domingo - 27/10/2013 - 09:51h

Só Rindo (Folclore Político)

Garibaldi, o “bonitão!”

Cumprindo agenda política em Mossoró, o senador e ministro da República, Garibaldi Filho (PMDB), é abordado por um velho conhecido da imprensa.

O repórter areia-branquense Jaílton Rodrigues (FM Costa Branca) encosta nele com gravador à mão e o jeito de quem lhe é muito familiar, para fuzilá-lo com uma saudação pouco usual:

– Diga aí, bonitão!

O senador-ministro não perde o “gancho”. Exercita sua verve, apesar de levantar as sobrancelhas com ar de espanto!

– Pronto! só me faltava essa!

Gargalhada geral!

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domingo - 13/10/2013 - 08:55h

Só Rindo – Folclore Político

Entre o Fluminense e a Prefeitura

Luiz Jairo e Anízio Júnior enfrentam uma campanha municipal difícil em Upanema. Ambos formam chapa à prefeitura, em contenda que os situa em bloco oposicionista.

São respectivamente candidatos a prefeito e vice-prefeito.

Para Anízio Júnior, o “Juninho”, há uma sobrecarga: paralelamente ele torce e sofre em jogos do seu time-paixão pelo  título de tetracampeão brasileiro de futebol, o Fluminense.

Campanha em andamento, campeonato também… Juninho fica entre a cruz e a espada, o Fluminense e a prefeitura…

Divide-se entre as obrigações da campanha e o impulso passional para ver jogos do Fluzão pela TV, seja lá onde for.

Luiz Jairo, vendo o embaraço do amigo e companheiro de chapa, resolve emparedá-lo numa conversa clara e direta, sem testemunhas:

– Juninho, eu quero lhe fazer uma  pergunta e quero que você me responda com toda sinceridade…

Rosto cerrado, que revela clara tensão, o candidato a vice sente o oxigênio sumir, mas não tergiversa :

– Pode perguntar, Luiz!

– Juninho, o que você deseja mais: a gente ganhar as eleições ou o Fluminense ser campeão…?

Com as mãos empalmadas – comprimindo a própria cabeça, que inclina para baixo, o candidato a vice gagueja e pede clemência:

– Homem, pelo amor de Deus! Deixe de pergunta difícil. Você me bota em cada dificuldade… Você quer acabar comigo?

O importante é que o Fluminense foi tetracampeão e Luiz Jairo e Anízio Júnior, eleitos.

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domingo - 06/10/2013 - 10:16h

Só Rindo (Folclore Político)

Uísque em velório

Seguidor político e amigo do deputado federal Vingt Rosado, o empresário (e ex-prefeito mossoroense) Alcides Fernandes da Silva, o “Alcides Belo”, procura incessantemente o parlamentar na cidade.

Os locais de hábito do deputado são contactados, sem sucesso. Mas ele não desiste.

Alguém então o informa, que o deputado estaria na casa do industrial Aldo Fernandes.

No endereço indicado, que tem considerável aglomeração de pessoas, Alcides visualiza Vingt num ponto mais remoto e reservado, ao lado de outros circunstantes.

– Doutor Vingt, eu quero conversar com o senhor… (e blá-blá-blá) – emenda Alcides Belo.

Rosto circunspecto, ensimesmado, Vingt mantém-se silente. Não entabula conversa alguma.

Infla o cenho, aborrecido. Faz bico e torce o pescoço angustiado na gravata que lhe parece mais apertada…

Para tentar arrancar pelo menos um monossílabo do deputado e descontrair o ambiente que lhe parecia carregado, Alcides Belo encontra uma saída. Resolve quebrar o gelo.

– Que festa de aniversário é essa que não tem sequer um uisquezinho? – indaga, com os braços alargados.

Com as próprias mãos comprimindo as coxas, como se fosse arrancá-las, Vingt Rosado explode:

– Larga de ser besta, Alcides! Você não está vendo que isso aqui é um velório!?

