domingo - 16/03/2014 - 14:10h
Efeito Rosalba

RN pode ter inédita disputa só com chapas de “oposição”

Governo Rosalba Ciarlini (DEM) é tão chinfrim, que campanha deste ano no Rio Grande do Norte poderá ser a mais estranha de todos os tempos, apenas com chapas de oposição.

O deputado federal Henrique Alves (PMDB), decepcionado, do governismo já saiu no ano passado.

Deve ser candidato a governador com a maior coligação oposicionista que se tem notícia até aqui.

Robinson Faria (PSD) esteve por lá, como vice-governador eleito em 2012. Virou dissidente.

Foi o primeiro aliado a “se picar”, ainda no primeiro ano de gestão: 2011.

Rosalba dificilmente será candidata à reeleição, como este Blog “canta” há tempos.

Será barrada pela Justiça Eleitoral, considerada inelegível por suas peripécias com a máquina pública, nas eleições municipais de Mossoró, em 2012.

Em último caso, será vetada pelo próprio partido (veja AQUI).

Porém, se conseguir, superar tudo isso, irá à corrida eleitoral com obrigação de encarar o mesmo povo que prometeu há quatro anos “fazer acontecer”.

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domingo - 16/03/2014 - 10:56h
Conversando com... José Agripino

Reeleição de Rosalba Ciarlini não é prioridade no DEM do RN

Do jornal Tribuna do Norte

O Democratas no Rio Grande do Norte caminha para uma aliança com o PMDB, PR e PROS. A sinalização é do presidente estadual do partido, o senador José Agripino Maia. Ele confirmou que a prioridade do partido é a eleição proporcional e destacou que a definição é nacional. Sobre o pleito local, o senador disse que os deputados estaduais (José Adécio, Getúlio Rego e Leonardo Nogueira) e federal (Felipe Maia) já expuseram o desejo de compor proporcional com alguns partidos que integrem o palanque do PMDB.

José Agripino não tem conversado com Carlos Augusto e defende direito de Henrique Alves ser candidato (Foto: Magnus Nascimento)

Sobre a reeleição da governadora Rosalba, José Agripino é cauteloso, diz que o rumo do partido será tomado pela Executiva estadual, mas reconheceu que, em caso de lançar uma chapa majoritária, o DEM não tem aliados para compor o palanque. “Não vejo parceiros de expressão em vista para eleição majoritária”, destacou. Enaltecendo os aliados do PMDB, José Agripino considerou legítima a candidatura própria dos peemedebistas ao Governo e destacou: “O nome tem que ser Garibaldi (Garibaldi Filho) ou Henrique (Henrique Eduardo Alves)”.

Embora evite críticas ao governo Rosalba, o líder do DEM lembra que havia tudo para acertos, mas admite que a chefe do Executivo cometeu equívocos, um deles foi perder o apoio do PR e do PMDB. “O que está faltando ela (Rosalba Ciarlini)? É difícil encontrar (um motivo) porque, para mim ,Rosalba tinha tudo para ser uma grande governadora, porque ela foi uma grande prefeita, uma senadora que se destacou, ganhou eleição no primeiro turno, tinha suportes muito bons. Mas, infelizmente, falhou”, comentou. Nesta entrevista, o senador fala sobre o projeto nacional do DEM, destaca que a definição sobre o rumo no Rio Grande do Norte será da executiva nacional e ressaltou que a eleição proporcional é a prioridade do partido.

Tribuna do Norte – A aliança com o PSDB nacional está consolidada?

José Agripino – O deputado Ronaldo Caiado, que é uma das melhores expressões do nosso partido, manifestou desde 2013 o desejo ou colocou o nome dele para sondagem do partido como pré-candidato à presidência. Ele próprio teve oportunidade de conversar com os colegas deputados e de sentir a receptividade e perspectiva de viabilização do objetivo de candidatura presidencial. E ele percebeu que a candidatura prejudicava as alianças, porque imobilizava para as alianças possíveis nos Estados, que viabilizarão a eleição de 35 a 40 deputados federais e até seis ou oito senadores. Os mais simpáticos a candidatura de Ronaldo Caiado, na última reunião do partido, já afirmaram que ele (Ronaldo Caiado) pré-anunciava que seria candidato ao Senado pelo Estado de Goiás. Com o partido não tendo candidatura a presidente, o que se vislumbra é a aliança para o plano nacional.

O Democratas se encaminha para o palanque de Aécio Neves?

JA – Encaminha-se, sim, mas não está definido. Até porque eu coloquei como pré-condição para formação de aliança (com o PSDB) que vai dar o nosso tempo de rádio e televisão (para o PSDB) as alianças convenientes ao partido (DEM) nos Estados. Há uma série de demandas que estão em curso e, nesse momento, sinalizam sim para uma eleição com o PSDB, mas essas conversas
têm que ser concluídas para quea eleição se pragmatize.

Ou seja, a definição do Democratas nacional é priorizar a proporcional para reerguer o partido?

JA – Isso. Assim como esse fato acontece no plano nacional, ele remete ao plano estadual. São os mesmos modelos.

Nessa reunião, na qual foi definida a prioridade para eleiçãoproporcional, algum outro potiguar do DEM, além do senhor, participou?

JA – Eu e o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, que é o presidente do diretório municipal do partido em Mossoró.

A prioridade do Democratas para proporcional colide com o projeto de reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, que vem sendo já sinalizado por ela?

JA – Não sei se colide ou não colide. Até porque nas conversas que eu tinha com Rosalba há algum tempo atrás, ela me dizia que postularia a candidatura à reeleição se estivesse em condições reais de disputar. Não sou candidato a nada nessa eleição, mas tenho a responsabilidade de presidir o partido nacionalmente e estadualmente. E preciso da eleição dos nossos deputados. Tenho que pensar também neles. Então tenho a obrigação de entregar a decisão sobre candidatura própria ou aliança aos que são candidatos. Quem é candidato? José Adécio, Getúlio Rego, Leonardo Nogueira são candidatos à reeleição, Felipe Maia é candidato a reeleição. Se Rosalba quiser ser candidata coloque a postulação dela e a gente vai avaliar, consultando o partido, os prefeitos, os vice-prefeitos, as lideranças do partido sobre a conveniência, no diretório estadual, da candidatura ao Governo, que teria as mesmas conseqüências. Quem seriam os aliados? Qual seria aliança na proporcional para viabilizar a reeleição dos deputados federais e estaduais? Temos uma defecção, o deputado Betinho Rosado nos deixou. Temos só um deputado federal e precisamos manter nossa estrutura e crescer. Temos candidatos novos a deputado estadual com expressão eleitoral e temos a obrigação de oferecer condições de aliança, de soma de voto por coligação, que viabilize a eleição. Isso eles (os deputados) têm direito de opinar. Isso vai ocorrer na hora própria em uma reunião no diretório estadual, que vai definir. Se houver a pretensão de candidatura a reeleição (de Rosalba Ciarlini) o partido vai se reunir e pelo seu diretório estadual vai definir qual a melhor conveniência para o crescimento ou preservação do partido no Rio Grande do Norte, como no plano nacional.

Quem define o rumo do DEM é o diretório estadual? É uma espécie de prévia?

JA – Não é prévia. O diretório estadual, se aparecerem teses de candidatura própria ao Governo ou alianças com outras candidaturas, o diretório estadual decidirá, assim como a executiva nacional vai decidir sobre qual a tese prevalente. Entendendo que, em qualquer circunstância, você tem uma última instância que é a convenção estadual ou nacional.

Quem decidirá o destino do DEM no Estado será a Executiva estadual? Ela é que tem esse poder?

