domingo - 12/11/2023 - 09:28h

Só Rindo (Folclore Político)

Aquela musiquinha…Comunicação, fogoca, fuxico, propaganda, alto-falante, imprensa

Campanha municipal mossoroense de 1972 em andamento, o desportista Olismar Lima é candidato a vereador.

Médico atuante há poucos anos na cidade, mas já muito benquisto, Anchieta Fernandes discursa e pede voto para o amigo. Um reforço de peso, que se diga.

“Vote em Olismar Lima, número 2103” – propaga o médico.

Aflito, o candidato sopra a seu ouvido imediatamente:

– Anchieta, meu número é 2117. Esse 2013 é de Lobato, homem!

Noutro comício, novo lapso. O mesmo:

– Vote em Olismar Lima, número 2103.

Novamente, o candidato alerta o amigo do equívoco, quando ele então justifica candidamente:

– Lobato também é meu amigo; mas é aquela ‘musiquinha’ que me atrapalha…

E emenda, balbuciando trecho daquela ‘musiquinha’, o jingle do outro candidato: “Vinte e um zero três, vote em Lobato outra vez…

Francisco Lobato foi eleito; Olismar, não!

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domingo - 15/10/2023 - 14:10h
Só Rindo (Folclore Político)

Ah, a velhice!

Por Carlos Santosbeijo, emoji de beijo

Campanha estadual de 1990 em curso, o ex-prefeito mossoroense Dix-huit Rosado acomoda-se num canto do palanque para descansar, no alto dos seus 78 anos.

Empresta seu apoio à candidatura ao Governo do senador José Agripino Maia (PFL).

Na aglomeração humana que se acotovela no pequeno espaço, seu sobrinho Carlos Alberto Rosado, o “Betinho Rosado” (que viria a se eleger pela primeira vez a deputado federal em 1994), afaga-o com um terno beijo na cabeça.

Com um leve sorriso e movimento de densas sobrancelhas que parecem repuxar seus olhos para cima, Dix-huit constata:

– “Calber” (forma carinhosa de tratar o sobrinho), você é o quinto homem que me beija essa noite!

E completa irônico: “A velhice é uma merda mesmo!”

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos Santos (BCS) e autor dos livros “Só Rindo – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (I e II)

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domingo - 08/10/2023 - 11:04h
Só Rindo (Folclore Político)

Conversa com padre Huberto Bruening

Padre Huberto Bruening (Reprodução)

Padre Huberto Bruening (Reprodução)

Por Carlos Santos

Espigado, voz tonitruante, sempre metido em sua impecável batina e extremado em suas crenças, o Cura da Catedral de Santa Luzia em Mossoró, monsenhor Hubert Bruening, mantém o hábito de zanzar pela cidade. E aqui e acolá para à calçada de amigos para uma boa prosa.

Um desses endereços fica nos arrabaldes da Capela de São Vicente, onde mora o médico e ex-deputado estadual caraubense Maltez Fernandes e sua família.

Já acomodado em sua cadeira de estimação à boquinha da noite, Maltez convida o longilíneo amigo de quase dois metros de altura para se acomodar também.

– Sente-se, padre Huberto!

Ele, estacado, friccionando as mãos empalmadas à altura do próprio tórax, não se mobiliza a ‘descer’ à cadeira já pronta à sua disposição.

– Não, obrigado. Estou bem aqui! – responde o religioso.

Assim mesmo, os dois entabulam as primeiras conversas a essa distância. Mas o pequeno anfitrião de pouco menos de 1,60 metro resolve insistir na fidalguia:

“Sente-se!”

– Maltez, eu estou bem, já disse – continuou Huberto.

Aí Maltez Fernandes consegue demovê-lo da teimosia com uma boa justificativa, já cansado de repuxar o pescoço para cima:

– Eu sei disso. Quem não está bem sou eu.

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos Santos (BCS) e autor dos livros “Só Rindo – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (I e II)

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domingo - 15/03/2020 - 10:42h

Só Rindo (Folclore Político)

Dinheiro para Aluízio Alves

Aluizista de quatro costados, Rose Cantídio é informada que foram enredar ao ex-governador Tarcísio Maia que ela estaria usando comissões da venda de terrenos seus no financiamento de campanha do ex-governador Aluízio Alves ao governo.

O ano é 1982.

O adversário de Aluízio era justamente o engenheiro civil José Agripino, ex-prefeito de Natal e filho de Tarcísio.

Disposta a passar a conversa a limpo, Rose vai ao encontro de Tarcísio. Bota sobre a mesa um calhamaço de documentos relativos ao loteamento do ex-governador e desabafa:

– Olhe aqui, Tarcísio, é verdade mesmo o que estão contando para você. Só que o dinheiro das comissões como corretora é meu e eu faço dele o que bem quiser. Pode ficar com os seus terrenos – brada.

