sexta-feira - 09/11/2018 - 18:14h
Prefeitura de Mossoró

Justiça volta a bloquear contas para pagamento de médicos

Do Blog Saulo Vale

O juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal do RN, com sede em Mossoró, determinou nesta sexta-feira (9) o bloqueio imediato de R$ 2,5 milhões das contas da Prefeitura de Mossoró em favor do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). A unidade hospitalar está sob intervenção judicial desde setembro de 2014.

Mais um bloqueio que é rotina no governo municipal (Foto: web)

Foram bloqueados R$ 1.130.493,19 (um milhão, cento e trinta mil, quatrocentos e noventa e três reais e dezenove centavos), para pagamento dos repasses dos valores SUS.

Também foram bloqueados R$ 223.820 em favor da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), além de R$ 742.208,19 para Neoclínica e R$ 492.240 para o Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró (NGO). Essas três cooperativas médicas atuam no Hospital Maternidade Almeida Castro.

Conduta desidiosa

“[…] Ademais, observa-se que o ente municipal já fora contemplado com o recebimento de valores repassados no referido mês [outubro] do corrente ano pelo Ministério da Saúde, o que demonstra a existência de saldo para o pagamento dos valores pleiteados. Desta feita, não há justificativa para a conduta desidiosa do Município no que diz respeito aos serviços de saúde prestados à população de Mossoró”, escreveu o magistrado na sentença.

O juiz também afirmou que os recursos SUS não podem ser usados para outra finalidade. “Nota-se que a transferência de recursos financeiros fundo a fundo é o instrumento de descentralização, disciplinado em leis específicas de repasses de recursos federais para o Ministério da Saúde – MS para outras esferas do governo. Esse tipo de transferência é regular e automática, e se caracteriza pelo repasse de recursos, diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para os fundos estaduais e municipais de saúde, de modo que devem ser usados exclusivamente, para a finalidade a que se destina, sob pena responsabilização do gestor municipal”, alertou.

Leia também: Juiz pode tomar decisão excepcional para pagamento de médicos.

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quarta-feira - 20/06/2018 - 20:02h
Estado

MPF é contra uso de dinheiro da saúde para folha de pessoal

Martins: parecer contrário (Foto: Web)

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um parecer contrário ao pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (SINDSAÚDE/RN), que quer da Justiça uma liminar obrigando o Governo do Estado a pagar a folha salarial de maio de 2018 – e parte do 13º de 2017 – com recursos originalmente destinados a ações de média e alta complexidade em ambulatórios e hospitais, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

O sindicato obteve da Secretaria Estadual (Sesap/RN) a informação de que R$ 100 milhões em recursos federais foram creditados no orçamento do Estado para custear essas ações e, diante da incerteza quanto ao pagamento da folha de maio e de uma parcela do 13º (devido aos servidores ativos que recebem acima de R$ 3 mil) por parte do governo estadual, pede à Justiça que essa quantia seja transferida para o pagamento de pessoal.

“O pleito dos servidores é extremamente justo, porém não encontra amparo legal”, resume o procurador da República Kleber Martins, autor do parecer.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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quarta-feira - 13/06/2018 - 14:56h
Denúncia

Prefeitura não repassa pagamento; hospital para cirurgias

O vereador Rondinelli Carlos (PMN) tornou pública, na sessão desta quarta-feira (13), da Câmara Municipal de Mossoró, a paralisação das cirurgias no Hospital Wilson Rosado (HWR), realizadas através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Rondinelli: secretário disse desconhecer problema (Foto: Edilberto Barros)

De acordo o vereador, o hospital suspendeu as cirurgias por causa da falta de repasses de recursos pela Prefeitura de Mossoró.

“Fomos ao Wilson Rosado e o motivo alegado foi falta de pagamento. O dinheiro foi transferido pelo Governo do Estado para a conta da prefeitura, que ainda não repassou ao hospital. Também há dívidas do Governo do Estado, mas que já depositou janeiro e grande parte de fevereiro”, informou.

