terça-feira - 27/09/2016 - 07:54h
Campanha política

Um não, lá atrás, contra a intolerância de hoje

Há exatamente quatro anos este Blog teve postagem com o seguinte título: “Um não, lá atrás, contra a intolerância de hoje“. Era dirigida ao webleitor Rui Nascimento, mas que servia para que analisássemos o extremismo entre pessoas durante a campanha municipal de Mossoró àquele ano.

Passado esse tempo, estamos em nova campanha e o cenário parece se repetir. Intolerância e estupidez permeiam o comportamento de muita gente esclarecida e teoricamente de bem.

Veja o que foi postado no dia 27 de Setembro de 2012:

Rui Nascimento e tantos outros webleitores deste Blog:

Meu caro Rui, sei de casos de amizades de infância-adolescência desfeitas após décadas, devido baixarias, ressentimentos e o besteirol de provocações na atual campanha eleitoral.

Quanta intolerância. Quanta insensatez.

Sei de casal que trocou tapas num shopping, com plateia à vista, também devido a radicalização dessa campanha em Mossoró. A família em xeque, por nada.

Meu Blog é um termômetro disso.

Diariamente chegam postagens – boa parte com nomes falsos – promovendo agressões etc. Muitas são feitas contra mim e até familiares meus. Lamentável.

Gente incapaz de ouvir, geralmente não fala: rosna e late. Pode morder também.

Quem não tem argumentos costuma atacar o argumentador. Como o leão, não para de rugir para intimidar, na crença de que tem razão sempre, por parecer que tem a força para sempre.

Pobres diabos!

A sabedoria que vem da África, atravessa o Atlântico, para nos auxiliar na compreensão ou no entendimento de tanta estupidez.

– Meu pai sempre dizia: não levante a sua voz, melhore seus argumentos (Bispo Desmond Tutu, Nobel da Paz, uma voz em defesa da igualdade, contra o apartheid na África do Sul).

Recordo que há vários anos eu circulava entre gôndolas de um supermercado, em Mossoró, e vi uma criança de no máximo dois a três anos dando um espetáculo de choro, espichada ao chão. Contorcia-se, avermelhada, à cata de atenção da mãe. Ela ignorava-a.

De repente, vendo que não teria o iogurte pedido em tom de pressão emocional, pura chantagem, a criança emudeceu. Beicinho desfeito, pegou novamente a mão de sua mãe e continuou o périplo de compras.

Pensei comigo: essa menininha crescerá entendendo o que é “limite”; saberá bem o significado do “não”; será tolerante.

A mãe, orgulhosa, vai afirmar: “Essa é minha filha!”

Boa parte de tanta virulência tem explicações no passado. Os intolerantes – quase sem exceção – cresceram acreditando que podem tudo, que merecem tudo, que nada pode lhes barrar. Não aceitam ser contrariados.

Um “não”, lá atrás, poderia nos poupar de muita agressividade que testemunhamos hoje. Preservaria amizades, por exemplo.

Ah, por favor, não me venha com aquele raciocínio: “Fulano faz isso porque tem um cargo; tem o que perder…!”

Existem dezenas e centenas de pessoas com cargos comissionados, com privilégios, fartas vantagens em jogo, mas nem todas – ou a grande maioria – não desce ao lamaçal, mesmo tendo o que perder.

O problema não é o que se tem a perder, mas o que não se conquistou antes: a capacidade de ouvir.

Um “não”, lá atrás, poderia nos poupar das agressões.

Agressão não se rebate. Revida-se. Ou não.

No meu caso, o silêncio e a indiferença são infalíveis diante dos que espumam de ódio e vassalagem doentia. Como aquela criancinha, o indivíduo hidrófobo deseja chamar a atenção. Quer notoriedade, para que lhe façam os gostos. O gosto de ser visto e paparicado como algo melhor e superior.

Ao me calar, não manifesto consentimento. Digo, sem voz, que não troco juízo com estúpidos.

Continuarão esperneando, espichados no pântano em que vivem há tempos, como vermículos. Esse é seu ambiente. Lá ficarão.

É isso, Rui e demais amigos webleitores.

Abração.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

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Categoria(s): Artigo / Eleições 2012 / Eleições 2016 / Opinião da Coluna do Herzog
quarta-feira - 12/09/2012 - 09:31h
Patético

Ufersa dilata greve para 127 dias após seu “fim”

A greve na Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), supostamente terminada ontem, com 116 dias de duração, na verdade poderá ser dilatada para 127 dias por associação entre grevistas e Reitoria. Um absurdo.

Um crime contra a educação e desrespeito oficializado contra os estudantes.

Os números superam até mesmo a greve no serviço público estadual, com os 106 dias da Universidade do Estado do RN (UERN), ano passado.

O webleitor Rui Nascimento e outras pessoas manifestam-se contra o abuso.

“Se a assembleia decidiu pelo fim da greve no dia 11/09, por que iniciar as aulas apenas no dia 24/09? Sendo assim, a paralisação será de 127 dias e não 116, como destaca Carlos Santos”, comenta Rui.

“Como serão definidos estes próximos dias sem aulas? Férias, descanso remunerado ou simplesmente falta de compromisso? É um verdadeiro desrespeito com os discentes, que, afinal, são os maiores prejudicados com este abuso dos senhores educadores“, vocifera ele.

Nota do Blog – A direção da Ufersa deve explicações e tem o dever moral de botar sua equipe para trabalhar. Omissão ou endosso a esse comportamento é algo sujeito a punição administrativa e cívil.

Fala-se muito em valorização da educação, mas quase não se destaca a necessidade de comprometimento com ela. É imprescindível vestir a camisa e não apenas rechear o bolso.

Tem muita gente em sala de aula, mas poucos são professores de verdade neste país.

Lamentável.

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Categoria(s): Administração Pública / Educação
  • Repet
sexta-feira - 20/01/2012 - 19:35h
Perceba

A distância do Ceará e Paraíba para o RN “sem sorte”

Carlos Santos,

Há um mês fiz o percurso João Pessoa/Campina Grande pela BR 230. Que tranquilidade, que sossego, que viagem… Que estrada, ligando capital e a principal cidade do interior.

Semana passada fiz o percurso Mossoró/Natal/Mossoró pela BR 304. Que perigo, que desassossego, que transtorno, quantos sustos… Que inferno, ligando capital e a principal cidade do interior!

Até a Copa de 2014 o Ceará aproximará a capital de todo seu litoral Costa Branca através da CE-040, que está sendo duplicada até Aracati, nossa vizinha, que inclusive receberá um Aeroporto com capacidade para receber voos internacionais.

Enquanto isso, até 2014 o RN tornará mais distante sua capital e entorno, ou seja, grande Natal e o restante do Estado.

A propósito, por falar em Copa 2014, quando o América F.C. construir sua “Arena do Dragão”, pra que servirá mesmo o tal “Estádio das Dunas”, futuramente mais conhecido como “grande elefante branco”?

Rui Nascimento – Webleitor

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