JA – Claro que tem. A executiva estadual tem poderes, só não tem poderes mais do que a convenção. Mas a executiva estadual tem poderes para deliberar, é ela quem fala pelo partido. A executiva traduz a expressão do partido.

Mas, ainda assim, poderá ir para a convenção duas teses a serem definidas?

JA – Nada impede. A executiva estadual sinaliza a vontade do partido. Se a executiva definir uma coisa que conflite com o interesse de alguns, a democracia reserva a instância da convenção.

O senhor disse que em uma das últimas conversas que teve com a governadora, ela afirmou que seria candidata se “estivesse condição de reeleição”. Na sua visão, Rosalba está em condição de reeleição?

JA – É muito difícil dizer isso. Não tenho, feita pelo partido, nenhuma pesquisa de opinião. Agora o grande instrumento de avaliação, de possibilidade, é pesquisa de opinião feita um pouquinho mais para frente e avaliar se a governadora estaria em condição de pleitear ou não. Pelos dados que foram exibidos por pesquisas divulgadas há pouco de tempo, a condição dela não é confortável.

O senhor tem conversado com a governadora ou com o ex-deputado Carlos Augusto?

JA – Não tenho.

Faz quanto tempo que o senhor não conversa com eles?

JA – Nada impede que conversemos a qualquer hora, mas não tem havido oportunidade de conversarmos.

Há, de fato, um distanciamento do senhor da governadora e do ex-deputado Carlos Augusto Rosado?

JA – Desde o começo do governo me coloquei o tempo todo à disposição dos interesses do Estado do Rio Grande do Norte através da interpretação da governadora e me mantenho nessa mesma disposição. Sempre que ela precisa de mim, sabe que encontra um guardião dos interesses do Estado. É só ser procurado.

O senhor concorda que a governadora tem sinalizado para um projeto de reeleição pela agenda que adota e pelo discurso?

JA – Não sei, uns me dizem que sim, outros que não. Prefiro dizer que não sei. E se houver essa pretensão ela será remetida à executiva estadual. O papel que me cabe como dirigente estadual do partido é fazer a avaliação por aqueles que falam pelo partido e que têm interesse, os três deputados estaduais, o deputado federal haverão de colocar sua argumentação e tentar convencer em um rumo e outro. Democraticamente, quem vai decidir não é o presidente do partido. A lógica, o bom senso é quem conduz e remete a definições. Não sei o que pensarão os três deputados estaduais e um federal se uma candidatura ao governo engessaria de tal forma as alianças partidárias que poderia até inviabilizar suas próprias reeleições. Esse é um assunto que se for provocado pela tese da governadora de candidatura à reeleição será colocada para deliberação da executiva estadual.

O senhor tem conversado com o PMDB, com o PR. Essas conversas remetem à aliança do Democratas com esses dois partidos?

JA – Quem levou, quem trabalhou, quem se esforçou para levar o apoio de pessoas que não votaram em Rosalba, mas apoiaram o seu governo? Fui eu, com João Maia, com Henrique (Eduardo Alves). Tenho uma proximidade com eles de muito tempo. Tenho uma relação muito positiva e muito robusta com o PMDB de Garibaldi Filho e Henrique, com o PR de João Maia, com o PSDB de Rogério Marinho e Aécio Neves, com o PROS de Ricardo Motta. Tenho uma relação com essas forças todas e tenho estado dentro das conversas desse grupo.

Falando em hipótese, o Democratas, partindo para candidatura majoritária com Rosalba Ciarlini, quais seriam os prováveis partidos aliados?

JA – Infelizmente, não vejo. Não vejo parceiros de expressão para eleição majoritária.

A governadora Rosalba, sua aliada, vem enfrentando dificuldades na administração. Em que ou onde ela está errando?

JA – Eu preferia olhar outro lado, qual o papel dela? Vejo nela uma mulher esforçadíssima, dedicada, trabalhadora, incansável, mas ela tem cometido equívocos. A perda do apoio do PR, do PMDB, por mais recomendação foi uma coisa negativa para o governo dela. O que está faltando a ela? É difícil entender porque, para mim, Rosalba tinha tudo para ser uma grande governadora. Ela foi uma grande prefeita, uma senadora que se destacou, ganhou eleição no primeiro turno, tinha suportes muito bons. Mas, infelizmente, falhou. Não sei, exatamente, a que atribuir. Agora sei sim que a aposta que fizemos no nome dela era respaldada no caminho só de sucessos. Infelizmente, não tenho um raciocínio pronto para justificar porque a governadora não vai bem como eu gostaria que ela estivesse indo bem.

O senhor já foi aliado e oposição à vice-prefeita Wima de Faria. Haveria hoje reaproximação com a vice-prefeita?

JA – Não tenho conversado com Wilma. Cumprimento quando me encontro com ela em evento.

Mas o PMDB conversa e negocia com ela uma aliança. O Democratas, em caso de aliança com o PMDB, apoiaria Wilma de Faria para o Senado?

JA – Vejo com naturalidade.

O DEM poderia apoiá-la para o Senado?

Rosalba e Henrique: preferência de Agripino é clara (Foto: Demis Roussos)

JA – Na hora em que a tese da aliança for colocada para avaliação dos que vão decidir, claro que vai ser colocada a hipótese de candidatura própria, se for colocada, e aliança com A, B e C. A decisão não será de José Agripino, mas dos protagonistas que são do partido e se submeterão a voto agora em 2014.

De todos os partidos que o senhor tem conversado, o único que já definiu candidatura própria é o PMDB. Como o senhor avalia essa pretensão? Quem seria o potencial nome do PMDB?

JA – Essa definição cabe ao PMDB, não cabe a mim dizer que o candidato ideal é A, B ou C. O PMDB aspirar a candidatura própria ao Governo é legítima porque o partido cresceu bastante no Estado. O PMDB, pelas funções que ocupa — Garibaldi ministro e Henrique presidente da Câmara — conseguiu fazer um bocado por aquilo que é interesse do Estado. Isso fortaleceu Garibaldi e Henrique e ao partido PMDB. Em função disso, dessa conjugação de fatores, o PMDB tem legitimidade para pleitear candidatura própria.

E quem seria o candidato?

JA – Tem que sair da dupla Garibaldi ou Henrique.

E o ex-senador Fernando Bezerra?

JA – É um nome bom, mas entre ser um nome bom e ter condição de ganhar a eleição tem uma distância. O candidato tem que ter elementos políticos e eleitorais importantes. Tenho com ele (Fernando Bezerra) relação confortável. Se ele for o candidato terá que mostrar condição política, que é o mais fácil, e condição eleitoral, que é mais complicada, para ganhar a eleição. O PMDB não vai entrar na disputa sem avaliar muito bem as chances de vitória.

O deputado Henrique Eduardo Alves é o nome?

JA – O deputado Henrique tem o direito de pensar em ser candidato a governador, por toda sua história, pelo espírito público que tem demonstrado com as causas do Estado. Ele tem o direito de pensar nisso.

Algum desgaste pela reportagem veiculada no jornal O Estado de São Paulo, que mostrou gastos do senhor, de R$ 50 mil, no plano de saúde do Senado para um tratamento dentário?

Nenhum. Até porque o que houve foi o uso de um direito. Eu tenho uma cota anual para tratamento médico ou dentário. Não houve reparação estética. O que houve foi reparação estrutural. Eu tive um problema sério de recomposição de toda base dentária que foi ao longo de quase dois anos refeita. Todo trabalho que foi feito foi para recuperação de um trabalho mal feito que não foi feito por dentista do Estado. Quando fiz com dentista do Estado foi tudo muito bem feito, mas quando eu fiz em Brasília foi mal feito e me levou anos depois a ter que recompor. Usei o que o Senado dá direito, desde que tenha problema de ordem médica.

