sábado - 18/02/2023 - 11:02h
"Sigilo" de 100 anos

Vacina contra Covid-19, em Bolsonaro, é confirmada

Do Poder 360

O ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, confirmou nesta 6ª feira (17.fev.2023) a existência de um registro de vacina contra a covid-19 no cartão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entretanto, disse que o órgão apura uma possível adulteração do documento.Vacina, covid-19

“Esse registro existe. Pelo menos, pelo que sabemos das informações. Se está no ofício, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se está no ofício da CGU, não tenho como negar”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

Também nesta 6ª feira (17.fev.2023), a CGU confirmou a existência de uma investigação em sigilo que envolve a denúncia de uma possível adulteração do cartão de vacinação do ex-presidente. Eis a íntegra da nota (120 KB). “É uma investigação sigilosa.

“Intimidade”

Mas, se a CGU mandou um ofício fazendo essa pergunta, é porque é uma dúvida obviamente pertinente em relação a uma informação que consta provavelmente ali (no ofício)”, disse Vinícius de Carvalho.

A informação havia sido publicada em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo na 5ª feira (16.fev). Segundo a publicação, a CGU apura a inserção de dados falsos no documento do então presidente.

O sigilo de 100 anos do cartão de vacinação de Bolsonaro foi decretado depois de pedido de acesso feito, via LAI (Lei de Acesso à Informação), pelo jornalista Guilherme Amado. A Presidência informou, à época, que o decreto havia sido baixado porque os dados diziam respeito “à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do então presidente.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 06/01/2023 - 17:10h
Governo Lula

Sigilo de 100 anos, o limite entre o senso de justiça e o revanchismo

Lula tem boa dianteira em relação a Bolsonaro (Fotos: Evaristo Sá e Marcos Corrêa)

Lula tem boa dianteira em relação a Bolsonaro (Fotos: Evaristo Sá e Marcos Corrêa)

Separar senso de justiça e dever do que seja revanchismo, é um grande desafio do Governo Lula (PT).

E a questão não é apenas de ordem moral, ou mesmo política.

Também pode ter várias implicações.

Há sinalizadores das Forças Armadas, segundo a chamada Grande Imprensa, apontando para incômodo na quebra de sigilo de 100 anos, que foi decretado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação a incontáveis pontos e pautas.

A fabricação de cloroquina pelo Exército, os voos oficiais em aviões da FAB e o processo disciplinar aberto e arquivado contra o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, hoje deputado eleito, estão entre as apreensões dos militares.

A Controladoria Geral da União (CGU) faz um pente-fino e entregará ao presidente Lula em 30 dias um parecer apontando, sob a ótica constitucional, o que pode ter sigilo devassado.

Aspectos relacionados à segurança nacional, intimidade dos membros do governo anterior, agendas administrativas e políticas de Bolsonaro etc., com certeza estão sob análise.

O que será revelado e por qual razão? O que não será, delicado, pode ser usado como objeto de chantagem política contra o clã Bolsonaro e sua linha-dura?

O terreno em que a nova gestão caminha é minado. Não é tão simples como parece aos olhos da massa que já em sua posse urrava pedindo fim de qualquer tipo de anistia.

O presidente eleito, astuto na política, talvez acabe não avançando muito, para não tensionar mais ainda relações com setores – como Forças Armadas -, desestabilizando o país. Convulsionar a política é tudo que Lula não quer. A vindita pode ficar para depois ou não.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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