Após deixar escapar um leve sorriso, com os lábios presos, Tarcísio sentencia:

– Vá vender meus terrenos, Rose!

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domingo - 03/09/2017 - 05:44h

Só Rindo (Folclore Político)

Um nobre interesse

Salários em atraso, outras questões em pauta, o prefeito Dix-huit Rosado submete-se a uma entrevista coletiva na sede da Prefeitura Municipal de Mossoró, o Palácio da Resistência.

Claro que não poderia faltar, questionamento sobre pagamento da folha de pessoal.

– Prefeito, e quanto ao salário, quando a prefeitura vai atualizá-lo? – cobra o repórter Jota Nobre da Rádio Difusora.

Sob a mira de olhares atentos e vários gravadores e microfones, Dix-huit sai pela tangente com um comentário maroto:

– Nobre, estou achando que você tem algum dinheiro para receber de alguém da prefeitura…

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domingo - 30/07/2017 - 07:40h

Só Rindo (Folclore Político)

Casamento e feira

Prefeito de Caicó, “seu” Manoel Torres é informado por auxiliar do gabinete que uma velha “comadre” e eleitora dele está na antessala. Quer trocar uns dedinhos de prosa.

Coisa rápida. Não demora.

– Pode mandar entrar – orienta.

Passado o salamaleque, ela faz cuidadoso rodeio para chegar ao ponto que a interessa, já sob a mira do olhar do prefeito:

– Minha filha vai casar, aquela sua afilhada, e quer uma ajudazinha sua pros papeis do cartório. É coisa pouca, mas o rapaz num tem…

Sem delongas, Manoel Torres em vez de dinheiro lhe oferta um conselho a ser repassado à noiva:

– Diga a ela que não queira esse casamento, comadre. A primeira despesa ele não tem dinheiro, imagine para a feira que é de oito em oito dias.

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domingo - 05/02/2017 - 05:59h

Só Rindo (Folclore Político)

Compra de votos

Juiz de Direito em período eleitoral em Alexandria, Assis Amorim recebe seguidas denúncias verbais à sua mesa, que revelam o radicalismo da disputa.

– O povo dos Veras está comprando votos a dez reais – proclamam os denunciante diante do juiz.

A ladainha não para.

Já enfezado com o lengalenga da política paroquial, que conhecia bem, ele toma uma decisão salomônica, que põe fim àquele enredo.

– Já que seus adversários estão comprando voto a dez, compre a 20 – recomendou, trincando os dentes.

E assim acabou a celeuma.

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* Falecido ontem (sábado, 4), Assis Amorim será sepultado às 10h de hoje no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró. Seu velório acontece no Centro de Velório Sempre, à Rua Melo Franco, próximo ao Tiro de Guerra.

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domingo - 08/01/2017 - 13:45h

Só Rindo (Folclore Político)

Aquela musiquinha…

Campanha municipal mossoroense de 1972 em andamento, o desportista Olismar Lima é candidato a vereador pela Arena.

Médico atuante há pouco tempo, mas já muito benquisto na cidade, Anchieta Fernandes discursa e pede voto para o amigo. Um reforço de peso, que se diga.

– Vote em Olismar Lima, número 2103 – propaga Fernandes.

Aflito, o candidato sopra a seu ouvido imediatamente:

– Anchieta, meu número é 2117. Esse 2013 é de Lobato, homem!

Noutro comício, novo lapso. O mesmo:

– Vote em Olismar Lima, número 2103.

De novo, o candidato alerta o amigo do equívoco, quando ele então justifica candidamente:

– Lobato também é meu amigo; mas é aquela ‘musiquinha’ que me atrapalha…

E emenda: “Vinte e um zero três, vote em Lobato outra vez…”

Francisco Lobato (também da Arena) foi eleito; Olismar, não!

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domingo - 01/01/2017 - 04:04h

Só Rindo (Folclore Político)

Outra ‘inleição’

Dona Hilda de Medeiros Leite, aluizista histórica, sempre gostou de fazer promessas para seus candidatos nas disputas eleitorais. Em 1994, primeira campanha de Garibaldi Alves Filho ao Governo do Estado, dona Hilda engendra uma promessa para encetar em Mossoró, onde mora:

– Se Garibaldinho (assim que ela o trata…) ganhar, servirei um farto café aos garis dessa rua…

Apuração encerrada, com resultado positivo para Garibaldi, ela logo anuncia o dia do pagamento da promessa. Tudo com esmero e fartura, armando mesa em sua calçada à Avenida Rio Branco: bolo, pasteis, sucos, ovos, cuscuz, etc.