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sábado - 15/03/2014 - 06:48h
Administração pública

Rosalba inaugura leitos de UTI e empossa secretário

A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o secretário de Estado da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, participaram, nesta sexta-feira (14), da inauguração de 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Varela Santiago (HIVS), em Natal.  Esses leitos estavam previstos na estruturação da Rede de Urgência e Emergência (RUE) e Rede Cegonha do Ministério da Saúde.

Girão é cumprimentado por Rosalba (Foto: Demis Roussos)

“Esses novos leitos ajudarão os atendimentos das maternidades de Natal, mas também do interior do Estado”, disse a Chefe do Executivo do Estado. Durante a solenidade a Governadora anunciou que o Governo investirá 200 reais por dia para cada leito do hospital infantil, com o objetivo de complementar os auxílios vindos dos recursos federais e municipais.

A UTI Neonatal receberá bebês com idade de 0 a 28 dias, vindos de todo o Rio Grande do Norte, que nascerem em unidades de baixa complexidade e que apresentem quadros de saúde com necessidade de tratamento intensivo, como prematuridade, insuficiência respiratória, má-formação, entre outros.

Novo secretário

A governadora deu posse do novo secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, General Eliéser Girão Monteiro Filho no final da manhã desta sexta-feira (14), no auditório da Governadoria, no Centro Administrativo. Estiveram presentes todos os quadros de comando da segurança pública do Estado e secretários de diversas pastas.

No discurso de posse, o novo secretário traçou as principais linhas de trabalho e traçou um rápido panorama do quadro de segurança pública x violência no Brasil. “A Segurança Pública não se faz sozinho, precisa de toda a sociedade para ser feita”, disse o novo titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) após a assinatura do termo de posse.

A Chefe do Executivo Estadual disse que confia no trabalho do novo secretário. “Eu tenho certeza que nós vamos avançar nas ações na Segurança Pública, não só para a Copa do Mundo, mas desde já”, pontuou.

Com informações do Governo do Estado.

Nota do Blog – Do ponto de vista político, interessante registrar a presença da ex-governadora e atual vice-prefeita natalense Wilma de Faria (PSB), na inauguração dos leitos de UTI.

Através de sua assessoria, ela destacou importância da iniciativa: “Ressaltamos que a evolução do Varela acontece graças à sua boa administração, na pessoa do seu diretor Paulo Xavier, e de muitas pessoas de luta e de compromisso com o coletivo. Nós sempre ajudamos esta importante instituição, através de convênios, quando prefeita e governadora, e também através de recursos do Cidadão Nota 10, e sabemos da importância para toda a rede.”

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quinta-feira - 13/03/2014 - 16:38h
Eleições 2014

Candidatura natural e a força de José Agripino no DEM

Só para lembrar, de olho nos intramuros das eleições 2014 – no Rio Grande do Norte:

– Não existe mais a figura da “candidatura natural” dentro do sistema político-partidário-eleitoral brasileiro.

O fato de ser governadora, não deixa Rosalba Ciarlini (DEM) como “candidata natural” à reeleição.

Outro detalhe: quem controla o DEM no Rio Grande do Norte é o senador José Agripino, com plenos poderes para conduzir o diretório à posição que considerar mais conveniente ao futuro partidário.

Anote, por favor.

 

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quarta-feira - 12/03/2014 - 08:04h
"RN Insustentável"

Sistema prisional é novamente destaque negativo

“Bom Dia Brasil” (Rede Globo de Televisão) mostra presos amarrados com cordas, em corredor de delegacia em Macau.

Um pouco antes, no “Bom Dia RN”, Marcos Dionísio da Comissão de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte afirmou que a culpa é da governadora? Para ele, a situação do sistema prisional não é novidade. Falta capacidade de decisão.

“RN Insustentável” de Rosalba Ciarlini (DEM) continua fiel a seu slogan de campanha, de forma inversa:

“Fazendo acontecer”.

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terça-feira - 11/03/2014 - 19:54h
Mossoró

O insustentável peso da “Rosa” em sua terra natal

Tratado como peça-chave para uma hipotética reviravolta não índices de avaliação do governo, o programa de investimentos denominado de “RN Sustentável” começou mal para a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Foi hoje pela manhã em Mossoró.

Rosalba foi acuada com veemente protesto de professores grevistas, na Avenida Presidente Dutra, onde se situava a programação, no Hotel VillaOeste.

Embaraços

No seu discurso, em vários momentos a governadora entrou num “oito”. Chegou aponto de encerrá-lo e depois retomar a fala. Para chegar e sair do local precisou da blindagem da segurança pessoal e de proteção da Polícia Militar.

Faixas e palavras de ordem a avenida pregavam: “Fora, Rosalba”! Em incontáveis vezes, carros passavam no leito da pista e reverberavam o protesto com buzinaço.

No auditório em que apresentava aspectos técnicos do programa, Rosalba parecia uma estranha em sua terra natal. Sequer apareceu um único vereador de seu sistema político. Secretários de estado e o deputado José Adécio (DEM), que tem base na região Central do estado, deram representatividade ao evento.

Prefeito

Na plateia, alguns prefeitos não pareciam entusiasmados com as palavras da governadora, que está em seus últimos meses de gestão. Nem as conhecidas claques com gritos conhecidos, como “é a Rosa”, figuraram na defesa de Rosalba.

Na mesa formada para a solenidade, em destaque ficou o prefeito provisório de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), potencial candidato à prefeitura nas eleições suplementares de 4 de maio deste ano.

Ele é o primeiro governante municipal mossoroense a não fazer parte do grupo de Rosalba, nos últimos 17 anos. Mau presságio para a Rosa.

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segunda-feira - 10/03/2014 - 09:54h
Administração pública

Rosalba fará lançamento regional do ‘RN Sustentável’

O RN Sustentável entra agora numa nova fase: a liberação dos investimentos com o lançamento dos editais por região. A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e equipe do programa vão a campo esclarecer as regras de acesso aos editais, normas e procedimentos do projeto realizado com o empréstimo do Banco Mundial.

Rosalba, no Senado: (Geraldo Magela)

A prioridade será para os agricultores familiares, empreendedores da economia solidária, jovens, mulheres, e membros de comunidades indígenas e quilombolas.

Desde 2012 a equipe do RN Sustentável vem realizando reuniões prévias de conscientização sobre a relevância social do maior projeto já realizado em parceria com o Banco Mundial no Rio Grande do Norte.

Em todos os municípios do Estado foram feitos mais de 200 eventos preparatórios, além do lançamento em Natal que contou com a presença de 2.000 pessoas entre prefeitos, representantes de conselhos, lideranças comunitárias e beneficiários das ações.

Com a implantação dos Conselhos Municipais (CMDIS), aprovados em lei e constituídos por organizações comunitárias, produtivas e sociais de cada município, haverá agora a implementação descentralizada do empréstimo em todas as regiões.

A Governadora Rosalba Ciarlini, que trabalhou por este projeto desde quando era senadora, fará, conforme agenda abaixo, o lançamento regional dos investimentos com a apresentação das obras previstas nas áreas de educação e saúde, e o lançamento dos editais dos subprojetos nos territórios e municípios.

Desenvolvido por diversas secretarias de Estado, o RN Sustentável vai promover ações estratégicas para melhorar a qualidade dos serviços de educação, saúde e segurança pública, além de fomentar o desenvolvimento de 10 cadeias econômicas produtivas fundamentais no Rio Grande do Norte (turismo, cultura, artesanato, fruticultura, agricultura familiar, pequenos negócios, caprinocultura, apicultura, laticínios, pesca, construção de escolas, hospitais, barragens, entre outros importantes investimentos).

