sexta-feira - 11/12/2020 - 22:44h
Brasil

O Golbery do Paraguai

Heleno: o general (Foto: Sérgio Lima)

Por François Silvestre

Começo pedindo desculpas ao Paraguai. Deveria dizer, o Golbery do Brasil de hoje. A quem me refiro? Ao general Heleno, esse velhinho aparentemente suave, que era chefe de gabinete do Sílvio Frota, que foi defenestrado por Ernesto Geisel, ao tentar um golpe para evitar a distensão lenta e gradual proposta por Golbery do Couto e Silva e encampada pelo general presidente Geisel.

O aparentemente suave é uma cilada. O general Heleno é tudo, menos suave. Se pudesse já teria fechado o Supremo e o Congresso. É um fascista de carteirinha.

Golbery criou e chefiou o Serviço Nacional de Informação (SNI), que tinha a função de chafurdar a vida das pessoas; mandar investigar, prender, exilar, torturar e matar. Um dia, meio entre remorso e medo, ele declarou: “Criei um monstro”.

Pois bem. Seu sucessor de hoje é o general Heleno, de cujo primeiro nome esqueço, e o o antigo SNI virou Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Agência Brasileira de Inteligência. Que é agência, não se discute. Que é brasileira, também não. Mas, inteligência? Kkkkkkkkkkkk. Tão inteligente esse órgão que qualquer revista das que circulam por aí, consegue saber o que esses espiões do Heleno tramam. Bando de cagões.

Agora vazou uma atribuição do órgão que nem o 007 imaginaria. Inteligência para corrupção. Pois foi. Um trabalho minucioso para ajudar na defesa do senador Flávio Bolsonaro, aquele da corrupção do esquema Bolso Queiroz.

Os auditores do fisco federal declararam, numa nota, que é o maior escândalo dos novos tempos. Taí um trecho da nota:

“Se não bastasse a gravidade de se ter uma agência de inteligência mobilizada para defender o filho do presidente da República, acusado de atos ilícitos, como a “rachadinha” na Alerj, não se pode admitir que um órgão de governo busque interferir num órgão de Estado, protegido pela Constituição Federal, sugerindo afastamentos de servidores públicos”…

Leia também: Abin não fez relatórios para Flávio Bolsonaro; defesa confirma documentos.

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sexta-feira - 11/05/2018 - 07:56h
Regime Militar

Cai a máscara

Por François Silvestre

Eu nunca tive dúvidas sobre diferenças fundamentais entre os ditadores que “governaram” o Brasil após 1964. Eram todos do mesmo conluio, da mesma estratégia e do mesmo “patriotismo”.

Criaram um mito da “diferença” entre iguais. Dando a Castelo Branco e Geisel posições menos violentas. Tudo enganação. No caso de Castelo havia uma aparência de “institucionalidade” para agradar a comunidade internacional, que revelou-se contrária à banição de Juscelino Kubitschek.

Figueiredo e Geisel: matar, matar (Foto:Weber)

O general, “mais feio por dentro do que por fora”, segundo Hélio Fernandes, prometera eleições, no discurso de posse, mas fez tudo para a implantação continuada do regime de opressão. Era o “anjo da Rua Conde Laje”, conforme definição de Carlos Lacerda.

No que se refere a Geisel a aparência era necessária posto que a Ditadura começava a agonizar. Golbery do Couto e Silva, o Chico Ciência do regime, inventou a teoria da sístole e diástole da nossa realidade política. E convenceu Geisel de que era melhor uma distensão negociada do que virarem réus, vislumbrando o cansaço e envelhecimento da quartelada, apoiada por políticos ruins de urna, em 1964.

Agora, mesmo tardiamente, a máscara ruiu. E quem prestou esse serviço à História? O Tio Sam.

Os bancadores e avalistas da Ditadura. Pois é.

A Agência Central de Inteligência (CIA) torna públicas informações sobre autorização e controle do procedimento de tortura e assassinato de políticos, tudo dirigido pelo núcleo superior do regime. Inclusive com a conversa documentada em que Geisel e Figueiredo autorizam a continuação da política de extermínio, que vinha do governo Castelo, ampliou-se no período Costa e Silva e tornou-se escancarada no período Médici. Geisel exigiu que se limitasse aos “mais perigosos” e que tudo fosse centralizado no Serviço Nacional de Informação (SNI), sob o comando de Figueiredo.

A diferença entre os cinco ditadores era só de método.

A CIA põe o ventilador na boca das valas onde ainda “exala um estranho cheiro de súplica” , em cujos escombros “repousam” aqueles que não tiveram direito ao enterro comum dos mortos.

Leia também: Em memorando, CIA diz que presidente Geisel autorizou assassinato de opositores.

