 21:30h
Pacto Federativo

Governadora se decepciona com reunião em Brasília

Governadores estiveram hoje em Brasília (Foto: Assecom)

Do Blog Carol Ribeiro

Foi uma decepção a reunião do Fórum de Governadores dos estados brasileiros em Brasília, nesta quarta-feira (08), com o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni (DEM-RS).

Pelo menos foi o que mostrou a governadora Fátima Bezerra (PT) em suas redes sociais.

O adiamento, para a próxima semana, da chamada pauta federativa, foi um dos motivos para a insatisfação da gestora do RN.

“Mais uma reunião do Fórum dos Governadores em que a gente sai sem uma resposta concreta. A pauta federativa de muito interesse dos estados, como é o caso do programa emergencial de ajuda fiscal aos estados, da partilha da cessão onerosa, entre outras, mais uma vez foi protelada”.

Fátima Bezerra considerou “inaceitável” que o governo federal queira condicionar o atendimento aos pleitos à aprovação da Reforma da Previdência.

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domingo - 05/05/2019 - 09:20h

Reformas – da propaganda aos resultados

Por François Silvestre

Essa lengalenga de reformas no Brasil vem desde a divisão da colônia em capitanias hereditárias, depois governo geral, que foi desmembrado em dois governos também gerais. De lá pra cá o que muda é a indumentária, a vestimenta da mentira.

Foi sobre a desculpa de reformas que a direita usou os milicos para dar o golpe, em 1964, e depois foram defenestrados pela caserna cheia de políticos frustrados vestidos de generais. Tenentes dos anos Vinte, coronéis dos anos Quarenta e generais dos anos Cinquenta. Tudo político fantasiado de militar.

Voltou à cena a quadra demagógica e falaciosa das reformas. Recentemente foi aprovada a reforma trabalhista. O que se prometia? Aumento do emprego formal, redução da informalidade, criação de empregos.

Era uma verdade absoluta, como toda mentira costuma ser. O que de fato ocorreu? A informalidade virou clandestinidade, a formalidade atrofiou-se e o desemprego cresce diariamente.

O porta-bandeira dessa reforma que deu nágua foi o ex-deputado potiguar Rogério Marinho. É o mesmo que chefia a Secretaria de Governo, braço direito do Ministério da Economia, que propõe a reforma da Previdência.

Que a Previdência precisa ser reformada, ninguém de bom senso pode negar. O que se questiona é o tipo e alcance da Reforma. E mais a promessa notoriamente mentirosa de que essa reforma via resolver os problemas da Economia. Do mesmo jeito que a reforma trabalhista resolveria os problemas do desemprego.

A reforma da Previdência resolve alguns problemas de caixa do Tesouro, de caixa da Previdência e redução de déficit previdenciário. A urgência dela é pra ontem. Já deveria ter sido efetivada há muito tempo. Não se nega.

O que se nega é a mentira. A panaceia curativa com tintura de jucá.

François Silvestre é escritor

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sábado - 04/05/2019 - 02:02h
Garibaldi Filho:

“RN quer mudar; não quer mais ver uma família na política”

Político admite crise no MDB, analisa gestões Bolsonaro e Fátima Bezerra e diz que encerrou carreira

Comemorando 20 anos, o programa Jornal do Dia da TV Ponta Negra de Natal entrevistou nessa sexta-feira (3) o ex-senador Garibaldi Filho (MDB).

Coube à âncora e jornalista Margot Ferreira sabatinar o ex-deputado estadual, ex-prefeito do Natal, ex-governador, ex-senador e ex-ministro em seu próprio apartamento em Natal.

Ex-senador não endossa literalmente desabafo do deputado federal e seu filho Walter Alves (Foto: reprodução BCS)

Veja abaixo uma síntese desse bate-papo.

Balanço da carreira

“Meu balanço me deixa até muito orgulho; uma coisa que eu não sou muito vaidoso. Eu disputei 12 eleições. Ganhei dez e perdi duas. É um placar altamente vantajoso”, estimou. Na ótica dele, a disputa mais difícil foi vencer as eleições à Prefeitura do Natal, em 1985, contra Wilma Maia (depois, Faria), por pouco mais de 16 mil votos. O pleito, também em sua ótica, o catapultou para uma carreira de maior dimensão e vitoriosa, na política do próprio país.

Planos

“Meus planos são muito modestos. Não vou deixar a política, vou continuar, mas não pretendo mais ser candidato. Pretendo me aposentar”.

Desavença entre Walter e Henrique

Sobre recentes declarações do deputado federal Walter Alves (MDB), seu filho, que cogitou sair do partido (veja AQUI) ao lado do próprio Garibaldi, caso o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) volte à presidência da legenda no RN, o ex-senador evitou aprofundar o fosso.