Agenda:

Terça-feira (11/03)

Lançamento do Programa na Região Assu-Mossoró

Local: Mossoró

Horário: 8 horas

Quarta-feira (12/03)

Lançamento do Programa na Região Alto Oeste

Local: Pau dos Ferros

Horário: 8 horas

Quinta-feira (13/03)

Lançamento do Programa na Região Sertão do Apodi

Local: Apodi

Horário: 8 horas.

Com informações do Governo do Estado.

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segunda-feira - 03/03/2014 - 15:00h
RN

Versões, aventuras e desejos na política e no jornalismo

Corre pela Internet, em pleno Carnaval, a notícia de que o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), atual governador pernambucano, pressiona a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) a concorrer ao Governo do Estado.

Normal, se realmente houver essa pressão.

Campos e Wilma: perigo de puxar para baixo

Em Mossoró, em sua passagem ano passado pela cidade, Campos disse diferente.

Deixava a ex-governadora e vice-prefeita do Natal à vontade para fazer alianças com autonomia.

Mudou, mudou o cenário?

Tudo bem.

Mas não conheço Wilma de Faria como burra, para se meter numa aventura.

De aventura basta a que empreendeu em 2002, com raro senso de oportunismo. Saiu da Prefeitura do Natal para ser governadora, quando quase ninguém acreditava no feito.

Em 2014, não é impossível nova jornada, porém é pouco provável.

Ela  não deseja. Sua entourage e bases, sim, de olho no poder do Estado. Wilma prefere o Senado, com razão. “É o céu”.

Certamente, não serão apenas os belos olhos de Eduardo Campos que a farão mudar de foco e companhias na campanha deste ano. O sacrifício valeria, se ele fosse na atualidade um candidato a um passo do Palácio do Planalto.

O próprio presidenciável não demonstra fôlego e musculatura suficientes para chegar à presidência. Essa associação direta pode levá-lo a puxar Wilma para baixo, nacionalizando a campanha no estado.

PMDB e  PSB devem marchar unidos no Rio Grande do Norte, no mesmo palanque.

Da mesma forma que é desatino se imaginar que esse embaraço possa fazer Rosalba Ciarlini (DEM) inflar candidatura, de modo a se reeleger. Muito malabarismo verbal e engenhosidade politica para se fabricar versão tão descabida, como testemunhamos por aí.

No papel e na Net cabem tudo. Na Net, mais ainda: tudo é mesmo virtual.

Como sempre, parte do jornalismo que trata da política no Rio Grande do Norte esquece de falar com o povo, identificando o que ele pensa e aspira hoje.

A  “massa-gente”, como diria o falecido ex-senador Darcy RIbeiro (PDT-RJ), é solenemente ignorada.

Conchavos, arrumações, acordões, composições e  alianças acontecem com parte considerável da mídia sendo instrumento cego dessas manobras do generalato político. Apenas reproduz o que eles querem que seja reproduzido.

O falecido jornalista Nilo Santos, certamente daria ótima gargalhada e identificaria que boa parte do noticiário é fruto do “jornalismo desejoso”. Há desejos e aspirações de uns e de outros protagonistas ou segmentos da imprensa, mas muito distantes da realidade dos fatos.

Temos aí os “spin doctors” (jargão inglês que significa pessoa especialistas em distorcer fatos, alterar rotações dos acontecimentos políticos, para favorecimento de algum candidato) que em nada contribuem à melhoria da política potiguar.

Lembram o velho comunicador de rádio e televisão, Chacrinha, que soltava com maior ênfase um bordão bem atual: “Eu vim para confundir e não para explicar”.

Sendo assim, perfeito.

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segunda-feira - 03/03/2014 - 09:06h
Política potiguar

O julgamento das urnas e o julgamento da história

“Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.” (Guimarães Rosa)

Há quem adore cunhar certa expressão, para sentenciar alguém ou algum governo: “julgamento das urnas”.

Uma eleição, segundo essa linha de raciocínio, seria uma forma de julgar o candidato, pelo o que fez de certo ou errado do ponto de vista ético-moral e como “representante” do povo.

Menos. Ou mais ou menos.

Cada eleição tem metabolismo próprio, sua própria história, por mais conectada que esteja a anterior e de olhos na próxima. Entra em campo, também, a tal da “conjuntura” – o momento.

O discurso/marketing de cada candidato procura encaixar essa máxima a seu favor ou repeli-la, caso lhe seja prejudicial.

Vamos lá, a alguns exemplos, para tentarmos dirimir certas dúvidas e alimentar a boa dialética.

Wilma de Faria (PSD), candidata ao Senado em 2014, terá seus governos sob julgamento?

Na prática, sua chance de colocar-se em julgamento aconteceu em 2010, quando saiu do Governo para ser candidata a senador e foi derrotada por José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB).

Agora, quem parece em julgamento é Rosalba Ciarlini (DEM), governadora que a sucedeu.

Nesse contexto, é que Wilma reaparece das “cinzas”, pleiteando um “novo julgamento”, espécie de apelação da derrota que amargou em 2010.

Para Wilma, lógico que é mais cômodo concorrer ao Senado novamente, do que mais uma vez experimentar a guerra renhida das urnas na corrida à Governadoria. Seu nome é extremamente vulnerável, em face de um rosário de escândalos que permearam suas gestões.

Carlos Eduardo Alves (PDT) não conseguiu eleger Fátima Bezerra (PT) à Prefeitura do Natal em 2008. Sua própria administração enfrentou momentos de profundo desgaste.

Mas na campanha de 2012, ele foi praticamente “nomeado”, graças ao “julgamento” que a cidade fez da sucessora Micarla de Sousa (PV), avaliado até então como a pior gestora do Brasil, com quase 95% de reprovação popular.

Se Micarla tivesse obtido endosso popular, Carlos Eduardo Alves teria conseguido retornar à Prefeitura em 2014? Difícil.

Micarla transformou-se em seu principal cabo eleitoral, tamanho seu desgoverno. Carlos, então, passou a representar no coletivo e inconsciente popular, uma forma de “vingança” e não necessariamente de resgate.

Em relação à Wilma de Faria, a situação é muito parecida. Rosalba a exumou. Devolveu-a ao tablado, tamanho o desastre de sua administração.

Considerar Wilma de Faria a redenção para o falido Governo do Rio Grande do Norte, é uma clara distorção da realidade de forma deliberada ou por desconhecimento de causa.

Da mesma forma que a reeleição de Rosalba seria um exercício de estupidez coletiva.

Na prática, o julgamento das urnas é movido muito mais pelo emocional do que pela razão. É assim, a propósito, que se move o marketing político na sedução das massas.

É graças a essa inclinação humana, que de tempos em tempos caímos no conto do vigário, lero-lero de “caçador de marajá”, gente que “faz acontecer”, de governo “para todos” e outros embustes.

Quase nada real.

É sobretudo no caos que aparecem os falsos profetas, salvadores da pátria e algum Führer (líder, guia, mestre).

O Rio Grande do Norte precisa de um “gerente”. De alguém capaz, que inspire confiança e saiba dialogar sem arrogância com a sociedade e outros poderes.

No futuro teremos o definitivo julgamento da história.

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sábado - 01/03/2014 - 07:55h
Eleições suplementares

Cláudia Regina e Larissa Rosada estão inelegíveis, afirma juiz

Do Portalnoar

Adversárias nas eleições de 2012 na disputa pela Prefeitura de Mossoró, a prefeita cassada Cláudia Regina (DEM) e a deputada estadual Larissa Rosado (DEM) estão inelegíveis perante a Justiça e proibidas de disputar o cargo nas eleições suplementares, marcadas para o dia 4 de maio.

Carlo Virgílio mostra situação complicada

O juiz eleitoral Carlo Virgílio Fernandes confirmou a informação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) e alertou que os partidos que disputarão o pleito precisam estar preparados com antecedência.

