quinta-feira - 11/11/2021 - 02:16h
Administração

Equipe de governo tem nova alteração no primeiro escalão

Allyson e Eider: mudança e solução interna (Foto: arquivo)

Allyson e Eider: mudança e solução interna (Foto: arquivo)

O Governo Allyson Bezerra (Solidariedade) passará por mais um ajuste. O titular da pasta da Administração e Recursos Humanos, advogado João Eider Furtado de Medeiros, vai ocupar cargo na Assembleia Legislativa em Natal.

Na secretaria municipal desde o início de fevereiro (veja AQUI), João Eider justificou o pedido para sair a questões pessoais e familiares, que o chamam à capital.

O prefeito Allyson Bezerra ainda não anunciou seu substituto. Porém, é provável que a solução passe por remanejamento na própria equipe.

João Eider, entre outros cargos públicos, foi assessor na Diretoria Geral no Tribunal Regional do Trabalho da 21 Região, assessor no gabinete do desembargador Cristovam Praxedes no Tribunal de Justiça do RN, titular da Corregedoria Geral de Segurança Pública da Secretaria de Segurança do Estado do RN, secretário Adjunto da Secretaria de Segurança do Estado do RN e titular de três secretarias na Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante (Segurança, Gabinete e Relações Institucionais).

A última vez que houve alteração no primeiro escalão foi em setembro (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
domingo - 16/08/2020 - 08:42h

Ave, Raimundos!

Por Marcos Araújo

“Mundo, mundo, vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo (…)”.

Carlos Drummond de Andrade

Mês que passou, foi estabelecida uma polêmica nos meios culturais e políticos do Estado após ser divulgada a apresentação de um projeto de lei da iniciativa do Deputado Nelter Queiroz, objetivando trocar o nome da Universidade do Estado do RN (UERN) para “Universidade Estadual Raimundo Soares de Souza”. O propósito era marcar o centenário do nascimento do ex-prefeito de Mossoró Raimundo Soares de Souza, um dos criadores da universidade.

Contudo, devido a uma manifesta resistência no ambiente acadêmico, o deputado proponente retirou o projeto, sem que tal fato represente qualquer demérito ao ilustre alcaide.

É fato que o Rio Grande do Norte teve – e tem! – muitos RAIMUNDOS que marcaram o seu microuniverso cultural, artístico, político e social.Aqui em Mossoró, rapidamente podemos recordar de três RAIMUNDOS do passado que muito contribuíram para sua edificação social, a saber:

1) RAIMUNDO Soares de Souza, Prefeito de 1963 a 1968, foi quem furou os primeiros poços profundos garantindo o abastecimento de água da cidade; depois, trouxe a energia elétrica; estruturou a rede municipal de ensino e criou a primeira Faculdade (que viria a se transformar na UERN);

2) RAIMUNDO Soares de Brito (Raibrito), pesquisador, historiador, arquivista, biógrafo, escreveu mais de quarenta títulos sobre fatos históricos e pessoas do Estado, principalmente de Mossoró e região Oeste, detendo em seu acervo mais de 15.000 biografias; e,

3) RAIMUNDO Nonato da Silva, escritor, historiador, folclorista, memorialista, pesquisador, professor, magistrado, jornalista, técnico em assuntos educacionais, autor de várias obras, um etnógrafo, embora martinense de nascimento, viveu boa parte de sua vida em Mossoró, até se mudar para o Rio de Janeiro, onde faleceu aos 86 anos de idade.

No presente, temos o professor RAIMUNDO Antonio de Souza Lopes, um genial escritor, poeta, biógrafo, editor, um ativista cultural que vem revolucionando o nosso Estado no mundo das letras, publicando suas obras e auxiliando novos escritores na compilação de dados, organização, revisão e publicação dos seus trabalhos.

Um RAIMUNDO também grafou o seu nome com letra de ouro na área do Direito no Rio Grande do Norte. Falo do jurista RAIMUNDO Nonato Fernandes, um dos maiores administrativistas que o país já teve. Foi ele Procurador do Estado e Consultor-Geral do Estado em seis governos diferentes (Dinarte Mariz, Aluizio Alves, Monsenhor Walfredo Gurgel, Tarcísio Maia, José Agripino em dois períodos), demonstrando ser detentor de uma confiança apartidária muito rara.

Tímido e humilde por excelência, lia, escrevia e falava francês fluentemente, sem nunca se vangloriar da sua poliglotia. Como administrativista de escol, conhecia nos originais a doutrina francesa de Maurice Hauriou, Léon Duguit, André de Labaudere, Louis Josserand  e Georges Vedel, porém, nos seus  pareceres se referia com maior frequência aos autores brasileiros, dentre eles Caio Tácito, Hely Lopes Meirelles e Seabra Fagundes, este último também um ilustre norte-riograndense, autor da teoria do controle dos atos administrativos.