"Eu disputei 12 eleições. Ganhei dez e perdi duas", contabiliza Garibaldi Filho à TV Ponta Negra (Foto: reprodução BCS)

– Eu realmente fico muito preocupado com a declaração de Walter. O MDB sempre foi um partido muito unido. Mas eu preciso respeitar as divergências alheias (…). Eu tenho que admitir que aqui e acolá essas divergências extrapolam e foi isso que aconteceu. Eu lamento muito e se eu puder consertar isso e puder que eles possam convergir, eu o farei.

Garibaldi filho reconheceu existir uma crise na legenda, porém assinalou que não é contra retorno do primo Henrique ao comando partidário, divergindo do próprio filho. Ponderou, entretanto, que é preciso ter cuidado para o MDB não ficar “estigmatizado como um partido de uma família só.”

Mudanças

Na opinião de Garibaldi, “o RN quer realmente mudanças, não quer ver mais uma família presente na política. Uma dessas mudanças é não querer mais tantos familiares, mesmo eu sabendo que existem muitas vocações”.

Governo Bolsonaro

– Eu estou preocupado. Vejo o Governo Jair Bolsonaro (PSL) perdido em muitas querelas, muitas polêmicas. Precisa canalizar suas energias para os grandes desafios da nação. Precisamos fazer as reformas (tributária, previdenciária, política).

Garibaldi acha que MDB poderá ficar "estigmatizado" se não souber enxergar novo cenário político (Foto: reprodução BCS)

Administração Fátima Bezerra

– Eu espero que Fátima Bezerra (PT) possa fazer um bom governo, mas ela precisa se voltar para a nossa realidade. A gente precisa não ficar esperando as benesses do governo (federal). Isso já era. Ele próprio (Governo Federal) está sem dispor de recursos para isso.

Reforma da Previdência

“Eu acho que vai ser aprovada (…). Ela vai passar por uma revisão, mas eu espero que essa revisão não seja uma própria negação da reforma.

Até por sua experiência como ex-ministro da Previdência Social, Garibaldi alertou que “quanto mais isso demorar, mais sacrifícios poderá impor à nação”.

Saúde

Garibaldi passou por recente cirurgia em São Paulo (veja AQUI) e depois de um período de convalescença, disse de forma segura: “Eu estou bem.”

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Categoria(s): Política
sábado - 27/04/2019 - 20:02h
"Chame Gente"

Natália Bonavides faz pregação contra Reforma da Previdência

A deputada federal Natália Bonavides (PT) aportou em Mossoró neste sábado (27).

Natália (em pé, centro) tem percorrido estado com tema (Foto: cedida)

Reuniu-se com militantes e outros interessados no tema da Reforma da Previdência.

O encontro aconteceu à tarde no Memorial da Resistência.

O evento é denominado de “Chame Gente”.

Ontem (sexta-feira, 26), ela esteve em Macau.

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quarta-feira - 24/04/2019 - 14:26h
Mossoró

Impactos da Reforma da Previdência serão debatidos

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região será palco, na próxima quinta-feira (25/04), de debate sobre a “Reforma da Previdência e seus impactos para o trabalhador”.

As explanações serão feitas pelo bancário e dirigente sindical Perboyre Vale e pelos funcionários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Cícero Che e Lênin Tierra.

O debate contará também com a participação das Centrais Sindicais com atuação na cidade e região.

O evento, organizado pelo Sindicato, ocorrerá em sua sede própria e contará com a presença de bancários, dirigentes sindicais e representantes de demais categorias.

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domingo - 14/04/2019 - 10:10h

Transposição no Rio Grande do Norte está comprometida

Por Josivan Barbosa

A Bancada Federal do nosso Rio Grande do Norte precisando de sorte vai ter que se desdobrar para convencer o consórcio bolsonarismo de que o Canal de Integração do São Francisco pela Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró é prioridade. A obra disputa recursos com outras da mesma envergadura no Ceará e na Paraíba.

Um mapa completo da situação de abastecimento, das obras prioritárias para atacar o risco de déficit crescente e dos valores necessários para efetivamente tirá-las do papel foi traçado no novo Plano Nacional de Segurança Hídrica.

Elaborado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), o documento acaba de ficar pronto e vai orientar os investimentos no setor ao longo do governo Jair Bolsonaro.

Intervenções como o Canal do Sertão Alagoano, o Cinturão das Águas (CE), o Ramal do Agreste (PE) e a Vertente Litorânea (PB) estão entre as prioridades para o Nordeste.