Ele explicou que nada impede as conversações entre os partidos para formar as alianças neste momento, contudo, as reuniões oficiais e formatação de atas de coligação podem ser definidas apenas entre o período de 2 a 6 de abril, quando os candidatos são anunciados, como ficou definido na resolução do TRE que fixou as datas e aprovou as instruções.

“O registro do candidato deve acontecer até o dia 11 de abril. Se elas [Larissa e Cláudia] permanecerem inelegíveis, estarão impedidas de concorrer. O mesmo acontece com a governadora Rosalba, também se encontra inelegível. Apesar de não ter a condenação em trânsito e julgado, ambas possuem uma condenação por órgão colegiado. O que aconteceu aqui”, citou o juiz, ratificando que no caso de Rosalba, a condenação ocorreu também pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa.

Cenários

Entretanto, ainda existe dois cenários possíveis em que Cláudia Regina apareça como candidata. O primeiro é se até o dia 2 de abril, quando inicia o período de convenções, ela consiga uma reversão da decisão deferida pelo Pleno potiguar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Outra possibilidade é a defesa dela conseguir o deferimento de liminares, nos 11 processos os quais ela foi condenado.

Virgílio citou ainda que os futuros candidatos ligados a administração pública, necessitam pedir o licenciamento ou afastamento dos respectivos cargos com 24 horas de antecedência ao período das convenções, como diz a lei eleitoral. Porém, se um vereador ou o atual prefeito Francisco Silveira Júnior se lançar candidatos, a legislação não prevê o licenciamento dos cargos políticos.

“Silveirinha não é o prefeito, ele está prefeito. Então, se por acaso ele se lançar candidato será como uma eleição normal, podendo até tentar uma reeleição, numa outra eleição. Perdendo, ele volta a ocupar sua cadeira como vereador de Mossoró. Assim como qualquer outro vereador que queira disputar”, comentou.

De acordo com o juiz, “a expectativa do Tribunal é que esta eleição suplementar seja tranquila, tendo em vista não ser a primeira eleição suplementar desde 2012 e o fato do RN ser referência nacional no controle eleitoral”.

Virgílio revelou que uma das poucas preocupações tem a ver com o processo de cadastramento biométrico em andamento na cidade.

“Em Mossoró temos a 33ª e 34ª zonas eleitorais. A 33ª estará dedicada à biometria e a 34ª ao processo eleitoral. É uma particularidade, mas não deverá atrapalhar”, afirmou.


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quinta-feira - 27/02/2014 - 13:12h
Prefeita de Mossoró

Rosalba vira “ficha suja” com condenação em tribunal

Do Jornal de Hoje

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte publicou decisão em que o colegiado de desembargadores condena a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) por improbidade administrativa, tornando-a “ficha suja” por enquadramento na lei complementar 135, de 2010. Com isso, a governadora fica apta a perder o mandato e também não poderá disputar eleição. Mas, da decisão, ainda cabe recurso.

O caso aconteceu quanto Rosalba era prefeita de Mossoró. A atual governadora do Rio Grande do Norte foi condenada por improbidade administrativa por ter contratado servidores sem concurso público, entre 1997 e 2004. Como punição, ela deve pagar multa civil no valor de R$ 30 mil. A condenação foi publicada no site do Tribunal de Justiça do RN nesta quarta-feira.

Segundo a sentença, Rosalba também está proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. Para o Ministério Público, Rosalba Ciarlini, na condição de governante, teria admitido pessoal para prestar serviço ao Município sem a deflagração do devido concurso público, em situações que não caracterizam necessidade temporária de excepcional interesse público.

Conduta

Para o MP, a conduta da ex-prefeita caracteriza ato de improbidade administrativa, justamente porque as contratações temporárias realizadas pela gestora não se enquadram na situação de temporariedade, muito menos de excepcionalidade. O Ministério Público alegou que os servidores contratados temporariamente promoviam atividades em diversos setores da administração municipal, cujas atribuições públicas possuem “natureza permanente, obrigatória e imprescindível diante das responsabilidades constitucionais dos Municípios”.

Com isso, a ex-prefeita teria violado a regra constitucional do concurso público, conduta que se amolda ao tipo do artigo 11, inciso V da Lei nº. 8.429/92. Para o juiz Airton Pinheiro, as funções desempenhadas pelos profissionais contratados eram de caráter permanente e fundamentais ao Município, de modo que não poderiam ser desenvolvidas de forma transitória. Os profissionais são essencialmente da área de saúde: médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas.

“Figura inquestionável o dolo da ré em violar o seu dever de realizar concurso público para admissão de pessoal, postura adotada durante os anos de sua gestão, optando claramente pela celebração de inúmeros contratos temporários para suprir atividades permanentes da administração pública”, disse o magistrado.

 

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quarta-feira - 26/02/2014 - 14:39h
Eleição suplementar

Cláudia garante que Rosalba a quer como candidata

O Blog conversou agora à tarde com a prefeita cassada e afastada de Mossoró, Cláudia Regina (DEM). “Estou bem”, definiu-se. “Tirei a primeira pedra do meu caminho”, anotou com voz pausada, quase em falsete.

Cláudia: menor ritmo

A pedra é quase uma metáfora. Ou uma verdade que pode ser convertida em metáfora.

Há poucos dias, Cláudia foi submetida à cirurgia e teve retirada uma pedra dos rins. “Do tamanho de uma cajarana, que vinha me provocando muitas dores”, disse.

Bem, uma pedra já se foi.

Mas ela garante que outras serão retiradas do caminho. Contesta postagem do Blog, veiculada hoje (veja AQUI), em que fora relatado conflito de ideias e desentendimento com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

– Na verdade, há muito não tínhamos uma conversa tão boa, tão amistosa e agradável – moldou.

Segundo a prefeita, a visita de Rosalba e numeroso séquito à sua casa, “foi agradável”.

Voz do povo

Garantiu que a própria governadora afirmou interesse em nova candidatura sua à Prefeitura de Mossoró, em caso de confirmação de eleições suplementares ou seu retorno definitivo. “Ela falou”, comentou.

Sendo necessário, deixou claro, trabalhará obtenção de uma liminar que lhe garanta a sequência do mandato, a partir de julgamento conclusivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Disse estar confiante.

“Rosalba é que disse que tem ouvido, por onde anda em Mossoró, o apelo das pessoas para eu voltar”, narrou mais uma vez.

A convalescença continua. Breve pausa compulsória em sua vida agitada, decorrente de alteração na saúde.

Quanto à política, Cláudia deixou claro que não aceita que a cortina se feche. Não é The end (o fim), mesmo Rosalba já levando para cima e para baixo, a tiracolo, a engenheira Kátia Pinto (secretária estadual da Infraestrutura) – como seu nome a prefeito.

De novo veio à sua fala a questão das pedras. O sentido, dessa feita, foi eminentemente figurado. Existem muitas a serem removidas.

O Blog deixou-a à vontade, para falar o que entendia como urgente, necessário e importante. Não impôs pauta, não puxou esse ou aquele assunto. Até porque, não é o fim.

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quarta-feira - 26/02/2014 - 08:39h
Mossoró

Rosalba entrega mais um viaduto de complexo viário

A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM), acompanhada da secretária de Estado da Infraestrutura (SIN), Kátia Pinto (DEM), esteve em Mossoró na tarde desta terça-feira (25), para liberar o tráfego no viaduto I do Contorno de Mossoró. A obra, localizada na saída para Fortaleza, no cruzamento da BR-304 com a Avenida Rio Branco, é integrante do Complexo da Abolição e permitirá o trânsito livre na BR-304, como também garantirá maior segurança no acesso ao bairro Santa Delmira.