* Texto originalmente extraído do livro “Só Rindo – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (1)

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domingo - 29/09/2013 - 08:58h

Só Rindo – (Folclore Político)

Chumbinho e Cachimbinho

Presidente da Fundação de Cultura de Mossoró, órgão da Prefeitura de Mossoró, o empresário do setor livreiro e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Gonzaga Chimbinho conversa com amigos à porta de sua loja, no centro da cidade.

Como sempre, entabula aquela prosa arrastada, sem pressa…

Aos poucos, um homem maltrapilho se aproxima do grupo e o escolhe como alvo. Atento e envolvido com a conversa com os demais interlocutores, Chimbinho não lhe dá atenção de imediato, mas depois abre pausa para ouvi-lo:

– Pois não, meu amigo! O senhor quer o quê?

– Seu Chumbinho, eu quero que o senhor me dê uma esmola…

Gonzaga sorrir, relevando o deslize quanto ao seu sobrenome. Mas um amigo intervém, na ânsia de reparar o equívoco:

– Olha, o nome não é Chumbinho. É Gonzaga Chimbinho

Compenetrado, o esmoleiro agradece a retificação, mas retoma a carga. Mantém a reverência à “vítima” com corpo arqueado e cabeça baixa, para solenemente voltar a  pedir:

– Seu Gonzaga Cachimbinho, me dê uma esmolinha…

 

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domingo - 25/08/2013 - 08:29h

Só Rindo (Folclore Político)

Da papa à merda

Desgostoso com o relacionamento do Governo Municipal com a oposição, o vereador oposicionista José Manassés, nome de referência da localidade rural de Arapuá, em Felipe Guerra, propõe uma reação.

É necessária uma valorização do vereador, prega ele, diante de outros colegas de bancada.

Astuto, procurando evitar dificuldades para seu governo, o prefeito Raimundo Pascoal se apressa em desembarcar em Arapuá no dia seguinte à reunião oposicionista.

No evento público, convidado a falar à comunidade, Manassés tenta mostrar que sabe o que faz. Deixa claro, ao seu modo, que é muito mais ardiloso:

– Pensavam que iam botar papa na minha boca, mas ele botam é merda!

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domingo - 12/05/2013 - 12:09h
Repercussão

Só Rindo (Folclore Político) em divulgação nacional

O Blog e seu editor sentem-se lisonjeados com mais um registro do livro “Só Rindo, a política do bom humor do palanque aos bastidores”, na coluna Porandubas (edição 356), do jornalista, consultor político e de comunicação, além de professor da Universidade de São Paulo (USP), Gaudêncio Torquato.

Abaixo, reproduzimos o que ele escreveu e uma das histórias do nosso livro:

Chapa e perereca

Abro a coluna com mais um “causo” narrado pelo potiguar Carlos Santos em “Só Rindo”, um de seus livros.

A campanha rola solta e o velho costume do assistencialismo é posto em prática. Entre outras ferramentas, a doação de “pererecas”, ou seja, próteses dentárias, não perde o seu “charme”.

Um ancião, banguelo, assediado para trocar o seu voto por uma perereca, resolve fazer o negócio.

No dia da eleição ainda com uso de chapa impressa, ele aparece para votar, com a perereca no bolso. Vota e vai saindo com a cédula à mão, quando alguém da mesa receptora lhe avisa:

“Ei, o senhor tem que deixar a chapa aqui”, apontando para a urna.

Pensando tratar-se da perereca, o velhinho a retira do bolso e desabafa:

– Eu sabia que isso tinha enrolada!

Gaudêncio Torquato.

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domingo - 31/03/2013 - 11:05h

Só Rindo (Folclore Político)

Cancela aberta à pobreza

O coronel João Pereira, liderança política do Patu, estica as pernas e esparrama o corpo em sua espreguiçadeira.

À sua frente, a filha estudiosa que há tempos está na Escola Normal – de Mossoró – chega ao seu casarão com uma companhia estranha e novidades para o futuro.

Pensa e faz planos de casamento.

