quinta-feira - 31/07/2025 - 14:36h
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IV Festival da Cachaça de Mossoró acontecerá dia 13 de setembro

Vários rótulos consolidados e outros em ascensão vão estar no evento (Foto: divulgação)

Vários rótulos consolidados e outros em ascensão vão estar no evento (Foto: divulgação)

Instituído pela Lei nº 173/2017, o Dia Nacional da Cachaça é celebrado no dia 13 de setembro. A data será lembrada nessa data, a partir das 14h, com o IV Festival da Cachaça de Mossoró, no Hotel Thermas.

O evento também contará com um momento de formação, com palestra às 14h sobre a história e a produção da bebida e a partir das 15h será iniciado a parte festiva, com degustação livre das várias marcas participantes, com direito a caldos e frutas e ao som de duas atrações musicais: o samba de André da Matta e o forró das antigas de Crys Saraiva.

Já são presença confirmadas no IV Festival de Cachaça de Mossoró os seguintes rótulos: Extrema (RN), San Valle (RN), Samanaú (RN), ¼ de Milha (RN), Serra de Martins (RN), Triunfo (PB), Matuta (PB), São Paulo (PB), Preciosa do Vale (PB), Ipueira (PB), Princesa do Brejo (PB) e Viçosa Real (CE). Algumas outras marcas ainda poderão ser acrescidas até a data.

“O Festival da Cachaça de Mossoró já se consolidou como um dos grandes eventos para o fortalecimento do produto no Rio Grande do Norte. Atualmente o Estado já tem mais de vinte marcas em atuação e com excelente cachaça no mercado,” diz Caio César Muniz, da SobreArt Produções Culturais, realizadora do Festival.

“Vem crescendo e a tendência é que continue desta forma e atraindo mais e mais produtores de várias regiões do Brasil,” comenta Vává da Mata, da Da Mata Produções, também da produção do Festival.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 04/07/2021 - 07:40h

As dores que o frio traz

Por Aluísio Barros

A madrugada de ontem, quarta (29 de junho), foi considerada a mais fria dos últimos cinco anos, com temperatura mínima de 6º C, em São Paulo. Sete moradores de rua morreram de frio.

Li a notícia assim, no calor daqui de casa, e lembrei e senti, por alguns instantes [toda memória de dor é uma vasta ferida que não se cura], os 6° graus que sacolejaram os nossos ossos [Fatima Oliveira e eu], naquela esquina da Av Brigadeiro Luís Antônio com a Alameda Jaú, enquanto, quase 6h da manhã, tentávamos um táxi para irmos assistir Camilo, em cirurgia no Hospital da Beneficência Portuguesa [Ivonete ficara em velas e récitas].morador de rua coberto em São Paulo - morte por frio na madrugada de 29 de junho foto Quando estive em São Paulo, em madrugadas assim, desejei tanto, pelas dores de dentro dos ossos que o frio traz, ser abraçado pelo calor de Mossoró. Ah, desejei. Passei a sonhar com isso. Seria o prêmio a ser recebido junto com a nossa vitória alcançada, a saúde de nosso filho. E assim foi. Macktub.

Camilo Barros diz que gosta do frio. Não curto. A cruviana das serras de Martins e Portalegre me bastam (papai, José de Abília, adorava essa tal Cruviana, que enfrentava com uma lapada de aguardente].

Vendo a foto do morador de rua, lembrei dos muitos que se avistam nas noites de Mossoró [Uma noite, nessa pandemia, inquieto, peguei o carro – virei personagem de Rubem Fonseca – e fui engolir o silêncio das noites, que outrora me foram festivas.

Só avistei os corpos estendidos nas portas e bancos. Uma cidade inteira vigiada pelos moradores de rua [Li até que uma médica dissera que era estranho vacinar essas pessoas com a vacina de dose única. Criatura de pouco estudo. Nem discuto, se é médica]. Pois digo. Gosto mesmo é desse amorno que passa com o ar elétrico.

E vamos que vamos.

Cadê a raquete do chinês, Tertinha?

Aluísio Barros é professor e poeta

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Categoria(s): Crônica
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