Kátia Pinto e Rosalba visitaram obra (Foto: Carlos Costa)

A estrutura foi construída no processo de terra-armada, que tem como vantagem a diminuição da área de intervenção. São 520 metros de comprimento por 24 de largura e altura máxima de 6 metros.

O Complexo Viário da Abolição é uma obra no valor de R$ 72,2 milhões, fruto de um convênio do Governo do Estado com o Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a construção de cinco viadutos, duplicação da ponte sobre o Rio Mossoró e a duplicação dos 17 km da BR-304 que contornam Mossoró.

A Governadora Rosalba Ciarlini lembrou que a concretização de mais um viaduto do Complexo da Abolição consiste em um esforço de quando ainda era senadora, ocasião que incluiu o projeto no PAC. Após assumir o Governo do RN, em 2011, a prestação com o Tribunal de Contas da União teve de ser solucionada, assim como a garantia das contrapartidas estaduais que haviam sido perdidas.

Acesso

Atualmente, a obra está com 88% dos serviços executados e já conta com toda a duplicação do trecho concluído desde novembro de 2013; o viaduto IV, que dá acesso à cidade de Apodi, foi entregue e liberado para o tráfego em outubro de 2013; e a duplicação da ponte sobre o rio Mossoró foi liberada no final de janeiro deste ano.

As próximas etapas consistem na conclusão do viaduto III, localizado no cruzamento da rodovia federal com Avenida Abel Coelho, local onde ocorre maior número de acidentes, e do viaduto II, localizado no cruzamento da BR-304 com Rua João da Escócia. Ambos com previsão de conclusão para abril.

Já para a liberação do viaduto V, na saída para Natal, a SIN trabalha junto ao DNIT no projeto de readequação do projeto de uma das alças do equipamento para melhor atender aos requisitos de segurança inerentes a uma BR.

Sobre a inauguração de mais um viaduto, a Governadora comentou: “esta é uma obra bastante aguardada, da época que fui prefeita de Mossoró. A obra já está garantindo e ainda garantirá muito mais segurança para os condutores e pedestres, evitando os acidentes fatais. Graças ao esforço da nossa equipe, conseguimos os recursos federais com a apresentação de bons projetos que vão melhorar a vida dos potiguares”, encerrou.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

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quarta-feira - 26/02/2014 - 07:51h
Eleições suplementares

Rosalba e Cláudia Regina se desentendem em diálogo tenso

Governadora visita prefeita cassada para fechar apoio à chapa a prefeito e encara clima desfavorável

Tenso e conflituoso. Foi assim o reencontro ontem (terça-feira, 26), entre a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e a prefeita cassada e afastada de Mossoró, Cláudia Regina (DEM).

Rosalba e Cláudia: um faz-de-conta que implodiu

A conversa entre ambas, na casa de Cláudia – residencial Portal do Sol -, mostrou a dimensão do fosso que existe entre elas. Estão em rota de colisão, cada uma com seus motivos para grandes diferenças.

Rosalba resolveu fazer uma “visita de cortesia” à Cláudia, a quem apoiou na campanha municipal de 2012. A prefeita convalesce de cirurgia a que se submeteu à semana passada, no Hospital Wilson Rosado.

O sorriso algemado de lado a lado, nos cumprimentos, deu lugar a rostos cerrados e princípio de bate-boca logo em seguida.

A governadora camuflou outro propósito na delicadeza da visita. Em sua estada em Mossoró para entrega de mais um viaduto do Complexo Viário da Abolição, à tarde passada, ela tratou realmente do que lhe interessa: eleições suplementares a prefeito e vice.

Foi aí que caiu o ‘encanto’ do encontro. A máscara desabou.

Rosalba, mesmo horas antes do Tribunal Regional eleitoral (TRE) baixar resolução marcando o pleito (veja AQUI, notícia dada em primeira mão por esta página), antecipou para Cláudia a necessidade de seu apoio para lançamento de uma candidatura do DEM a prefeito.

Contrariedade

Foi o suficiente para a prefeita cassada se contorcer e alargar olhar vítreo, de contrariedade, fitando a interlocutora.

Foi clara e sem rodeios. Avisou à “Rosa” que ela, Cláudia, será a candidata. Nenhum outro nome apoiado ou não pela governante.

Imprimiu seu desejo obcecado de voltar à prefeitura, sob contestação de Rosalba.

A governadora ponderou que intenção de Cláudia era um desatino. Mesmo com voz pausada, catando palavras e soltando frases em tom quase silábico, não parecia ser ouvida pela prefeita.

As duas não se entenderam. Não houve consenso.

Para a governadora, Cláudia Regina não obterá liminar para concorrer à prefeitura com esse precário direito. Assim, tornará ainda mais difícil o DEM retomar o poder, em que ficou aboletado por cerca de 17 anos, desde janeiro de 1997.

A prefeita cassada e afastada não aceita conversar sob esse hipótese. Insiste em ser candidata, mesmo com uma avalanche de cassações, não possuir controle do DEM e ainda precisar correr atrás de uma liminar, a partir de mandado de segurança na Justiça Eleitoral.

Rosalba está atordoada. Além de sitiada como governadora, com uma gestão reprovada em larga escala, sem rumo e sem prumo, também está sem o pleno comando do seu grupo político em Mossoró.

Ela quer fazer da secretária da Infraestrutura do Estado, engenheira Kátia Pinto (DEM), sua candidata a prefeito nas eleições suplementares. De Cláudia, espera a manifestação de apoio.

Sincera hipocrisia

As duas convivem há vários anos em nome de interesses políticos que disfarçam a antipatia mútua. Não se toleram. O que uma vomita sobre a outra, não é recomendável que seja postado.

O que há de mais verdadeiro nesse relacionamento é uma sincera hipocrisia.

O mal-estar de ontem, um dia iria aflorar. Aflorou. Aflorou sobretudo porque o momento é extremamente delicado para as duas e para o sistema político da qual fazem parte.

À saída da casa da prefeita cassada e afastada, Rosalba nem de longe ostentava pompa de autoridade. Nem parecia uma amiga da família. Pelo visto, não deixou saudades.

Em sua “quixotesca” inauguração de um viaduto entregue ainda parcialmente, ontem, não contou com nenhuma presença expressiva de aliados locais. Abriu caminho para projetar Kátia Pinto, ao lado de poucos circunstantes, um filho e um sobrinho.

Seguidores mais próximos de Cláudia foram orientados por ela à equidistância.

Carlos é comunicado

O episódio foi rapidamente passado para o líder do DEM em Mossoró, marido da governadora e chefe de Gabinete Civil do Governo do Estado, Carlos Augusto Rosado. Mal deixou a residência de Cláudia Regina, a governadora cientificou-o do constrangimento.

Rosalba abre caminho para Kátia Pinto (de branco), sem apoio de Cláudia e raros correligionários (Foto: Carlos Costa)

Mais problemas para Carlos, que é na prática o “governador de fato” do Rio Grande do Norte.

Daqui para frente, com o relógio e o calendário sendo também seus inimigos na política estadual e municipal, precisará reordenar peças, arrumar ‘tropa’ e montar chapas. Não é fácil.

No caso de Mossoró, ainda há a hipótese de uma composição com o grupo da prima e deputada federal Sandra Rosado (PSB), mesmo que de forma subliminar. A candidatura própria é o caminho natural, mesmo assim.

Porém é difícil saber, hoje, como domar Cláudia e fazê-la novamente servir ao casal, num papel meramente secundário – como sempre aconteceu.

Fera ferida, a prefeita cassada tem a oportunidade de se refazer em faixa própria e dissociada do casal, ou outra vez ser combustível aos projetos dessa banda do poder Rosado.