– Meu pai, ele não bebe, não fuma, não é dado a raparigagem ou jogo…

Impassivo, João Pereira em sua sapiência sertaneja é todo ouvidos, antes de se pronunciar. O candidato a marido parece sem fôlego. Não se manifesta.

– Ele só tem um defeito, meu pai: é pobre – completa a filha.

Aí, finalmente o coronel intervém no monólogo, diante do casal de pombinhos apaixonados:

– Minha fia (sic), se você quiser sofrer, pode abrir a “cancela”, mas esse defeito supera todos os outros…

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domingo - 18/11/2012 - 10:05h

Só Rindo (Folclore Político)

O ditador “Freenochet”

Crise na Câmara Municipal de Mossoró.

O presidente Claudionor dos Santos (PDT) demite sumariamente três indicados do vereador Ricardo de Dodoca (PDT) para cargos comissionados na Casa.

Irritado com a retaliação, Ricardo critica a postura do presidente, comparando-o a um ditador.

– É um Freenochet – rotula, criando um novo personagem da história universal, meio sem pé nem cabeça.

É a mistura da expressão “Free” (livre, em inglês), com o “nochet”, que lembra o general chileno Augusto Pinochet.

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domingo - 11/11/2012 - 07:47h

Só Rindo (Folclore Político)

Preá em carne viva

Prefeito de Almino Afonso, o médico José Fernandes entabula uma prosa com o amigo Lauro Maia, e lhe faz uma promessa: pagará dívida de cerca de R$ 200 mil contraída há algum tempo com ele.

Lauro anima-se. Ajeita-se na cadeira e solta um sorriso de menino-passarinho – com vontade de voar.

– Você recebe em carne? – emenda José Fernandes, sondando o interlocutor.

“Por que não, heim?”

Lauro responde na bucha que está tudo certo: “Claro, Zé!”

Com a concordância do credor, José Fernandes resolve detalhar como será o pagamento.

– Eu tenho uma criação de preá. Eu lhe passo os bichos vivos – adianta.

Atordoado, Lauro chega a imaginar que tudo não passa de outra brincadeira do seu devedor. Não é.

Levado até um local da fazenda onde o prefeito cria uma manada de preás, o credor fica abobalhado com quantidade de animais que passaria a seu “patrimônio”.

– Amigo, agora você trate logo de levar os bichinhos porque eu cobro estadia por cada dia de permanência deles – avisa José Fernandes.

Numa rápida reflexão, Lauro bota uma gota de racionalidade na negociação bizarra e percebe o prejuízo maior com a aquisição dessa carne viva.

– Vamos deixar isso pra lá, Zé – escapa, de fininho, Lauro Maia.

 

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domingo - 28/10/2012 - 06:32h

Só Rindo (Folclore Político)

O café de Tomaz Neto

Naide Rosado passava alguns dias em Mossoró, com seu pai, o prefeito mossoroense Dix-huit Rosado.

“Serra Grande”, apelido carinhoso com que ela batizara o longilíneo Dix-huit, recebe o vereador Tomaz Neto em sua casa no bairro Nova Betânia.

– Minha filha, prepare um cafezinho para Tomaz Neto.

Começa o drama de Naide. Atributos culinários não são o seu forte. Porém não podia decepcionar o pai e o convidado.

Com todo esmero e boa vontade, ela resolve se arriscar ao fogão, em vez de pegar alternativas mais fáceis, como um café solúvel.

Encantada com a sua própria “capacidade”, ela serve aos dois interlocutores em xícaras especiais, elementos raro na casa espartana de Serra Grande.

Os dois saboreiam os cafés quentinhos. Entretanto, não emitem um único elogio ou revelam traços faciais de satisfação.

Afoita, como sempre, Naide provoca:

– Tomaz, que tal o seu café?

A resposta só não a fez chorar.

– É… bom para fumar um cigarro!

Dix-huit não se atreve a falar.

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domingo - 14/10/2012 - 10:19h

Só Rindo (Folclore Político)

Uma “Loba” na chapa

Candidata a vereador em Mossoró nas eleições de 2012, gente de enorme disposição para o trabalho e muito conhecida no mundo político mossoroense, “Loba da Cobal” (Claudete Benício de Souza) prepara-se para ser fotografada.

