domingo - 27/07/2014 - 11:33h

Manifesto em repúdio à censura e à perseguição na Fad/Uern

Por Glaydston Samir de Albuquerque Coutinho

Tomei conhecimento nesta data (24 de Julho de 2014), da instauração de Processo Administrativo em desfavor de um Estudante, colega do curso de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, em face deste ter postado em Rede de Relacionamentos – Facebook – o seguinte textículo:

“Os Professores da UERN só podem fazer greve quando começarem a ministrar aulas de verdade… A grande maioria ganha muito para nada, tenham vergonha na cara.”

Fui informado que alguns professores, se sentindo atingidos com a declaração, teriam cogitado entrar com Representação Penal por difamação, mas, acabando  por se instaurar o tal Processo Administrativo. Destaque-se que, segundo relatos feitos a mim, por alunos de Períodos distintos, deram conta que houve professor que passou em salas “Avisando” em tom intimidatório, e falando que “quem fez isso não tem hombridade”.

Pois bem, como é de conhecimento de todos, tanto na Faculdade de Direito, como na de Filosofia, por onde também passei, busquei e busco não falar mal de ninguém, seja Discente, Docente ou Técnico. Deve ser dito ainda que todos os alunos na Uern, bem de todos os cursos, têm críticas à metodologia de um ou outro professor, isso é normal.

Assim, embora não concordando com a forma da crítica feita, concordo menos ainda, aliás, repudio completa e veementemente a forma de intimidação, censura velada e revelada, perseguição, ofensa clara e direta à Constituição quando da tentativa de suprimir o exercício da Liberdade de Expressão, Direito Fundamental, previsto na nossa Lei Magna, em seu Art. 5º, inciso IV, direito intrínseco do ser humano e um dos mais importantes em uma sociedade.

Vale lembrar o Filósofo Jean Paul Sartre, quando diz que:

A minha liberdade está perpetuamente em questão em meu ser; não se trata de uma qualidade sobreposta ou uma propriedade de minha natureza; é bem precisamente a textura de meu ser.

Infelizmente, herdamos em nosso país, uma cultura de intolerância às criticas, tal cultura, parece-nos, fica mais evidente quando a critica recai sobre grupo ou sujeito dominante, no caso, parte dos Docentes da nossa Gloriosa Universidade, cuja história é enlameada mais uma vez, por medida autoritária que ora se questiona.

A abertura de Processo Administrativo contra Discente que manifestou opinião e a forma de intimidação e perseguição àqueles que tem opinião desabonadora a determinado grupo, ainda que esteja equivocada no sentir daqueles, é, em nosso entender, a máxima comprovação da visão de Montaigne, de que, em qualquer meio, aqueles que detêm alguma forma de poder, tendem a abusar dele e assim procederão enquanto não encontrarem limites.

Coincidentemente, o caso presente acontece no aniversario dos 50 anos do golpe militar de 1964, onde medidas como essa, que ora repudiamos, passaram a ser praxe. Digo isto por recordar o memorável Manifesto do Grande Marechal Henrique Teixeira Lott que, ainda em 1961, conclamou “todas as forças vivas do país, as forças de produção e do parlamento, os estudantes e intelectuais, os operários e o povo em geral, para tomar posição decisiva e enérgica no respeito à Constituição…” contra o que se propunha o então Ministro da Guerra, Odílio Denys, de não permitir que o Vice-Presidente João Goulart tomasse posse como Presidente.

Por causa deste manifesto foi preso por ordem daquele.

Nesta perspectiva, inspirado no exemplo deste grande brasileiro, e, entendendo que a Liberdade de Expressão é um bem deveras importante e digno de qualquer sacrifício, me manifesto prontamente contra este ataque ao livre exercício da Liberdade de Expressão do colega Estudante, conclamo toda a classe Discente de todas as Universidades, sobretudo, os Estudantes dos Cursos de Direito dos Campus de Mossoró e de Natal, os Técnicos Administrativos, Docentes, bem como os membros da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e a Imprensa, a se posicionarem de forma decisiva e enérgica no respeito à Constituição, a fim de fazer revogar o ato de instauração desse “Processo Administrativo”, instaurado contra Estudante, tão apenas por suas opiniões e convicções.