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terça-feira - 25/02/2014 - 08:10h
RN contemporâneo

Um tempo político em que tudo “depende”…

A política do Rio Grande do Norte está bem distante do que víamos há alguns anos ou décadas. As lideranças autossuficientes, onipotentes ou messiânicas não existem mais.

Tudo depende de algo, de fatores exógenos (externos).

A palavra depende, quase imperceptível, está na engrenagem de tudo, até porque é quase impossível se separar oposição de situação, verde de encarnado, gato de lebre.

Henrique, Wilma e Fátima: vidas cruzadas

Robinson Faria (PSD) dependia da vontade do PMDB para ser candidato da oposição ao Governo do Estado, mas passou a depender do incentivo caviloso do PT.

O PMDB depende de Wilma de Faria (PSB) ser candidata ao Senado, para não atrapalhar seus projetos de chegar ao Governo do Estado.

Wilma de Faria (PSB) depende do PMDB para consolidar seu projeto pessoal de ser candidata ao Senado.

Fátima Bezerra (PT) depende de alguém aceitar se compor com o PT e ser candidato ao Governo do Estado, para poder arrimar sua postulação ao Senado.

José Agripino (DEM) depende de acordo com o PMDB de Henrique Alves, para poder garantir meios à reeleição do filho Felipe Maia (DEM) à Câmara Federal.

Henrique Alves depende de uma série de arrumações, composições, alianças, afagos e agrados para se viabilizar como candidato a governador.

Rosalba Ciarlini (DEM) depende de quase tudo, mas principalmente de um milagre para ser candidata à reeleição e, candidata, conseguir se reeleger.

E a gente – povo – depende da vontade, conchavos e aspirações pessoais deles.

Enfim, tudo depende de algo mais.

Ninguém tem forças para marchar só, com nariz empinado, com cenho triunfalista, sob a certeza da vitória.

Já é um bom começo para nós – povo.

Aí depende.

Há controvérsia.

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quarta-feira - 19/02/2014 - 09:24h
Governo Rosalba

Um fim melancólico coberto por vaias

Por Túlio Lemos (O Jornal de Hoje)

Vaias

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) continua em seu mundo cor de rosa, desconhecendo a realidade que desaprova sua gestão. Em um vídeo fantasioso onde usurpa obras do Governo Federal e uma leitura de mensagem distante do quadro real, Rosalba fugiu a pompa da revista às tropas, entrou pelos fundos da Assembleia e foi ‘aparteada’ por vaias e gritos pedindo sua saída. Melancólico fim.

Participação

O desgaste da governadora Rosalba Ciarlini não consegue quebrar a concha a que se submeteu, juntamente com alguns aliados bajuladores, que desprezam o sentimento popular de repulsa a uma gestão inoperante. Mesmo assim, a Rosa admite que vai participar da eleição. Resta saber em que palanque, pois seu próprio partido a rejeita; imagine as demais legendas.

 

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quarta-feira - 19/02/2014 - 07:38h
Eleições suplementares

Uma nova realidade para um novo pleito

Ministério Público Eleitoral (MPE) e juízes José Herval Sampaio Júnior (33ª Zona Eleitoral) e Ana Clarisse Arruda Pereira (34ª Zona Eleitoral) vão atuar em novo pleito municipal mossoroense extremamente fortalecidos, pelo papel que desempenham.

Decisões que estão saindo no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reforçam o trabalho do MPE e da Justiça Eleitoral em primeiro grau, representados por eles, além das promotoras Ana Ximenes e Karine Crispim.

As máquinas públicas, Prefeitura e Estado, depois de usadas em escala industrial nas eleições municipais, estarão bem mais vigiadas para nova eleição suplementar a prefeito e vice.

É pouco provável que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) pouse 56 vezes num único mês no Aeroporto Dix-sept Rosado, utilizando avião do Estado, para fazer campanha de seu candidato (a).

O prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) vai se arriscar utilizar pessoal e outros meios da prefeitura para aliciar eleitores – sobretudo na periferia da cidade?

As estruturas milionárias (de campanhas) e a utilização do bem público devem sofrer enormes limitações.

Um dos principais financiadores privados da campanha 2012 em Mossoró foi o setor salineiro. Hoje, está em grande crise e asfixiado em crescente passivo. Quem topa investir nesse saco sem fundo?

Novo pleito ocorrerá sob ambiente incomum e completamente diferente de 2012.

Novos atores, surradas lideranças e final imprevisível até aqui.

Vão continuar existindo utilização da máquina pública, compra de votos e tentativas de fraudes da vontade popular, mas certamente os personagens envolvidos nesse novo enredo têm motivos para temer a lei.

Enfim, ao que tudo indica, Mossoró saiu daquele index de frases exaltadoras da impunidade e do cinismo, do tipo: “Em Mossoró pode tudo!”

Talvez, não.

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terça-feira - 18/02/2014 - 11:42h
Rosalba sem rumo

Assembleia vira um caldeirão de protestos e constrangimentos

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) viveu momentos de constrangimento à tarde dessa segunda-feira (17), na Assembleia Legislativa, onde desembarcou com vários secretários e outros auxiliares, para leitura da mensagem anual do Governo do Estado.

Rosalba e Motta: embaraços

O Blog Carlos Santos captou alguns desses instantes, revelando como anda o ânimo da governadora e o terreno minado em que circula.

Às escondidas

Rosalba entrou na AL por uma porta lateral. Evitou enfrentar os servidores estaduais em várias categorias, que seguravam cartazes e disparavam palavras de ordem contra sua administração.

Branco da paz

O presidente Ricardo Motta (PROS) escalou as deputadas Gesane Marinho (PSD) e Larissa Rosado (PSB) para acompanharem a governadora até o plenário, além de Getúlio Rego (DEM). Entre as duas oposicionistas, algo a mais em comum: vestiam branco.

– As deputadas todas de branco – disse Rosalba, abrindo diálogo.

– É, aqui na Assembleia, é todo mundo da paz – replicou Larissa Rosado.

Só um beijo

Segundos antes, ao procurar cumprimentar Rosalba com o rosto em beijos próximos aos dois lados da face, a deputada não encontrou muita receptividade. Ficou em um mesmo. Rosalba não parecia receptiva.

Riso e…

Quando chegou ao plenário da AL, Rosalba resolveu encarar os manifestantes. Soltou um leve sorriso com ar de superioridade, que não durou mais do que três minutos, diante de cartazes levantados, satanizando o Governo. “Fora, Rosalba” era frase que sintetizava o sentimento da mobilização.

“O pior Governo da história do RN – Governo Rosalba”! – dizia outro cartaz, entre tantos.

Logo ficou com rosto cerrado e fronte enrugada, enquanto uma mão parecia segurar e enxugar a outra à altura do quadril, dando claros sinais de tensão.

Galeria com manifestantes, barrada por proteção de vidro, estava em convulsão

Um olhar

Para evitar se indispor ainda mais com os manifestantes, Rosalba passou a fazer a leitura da mensagem, com recurso acessório de vídeos, olhando apenas para a galeria do lado esquerdo, onde estavam secretários e outros membros do governismo, que lhe acompanhavam. Vez por outra algum secretário-auxiliar a aplaudia. Na outra galeria, o inverso.

Nos vídeos, uma série de obras originárias do Governo Federal, convertidas em ações do Estado. O público manifestante ficou ainda mais irritado, protestando contra a prestação de contas.

MenteRosa

Por alguns instantes, utilizando vídeos, até que a “Rosa” deu alguma freada nos ânimos. Mas por pouco tempo mesmo. Os brados da galeria voltaram com força total.

“MenteRosa! MenteRosa!” era a aglutinação solta, reunindo as palavras “mentira” e “Rosa”, que formava fonética parecida com “mentirosa”.

