sexta-feira - 01/11/2024 - 07:30h
Rio de Janeiro

Júri condena assassinos de Marielle e do motorista Anderson Gomes

Marielle Franco era vereadora no RJ à época do crime (Foto: G1)

Marielle Franco era vereadora no RJ à época do crime (Foto: G1)

Do Canal Meio e outras fontes

Seis anos, sete meses e 17 dias. Esse foi o tempo que a Justiça levou para condenar os ex-PMs Ronnie Lessa a 78 anos e 9 meses de prisão e Élcio Queiroz a 59 anos e 8 meses pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, um crime que chocou o Brasil.

“A Justiça por vezes é lenta, é cega, é burra, é injusta, é errada, é torta, mas ela chega”, afirmou a juíza Lúcia Glioche ao ler a sentença no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro-RJ.

Lessa, autor dos disparos, e Queiroz, que dirigiu o carro usado no atentado em 14 de março de 2018, foram condenados por unanimidade por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu, e receptação do veículo usado no crime. Como os ex-PMs assinaram acordos de delação premiada, que possibilitaram o avanço das investigações, Lessa ficará preso por, no máximo, 18 anos em regime fechado e dois no semiaberto, já Queiroz ficará encarcerado por até 12 anos, a contar de 12 de março de 2019, quando foram presos. Se a delação for anulada, será aplicada a pena definida no julgamento. (g1)

Os parentes de Marielle e Anderson acompanharam os dois dias de julgamento. Diante do anúncio das sentenças, não contiveram a emoção. Os pais dela, Marinete e Antônio, a filha Luyara, e as viúvas da vereadora e de Anderson, Mônica Benício e Ágatha Reis, aplaudiram e se abraçaram. “As pessoas precisam parar de normalizar os corpos que caem nesse país”, disse a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, irmã de Marielle. (Folha)

Mandantes

Falta acertar as contas com quem ordenou o crime. Chiquinho e Domingos Brazão são apontados como mandantes; o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa seria o mentor; o ex-PM Robson Calixto teria ajudado a dar sumiço na arma usada; e o major Ronald Paulo Alves Pereira teria monitorado a rotina da parlamentar.

Devido ao foro privilegiado do deputado federal Chiquinho Brazão, o caso está no Supremo Tribunal Federal. As audiências de instrução terminaram na terça-feira. Agora, as partes podem pedir diligências. Depois, a Corte ouvirá as alegações finais. (Globo)

Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz (Composição: Paulo Dutra/CENARIUM)

Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz (Composição: Paulo Dutra/CENARIUM)

Matheus Leitão: “É sem dúvida um marco para o país. Durante anos, com a ação conivente do crime organizado infiltrado na máquina do Estado do Rio, tentou-se de toda forma impedir a elucidação do caso. Réus confessos, Lessa e Queiroz são apenas a ponta de uma história que ainda tem perguntas sem respostas. Se não há uma justiça perfeita, a condenação de ambos, pelo menos, é uma demonstração de que existe uma justiça possível”. (Veja)

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
sexta-feira - 29/03/2019 - 22:18h
Presídio Federal

Acusados de matar vereadora e motorista estão em Mossoró

Ronnie Lessa: acusado (Foto: reprodução)

Do Estadão e UOL

Os dois presos sob acusação de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, foram transferidos ontem do presídio de Bangu 1, no complexo de Gericinó (zona oeste do Rio), para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, segundo informou hoje a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Rio.

Eles devem ficar em ala especial para agentes policiais, para que não se misturem com os outros presos. Marielle foi morta a tiros em 14 de março de 2018, no Estácio (região central do Rio).

Queiroz e Lessa estão presos preventivamente desde 12 de março passado. Denunciados por duplo homicídio triplamente qualificado, eles são réus desde 15 de março, quando o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Na mesma decisão, Kalil atendeu pedido do MP-RJ e autorizou “em caráter urgente e provisório” a transferência dos acusados para uma penitenciária federal de segurança máxima. A unidade prisional foi definida pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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