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quarta-feira - 19/05/2010 - 10:31h

Processos em massa tentam calar Blog a qualquer preço

Obsessão pelo Blog Carlos Santos está em todo lugar, inclusive no computador do próprio Gustavo

Obsessão pelo Blog do Carlos Santos está em todo lugar, inclusive no computador do próprio Gustavo

Por Carlos Santos

A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente“. (Rosa Luxemburgo).

Está em andamento a estratégia adotada pela patota do poder, em Mossoró, de promover ações na Justiça, em escala industrial, para me atingir. Mas a montanha pariu um rato. É um fracasso por ser amadora, rancorosa e sem conteúdo.

Essa operação que já protocolou quase 20 processos, com praticamente o mesmo enunciado, em pouco mais de um mês, é o que pode ser denominada de “blitkrieg judicial”. Seus princípios são os mesmos da doutrina militar nazista, baseada na “surpresa”, “rapidez” e “brutalidade”.

Um dos arquitetos desse modelo operacional de combate bélico, o general alemão Erich von Manstein estreou a Blitzkrieg (guerra-relâmpago) na ocupação da Polônia em 1939. Os propósitos eram “desmoralizar” e “desestruturar” o inimigo em curto espaço de tempo.

No campo da Justiça, os princípios são os mesmos e não são novos, portanto já manjados. É o que a patota procura realizar com sucesso, numa costura que começou a se formar por volta de março último, para aparelhar o Judiciário.

Irritada com um conceituado escritório natalense que não conseguia me condenar e perdera processos, o prefeito de fato Gustavo Rosado (PV) decidiu por uma “saída caseira”. Contratou advogados mossoroenses para matar dois “coelhos” de uma cajadada só.

A ideia que logo veio à tona, em forma de luminosidade intelectual, foi a de jorrar processos em massa. A adoção da Blitzkrieg foi vista pelo agitador cultural Gustavo Rosado como “genial” e “inovadora”, em sua simplória visão de tudo.

Ele foi convencido de que em face do volume de processos, em tão curto espaço de tempo, eu ficaria soterrado por essa avalanche, sem qualquer tipo de reação. Viriam condenações à revelia. Ou seja, eu teria o primado do amplo direito à defesa negado por asfixia. Seria meu fim.

Arrassoooou!!

Houve até comemorações antecipadas, sob sonoras gargalhadas e punhos cerrados. Gritos histéricos e urros de guerra exaltavam o feito. Teve até quem entoasse o bordão característico de saudação aos mandarins: “Arrassooou!!!”

Com informantes incrustados em postos privilegiados do poder e no mundo forense, ganhei tempo suficiente para me preparar à “surpresa”. Quando começou o bombardeio para “desmoralizar-me” e “desestruturar-me”, a patota encontrou um paredão encouraçado há mais de 30 dias.

O truque de circo mambembe para me intimidar e comprometer até minha sobrevivência como profissional e indivíduo, está eivado do ranço da litigância de má-fé. A sua principal substância é o medo e não o zelo à verdade e a valores éticos.

Em ano eleitoral, a patota parte para o ataque. Primeiro, comigo. Mas nos últimos dias, também dirigido a outros setores da mídia alternativa e convencional.

Diariamente uma equipe levanta textos, imagens e áudios que supõem desabonadores à sua imagem, repassando-os aos advogados. A ordem é calar ou impor o silêncio de antemão.

Parece a reprodução do pavoroso Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas ou o Serviço Nacional de Informação (SNI) do regime militar. Falta só prender e arrebentar. Só.

Impõem que nada desagradável à gestão pública venha à tona ou fantasmas de “branco” saiam do baú.

Desse lado, minha postura é a mesma: para cada ação, reação à altura aqui e na Justiça.

Processos podem ser empilhados por hora, dia ou mês, não importa. Depois os amontoarei no devido lugar: o lixo da história. Descreverei o período em que Mossoró vive, a “Era das Trevas”, esmiuçando o perfil de seus personagens e a conduta deles em seu ambiente de insalubridade moral.

O Blog continua com sua linha de informação-opinião-análise-debate. Não há o que mudar.

Portanto, façam fila.

Foto – (Arquivo) Gustavo com a companhia diária deste Blog, na tela, em foto tirada no dia 20 de novembro de 2008, às 18h44 em seu gabinete, pelo repórter fotográfico Robson Carvalho.

P.S – Quando estou concluindo este texto, às 9h20, quem bate à porta do meu moquiço é o segundo  oficial de Justiça do dia, nosso querido Otacílio.

Outra citação judicial.

Dessa feita, tendo o agitador cultural Gustavo Rosado como único demandante. Quer R$ 10 mil por honra e reparos psíquicos.

Tá. Vou ver o que posso arranjar para ajudá-lo no tratamento.

* Veja AQUI a matéria que o irritou, por relatar drama de pacientes com problemas mentais, atendidos precariamente pela prefeitura. Ao reproduzir comentário da assistente social Helena Leite, o Blog tirou o agitador do sério. Ele quer o silêncio sobre o descalabro administrativo.

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Categoria(s): Comunicado do Blog / Política
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