Termino citando o Poema “E não sobrou ninguém” de Martin Niemöller:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar.

Certo que a sociedade Uerniana, bem como, a sociedade mossoroense saberão portar-se à altura de suas histórias, não se calando diante dessa afronta à Liberdade de Expressão, publico este manifesto.

Glaydston Samir de Albuquerque Coutinho é acadêmico de Direito da Faculdade de Direito (FAD)/Uern

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sábado - 12/04/2014 - 09:06h
Eleições suplementares

Larissa e Cláudia enfrentam situações distintas em Justiça

Sobre a interminável controvérsia envolvendo as candidatas a prefeito de Mossoró, Cláudia Regina (DEM) e Larissa Rosado (PSB), há importante (mais uma vez) intervenção do nosso webleitor Samir Albuquerque.

Ele dirime algumas dúvidas de outros webleitores. Ao mesmo tempo, revela como o ambiente político-eleitoral continua conturbado, misturando obsessão pelo poder e considerável dose de má-fé de alguns personagens visíveis e ocultos.

Larissa e Cláudia: Dificuldades e dificuldades

Leia-o:

Carlos Santos,

Deixe eu fazer uma colocação que acho pertinente, pelo que tenho visto em alguns comentários.

Pessoal, apesar de Cláudia e Larissa, ambas terem sido condenadas em 1ª e 2ª instâncias, por fatos ocorridos na mesma campanha e pelo mesmo magistrado, os casos delas são bem diferentes.

O caso de Larissa é de rejeição do pedido, ou seja, ao meu ver, o Juiz deve negar o pedido de registro, contudo, mesmo com essa barreira, ela continuará fazendo campanha, enquanto recorre aos Tribunais. O caso de Cláudia é que ela deu causa a ocorrência de eleição suplementar e contra ela tem “só” a Resolução que rege essas eleições e a jurisprudência (no meu ver) dos Tribunais eleitorais.

Provável que nem campanha vá poder fazer, a não ser com liminar em Ação Cautelar ou, mais provável (não muito, diga-se), Mandado de Segurança.

Os casos são diferentes.

Acredito que o juiz da 33ª Zona Eleitoral, Dr. José Herval Sampaio Júnior, deva também intimar Larissa. Talvez espere o prazo para Impugnações, não sei, mas, com certeza deve fazê-lo.

Samir Albuquerque.

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sexta-feira - 28/03/2014 - 08:33h
TSE

Decisões contra Larissa geram multa e indicam o “pior”

Alguns webleitores indagam ao Blog quais as consequências de duas decisões do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à noite passada, que penalizaram a deputada estadual e ex-candidata a prefeito de Mossoró, Larissa Rosado (PSB) – Veja AQUI.

Larissa prenúncio de decisão desfavorável (Foto: Jefferson Lira)

Antes de que o Blog pudesse postar algo, diretamente de sua redação, eis que pegamos o “fácil”, pronto e acabado. Temos consistente auxílio do webleitor Samir Albuquerque.

Leia abaixo suas explicações mais do que lúcidas e translúcidas:

Estes RESPEs (Recursos Especiais) não se referem àquelas AIJES (Ações de Investigações Judiciais Eleitorais) que condenaram a deputada, tratam de processos referentes à propaganda, Representações no caso, e que, não levando em consideração o contexto, só geram multa.

A questão é que essas condenações se referem a fatos que embasam aquelas outras ações, que lá são analisados na perspectiva do abuso de poder, o que, como consequência, tem a declaração de inelegibilidade caso confirmado.

Assim, diretamente, estes processos só doerão no bolso. Mas é indiretamente, o que eles indicam, que deixa a deputada com calafrios, uma vez que, se estão reconhecendo que os fatos tidos como ilícitos ocorreram, e não foi só um ou dois.