É a foto oficial de campanha.

Mas um detalhe não combina com a pose da candidata, conforme observação de Rose Cantídio – dirigente do PMDB, seu partido: “Mulher, sua barriga está um pouco fora da blusa; não fica bem para uma candidata”.

Espontânea como é, Loba dá explicação quase convincente: “Dona Rose, o povo na Cobal (área de feira livre em Mossoró) e meus eleitores só me conhecem assim, né”?

Com o argumento levantado por Rose, de que a Justiça Eleitoral poderia criar dificuldades à sua candidatura, Loba cede:

– Tá bom!

De imediato, ela puxa a blusa mais para baixo e sorrir para sair bem na foto – toda bonitona.

Essa paraibana de Catolé do Rocha só não conseguiu bom resultado nas urnas: 229 votos.

 

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domingo - 09/09/2012 - 10:19h

Só Rindo (Folclore Político)

Soldadão grande

Artista de rua, figura folclórica em Mossoró, “Valdemar dos Pássaros” vive em situação precária, apesar de seu valor no cenário da cultura popular. Mas em alguns momentos, ele teve seus mais de 15 minutos de fama.

Há alguns anos, Valdemar apresentou-se em rádios do eixo Rio/São Paulo e em TV´s, como a Rede Globo.

Teve até a primazia de fazer um show no “Memorial da América Latina” (SP), acompanhado pelo líder cubano Fidel Castro, que sempre manteve o fardão militar como sua indumentária perene. Foi aplaudido.

De volta a Mossoró, alguém o interpela: “E aí, Valdemar? Como foi que você se sentiu diante de Fidel Castro, lá em São Paulo?”

Simplório, minúsculo em seu físico de pintassilgo resfriado, Valdemar estica o braço acima do próprio corpo, na tentavia de reproduzir  a altura de quem ele imginava ser Fidel e responde à pergunta, em busca de confirmação:

– Sim, Fidel é aquele soldadão grande, de barba?!

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domingo - 19/08/2012 - 10:58h

Só Rindo (Folclore Político)

Pedras no Português

Médico e candidato a prefeito de Pau dos Ferros, Etelânio Vieira retorna de outra movimentação de campanha. Ao seu lado, o vereador “Assis Bigodão”.

No interior do carro em que ambos estão, Assis desabafa fuzilando de morte o português:

– Jogaram uma pedra ‘neu’… (sic).

Com elegância, quase inaudível para não expor o vereador a embaraços, Etelânio sopra o que seria a expressão correta:

– “Neu” não, Assis; “em mim”!

Olhar de espanto, o vereador  complementa o assassinato da língua de Fernando Pessoa, Camões e Eça de Queirós:

– Sim… Jogaram no senhor também, doutor!? Que coisa!

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domingo - 12/08/2012 - 10:50h

Só Rindo (Folclore Político)

Dedada poética

É 1965. Campanha ao Governo do Rio Grande do Norte em andamento, como sempre Mossoró está em ebulição. Ferve, respira e transpira política.

Poeta popular de extrema alma crítica, Luiz Campos é indagado por que é refratário à candidatura do monsenhor Walfredo Gurgel ao Governo.

Sem maior pausa, ele usa sua própria arte para responder:

“(…) Vou dizer por que não voto
Nesse Monsenhor Walfredo;
É que o partido de Aluízio
Tem uma mão mostrando o dedo.
E pobre só leva dedada;
Quando vê isso tem medo.”

 

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domingo - 29/07/2012 - 08:55h

Só Rindo (Folclore Político)

Lei Seca para adversário

A campanha ao Governo do Rio Grande do Norte divide Mossoró em 1965. Aluizistas cantam vitória em defesa da candidatura do Monsenhor Walfredo Gurgel, apoiado pelo governador Aluízio Alves.

Num tradicional reduto adversário, o conhecido “Bar IP”, seu proprietário João Pinheiro observa do balcão a chegada de um aluizista. É o suficiente para fechar a cara. Mais ainda, que se diga.

