quarta-feira - 25/10/2017 - 20:30h
Câmara Federal

Maioria dos deputados do RN livra Temer de 2ª denúncia

Os deputados federais do Rio Grande do Norte já se posicionaram na sessão de hoje na Câmara Federal, que vota o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, em relação à segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB).

O parecer da CCJ recomenda o arquivamento.

O voto “sim” aceita o parecer da CCJ e arquiva a denúncia. O voto “não” autoriza a denúncia a ser investigada no STF.

Walter, Fábio, Rogério, Jácome, Zenaide, Beto, Rafael, Felipe e Rogério participam e voto na sessão de hoje (Fotos: arquivo)

Veja como votou cada um dos parlamentares potiguares. Cinco votaram pelo arquivamento da denúncia e três pela autorização para que Temer seja investigado:

Antônio Jácome (Podemos) – Não;

Beto Rosado (PP) – Sim;

Fábio Faria (PSD) – Sim;

Felipe Maia (DEM) – Sim;

Rafael Motta (PSB) – Não;

Rogério Marinho (PSDB) – Sim;

Walter Alves (PMDB) – Sim;

Zenaide Maia (PR) – Não.

* A sessão ainda está em andamento, mas o resultado parcial já garante o arquivamento da denúncia. Depois atualizaremos notícia nesta mesma postagem. Acompanhe AO VIVO clicando AQUI.

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domingo - 24/09/2017 - 08:56h

As Forças Armadas estão inquietas

Por Honório de Medeiros

Com a nova denúncia apresentada contra si, e encaminhada pelo STF à Câmara, Michel Temer começou o processo de liberar emendas parlamentares. Será, em uma primeira penada, um pouco mais de um bilhão. O objetivo é claro: obter, dos parlamentares, o arquivamento da denúncia.

Quando da primeira denúncia, não somente foi liberado muito dinheiro, bem mais que um bilhão, mas também foram distribuídos cargos públicos aos que integram aquilo que se convencionou chamar de “base de sustentação”.

Enquanto isso continua o processo de cortar recursos dos outros setores da administração pública. Alguns, senão todos, vitais. Por exemplo: as Forças Armadas. O corte dos seus recursos orçamentários foi da ordem de quarenta e quatro por cento, o que as colocou perto do colapso.

Três fatos ocorreram estes dias e estão conectados entre si.

Primeiro: O Alto Comando do Exército reuniu-se em Brasília, em sua 314ª edição, com cinco dias de duração e, com certeza, mais do que certeza, o quadro político nacional foi analisado em suas entranhas, detalhadamente.

Segundo: o General Mourão, que não está sozinho quanto a suas idéias, e tampouco representa somente ele mesmo, aborda claramente, em palestra, a intervenção militar no País, em decorrência da “grave crise ética, político-institucional”.

Terceiro: as Forças Armadas dão demonstração de poderio invadindo a Rocinha, cercando-a, e nela passando um pente-fino. Tanques, helicópteros, homens, armamento pesado, tudo quando se possa imaginar em termos de poderio bélico está sendo utilizado lá.

É de se levar em consideração que hoje segmento expressivo da população clama por intervenção militar no Brasil, bem como é de se levar em consideração que as Forças Armadas compreenderam substancialmente a importância de atuarem com força na chamada “rede social”, de forma inteligente e eficaz na construção de uma imagem sólida de honradez e competência. Basta acompanhar na mídia.

Mas a elite governante do País, o Executivo, Legislativo e Judiciário agem e reagem como se vivessem em uma bolha, desconectada da realidade pela qual passa o Brasil.

Temer, sem qualquer outro objetivo senão salvar a si mesmo, deixa de lado os últimos resquícios de uma dignidade outrora existente, e ao invés de renunciar, persiste em comandar o afundamento do barco.

O Legislativo, integrado por políticos profissionais, vive uma crise de credibilidade, inteligência e honestidade sem igual na história do País. Há as exceções de praxe, cada vez mais isoladas e desanimadas. Pedro Simon que o diga.

O Judiciário segue achando que é o fiador da República e que paira acima do bem e do mal. Quando precisam, são legalistas, quando não, são legitimistas. E de marmota em marmota jurídica, vão insultando a Constituição e se apequenando aos galopes. E aqui nem se há de falar nas vantagens remuneratórias que golpes de esperteza jurídica lhes vêm assegurando ao longo do tempo, em detrimento das outras categorias do serviço público que não pertencem a esse panteão de deuses da Pátria.

Pois bem: quem imagina que as Forças Armadas não acompanham o que se passa no País, integralmente, comete erro crasso. Não somente acompanham como têm quadros muito bem preparados para fazer isso.

E além de terem quadros muito bem preparados, seus integrantes estão espalhados pelo Brasil e sua grande maioria vem da base da pirâmide social ou da classe média e escutam e observam, diariamente, no seio de suas famílias, a ira popular contra tudo que compõe a realidade política, social e econômica do Brasil de hoje.

Principalmente contra os “príncipes” da República.

Portanto…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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