Será muito difícil que não reconheçam o abuso e mantenham as decisões de primeira e segunda instâncias.

Espero ter ajudado.

Samir Albuquerque.

 

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quarta-feira - 05/02/2014 - 10:36h
Eleições em Mossoró

Situação de Larissa e Josivan fica complicada no TSE

Por Samir Albuquerque

É, a situação dos condenados por abusos eleitorais aqui em Mossoró não esta nada fácil…

Se por um lado, a situação de Cláudia  Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB) seria “irreversível”, o que eu já falava desde a leitura da Sentença da segunda (Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), na qual os dois foram cassados e declarados inelegíveis, por outro, a Deputada Larissa Rosado (PSB) e Josivan Barbosa (PT) não tem o que comemorar, alias, pelo contrario.

Ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), praticamente se colocou a tampa nos caixões dos dois.

Ontem o TSE julgou Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral que diz respeito àquela condenação referente à propaganda irregular, onde o juízo da 33ª ZE, julgando simultaneamente cerca de 10 Ações por Propaganda Irregular, reconheceu em 9 casos, nestes, a Deputada Federal Sandra Rosado cometeu, segundo a Justiça Eleitoral (Juiz, TRE e TSE) propaganda irregular através de seu programa de rádio e assim, foi condenada em 90 mil reais em 1º Grau.

Inelegibilidade

Em grau de recurso, o TRE/RN acolheu os argumentos dos advogados da coligação adversária e estendeu a pena à Dep. Larissa e à rádio, salvo engano, em igual valor a ambas.

O que isso importa sobre a inelegibilidade de Larissa e Josivan? Bem, estes atos são a base das AIJEs em que a Deputada e seu candidato a vice foram declarados inelegíveis, onde se reconheceu o Abuso de Poder Através do Uso Indevido dos Meios de Comunicação, e a consequente inelegibilidade que se impunha… O TRE/RN por sua vez, manteve à integralidade aquela Sentença que agora esta em grau de Recurso no TSE.

Com a decisão do Pleno do TSE de ontem, confirmando que os atos de propaganda irregular existiram e que merecem a pena aplicada,demonstram ser quase impossível que não entendam e confirmem a condenação nas AIJEs, uma vez que a própria constatação de varias propagandas irregulares, em uma sequencia constante por si só já demonstram e deixam patente o Abuso de Poder.

Dito isto, escrevam: Igual à ex-prefeita Cláudia Regina e Wellington, a Larissa Rosado e Josivan só esperam pela ultima pela ultima pá de terra.

Quanto à Governadora Rosalba, bem, Mossoró mais uma vez será pioneira, pois será por um pleito seu que a primeira governadora da historia brasileira a ser cassada por suas ações em um pleito que, formalmente não disputou. Sim, porque de fato disputou, como se candidata fosse.

 

 

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quinta-feira - 29/11/2012 - 08:02h
Mossoró

Webleitor quer mobilização contra ‘indústria de multas’

Amigo Carlos,

Sei que você já escreveu sobre o tema, mas, faz-se necessário que o faça novamente, penso assim…

Me parece que, não há outra explicação para as reduções dos limites de velocidade em vias que, ao meu ver, não teria qualquer necessidade, pelo próprio numero baixíssimo de acidentes nesses locais.

Postei algo nas redes sociais, mas, penso que, precisamos nos mobilizar mais, como sociedade, para combater esse mecanismo que sabemos, é muito usado por nossos governantes para aumentar a arrecadação.

Bem sei que o sr. é muito bem informado e dispõe de bem mais informações do que eu. Se possível, gostaria de ver/ler uma matéria vossa, sobre o tema.

Segue meu texto, apenas para que leias o que estou questionando e defendendo.

Convido a todos que queiram, entrarmos com uma #AçãoCivilPublica requerendo perícias técnicas sobre limites de velocidade e nos pardais, bem como o cancelamento das multas aplicadas, se comprovado desnecessidade da redução da velocidade máxima permitida. Isso é imoral, estamos sendo lesados. Não, na verdade, roubados pelo #Município com pretexto de melhorar o trânsito. Vergonha!!! Daqui a pouco, até bicicleta estará sendo multada por excesso. Temos que tomar uma providência agora.