– Bote aí uma cana, João – pede o ‘fiscal de rendas’ Moacir Vilar, adornado por adereços verdes que simbolizam sua preferência política.

– Só despacho no balcão e tá faltando – infla João Pinheiro, contraindo os músculos faciais, numa reação que não disfarça seu desinteresse em fazer a vontade do cliente.

– Então eu quero uma cerveja, homem! – insiste Moacir, desdenhando o humor de quem o atende.

Sem qualquer meio-termo, o dono do IP volta a rechaçá-lo: “Tá quente!”

O insistente freguês não desiste. Coça o próprio cocoruto como se os dedos fossem eficientes arados e parte para o definitivo pedido:

– O.K! Eu vou tomar mesmo é um uísque…

Nem aí ele consegue dobrar João Pinheiro, impávido na tarefa de não atender o adversário:

– Não tem gelo!

A resposta faz Moacir Vilar ser ejetado da cadeira, endemoniado: “Quando o ‘padre’ ganhar eu fecho essa …!”

João e sua clientela vibram com o aguardado desfecho da contenda. Nas urnas Monsenhor Walfredo foi vitorioso, mas o Bar IP continuou inexpugnável ainda por décadas.

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domingo - 15/07/2012 - 09:46h

Só Rindo (Folclore Político)

Conhaque para aluizista

Passeata e comício efervescentes do líder Aluízio Alves tomam conta de Mossoró.

A paixão messiânica pelo líder leva a massa à sua louvação nas ruas da cidade.

Nesse ínterim, um tradicional ponto de encontro de aliados do adversário Vingt Rosado, o “Bar IP”, recebe a inesperada visita de um freguês que não percebe ter pousado no lugar errado.

Lenço verde contornando o pescoço, mãos encaliçadas, botas e esporas empoeiradas, rosto inundado de suor e respiração ofegante, é recebido pelo sisudo João Pinheiro, comandante-em-chefe do lugar.

– Bote aí uma dose de conhaque São João da Barra – pede o cliente, que quer mais combustão para continuar no encalço de Aluízio.

– Não vendo essa bebida e tenho nojo de quem bebe – exorciza João Pinheiro, pondo o “adversário” para correr.

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domingo - 08/07/2012 - 07:58h

Só Rindo (Folclore Político)

Piroca no sufoco

Reta final da campanha municipal de 1968 em Mossoró. O líder Aluízio Alves recebe pesquisa que mostra vantagem do candidato adversário à prefeitura, professor Vingt-un Rosado.

Em reunião com a cúpula de campanha do seu candidato, Antônio Rodrigues de Carvalho, ele decide que fará uma blitz de três dias com comícios, para reverter o quadro. Irá à exaustão, mas levará “Toinho do Capim” à vitória – promete.

Em plena “vigília” (comícios que atravessavam a madrugada), alguém comenta:

– Toinho está em cima do caminhão, quer mijar e não pode…

Espirituosa, Wanda Gondim (integrante do movimento conhecido como “As senadoras de Mossoró”) solta mais uma das suas:

– Olha, eu faço de tudo pra gente ganhar essa eleição, mas pegar na piroca de Toinho é demais!!!

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domingo - 01/04/2012 - 02:18h

Só Rindo (Folclore Político)

O ‘Jumento’ Tomaz

O ex-vereador e advogado Tomaz Neto (PDT) costuma marcar suas interlocuções pela informalidade. E, diante da maioria dos circunstantes de seu círculo de amizades, o comum é designar o substantivo masculino “Jumento” como forma de abordagem ‘amistosa’.

Vez por outra – em audiências judiciais – há quem se surpreenda com a ‘troca de gentilezas’ entre ele e colegas advogados. É “Jumento” para cá, “Jumento” para lá.

Ao volante de seu carro, à distância de mais de 500 quilômetros de Mossoró, precisamente no trânsito infernal de Recife (PE), Tomaz Neto é ladeado por um amigo e transpira autoconfiança:

– Pode deixar. Eu conheço tudo aqui e sei andar bem.

