quarta-feira - 26/02/2025 - 07:24h
Nísia Trindade

Presidente inicia reforma ministerial descartando titular da Saúde

Nísia Trindade vinha sendo 'fritada' há tempos (Foto: Reprodução da CNN)

Nísia Trindade vinha sendo ‘fritada’ há tempos (Foto: Reprodução da CNN)

Do Canal Meio e outras fontes

A reforma ministerial começou. Após longa fritura, o presidente Lula demitiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, primeira mulher a assumir a pasta de maior orçamento entre os ministérios. Seu sucessor será Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais e responsável pela Saúde no governo de Dilma Rousseff. A decisão foi oficializada após breve reunião entre o presidente e Nísia, que viveu uma série de constrangimentos nos últimos dias, como saber pela imprensa que seria dispensada.

Além disso, ela participou de evento ao lado de Lula, pouco antes da confirmação de sua saída, para anunciar a incorporação ao SUS, a partir de 2026, da primeira vacina brasileira de dose única contra a dengue.

A cerimônia no Palácio do Planalto foi marcada pelo silêncio do presidente, que não citou o nome de Nísia em seu discurso, e por uma ovação à agora ex-ministra, muito mais aplaudida do que Lula.

Nísia destacou-se ao presidir a Fundação Oswaldo Cruz durante a pandemia de Covid-19. Seu perfil técnico foi visto como um ativo pelo governo, mas Lula estaria incomodado, em meio à queda de sua popularidade, com a falta de uma marca de seu terceiro mandato na área, além de problemas na entrega de vacinas. (Folha e Globo)

Padilha, que é médico infectologista e doutor em Saúde Pública, afirmou que recebeu do presidente Lula a orientação para fortalecer o SUS e reduzir o tempo de espera nos atendimentos. “Esse é o comando ao qual vou me dedicar integralmente”, disse. Ele também elogiou Nísia, que deixa o cargo na oitava troca ministerial no atual mandato de Lula. “Símbolo de compromisso e seriedade à frente da Fiocruz e do Ministério da Saúde, Nísia deixa um legado de reconstrução do SUS, após anos de gestões negacionistas, que nos custaram centenas de milhares de vidas.” (g1)

Na dança das cadeiras, a ideia é que Gleisi Hoffmann vá para a Secretaria-Geral da Presidência, de Márcio Macedo, que seguiria para o Ibama ou outra função no governo. Tábata Amaral assumiria a Ciência e Tecnologia, deslocando Luciana Santos para o Ministério das Mulheres, no lugar de Aparecida Gonçalves. Já Rodrigo Agostinho voltaria à Câmara dos Deputados. E a vaga nas Relações Institucionais pode ir para Sílvio Costa Filho, hoje responsável por portos e aeroportos. Outra opção é José Guimarães no lugar de Padilha. (Veja)

Dora Kramer: “A troca de ministros é prerrogativa do presidente da República. Quem errou não foi Nísia, mas quem a nomeou para comandar a pasta da Saúde sem incluir a cláusula de vitrinista no contrato. Profissional experiente e respeitada na área, foi chamada justamente pelo prestígio acumulado. Se esperava que ela tivesse também predicados marqueteiros, Lula equivocou-se de pessoa. Nísia entrou numa fria”. (Folha)

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quarta-feira - 06/09/2023 - 08:44h
Política

Lula tenta reforma, mas PP faz mais exigência, travando acordo

Ilustração: Getty Images

Ilustração: Getty Images

Após mais um dia de muitas reuniões e negociações, a ampliação dos espaços do Centrão no governo federal segue em aberto. Aí, a reforma ministerial emperra.

O PP fez novas exigências. Para aceitar o Ministério do Esporte, de Ana Moser (sem partido), é preciso turbiná-lo com quatro novas secretarias para destinação de emendas parlamentares. A pasta ficaria com André Fufuca (PP-MA).

O presidente Lula (PT) se reuniu com a ministra para comunicá-la da necessidade de substitui-la, mas, segundo assessores, disse que ainda não tomou uma decisão. Ele sinalizou que quer se reunir com ela novamente hoje.

O PP também quer a troca imediata na Caixa Econômica Federal, substituindo a atual presidente, Rita Serrano, pela ex-deputada federal Margarete Coelho (PP-PI).

Republicanos

Para a sacramentar a entrada do Republicanos, Lula precisa alinhar as mudanças com o PSB. Por isso, reuniu-se com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e com Márcio França para que ele abra mão do Ministério de Portos e Aeroportos para Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).

O destino de França é um dos problemas. Suas opções são a nova pasta da Micro e Pequena Empresa, ainda não criada, ou o Ministério de Ciência e Tecnologia, tirando Luciana Santos (PCdoB), que sairia do governo ou seria remanejada para outro ministério.

Esporte insatisfeito

O mundo do esporte não está nada satisfeito com a provável demissão de Ana Moser. “O esporte não é moeda de troca. Nos sentimos envergonhados e desprestigiados, vendo que o esporte no Brasil continua sendo encarado como algo menor”, afirma em nota a Comissão de Atletas, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que reitera apoio à atual ministra.

A declaração também é assinada por Atletas pelo Brasil e Movimento Esporte Pela Democracia.

Do Canal Meio, UOL, G1 e outras fontes

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segunda-feira - 28/08/2023 - 10:00h
Sem limite

Lula libera R$ 24,5 bilhões em emendas; Centrão acha pouco

Do Canal Meio, Folha e BCSFundo Partidário, dinheiro politico, dinheiro em campanha, Fundo Eleitoral

Desde o início do ano o governo já liberou R$ 24,5 bilhões em emendas parlamentares, mais da metade dos R$ 46,2 bilhões previstos. Mas o Congresso acha pouco.

Congressistas cobram especialmente as chamadas “emendas extras”, de análise mais complexa e que exigem aval dos ministros.

O Centrão, que negocia a entrada no governo, quer mais celeridade nessa verba, vista como uma compensação pelo fim determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das emendas do relator, o chamado “orçamento secreto”.

A insatisfação com o ritmo de liberação das emendas extras se soma à demora do presidente Lula em concluir a reforma ministerial.

Mas, há expectativa de que esta semana o presidente avance nas negociações para novas acomodações ministeriais.

Nota do BCS – O orçamento secreto foi foco de combate de Lula e seus aliados na campanha do ano passado, vendo ilegalidade e desequilíbrio nas disputas majoritárias e proporcionais, com a abundância de dinheiro que o erário jorrou em pleno ano de corrida ao voto. Mas, no governo, a visão passou a ser outra.

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segunda-feira - 21/09/2015 - 11:15h
Dilma Rousseff

PMDB tenta segurar seus ministros em reforma

Do Jornal O Globo

A cúpula peemedebista já decidiu que não cairá no que considera uma “armadilha” de ministros petistas: fazer o próprio PMDB escolher quais dos seus atuais seis ministros permanecerão. Os ministros petistas querem reduzir o espaço do PMDB para quatro ou três pastas.

Renan disse aos seus colegas de partido que não foi consultado sobre ministérios. As especulações sobre redução das pastas causou irritação no partido.

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves tem deixado claro nos bastidores que não quer sair. Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) disse que a bancada não foi consultada.

— A bancada do PMDB não se manifestou sobre a reforma ministerial e administrativa — disse Eunício.

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