No Brasil, a indústria das multas é recorrente, acredito que temos fortes indícios aqui em Mossoró. MP e Judiciário, o cidadão pede Socorro!!!”

Grande abraço.

Samir Albuquerque

Nota do Blog – Algumas vias de escoamento de trânsito estão emperradas por redutores de velocidade em cima dos 50KM, como a Avenida Lauro Monte e a Avenida do Complexo Viário Vingt Rosado.

Os instrumentos utilizados para a multa eletrônica complicam mais ainda a vida dos motoristas.

Agora, na Avenida do Contorno, outro agravante. No semáforo entre os Abolição II e III existe o limite de 50KM, trecho que muitas vezes a velocidade excede por uma questão de fluidez de tráfego e segurança. Daí, tome multa. É um absurdo.

O trânsito mossoroense tem sido pródigo em produzir multas, mas sem melhoria ao tráfego. Estão complicando, quando deveriam descomplicar. Um paradoxo.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 30/09/2012 - 12:45h
Mossoró

Setor da Justiça Eleitoral teme violência em campanha

Carlos Santos, webleitores amigos,

Posso dizer, uma vez que por força das atividades da fiscalização estou em uma ou em outra movimentação política, às vezes, nas duas, em uma mesma noite:

Ontem (sábado, 29) foi preocupante. Desrespeito, afronta, ameaças e assemelhados, que me deixa preocupado com essa reta final, principalmente com o risco que paira sobre a população, de crimes variados, até mesmo possibilidades de homicídios, dado os ânimos inflamados.

Inclusive, ontem (29-09-2012), foi preso um individuo armado em uma das movimentações.

Agora, a culpa maior é justamente dos (as) candidatos (as), ou melhor, das coordenações e marketeiros de campanha, que estão fazendo campanhas de acusações, e assemelhados – vocês que acompanham o processo, sabem do que estou falando – inclusive contra a Justiça Eleitoral, contra o Juiz Eleitoral e contra a atuação da Equipe de Fiscalização.

Ontem eu pude vislumbrar a preocupante situação em que nos encontramos (toda população).

Até semana passada, tinhamos uma situação bem mais tranquila. Mas, de lá pra cá, os militantes, principalmente, os mais jovens, inflamados por declarações de candidatos, coordenadores de campanhas e propaganda eleitoral desvirtuada – não-apresentação de propostas e sim, acusações a adversários – e ainda, pelo álcool, têm transformado algo que, como fora dito pelo Ministro Marcos Aurélio de Melo, do TSE, deveria ser um período de normalidade em um estado democrático de direito, em um estado “sem lei”, ou melhor, um estado em que a lei esta suspensa. E isso não é verdade, nem pode ser.

Temo pelo pior, nesses últimos dias, e, acontecendo o que for com qualquer cidadão, em função desses ânimos acirrados, eu culpo direta ou indiretamente, os candidatos.

Samir Albuquerque.

Nota do Blog – Preocupante seu depoimento, Samir.

Ele reitera o que tenho assinalado neste espaço há várias semanas, porque tenho informações ainda mais “cabeludas” de bastidores. Gente “instruída” e o populacho estão misturados em desatinos, iguais na estupidez.

Precisam ser contidos e quem mais fomenta esse potencial de violência são figuras lá do alto das campanhas. Criaram clima de intriga. Há pouco mais de uma semana, ouvi uma senhora que é autoridade política de dimensão estadual bradar assim, em pleno centro de Mossoró:

“Querem guerra? Então vai ter guerra”.

O conceito de violência está explícito e implícito. Passa a ser inoculado na cabeça de muitos babaquaras, potencializado por bebidas e até drogas ilícitas.

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Categoria(s): E-mail do Webleitor / Eleições 2012
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