domingo - 18/09/2016 - 03:41h

E como dói!

Por Albert Dines

A Nova República não caiu , sequer começou. O temperamento de Dilma Roussef mostrou que ela é ingovernável, incapaz de controlar seus maus bofes. Caiu quando já não tinha mais nada a oferecer ao país. Caiu clamando vingança.

No último minuto , enquanto Temer oferecia pacificação e união, ela levantou o sabre. Conseguiu fracionar o país novamente.

Quem garante é um filósofo, Renato Janine Ribeiro, com uma curta experiência como ministro da Educação no governo Dilma Rousseff: “Acabou o Fla-Flu”.Para Janine, PT e PSDB já não servem para a política, esgotaram-se de tanto vociferar. O coadjuvante (PMDB), como nas piores peladas , levou a bola para casa.

“Partidos rachados conseguem propor um futuro?” Partidos rachados conseguem ao menos montar um simulacro de sustentabilidade e confiança? Os dois , PT e PSDB saem de língua de fora.

Mudar foi bom, mas não o suficiente, não foi legitimado por um voto e sim por um golpe. Renato Janine Ribeiro pergunta, que horizonte temos hoje?

Ninguém ganhou com a destruição dos dois partidos social-democratas que não conseguiram dialogar enquanto o Brasil naufragava nos últimos anos. O filósofo sabe que ambos não perceberam o tamanho do desastre. Nós , brasileiros, vamos descobrir na pele, nos próximos penosos meses.

O último capítulo do julgamento mais importante deste século XXI mostrou a face obscura e rasa do Brasil levando o país a extremos de vergonha e orgulho , dúvida e certeza. Traição, golpe, farsa, acusações, ofensas, Deus no meio de tudo, até Jesus Cristo baixou no Congresso.

day after

No final , a imensa tristeza sobre o que o futuro nos reserva. Qualquer que fosse o resultado nos deixaria num beco penoso. Nem Chico Buarque ali presente nos deu a certeza de seu canto , ” apesar de você, amanhã há de ser outro dia…”– no caso de Chico, o alvo seria Temer. Não há nada a comemorar.

Palavras, mentiras, dúvidas, suspeições, o capítulo final terminou sem nenhuma grandeza, talvez só o suicídio de Getúlio ou a cicuta de Sócrates salvaria esta semana para a História.

Este “day after” é ainda mais árido do que o vivido pelos brasileiros no final das Olimpíadas.

A reconstrução do gigante adormecido vai levar tempo e custar muitas ilusões, ceifando parte dos sonhos imaginados quando o Brasil era grande e beirava o Primeiro Mundo.

Caímos, julgamos, acusamos, este capítulo final não teve vencedores nem heróis,  não temos líderes nem carismas, acordamos no ponto morto, cansados de tentar arrancar durante tanto tempo.

Encolhemos, vai ter trabalho, muito trabalho, para voltarmos ao ponto zero.

Aquele Brasil grande que sonhamos é apenas um retrato na parede e nas capas das revistas estrangeiras. E como dói.

Alberto Dines é jornalista, escritor e co-fundador do Observatório da Imprensa

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 06/07/2015 - 18:36h
Nessa terça-feira

Grevistas da Ufersa farão programação em Angicos

Docentes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) realizam amanhã (terça-feira, 7), a partir das 17h, uma aula pública na Praça Central de Angicos. Programação de greve na instituição. A atividade tem como objetivo discutir o atual momento da educação pública no Brasil, pensando os desafios das instituições superiores ante os cortes orçamentários impostos pelo Governo Federal.

Para esta aula pública foram convidados gestores, professores da rede municipal e estadual de ensino, docentes da Ufersa, comerciantes e vereadores, além de sindicatos e entidades da sociedade civil.

Também amanhã, treze representantes da Ufersa, entre docentes, técnicos e estudantes, participam da Caravana Nacional em Defesa da Educação, em Brasília. A Caravana tem sua concentração marcada para às 9h, em frente à Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios.

De lá, os manifestantes seguirão rumo ao Ministério da Educação (MEC), onde demandarão audiência com o ministro Renato Janine Ribeiro para pedir a reversão dos cortes orçamentários nas instituições federais e mais investimentos.

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Categoria(s): Educação
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segunda-feira - 04/05/2015 - 18:00h
"Pátria Educadora"

“Não há mais recursos para reabrir Fies”, diz ministro

Do UOL

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (4) que não há mais recursos disponíveis para reabrir as inscrições para novos contratos do Fies (Programa de Financiamento Estudantil). Segundo o MEC, a verba foi de R$ 2,5 bilhões.

Na quinta-feira passada (30), a Justiça Federal de Mato Grosso determinou que a União prorrogasse o prazo para quem quer ingressar pela primeira vez no Fies. “Ainda não fomos notificados, mas vamos recorrer”, afirmou Janine.

Segundo o ministro, uma segunda edição do Fies para o segundo semestre deste ano depende da definição do orçamento. “Estamos esperando para saber quanto de recursos disporemos para as ações do MEC, incluindo o Fies.”

Foram feitos 252.442 mil novos financiamentos em instituições privadas por meio do Programa de Financiamento Estudantil. “O número pode mudar porque haverá casos de alunos que não cumprem requisitos. Mas acreditamos que a cada pode ser muito pequena”, explicou Janine. Os cursos com maior demanda foram engenharia, direito, enfermagem, administração e psicologia.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – A “Pátria Educadora” ainda terá que pagar a conta da rapinagem na Petrobras.

Lamentável, lamentável!

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Categoria(s): Educação / Política
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