
Crescimento de Fátima foi refreado por rejeição elevada e preocupante que precisa ser "curada" (Foto: Web)
Além dos números com intenções de voto ao Governo do Estado nas perguntas Estimulada e Espontânea, a pesquisa eleitoral do Ibope que foi contratada pela Inter TV Cabugi e divulgada nessa sexta-feira (21), também mediu a taxa de Rejeição (o eleitor diz em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum).
Os números, num comparativo com a sondagem anterior do Ibope, divulgada no dia 17 de agosto, precisam ser olhados com especial atenção. Temos uma situação particularmente muito incômoda e que serve de alerta para a candidata Fátima Bezerra (PT): ela teve aumento em 10 pontos percentuais no índice de rejeição em um mês.
Sua rejeição saiu de 14% no mês passado para 24% agora.
Até Robinson reduz rejeição
Fátima Bezerra só fica atrás do campeoníssimo Robinson Faria (PSD) em termos de abjeção popular. Mesmo assim, ele despontou em queda, haja vista que tivera 59% em agosto e agora ostenta 52%. São sete pontos percentuais a menos.
No mesmo período, o crescimento em intenções de voto de Fátima Bezerra saiu de 34% para 39% na Estimulada. Ou seja, crescimento de 5 pontos percentuais contra 10 de repulsa, mantendo-a em primeiro lugar.
Entre os três principais candidatos ao Governo do RN, Fátima é o único nome que teve aumento (e grande) na rejeição. Carlos Eduardo Alves (PDT) era o segundo mais rejeitado em agosto, com 17%, oscilando dentro da margem de erro para 19%.
Rejeição (21 de Setembro)
- Robinson Faria (PSD): 52%
- Fátima Bezerra (PT): 24%
- Carlos Eduardo (PDT): 19%
- Dário Barbosa (PSTU): 14%
- Freitas Jr. (Rede): 13%
- Heró Bezerra (PRTB): 13%
- Brenno Queiroga (Solidariedade): 12%
- Professor Carlos Alberto (PSOL): 11%
- Poderia votar em todos: 2%
- Não sabe ou prefere não opinar: 10%
Rejeição (17 de Agosto)
- Robinson Faria (PSD): 59%
- Carlos Eduardo (PDT): 17%
- Fátima Bezerra (PT): 14%
- Brenno Queiroga (Solidariedade): 7%
- Dário Barbosa (PSTU): 6%
- Heró Bezerra (PRTB): 6%
- Freitas Junior (Rede): 5%
- Professor Carlos Alberto (PSOL): 5%
- Poderia votar em todos: 1%
- Não sabe: 18%.
Se o crescimento da rejeição de Fátima Bezerra aconteceu em meio aos “indecisos”, a candidata da Coligação do Lado Certo precisa se cuidar. Se houve registro desse movimento para cima, advindo de eleitores de Carlos Eduardo, por exemplo, tudo bem. É algo normal e “indolor”.
Intercorrência
O esmiuçamento da pesquisa é que poderá dizer com segurança a origem desse crescimento nefasto. Independentemente de onde veio, o fato é como uma febre no corpo humano: sinal de algo errado no organismo, que precisa ser identificado e sanado, antes que ganhe proporção incontrolável.
A intercorrência pode levar sua candidatura ao colapso mais adiante, se for uma inclinação contínua e robusta.
Quanto a Carlos Eduardo, além do número exponencial de crescimento de 15% (em 17 de agosto) para 25% nessa pesquisa (10 pontos percentuais a mais), ele deve comemorar que a sua rejeição ficou praticamente estacada.
Com 15 dias de campanha pela frente, nada está decidido ou é definitivo.
Veja AQUI como foi a pesquisa ao Governo do Estado divulgada nessa sexta-feira (21).;

















































