sexta-feira - 22/11/2024 - 07:22h
Cena Urbana

Um casamento que deu certo

Curso de noivos, casal, casamento, Sacramento do MatrimônioO jornalista do Tribuna do Norte, Vicente Serejo, foi visto ziguezaguando entre gôndolas de uma quitanda perto de casa, já finzinho da manhã dessa quinta-feira (21). Fazia as últimas compras à ceia de uma data muito sua, mas de simbologia a dois.

Cena urbana, creia.

Ele e Rejane Cardoso completaram 51 anos de casados nesse dia, numa comunhão à mesa, em família.

Diria o cronista Sanderson Negreiros (1939-2017) em ode bem-humorada à sua Ângela, que é o típico casamento que deu certo.

Espero que Paulo Macedo (in memoriam), colunista social por décadas no impávido Diário de Natal, goste de minha nota.

Serejo, não sei.

Parabéns ao casal querido.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação / Crônica
domingo - 02/04/2023 - 21:12h

Aluízio, o semeador

Por Vicente Serejo (Coluna Cena Urbana/Tribuna do Norte)

Os olhos das gerações jovens enxergam em Aluízio Alves só o político e o jornalista, mas é nos olhos temperados pelo tempo que esse homem se ergue por inteiro. O político lutou com o poder e o jornalista com a palavra. Ele sabia que a política e a palavra se completam, e que ambas são poderosas como armas de conquista. Tão poderosas que esconderam na memória coletiva a grandeza de um personagem que foi um grande semeador na história intelectual da província.

Peças do Memorial Aluízio Alves (Foto: Reprodução)

Peças do Memorial Aluízio Alves (Foto: Reprodução)

O pequeno jornal datilografado na máquina do seu pai, com as notícias da sua aldeia, a Angicos do fim dos anos trinta, logo ficou pequeno para caber seu talento precoce. Em outubro de 1940, aos 19 anos, é convidado a fazer uma conferência na Semana de Cristo Rei, em Angicos. Ao invés de um simples discurso, escreve um verdadeiro ensaio voltado para retratar não só os traços religiosos, mas a visão inovadora do panorama social, cultural e econômico do seu povo.

Poderia ter sido algo episódico, nascido da sua forte vocação política. Não foi. E tanto não foi que no mesmo ano de 1940 retira da gaveta seu primeiro livro: Angicos, edições Pongetti, Rio, sua revelação de semeador. E cria a ‘Biblioteca de História Norte-Riograndense’, a primeira coleção planejada para cumprir, com um pioneirismo inédito no Estado, um amplo conjunto de visões planejadas para que retratassem a história do Estado nos diversos ângulos e percepções.

Convidou José Augusto Bezerra de Medeiros a escrever o título inaugurador: ‘Famílias Seridoenses’. Seu livro ‘Angicos’ foi o segundo título e ‘Mossoró’, de Vingt-un Rosado, o terceiro. Manoel Dantas escreveu ‘Homens de Outrora’ e Adauto Câmara biografou Nísia Floresta. José Augusto ampliou com ‘Seridó’ e ‘O sal na economia norte-riograndense’. Com um detalhe: as obras eram subscritas por autores e leitores, garantindo a independência da coleção.

Eleito deputado constituinte em 1946, a tintura épica da palavra política começa a vencer o lírico da expressão literária. Mas, nos anos sessenta, já governador, retorna às velhas e boas raízes, e lança a ‘Coleção Jorge Fernandes’, reveladora de nomes como Dorian Gray, Sanderson Negreiros, Miriam Coeli, Celso da Silveira, Augusto Severo Neto – com projeto gráfico moderno – dimensões iguais, capas e manchas impressas padronizadas, numa grande e bela semeadura.

Foi Aluízio que sugeriu a Câmara Cascudo uma nova ‘História do Rio Grande do Norte’, nos anos quarenta, e que seria lançada em 1955, com apoio do então governador Sylvio Pedroza. A Eloy de Souza, sugeriu as ‘Memórias’. E fez outras sugestões que o tempo realizou.

Fascinado pela palavra, fundou esta TN há 73 anos e realizou um governo inovador que a História preserva como marco revolucionário. Só os pensadores são bons semeadores e vivem além do seu tempo.

Vicente Serejo é jornalista e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 19/12/2017 - 09:56h
Perda

Morre o poeta, jornalista e escritor Sanderson Negreiros

Sanderson: cultura (Foto: Web)

Morreu à manhã de hoje (terça-feira, 19), o escritor, poeta e jornalista potiguar Sanderson Negreiros, 78.

O óbito (causa ainda não divulgada) foi registrado em sua casa – em Natal.

Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letas (ANL), Negreiros tinha vida sedentária e muito restrita ao seu endereço domiciliar.

Nome incensado da literatura potiguar, é perda considerável à literatura.

Detalhes sobre seu velório e sepultamento ainda vão ser divulgados.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Cultura
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.