Intervenção

O presidente da Casa, Ricardo Motta, interveio. Procurou usar a autoridade para aplacar o estrilado dos manifestantes. A guarda da AL foi acionada e por pouco não ocorre incidente mais sério.

Gesane e Larissa (de branco) fizeram intervenção ao lado de Mineiro (cabeça baixa)

Os deputados Márcia Maia, Fernando Mineiro (PT) e Larissa Rosado entraram em cena, apelando ao equilíbrio de parte a parte.

Saída pela direita

O secretário da Saúde, Luiz Roberto Fonseca, irritou-se com barulho e tumulto. De mansinho saiu da galeria e foi acompanhar o restante da leitura na sala da Presidência.

Longe

Rosalba saiu por onde entrou. Transpirando muito, soltando espasmos de sorriso e cercada numa blindagem maior, saiu da Assembleia Legislativa sob vaias e repúdio nunca antes vistos nesse poder, a um governante estadual.

Se tudo der certo na campanha eleitoral deste ano, espera voltar em 2015, com outro ânimo.

Tem uma campanha no meio do caminho.

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segunda-feira - 17/02/2014 - 22:51h
Último ano

Veja íntegra da mensagem anual do Governo Rosalba

Com a leitura da mensagem do anual do Executivo, a Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) – veja mais abaixo – abriu os trabalhos do último ano legislativo da 60ª Legislatura. A sessão solene foi realizada na tarde desta segunda-feira (17) no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Rosalba fez leitura à tarde de hoje em Assembleia Legislativa (Foto: Vivian Galvão)

Durante a leitura, a Governadora Rosalba Ciarlini expôs as principais ações que vêm sendo realizadas pelo Governo do Estado nos três primeiros anos da sua gestão enfocando em temas como saúde, saneamento básico, educação, segurança, desenvolvimento econômico, obras estruturantes e Copa do Mundo.

Barragem de Oiticica

Na ocasião, a chefe do Executivo Estadual também lembrou a importância de investimentos aguardados pelo povo potiguar há muitas décadas como a Barragem de Oiticica e o Sanear RN, além de ter anunciado diversos outros projetos para 2014.

Rosalba Ciarlini agradeceu a acolhida da bancada federal do Rio Grande do Norte e a parceria da Assembleia Legislativa na aprovação dos projetos encaminhados à Casa, pedindo, inclusive, a apreciação de projetos em trâmite no Legislativo, em especial, do Hospital Metropolitano de Trauma de Natal e a nova operação de crédito com o Banco do Brasil que viabilizará, dentre outros, a implementação do Fundo Municipal de Infra-Estrutura.

Veja íntegra da mensagem AQUI.

Veja amanhã postagem com bastidores desse fato, com ângulos e situações que fogem às lentes comuns.

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segunda-feira - 17/02/2014 - 18:31h
Leitura anual

Rosalba é hostilizada por manifestantes em AL

Vaias e palavras de ordem ecoaram hoje, na Assembleia Legislativa, oportunidade que a Casa dava início aos trabalhos e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM)fazia a leitura de sua mensagem anual.

Constrangida, a governadora tentava disfarçar com um sorriso amarelo no rosto. Os gritos de “Fora Rosalba” só tiveram pausa durante execução do Hino Nacional.

Manifestantes acuaram Rosalba

As reivindicações foram traduzidas em cartazes que as diversas categorias de servidores do Estado mantiveram erguidos durante toda sessão.

– Deputados, não deixem fechar hospitais regionais;

– Os servidores do Itep têm palavra, e a senhora, governadora?

– Cadê os projetos da Saúde?

Da Saúde, a cobrança de Projeto de Lei que traz melhorias para a categoria. A Segurança foi lembrada no cartaz que trazia: “Rio Grande de Morte”, em uma triste alusão à terrível violência que assola o Estado, vitimando centenas de famílias com a perda de seus entes queridos.

Não faltou ainda o cartaz que cientificava o desgaste do Governo Rosalba Ciarlini. “O pior Governo da história do RN – Governo Rosalba”!

A governadora teve que parar seu discurso por várias vezes, e ser obrigada a ouvir a manifestação das categorias. Em todo pronunciamento de Rosalba Ciarlini, o povo nas galerias fazia a segunda voz, sobressaindo-se às palavras da “excelentíssima”.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 17/02/2014 - 16:19h
Parece brincadeira

A política que o RN faz e pode fazer lá adiante

Vamos conjecturar.

Em caso de termos três chapas ao  Governo do Estado e um segundo turno, em que Rosalba Ciarlini (DEM) sobre, quem vai lutar por seu apoio?

Henrique Alves (PMDB) candidato a governador, num segundo turno, contra Robinson Faria (PSD), a levaria a seu palanque após levar o PMDB a deixar sua gestão?

Robinson Faria (PSD) voltaria a se compor com ela, para tentar ganhar o Governo do Estado, mesmo tendo o PT como aliado?

Risível, não!

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sexta-feira - 14/02/2014 - 22:27h
Estelionato e realidade

Nogueirão volta a ser interditado em meio à lorota de reforma

O Corpo de Bombeiros voltou a interditar o Estádio Manoel Leonardo Nogueira, o “Nogueirão”, de Mossoró. Recomendação do Ministério Público.

Decisão parte do não-cumprimento de uma série de exigências à segurança de torcedores e outras pessoas que venham a ocupar esse equipamento esportivo.  A Liga Desportiva Mossoroense (LDM) tinha até o dia 14 de janeiro último para atender às medidas e não se pronunciou.

A primeira vez que essa situação ocorreu foi em abril de 2004.

Rosalba, sorridente, mostra aos torcedores babaquaras o que sabia não poder cumprir

Desde então, o estádio passou por algumas reformas e melhorias, mas há anos tem parte de suas arquibancadas interditadas e capacidade de público reduzida para cerca de 4,5 mil pessoas, por questões de prevenção à vida.

Nota do Blog – Prevenir é sempre melhor do que remediar.

Por favor, não me venha com teoria de conspiração contra o futebol de Mossoró.

Melhor fazermos um mea culpa, a começar pelo papel que alguns setores da imprensa cumpre há tempos, sabotando e boicotando avanços na área, em nome de interesses politiqueiros.

Só para lembrar: no final de 2011, o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) garantiu que faria uma reforma e chegou a prometer cerca de R$ 3 milhões para atender às exigências de segurança. Foi como agiu, para impedir que negociação avançada e acompanhada pelo Ministério Público, resultasse numa permuta à construção de novo estádio.

Passaram-se alguns meses, campeonato estadual 2012 começou, mas sequer foi posta uma pá com cal por lá.

Com a chegada da campanha eleitoral, aí veio o grande golpe. A governadora Rosalba Ciarlini fez densa propaganda político-eleitoral e iludiu os babaquaras torcedores-eleitores, assegurando que logo começaria obra de reforma e ampliação do Nogueirão, estimado em quase R$ 40 milhões.

Uma enorme maquete da obra foi apresentada com pompa, alimentando o sonho. O “Maquetão” é o que restou do golpe.

Tudo deslavada mentira.

Com o passar dos meses, procurada por vereadores e imprensa, a “Rosa” deu sequência ao seu “enrolation”. Orientou que falassem com seu marido, Carlos Augusto Rosado (DEM), que teria algo sobre o assunto.

Ouvido numa audiência em que tratava sobre outras questões, na Governadoria, em Natal, Carlos foi claro: “Não temos como fazer essa obra. Não há dinheiro”.

Campanha de 2014 está chegando. Aguardem que vai aparecer mais um estelionato utilizando o Nogueirão e a boa-fé do torcedor inocente, com apoio de parcela da imprensa engajada e aparelhada.

 

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