O Prof. RAIMUNDO Nonato Fernandes tinha uma “memória de elefante”. Numa época em que não existia internet, ele lia diariamente o Diário Oficial da União e o Diário da Justiça, anotava em fichas todas as mudanças legislativas e os julgados dos Tribunais Superiores, chegando a possuir cerca de cem mil decisões catalogadas. Sempre era consultado pelos outros Procuradores do Estado, e sucessivamente incomodado pelos Consultores-Gerais que lhe sucederam com pedidos para tirar alguma dúvida.

Outro RAIMUNDO muito impactou minha noção de mundo: o meu avô RAIMUNDO Nonato do Rêgo. Um homem simples, semianalfabeto, um sertanejo honrado, um sábio que proferia diariamente orientações sentenciais que eram verdadeiras tiradas filosóficas sobre a existência humana. Seu pensamento sobre o que é o justo e o certo era muito mais sólido e concreto do que a Teoria da Justiça do filósofo norte-americano John Rawls (1971).

Duro feito uma rocha, ninguém podia chegar para ele falando de uma angústia existencial, de uma tristeza, essa que “nos assalta quando tentamos contemplar o abismo eterno do Nada”, como descrito por Arthur Schopenhauer, para que ele não respondesse com um lacônico:

– “Procure o que fazer. Isso é desocupação. Vá quebrar pedra que você se cura!”.

Destemido, quando se falava de morte, dizia com ceticismo:

– “Ela lhe encontrará, mais cedo ou mais tarde, e dela você nunca fugirá!”

Esse seu estoicismo pragmático parecia ser uma réplica do pensamento filosófico do romano Lucrécio (Da Natureza das Coisas). Desprovido de apego material, era um epicurista, por assim dizer, feliz com o pouco que tinha. Falando sobre a natureza humana, parecia ter lido Hobbes, destacando que “a pessoa quando não presta, começa de pequeno, pois espinho logo depois de nascido já começa a furar”.

Dele aprendi sobre o quanto é efêmera a fama e a glória. Pedia sempre que eu lembrasse que tudo passa, e que um dia todas as pelejas e torneios sociais cairão na mais vil das inutilidades. Também com ele aprendi a lição de que o mais importante nessa vida são as pessoas e o sentimento de afeto que nos une, e pedia para nunca perder de vista o olhar humano para o inenarrável milagre da compreensão e do amor ao próximo.

A importância desses RAIMUNDOS – e de outros não citados aqui por falta de espaço – na história da nossa cidade e do nosso Estado é indescritível. O nome diz muito. Raimundo tem origem a partir do germânico Ragnemundus, formado pela união dos elementos ragin, que significa “conselho”, e mundo que quer dizer “proteção”, e significa “sábio protetor”, “aquele que protege com seus conselhos”.

Sou muito grato a esses RAIMUNDOS.

Ave, Raimundos!

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
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quinta-feira - 02/05/2013 - 07:47h
E agora?

Servidor de prefeitura vê salário encolher

O pagamento salarial de vários servidores do município de Mossoró encolheu. Quase sumiu.

Decepção e muita na boca do caixa, antes do feriado.

Hoje é dia de corre-corre à Secretaria de Administração e Recursos Humanos, à cata de explicações para o erro.

O agravante, é que nos primeiros meses da atual administração os problemas com pagamento salarial têm sido comuns, ensejando produção de folhas suplementares.

Dúvida cruel: o caso é de desleixo, despreparo ou sabotagem?

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Categoria(s): Administração Pública
quarta-feira - 17/04/2013 - 08:05h
Sem saída

“Mastodonte” do Estado continua emperrado

Parece que não há saída para o Governo do Estado. Centralização de poder, visão arcaica de gestão e burocracia emperram ações simples, atestando como o Estado virou um obeso mastodonte.

Um bom exemplo é relatado por agente político do interior do Rio Grande do Norte, que precisou de uma simples certidão na Secretaria de Administração e Recursos Humanos, no Centro Administrativo – em Natal.

Conta ao Blog, que depois de muita pressão à cata do documento, foi orientado a entrar em contato com o próprio Gabinete Civil, que daria autorização para emissão de uma xerox.

Pela amizade com o adjunto Galbi Saldanha, conseguiu por telefone a bendita autorização por telefone mesmo.

Passados mais de 15 dias, nada foi resolvido.

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Categoria(s): Administração Pública
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sexta-feira - 22/07/2011 - 12:49h
"Tropa" desestimulada

Sepulturas vivas no Centro Administrativo

Grande desafio do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), entre outros, é motivar o servidor. Não é fácil, depois de tê-lo desapontado em profusão nesses primeiros meses.

No Centro Administrativo, Natal, algumas salas parecem sepulturas vivas. Modorrentas, quase parando ou ambiente de zumbís.

Quinta-feira da semana passada, dia 14, por volta de 14h, uma pessoa procurava alguém na Secretaria da Administração e Recursos Humanos para protocolar uma correspondência. Nem informação obtinha para esse fim. Servidores lhe davam as costas.

Rodas de servidores resmungando, outros que nem aparecem, formam cenário desalentador no Governo do Estado.

Tropa ressentida e desestimulada.

O genial Napoleão Bonaparte costumava afirmar que o homem só se motiva por duas razões: “Interesse pessoal e medo”.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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