“Causou-me surpresa o senhor secretário de Saúde do município (Benjamim Bento) dizer que desconhecia o problema. Essa situação precisa ser resolvida, porque quem sofre com isso é a população carente”, cobrou.

Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.

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quarta-feira - 11/10/2017 - 11:25h
Mossoró

Juiz vê má-fé e determina bloqueio de contas de prefeitura

Do Blog Saulo Vale

A 8ª Vara Federal do RN com sede em Mossoró determinou o bloqueio imediato de R$ 3.419.046,92 nas contas da Prefeitura Municipal de Mossoró. Deste montante, 1.601.309,74 será para pagamento de cooperativa médica e 1.817.737,18 será repassado para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), da qual faz parte o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Juiz Lauro Henrique Lobo Bandeira viu recursos federais indevidamente não repassados por prefeitura (Foto: arquivo)

A decisão, em desfavor da Prefeitura, se refere aos atrasos nos repasses SUS à Apamim (leia-se Hospital Maternidade Almeida Castro). De acordo com informações divulgadas pela unidade hospitalar e pelo sindicato dos servidores, a Prefeitura teria retido valores SUS referentes ao mês de setembro.

Dinheiro do SUS retido indevidamente

Já a dívida com a cooperativa médica Neoclínica, que atua no Hospital Maternidade Almeida Castro, chegava há três meses de atraso, sob ameaça de paralisação dos profissionais médicos.

Na decisão, o juiz federal Lauro Henrique Lobo Bandeira afirma que “Com efeito, não se pode admitir a frustração do acesso ao direito à saúde e ao respectivo tratamento adequado, causada para ilítica omissão do Poder Público Municipal de Mossoró, o que gera situação socialmente intolerável, juridicamente inadmissível e efetivamente inaceitável, sobretudo quando já verificado o efetivo repasse financeiro realizado pelo Ministério da Saúde em favor do Município, o qual funciona apenas como ‘meio’ dessa relação”.

Nota do Blog Carlos Santos – Parabéns ao magistrado. Medida exemplar e imprescindível.

Esse caso está com características que vão além do lengalenga financeiro. Há indícios de viés politiqueiro, para fragilizar e inviabilizar a gestão saneadora da interventoria do HMAC.

A PMM recebe repasse federal, mas não o repassa, como o próprio magistrado atesta em seu despacho. Má-fé, má-fé, má-fé. Ponto.

O braço da saúde sempre foi usado como fábrica de votos  em Mossoró.  Isso tem que ter um fim, para o próprio bem do cidadão comum, em especial aquele que mais precisa da saúde pública.

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sexta-feira - 27/01/2017 - 19:07h
Hoje

Prefeitura de Mossoró libera recursos do sistema SUS

Bento: liberação hoje (Foto: arquivo)

A Secretaria de Saúde de Mossoró confirmou o repasse de R$ 2.485.978,034 para prestadores que complementam o serviço SUS (Sistema Único de Saúde) no Município. Os valores foram creditados nesta sexta (27), informa a Comunicação Social da Prefeitura.

A Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que está sob intervenção federal,  recebeu recursos da ordem de R$ 1.061.058,95. O Blog Carlos Santos apontou a retenção desses recursos em postagem no último dia 24 (veja AQUI).

O assunto foi objeto de audiência envolvendo a junta interventora e representantes do município, no âmbito judicial.

Orçamento

Segundo o secretário de Saúde, Benjamin Bento, o recurso entrou no dia 10 deste mês, “mas em virtude do processo de abertura de orçamento, hoje os valores foram creditados e todo o repasse efetuado”.

Os valores foram repassados ainda para Rede Cegonha, hospitais, laboratórios, entre outros.

A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) não recebeu o repasse porque não apresentou a nota de serviço relativa ao mês anterior.

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Categoria(s): Saúde
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