domingo - 13/11/2011 - 08:02h

Só Rindo (Folclore Político)

Umas e muitas outras

Candidato a governador, o engenheiro mossoroense José Agripino Maia precisa de uma candidatura à Prefeitura de Mossoró, para lhe dar suporte em sua terra natal. O ano é 1982.

Muito amigo do professor-jornalista Canindé Queiroz, Agripino e seu pai – ex-governador Tarcísio Maia – acertam sua postulação a prefeito. Como vice, Alcimar Torquato, que depois viria a ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Canindé e Alcimar são dois legítimos exemplares da turma da manguaça.

Mesmo sabendo da chance “zero” de vitória, em face do favoritismo acachapante do ex-prefeito Dix-huit Rosado, os dois cumprem o script. Formam palanque  para José e caem em campo, como podem, à cata de votos.

Zona rural do município, Canindé e Alcimar fazem caminhada corpo a corpo entre casas humildes e esquálidas bodegas, ziguezagueando entre cercas e animais domésticos.

De repente, Canindé olha para os lados e para trás. Não encontra seu vice.

Retrocede, pisa o mesmo caminho de volta e logo o localiza numa espécie de “copo a copo” numa mercearia, cercado de pinguços. O suficiente para o candidato a prefeito inflar, desapontado com a postura do vice:

– Porra! Que candidato é você que me deixa por aí? Quer beber sozinho, é?

A caminhada morreu ali, numa animada carraspana

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domingo - 18/09/2011 - 09:30h

Só Rindo (Folclore Político)

Vingt não para

O deputado federal Vingt Rosado é o principal orador de uma campanha que tem o irmão Dix-huit Rosado como candidato a prefeito pela segunda vez. Mas não faltam “lideranças” desejando capitalizar prestígio ao lado do líder.

A cada comício é uma inundação de oradores.

Para disciplinar os discursos, tenta-se estabelecer um tempo mínimo de fala para cada um.

Vingt prolonga-se em mais um pronunciamento. Mas quem é doido de se meter a questioná-lo? Quem se atreve a lembrá-lo do excesso ao microfone?

Entretanto, o neto mirrado de um empresário que que está no palanque, insistentemente passa a puxá-lo pela perna da calça. Uma, duas, três vezes… Vingt enfeza-se, mas continua falando.

O menino não lhe dá trégua. Segue no entretenimento particular.

Aí o deputado cisca com a perna molestada e ruge, em pleno discurso:

– Eu não paro, não! Tão (sic) mandando eu parar, mas eu não paro!

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  • San Valle Rodape GIF
domingo - 12/04/2009 - 11:00h

Só Rindo (Folclore Político)

Compra de votos

Juiz de Direito em período eleitoral em Alexandria, Assis Amorim recebe seguidas denúncias verbais à sua mesa, que revelam o radicalismo da disputa.

– O povo dos Veras está comprando votos a dez reais – proclamam os denunciante diante do juiz.

A ladainha não para.

Já enfezado com o conhecido lengalenga da política paroquial, que conhecia bem, ele toma uma decisão salomônica, que põe fim àquele enredo.

– Já que seus adversários estão comprando voto a dez, compre a 20 – recomendou, trincando os dentes.

E assim acabou a celeuma.

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