Transposição tem ramais noutros estados que são considerados prioritários (Foto: arquivo)

Desarticulação

A desarticulação do governo já sacramentou a rejeição a algumas medidas, como as mudanças relativas ao BPC e à aposentadoria rural. O governo dificilmente conseguirá reverter essa derrota. Nesse ambiente, o governo precisa evitar, ao menos, a diluição da sua proposta já na CCJ. Se a comissão considerar inconstitucional algumas dessas medidas, aumentará bastante a probabilidade de maior diluição da proposta durante sua tramitação na Comissão Especial e no plenário.

Fábrica de cimento Tupi

Durante muito tempo Mossoró aguarda a instalação de uma fábrica de cimento Tupy. Fala-se até que a reserva mineral já foi homologada pelo DNPM. Mas, parece que agora o assunto será enterrado de uma vez por todas.

Após anos de calote, a Cimento Tupi foi alvo neste começo de ano de medidas judiciais de investidores internacionais que possuem cerca de US$ 115 milhões em créditos contra a empresa. A companhia não pagou US$ 185 milhões em notas emitidas fora do Brasil, entre 2011 e 2014, vencidas em maio do ano passado. A empresa já estava sem pagar os juros desses papéis, que representam o rendimento dos títulos, desde 2015.

Tradicional cimenteira carioca de 70 anos, pertencente à família Koranyi Martins Ribeiro, a Cimento Tupi vive uma profunda crise de seus negócios. Com capacidade instalada de 2,5 milhões de toneladas de cimento por ano, a empresa produz apenas metade do que pode há cerca de quatro anos. Boa parte da produção está concentrada em Minas Gerais.

Pesca

As perspectivas para o retorno das exportações de pescado para a União Europeia não são animadoras, o que prejudica o Nordeste e a nossa vizinha região da Costa Branca. Um ano depois do embargo da União Europeia (UE), o Ministério da Agricultura ainda tenta reabrir o mercado do bloco para as exportações brasileiras de pescados. Os europeus decidiram proibir as compras dos produtos brasileiros após uma missão técnica realizada em 2017 detectar irregularidades sanitárias em embarcações.

O fim do embargo depende da aprovação pelos europeus de um plano de ação, uma espécie de roteiro com as garantias sanitárias que o Ministério Agricultura do Brasil se compromete a entregar para reconquistar aquele mercado — o documento já foi entregue por duas vezes ainda no ano no passado, mas Bruxelas exigiu ajustes em 2019. Há uma semana, o ministério encaminhou a nova resposta.

A fim de que as companhias brasileiras retomem as exportações de pescados, a União Europeia também precisa enviar técnicos de seu serviço sanitário para inspecionar embarcações e fábricas brasileiras. No fim do ano passado, houve essa sinalização, mas até agora não há uma data prevista para essa missão técnica.

Anistia

O presidente Bolsonaro vem sendo muito pressionado por deputados da bancada ruralista e por produtores para anistiar parte das dívidas de produtores com o Funrural. O setor planeja reunir 50 mil pessoas em protesto em Brasília, no mês que vem, para cobrar seu compromisso de campanha, que apoiou os ruralistas em peso nas eleições do ano passado.

Na terça-feira, Bolsonaro avisou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que mandará um novo projeto de lei em regime de urgência sobre o assunto. Com a urgência, a Câmara terá 45 dias para votar a proposta ou ela passará a impedir a votação de outros projetos em plenário.

Atacarejo em Pernambuco

Mais uma vez o nosso Rio Grande do Norte precisando de sorte perde oportunidade na geração de emprego, renda e investimentos para o vizinho Pernambuco. Nove anos após a venda da rede de supermercados Bretas para companhia chilena Cencosud, o grupo mineiro SFA está voltando ao varejo de alimentos. Com a recém-criada bandeira Novo, de atacarejo, a empresa pretende abrir entre 15 e 20 lojas no interior de Pernambuco em um prazo de até quatro anos – quatro delas até dezembro. O investimento total planejado é de R$ 500 milhões.

Licenciamento de veículos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é válido exigir pagamento de multas de trânsito e tributos para a liberação de certificado de registro e licenciamento de veículo. O tema foi julgado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Reforma e dificuldades

As duas propostas mais difíceis de serem aprovadas no Congresso são as que alteram as atuais regras do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a aposentadoria rural. A diluição poderá ser quase integral das alterações relativas ao BPC, que será responsável por cerca de 10% do déficit do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) em 2019 e o afrouxamento expressivo das medidas referentes à concessão de aposentadoria rural, em especial no que se refere ao tempo de contribuição para o sistema e à idade mínima para aposentadoria são tidas como certas.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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terça-feira - 02/04/2019 - 23:48h
Congresso

Rogério admite mudanças na previdência por força parlamentar

Do G1

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira (2) que o governo pode debater eventuais mudanças no texto da proposta de reforma previdenciária na comissão especial que será criada para debater o assunto, e não neste momento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marinho sabe a força congressual e sente movimento contrário a pontos polêmicos (Foto: Marcelo Camargo)

Principal comissão da Câmara, a CCJ é responsável pela análise de admissibilidade, ou seja, apontar à Casa se a proposta é constitucional.