Quando já estavam terminando, naquela hora dos agradecimentos, um dos garis faz uma pergunta oportuna à benemérita:

– Dona Hilda, quando tem outra inleição?

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domingo - 25/12/2016 - 13:38h

Só Rindo (Folclore Político)

A adutora e a “doutora”

O governador Garibaldi Filho desenvolve o Programa de Adutoras no Rio Grande do Norte, mas em Mossoró o grupo da então prefeita Rosalba Ciarlini faz campanha contra o empreendimento do adversário político.

Na Câmara Municipal, o vereador rosalbista e médico Hugo Brasil é entrevistado pelo jornalista Gutemberg Moura do jornal Gazeta do Oeste, divergindo de seus líderes quanto ao assunto.

– O senhor é a favor ou contra? – indaga Moura.

– Eu sou a favor da adutora! – afirma o entrevistado.

Cobrado em seguida nos bastidores, devido o embaraço que criou para Rosalba e o governismo municipal, ele faz contorcionismo para sair bem na “fita”.

E esclarece o mal-entendido, digamos: “Eu disse que era a favor da ‘doutora‘ (Rosalba é pediatra). Ele (o jornalista) deve ter entendido mal.”

Ah, tá!

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domingo - 27/11/2016 - 09:10h

Só Rindo (Folclore Político)

Ah, a velhice!

Campanha estadual de 1990 em curso, o ex-prefeito mossoroense Dix-huit Rosado acomoda-se num canto do palanque para descansar, no alto dos seus 78 anos.

Empresta seu apoio à candidatura ao Governo do senador José Agripino Maia (PFL).

Na aglomeração humana que se acotovela no pequeno espaço, seu sobrinho Carlos Alberto Rosado, o “Betinho Rosado” (que viria a se eleger pela primeira vez a deputado federal em 1994), afaga-o com um terno beijo na cabeça.

Com um leve sorriso e movimento de densas sobrancelhas que parecem repuxar seus olhos para cima, Dix-huit constata:

– “Calber” (forma carinhosa de tratar o sobrinho), você é o quinto homem que me beija essa noite!

E completa irônico: “A velhice é uma merda mesmo!”

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domingo - 14/02/2016 - 04:04h

Só Rindo (Folclore Político)

Uma assinatura preocupante

Prefeita de Mossoró, Fafá Rosado participa de ato de assinatura de contratos no Palácio da Resistência (sede da municipalidade).

O proprietário de uma agência de propaganda, entre as vencedoras da licitação específica, conclui longa e densa assinatura.

Com olhar em zoom para aquela abundante caligrafia, a prefeita sussurra ao pé do ouvido de um auxiliar:

– Tem algum problema da assinatura dele ser maior do que a minha?

Com sorriso amarelado, o assessor desfaz a dúvida e a tranquiliza: “Não, prefeita; sem problema!”

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domingo - 17/05/2015 - 09:40h

Só Rindo (Folclore Político)

Uma virada e uma ligação

Jornalista, escritor/poeta, político e mais um monte de coisas, Crispiniano Neto senta o pé no acelerador de seu carro na BR-405.

Destino? Apodi.

Vruuumm!!

Apesar de apreensivo com a velocidade e desconfiar da destreza do piloto, o também poeta Antônio Francisco mantém a fé ao lado, no banco do passageiro. Vão chegar em paz ao destino, terreno, traçado – assim ele espera.

De repente, Crispiniano perde o controle do carro…

O veículo patinha na pista, avança por um arremedo de acostamento e decai de bico. É seguro a duras penas, sob  uma cortina de poeira.

Agarrado ao volante e a um celular que começa a tocar, Crispiniano concilia o contratempo com o interlocutor do outro lado da linha:

– Tô virando um carro agora… depois eu retorno…!!!

Tudo acabou em paz.

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domingo - 09/11/2014 - 13:27h

Só Rindo (Folclore Político)

Um “esconde-esconde” surpreendente

Apressada para ir à rua à cata de votos, Fafá Rosado (ex-prefeita de Mossoró) deixa para trás o marido e deputado estadual Leonardo Nogueira.

O ritmo dele, a ex-prefeita sabe, é aquele mesmo: lento… de olhar oblíquo… quase parando.

Contudo em trânsito, Fafá constata que algo imprescindível ficara em sua mansão. De imediato, orienta o motorista a retornar ao seu endereço.

Meia volta, volver.

Depois de pegar o que esquecera, procura sair de novo às pressas.

