“Carlos, e agora? Está chovendo muito aqui. Como vai ser com essa chuva?”
Ouvi essa angústia ontem à noite, pertinho do horário definido para lançamento do meu segundo livro, o “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, na TV Cabo Mossoró (TCM). Ao telefone ainda, sem me exasperar, glacial com o verbo, redargui:
– Amigo, que chova mais. Não sou egoísta a ponto de querer que a chuva pare de fertilizar meu sertão, por conta de um livro meu. Chego já aí. Sem estresse, tá!?
Há mais de um ano, tentando fechar o preâmbulo do Só Rindo 2, escrevi aquela que seria uma de minhas homenagens no livro em formação. Agradeceria a um dos meus principais bens: meus amigos.
No curso do tempo, até à noite passada, percebi que não exagerara. Fora até premonitório. Sem eles, uma legião de amigos, não teríamos alcançado êxito tão superlativo.
– Meu culto é à amizade. E ela não precisa ser virtuosa e magnânima. Basta ser leal e solidária. Eleva-se quando é capaz de transbordar com o sucesso alheio, que pode ser meu ou seu, mas acima de tudo é nosso. A vocês, meus amigos, muito obrigado por tudo – mensagem impressa na página 27 do Só Rindo 2.
A verdadeira “operação de guerra” pro lançamento, numa noite fria e chuvosa, cheia de eventos concorrentes, não arrefeceu o ânimo da equipe de organização: todos amigos, gente voluntária, incansável.
– Carlos, cadê a relação de autoridades? E o que você quer que eu diga? Qual o formato da solenidade? bombardeou-me o jornalista Givanildo Silva, cerimonialista, logo que me viu no local.
Fui claro. Translúcido quanto à essência daquele acontecimento: “Givinha, aqui não tem autoridade. São todos amigos ou gente que me respeita, apesar das divergências de pensamento. Faça uma condução informal, sem amarras, protocolos ou exigências burocráticas. Fale o que quiser.
E assim foi o lançamento do Só Rindo 2. Intenso. Emocional. Descontraído.
Também surpreendente com a presença de gente humilde, cândida, que apareceu para compartilhar minha alegria. Como o cabelereiro Francisco, do bairro Santo Antônio; falo do caseiro “Doidão”, que trabalha num condomìnio no Ulrick Graff, que costumo pousar. “Rapaz, você me desculpe… eu queria muito comprar um livro e você assinar, botar umas coisas”, desabafou para me emocionar.
– Doidão, o livro eu lhe dou de presente. Eu vou assinar e botar umas coisas bonitas. Não precisa pagar nada – atalhei.
O lojista Rafael do Monte Negreiros, o “Rafaelzinho da Agrotec”, resumiu em comentário enviado ao Blog, o que foi essa confraria:
– Há tempos não participava de uma reunião de amigos, todos com um só obejtivo: prestigiar você. E fazer com que outros novos livros surjam tão bem elaborados e com tanto o que se ler de bom. Presença de padre Sátiro Dantas, o cerimonial de Givanildo, a apresentação de doutor Milton Marques e mais uma plateia cheia de bons amigos, acho que era tudo o que você merecia e talvez, muito mais. Parabéns, um abraço grande e que outros Só Rindo venham por aí.
Rafaelzinho, não sei se mereço. Mas sei que devo exaltar: Muito obrigado!
P.S – Agora vamos retomar o ritmo normal de trabalho. É minha doce labuta.
