Segundos depois, uma barbeiragem o denuncia. É o suficiente para um estressado motorista botar a cabeça para fora de outro veículo e insultá-lo na avenida, espumando de indignação:

– Saia da frente, ‘Jumento’!!!

Quando seu amigo no banco de passageiro esperava uma reação enfurecida de Tomaz Neto, ele tira de letra a provocação:

– Aí, rapaz. Até aqui eu sou conhecido, né?!

 

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domingo - 29/01/2012 - 14:20h

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O “bonel” de Júnior

Apressado para sair de casa, o vereador Júnior Escóssia cobra de Nildinha, sua esposa, um “kit” elementar:

– Pegue uma camisa amarela, aquela bermuda que eu gosto e um “bonel”.

Atento ao crime hediondo de lesa-gramática, o ex-prefeito e pai de Jùnior, João Newton da Escóssia, resolve não ficar calado. Cobra-lhe zelo à lingua:

– Júnior, o que é isso, meu filho?! Não é “bonel”; o nome correto é “boné”.

Sem baixar a guarda, Júnior procura justificar o deslize:

– Eu sei, papai. É que ás vezes eu confundo com pastel, tonel…

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domingo - 22/01/2012 - 03:34h

Só Rindo (Folclore Político)

O contentamento do emedebista 

O MDB mossoroense discute formação de chapa majoritária e candidaturas à Câmara de Vereadores. Estamos em pleno regime militar.

Paulo Mário Brasil de Góis, o “Paulo Lúcio”, com nítida pinimba com outro filiado, Durval Costa, cria embaraços para Manoel Mário, um dos dirigentes partidários.

– Acho que só deve ser candidato quem for alfabetizado, saber ler e escrever… – pressiona Paulo, questionando o preparo elementar do colega de partido.

Apesar de relutar, Manoel Mário acata a cobrança de Paulo, sobretudo em relação a Durval Costa.

Para fazer apenas uma averiguação protocolar, ele começa o teste:

– Durval, você tem duas laranjas e se eu lhe der mais duas você fica com… com…

Com sorriso de descoberta científica, o sabatinado arremata:

– Contente! Eu fico contente!

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segunda-feira - 16/01/2012 - 07:32h

Só Rindo (Folclore Político)

Funcionária da prefeitura

Prefeito de Caicó, Manoel Torres não abria mão do rigor com a coisa pública. Nada e ninguem escapavam à sua lisura.

Dona Oscarina, sua esposa, também passou por embaraço.

Certa vez, a primeira-dama pediu carona a um motorista da municipalidade, que viu na solicitação uma ordem a ser cumprida. Não se fez de rogado: deixou-a no endereço pretendido.

Quando chegou em casa, Oscarina foi surpreendida com fina ironia do marido e prefeito:

– Sim, você trabalha na Prefeitura de Caicó? Pra tá andando em carro do município, parece que trabalha…

Nota do Blog – Essa postagem é uma homenagem ao ex-prefeito caicoense Manoel Torres, falecido ontem em Natal. Seu sepultamento acontece hoje às 16h, no Cemitério Campo Jorge (Caicó). Ele morreu aos 93 anos, com complicações decorrentes de uma pneumonia. Faria 94 anos no dia 15 de fevereiro deste ano.

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domingo - 04/12/2011 - 10:45h

Só Rindo (Folclore Político)

A fome e o discurso

Evento público em Martins, praça abarrotada de gente, uma feijoada borbulha para ser servida – inteiramente grátis. O aroma está no ar. Convidativo.

Ao microfone, Garibaldi Filho arrasta-se num discurso sem-fim.

Em meio ao povão, alguém arranja um jeito de apressar o orador: “Gente, parece que não tem feijoada pra todo mundo. Quem não correr, não come”.

É a “senha”. O suficiente para provocar dispersão à frente do palco.

Ensimesmado, com sua voz arrastada, quase parando, Garibaldi não perde a “deixa” para soltar mais uma das suas ao microfone:

– O que foi isso!? É uma briga?

Não, governador. É a fome!

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