Nesse ínterim, chama o marido repetidas vezes. Ele não responde.

Ao passar por um dos compartimentos do seu labirinto familiar, ela vê um par de pés proeminentes saindo da base de uma longa cortina.

– Leonardo, deixe de brincadeira.

E insiste, já deixando desabrochar um sorriso brejeiro: “Leonardo, deixe de brincadeira!”

Sem observar qualquer movimento à sua provocação, Fafá resolve desfazer o “esconde-esconde” puxando a cortina com a mão em sentido horizontal.

Da camuflagem salta um desconhecido em disparada, que foge sem roubar nada, e a deixa paralisada ante à surpresa.

Não era brincadeira de Leonardo.

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domingo - 08/06/2014 - 12:29h

Só Rindo (Folclore Político)

O “ferro” que pode ferir

Finzinho de tarde, o motorista e amigo do prefeito Raimundo Soares, o conhecidíssimo Chico Burrego, é o primeiro a chegar ao “Bar IP.” Antes dele, só mesmo o proprietário João Pinheiro.

Tradicional ponto de encontro de políticos e outros interlocutores, como comerciantes e profissionais liberais, o IP é preparado para maior aglomeração de clientes à noite.

À calçada ainda, os dois tangem uma conversa despretensiosa, enquanto percorrem com os olhos os passantes e carros que cruzam a rua.

João resolve brincar ao ver um homossexual passar e olhar, com jeito supostamente insinuoso, para Burrego:

– Rapaz jeitoso esse aí…

– É… – assenta Chico Burrego, sem maior entusiasmo.

– E sempre que ele passa por aqui olha para você… por que você não o pega? – provoca João Pinheiro, com ar sério, compenetrado.

Fazendo sinal negativo com a cabeça e com braços já na defensiva, cruzados, Burrego não perde a deixa:

– Tem futuro não, João. Na Bíblia diz que “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Vai que eu goste!! Nãm!!

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domingo - 01/06/2014 - 17:12h

Só Rindo (Folclore Político)

A “pirrola” visível do Padre Mota

Ex-prefeito de Mossoró, o rotundo Padre Mota apressa-se em atender um casal à porta de sua casa. Os pais estão acompanhado de uma menina de pouco mais de cinco anos.

Eles têm pressa em conversar com o padre.

Envolto numa toalha, Padre Mota adianta que está em trajes sumários e pede um tempo para ficar “composto”, como sacerdote.

– Não tem problema, padre. É rápidinho.

“Tudo bem”, aquiesce o político e clérigo.

Sempre espontâneo e sem rodeios com as palavras, Padre Mota ouve quando a criança sussura à mãe, espiando por debaixo da mesa:

– Eu tô vendo a pirrola dele!

O pudor do casal causa embaraçado. Ambos perdem a fala e prendem a respiração, se entreolhando.

Padre Mota, não. Resolve tudo a seu jeito.

– Menina, você conseguiu? Pois há anos que eu não consigo vê-la – afirma, soltando sonora gargalhada, mas já com mais cuidado, travando as pernas e massageando o barrigão.

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  • Repet
domingo - 11/05/2014 - 09:00h

Só Rindo – (Folclore Político)

Número e número suplementares

As  eleições suplementares de Mossoró, ocorridas no dia 4 de maio de 2014, foram um dos momentos mais delicados da política mossoroense. Não faltaram situações tensas, escaramuças e conflitos abertos pelo poder.

A casa da vereadora Cícera Nogueira, a “Tia Cíça”, por exemplo, até virou alvo de cinco tiros, faltando poucos dias para o pleito.  Teria sido “um susto” para intimidação.

Mas o mesmo endereço também foi palco de situação hilariante.

No dia da eleição, após muito trânsito de veículos da Polícia  Federal, Polícia Militar e militantes da candidata adversária a prefeito, Larissa Rosado (PSB), Cícera recebe a visita do próprio juiz responsável pela propaganda.

O magistrado Herval Júnior, com poder de polícia, aparece de repente, inspecionando se a vereadora não estaria fazendo algum tipo de apologia político-eleitoral.

De imediato, testemunha diálogo entre Cícera e um interlocutor, que lhe faz arregalar os olhos.

– Você pode botar a correspondência na Rua Josefina Pinto, ’55’ – orienta Cícera.

Herval intervém: “O que é isso, vereadora? Fazendo propaganda?”

Ela pronuncia-se de imediato, sem titubear, esclarecendo que o 55 não é apenas o número do seu candidato, Francisco José Júnior (PSD), mas seu endereço. “Pode olhar”, afirma.

Espiando a coincidência, o juiz solta um leve sorriso e exclamação que desfaz a operação policialesca em segundos:

Apois num é que é mesmo, homem (sic)!