“Treze partidos já se posicionaram contra esses dois itens [BPC-Benefício de Prestação Continuada e aposentadoria rural], mas nós vamos continuar a debatê-los e, se a maioria assim entender, os itens serão suprimidos até porque o papel do parlamento é aperfeiçoar o projeto, apresentar propostas que de alguma forma consigam melhora o texto que foi apresentado pelo Executivo, como sempre foi na história do parlamento”, disse Marinho a jornalistas nesta terça-feira.

Os 13 partidos são: PSDB, DEM, PP, PR, PRB, PSD, PTB, SD, MDB, Podemos, Cidadania, PROS e Patriota. Juntas, essas bancadas somam 291 dos 513 deputados.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Nitidamente o governo perdeu forças e poder de pressão/negociação no Congresso Nacional. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem perdido muito tempo e energia com factoides.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 26/03/2019 - 20:46h
Reforma da Previdência

Policiais buscam apoio de mais um parlamentar federal

Walter é o segundo deputado contactado (Foto: Sinpef)

O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio Grande do Norte (SINPEF-RN), José Antônio Aquino, participou de mais uma reunião sobre a Reforma da Previdência. Dessa feita, o diálogo foi com o deputado federal Walter Alves (MDB).

Outros representantes de entidades que compõem a União dos Policiais do Brasil (UPB) também participaram da reunião, tendo a garantia do parlamentar potiguar de que apoiará pauta do segmento.

Esta foi a segunda vez que as categorias se reúnem com representantes potiguares no Congresso Nacional.

Na semana passada, o Sinpef-RN e a UPB estiveram com o deputado federal Rafael Motta (PSB), que também prometeu apoio aos policiais.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
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quinta-feira - 21/03/2019 - 13:30h
Brasil

Duas mentiras nobiliárquicas

Por François Silvestre

E facilmente desmascaradas. A primeira e mais escancarada é a de que se resolve o problema da violência com uma lei ou conjunto de leis. Mentira.

Resolve-se o problema da violência com prevenção, pela via da inteligência policial, e com repressão eficiente. Leis pra isso já existem, basta que se cumpram. Isso contra a violência já estabelecida, pois contra a violência futura, das gerações mais novas, a resolução vem com educação, saúde, emprego, dignidade humana. Não há outro remédio.

Lei não é e nunca foi produtora de bens ou de serviços. É o motor normativo do Estado a serviço do poder. Só. Assim fosse, bastava decretar o fim das secas, da fome e da desigualdade. Legislava e pronto.

“Saúde, educação e segurança são direitos de todos e dever do Estado”. Onde está isso? Na Constituição. A lei maior. Quantos anos faz que essa mentira está legislada?

A segunda diz respeito a resolver a Economia com reforma da Previdência. Mentira.

O mais que pode acontecer é fazer economia de caixa na própria previdência, se acontecer. Isso seria mais facilmente conseguido com o combate às fraudes e cobranças dos grandes devedores. Mas, o legislador e o provedor executivo têm interesse nessa devassa? Aqui, ó.

Isso é só o começo do estuário de mentiras que vêm por aí. A mentira continuada, como as mentiras do PAC, inclusão social e esbanjamento de esmola para os pobres e dinheiro franco para corruptos e banqueiros. Somos a Pátria da mentira patriótica.

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segunda-feira - 18/03/2019 - 14:26h
Câmara Federal

Reforma da Previdência pode ter semana de avanços

Maia, Bolsonaro, Alcolumbre e Toffoli no sábado tiveram reunião em Brasília (Foto: J Batista)

Do Congresso em Foco

A reforma da Previdência deve avançar esta semana na Câmara, com o envio do projeto que trata da aposentadoria dos militares. A entrega da proposta, prevista para esta quarta-feira (20), é condição imposta pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), por pressão de líderes partidários, para designar a relatoria da reforma.

O texto, que está nas mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes, deve propor aumento de tempo e percentual de contribuição.

O governo tem enfrentado dificuldade para encontrar um relator experiente e com boa capacidade de articulação política.

O ex-líder do governo Michel Temer na Câmara Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é considerado um bom nome pelo Planalto e desponta como favorito, já que outros interessados na função são deputados estreantes, com pouco trânsito na Casa.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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