domingo - 26/11/2017 - 10:38h

Indústria 4.0 e a nova Revolução Industrial

Por Gutemberg Dias

Certamente, boa parte dos webleitores que está lendo essa página já ouviu falar numa “4a Revolução Industrial” que começa a bater em nossas portas. Essa nova revolução industrial está assentada no poder de transformação tecnológica e, sobretudo, nas tecnologias de comunicação e informação e chama-se Indústria 4.0.

O conceito de Indústria 4.0 surgiu em 2011 na Alemanha. Ele se refere às indústrias inteligentes que a partir do uso de tecnologias de informação (TI), inovações tecnológicas em automação e controle, buscam aprimorar os processos da manufatura.

Nessa nova indústria as máquinas já não são aquelas onde alguém a comanda. Elas passam a ter poder de decisão, podendo escolher melhores alternativas no curso da produção para atingir a melhor eficiência. De um modo geral as máquinas passam por um processo de aprendizagem.

O ponto central da Indústria 4.0 é composta por três bases tecnológicas principais, ou seja, os sistemas cibernéticos, a internet das coisas e o Big Data. Vale destacar que essas tecnologias combinadas pretendem tornar mais autônomos e mais eficientes as etapas de produção.

Não resta dúvida que as revoluções industrias causaram grandes mudanças na vida do planeta terra e, sobretudo, nas relações pessoais, trabalho e econômicas.

As últimas três revoluções industriais tiveram suas bases alicerçadas em inovações como o surgimento da máquina a vapor e linhas férreas na 1a (1760-1840). Avanços na indústria química, elétrica, de petróleo e de aço permitiram inovações como navio a vapor, prensa móvel, energia elétrica, carros etc., culminando com a 2a Revolução Industrial (1860-1945).

Já a 3a Revolução Industrial é marcada pelas transformações profundas na produção e pela velocidade no desenvolvimento de novas tecnologias que foram capazes de alterar significantemente a indústria, as economias e a sociedade, sendo a internet o principal advento.

E quais são os benefícios da Indústria 4.0? Será que essa nova Revolução Industrial será benéfica a sociedade? Ela já está no nosso dia-a-dia? Essas são perguntas que certamente estarão daqui a pouco nas mentes de todos nós.

Em relação aos benefícios são vários que irão ser sentidos, principalmente, pela indústria de um modo geral, quais sejam: redução de custos, economia de energia, aumento da segurança, eficiência na produção, conservação ambiental, personalização e escala de produtos sem precedentes na história entre outros.

Numa outra dimensão é importante lembrar que a Indústria 4.0 tende a mudar drasticamente as relações de trabalho. Essas alterações terão suas bases na substituição da mão-de-obra pela automação, fato que terá repercussão considerável sobre o mercado de trabalho que conhecemos hoje.

Salienta-se que essas alterações já podem ser observadas no que tange à substituição dos empregos em setores da indústria que tem alta incidência de ações repetitivas.

Sendo assim, é muito importante que aqueles que lidam diretamente com as relações de trabalho passem a enxergar novos cenários para que possam tomar as melhores decisões, haja vista que é notória a diminuição de empregos no futuro nos moldes que estamos acostumados.

“A quarta revolução industrial criará menos trabalho em novas indústrias, frente às três revoluções predecessoras” – dizem vários documentos produzidos sobre esse assunto. Mas, também, novos cargos serão criados com outras exigências, principalmente, aquelas baseadas na criatividade e cognição.

A indústria 4.0 já é realidade e sua força só tende a crescer. O surgimento das impressoras 3D, computadores quânticos, armazenamento nas nuvens entre outras invenções já são fazem parte do nosso vocabulário cotidiano. Logo será facilmente acessada por uma grande quantidade de pessoas a custo baixo.

O futuro já começou, nos resta a preparação da sociedade para essa nova era.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 02/02/2012 - 03:59h
Opinião

Essência do jornalismo em tempo de convergência ou morte

Depois de muito resistirem à modernidade, observo agora que alguns jornalistas-dirigentes de impressos começam a descobrir o significado da palavra “convergência”. Risível.

Quando comecei a escrever na Web há mais de cinco anos – por necessidade e não por opção -, com um blog (veja AQUI) em página gratuita, engoli em silêncio alguns insultos e piadas, que me desdenhavam. Hoje, dou boas risadas e agradeço o achincalhe, a vilania. Cresço na adversidade.

A Web não fecha jornal, o que fecha jornal é incompetência. Pior do que jornal fechado, é o jornal zumbi, ‘morto-vivo’, que não altera o curso do rio, não forma opinião, não acrescenta nada a nada.

Tenho paixão por jornal impresso. Nasci nele profissionalmente. Desde criança apeguei-me ao manuseio de jornal que chegava todos os dias a mim, como alimento. Contudo não sou imbecil nem míope. Jornal impresso está encolhendo, muitos já morreram e outros são zumbis.

A matéria prima imprescindível continua sendo a mesma em qualquer meio: é o ser humano. Bom profissional, o jornalista por paixão, é eterno. Maior do que impressora em policromia, frota de carros, prédio bonito. Ele é essência.

Twitter, Facebook, blog, site etc. não tiram emprego ou fecham jornal. As novas plataformas se somam, bem aproveitadas pela mídia impressa.

Quem partiu na frente no Brasil, há cerca de 15 anos, foi o Grupo Folha e também JB. O primeiro, continua fortíssimo, via UOL, Folha etc. Acertou. O segundo, por dificuldades de gestão, troca de comando, se arrasta apenas na Web.

A comunicação não pode prescindir da Web nem deve vê-la como inimiga. Jornalista e publisher com medo do moderno, já morreram e não sabem.

Academia de Comunicação precisa avançar na formação sob outra realidade. A visão capital x trabalho é modorrenta. Empregabilidade hoje e no futuro funciona e funcionará sob outro prisma e exigências.

Quando a revolução industrial emergiu no Reino Unido, Ned Ludd levou operários às fábricas (século XIX), quebrando máquinas e satanizando a modernidade, com medo do desemprego.

Hoje tem quem queira repetir Nudd de outra forma. Produzem campanhas abjetas para desacreditar blogueiro e detonam sites-portais, pensando que eles fecham jornais. Nada disso. Atraso é não enxergar o óbvio.

O futuro já chegou, mas muitos ainda estão empastelados no passado. E lá vão ficar.

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Categoria(s): Comunicação / Opinião da Coluna do Herzog
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