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domingo - 30/03/2014 - 08:47h

Só Rindo (Folclore Político)

Três cortes

Matraqueando sua amolada tesoura entre os fios de cabelo de um tradicional freguês, o político Diniz Câmara, o barbeiro Antônio Tércio toca serenamente seu trabalho.

À saída de Diniz da tradicional barbearia à Praça Vigário Antônio Joaquim, a “Praça da Catedral”, em Mossoró, alguém puxa conversa com Tércio – sobre seu cliente.

– É verdade que doutor Diniz dá trabalho para pagar?

Com ar insuspeito, querendo fazer valer a discrição como norma profissional, o barbeiro atalha:

– Menino, não vou dizer nada não, que isso é uma coisa particular; além do mais, doutor Diniz já me devendo três cortes…

* Extraído do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, de autoria do editor desta página.

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domingo - 16/02/2014 - 10:35h

Só Rindo (Folclore Político)

Mui amigo

Ex-vereador em Mossoró, frasista emérito e polemista por natureza, o areia-branquense Paulo Lúcio “dá uma força” para que o amigo Fernando Lins abra uma lanchonete na cidade. Estamos nos anos 70.

Negócio funcionando, ele faz uma visita ao comércio de Fernando, apelidado como “Fernando Rayovac”.

Conhecido por sorver uísque de boa procedência em doses cavalares, Paulo Lúcio causa estranheza no primeiro pedido ao balcão:

– Bote aí uma Montilla com Coca-Cola…

Intrigado, Rayovac não resiste a uma pergunta necessária:

– Paulo, por que você vai beber Montilla e não uísque, como sempre?

Ele olha para para seu entorno, em busca de algum “prego” à parede, pigarreia e despeja uma resposta cruelmente sincera:

– É uma forma de eu lhe ajudar, Rayovac… eu não quero lhe causar prejuízo!

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domingo - 01/12/2013 - 08:35h

Só Rindo (Folclore Político)

A.A.A.

Diante da cassação do líder Aluízio Alves, o jovem Henrique Eduardo Alves é elevado à prematura condição de sucessor político.

Em Mossoró, um “aluizista” histórico exalta a continuidade. Ex-faz-tudo do empresário Renato Costa, “Mourão” dispara eufórico:

– Se o pai com dois “A” era forte, imagine o filho com três…

Ao seu lado, um interlocutor atordoado não entende o comparativo:

– Três “A” por que, Mourão?

O apaixonado militante político, de pouca habilidade com o vernáculo, “esclarece” tudo a seu modo:

– Ora! Anrique Aduardo Alves, homem!

Explicado.

* Do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, do editor deste Blog.

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domingo - 24/11/2013 - 13:57h

Só Rindo (Folclore Político)

Corra que a Federal vem aí

Candidato a deputado federal, o empresário Mário Rosado – filho do prefeito prefeito mossoroense por três vezes, Dix-huit Rosado – faz mais uma caminhada no corpo a corpo.

Na blitz pelo voto,o corpulento Mário é sistematicamente abordado por pessoas à cata de dinheiro. Uma “ajuda” para pagar a energia eletrica, comprar botijão de gás, comprar um remédio ou com outras razões bizarras.

Em plena luz do dia ou à noite, a ladainha é a mesma.

Para se desvencilhar de quem quer que ele meta a mão no próprio bolso, o candidato mão-de-vaca parte pro terrorismo:

– Meu amigo, tenha cuidado. Olha a Polícia Federal aí, homem.

 

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domingo - 17/11/2013 - 08:16h

Só Rindo (Folclore Político)

O bolo de Vingt-un

O professor Vingt-un Rosado, devotado fomentador da cultura, é também conhecido por “pilotar” com maestria garfo e faca.

Dirigindo a Esam, ele é assediado por uma pessoa em sua sala, que tenta avisá-lo de uma situação dramática: determinado compartimento da escola estava em chamas.

Sabendo da deficiência auditiva de Vingt-un, o interlocutor capricha nos decibéis:

– Professor Vingt-un, fogo! Fogo, professor Vingt-un!

Apesar do esforço para ser ouvido, o funcionário se vê embaralhado.

Vingt-un estica o pescoço, esbugalha os olhos e se pronuncia:

– Bolo!? Sim. Aceito. Aprecio muito um bolinho…

O fogo não se propagou pela Esam (hoje, Ufersa), é verdade. E Vingt-un também não comeu o bolo tão desejado.

* História compõe o livro “Só Rindo (primeiro volume) – A política do bom humor do palanque aos bastidores“, do editor deste Blog.

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