sábado - 24/02/2024 - 10:46h
Catolé e Jericó

Simpósio do Cariri Cangaço ocupa espaço no sertão paraibano

Cariri Cangaço - Catolé do Rocha - Jericó 23 a 25 de Fevereiro de 2024Está em andamento desde a noite dessa sexta-feira (23), o I Simpósio Cariri Cangaço – Catolé do Rocha e Jericó. Programação no sertão paraibano, com pesquisadores, historiadores, escritores e diversos interessados no tema vai se estender até o domingo (25), entre esses dois municípios.

Programação teve primeiras atividades à noite, no Auditório do Colégio Normal Francisca Mendes, em Catolé do Rocha. Abertura, feira de livros e artesanato, mostra itinerante do Museu da Polícia Militar da Paraíba, entrega de comendas, posse de novos integrantes e apresentações artísticas marcaram o evento.

A programação tem sequência hoje e domingo entre Catolé do Rocha e Jericó.

O evento é uma realização do Instituto Cariri do Brasil, Conselho Alcino Alves Costa – Cariri Cangaço, com apoio da Prefeitura Municipal de Catolé do Rocha, Prefeitura Municipal de Jericó, Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA), Secretaria da Cultura do Estado da Paraíba e Polícia Militar da Paraíba

Apoio Institucional

Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC)

Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço (ABLAC)

Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino (ABRAES)

Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço (GPEC)

Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará (GECC)

Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco (GECAPE).

Veja programação completa AQUI.

Nota do BCS – Infelizmente não posso estar presente nesse grande evento. Sucesso, comandante Manoel Severo Barbosa, curador do Cariri Cangaço.

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terça-feira - 19/09/2023 - 15:46h
Cultura

Mestre Concriz receberá Medalha do Mérito Vingt-un Rosado

Concriz é um patrimônio vivo da cultura popular (Foto: divulgação)

Concriz é um patrimônio vivo da cultura popular (Foto: divulgação)

O Mestre Concriz (José Antônio da Silva), coquista e cordelista, será o homenageado de 2023 pela Prefeitura de Mossoró e Loja Maçônica Jerônimo Rosado, com a medalha de honra ao mérito Jerônimo Vingt-un Rosado Maia. Será entregue no próximo dia 21 de setembro.

Ele receberá a comenda durante a 47° Noite da Cultura e a 32° Sessão Magna Branca da Jerônimo Rosado, que acontecerão às 19h30, na própria Loja Maçônica.

No mesmo evento, também será homenageada a reitora da Universidade do Estado do RN (UERN), Cicília Maia, com a medalha de honra ao mérito Sebastião Vasconcelos dos Santos.

A escolha da pessoa homenageada é feita por uma comissão, presidida pela Secretaria Municipal de Cultura, e que reúne entidades como Uern, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), Fundação Vingt-un Rosado, Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).

Na escolha deste ano, a comissão reconhece a importância da história e trabalho do Mestre Concriz para a cultura mossoroense e potiguar. Pernambucano de nascimento, Concriz adotou Mossoró como sua casa e, desde a década de 70, tem um trabalho reconhecido de valorização da cultura popular, seja por meio do coco de embolada ou da literatura de cordel.

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domingo - 14/06/2020 - 05:44h
História

Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró em 1927?

Ataque a Mossoró completa 93 anos, mas têm enredo incompleto, com lacunas que o tempo não sanou

Por Honório de Medeiros

Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró, em 13 junho de 1927 (que nesse sábado – 13 de junho de 2020 – fez 93 anos)? Não o planejador ou o executor, mas o idealizador?

Sabemos que o planejamento coube ao Coronel Isaías Arruda, a Massilon, e a Lampião. A execução, a Massilon e Lampião.

Mas quem foi seu idealizador?

O ponto de partida para respondermos essa pergunta é a análise da participação, no episódio, desses três personagens principais: Lampião, o Coronel Isaías Arruda, e Massilon.

Massilon, coronel Isaías Arruda do Ceará e Lampião fazem parte de um intrincado jogo de poder e crime (Fotomontagem BCS)

A importância deles é tal, que sem qualquer um dos três, não teria havido a invasão. Todos os outros participantes são secundários, embora possam ser importantes.

Entretanto, Lampião pode ser retirado, com alguma segurança, dentre os possíveis idealizadores, por uma razão muito simples: Jararaca, testemunha da conversa entre o cangaceiro e  o Coronel Isaías Arruda, acerca do projeto de ida a Mossoró, foi muito claro quando afirmou que nunca houve a intenção, do bando, de penetrar no Rio Grande do Norte.

Manoel Francisco de Lucena Filho, o “Ferrugem”, Manoel Ferreira, o “Bronzeado”, assim como Francisco Ramos de Almeida, o “Mormaço”, disseram o mesmo.

Três personagens e um ataque improvável

E é praticamente consenso na literatura do cangaceirismo, a resistência inicial de Lampião de levar a frente tal aventura.

Sobram o Coronel Isaías Arruda e Massilon.

O Coronel Isaías Arruda também poderia ser retirado, levando-se em consideração o seguinte: ele não chamou Lampião a Aurora, pois vinha sendo pressionado insistentemente pelo Governador do Estado, José Moreira da Rocha, o “Moreirinha”, seu aliado, para se afastar de cangaceiros e jagunços. “Moreirinha”, por sua vez, sofria intensa pressão do Governo Federal nesse sentido.

Mas é notória a participação do Coronel no ataque a Apodi, em 10 de maio de 1927. Como é notório o viés político desse ataque: Coronéis cearenses, paraibanos e potiguares agiram em conjunto, nas sombras, contra a liderança do Coronel Chico Pinto, em crime executado por Massilon.

Alvo, prefeito fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)

Então, é de se supor que o Coronel Isaías Arruda não chamou Lampião, mas aproveitou a oportunidade de sua chegada repentina.

Dizemos que aproveitou a oportunidade porque, aparentemente, o projeto de invadir Mossoró já existia há algum tempo e, para tanto, Massilon já recrutava cangaceiros pelo Sertão paraibano, provavelmente em comum acordo com o Coronel.

Existem dois fatos que asseguram a forte ligação entre o Coronel Isaías Arruda e Massilon, fundada em interesses mútuos:

a)      em junho de 1926, Massilon e José Gonçalves de Figueiredo mataram João Vieira, em uma emboscada cujo objetivo era eliminarem integrantes da família Paulino, inimigos figadais do Coronel Isaías Arruda. Isso significa que Massilon era da mais estrita confiança do Coronel[1];

b)      em maio de 1927, Massilon atacou Apodi, executando projeto do Coronel Isaías Arruda e seu sobrinho José Cardoso, a pedido de Décio Holanda, genro de Tylon Gurgel, chefe da oposição ao Coronel Chico Pinto naquela cidade.

O recrutamento de cangaceiros por Massilon, no intuito de invadir Mossoró, pode ser indiretamente comprovado: antes de Lampião chegar inesperadamente a Aurora, ele não sabia, mas o projeto de invadir Mossoró já existia. É o que se lê às folhas 30, da quarta edição de A Marcha de Lampião[2], Raul Fernandes, no item 2, do 1º Capítulo:

“Em dezembro de 1926, Joaquim Felício de Moura, sócio da firma Monte & Primo, em Mossoró, viajava pelo interior da Paraíba. Na cidade de Misericórdia, encontrou-se com o destacado comerciante e fazendeiro Antônio Pereira de Lima, que lhe falou da acirrada perseguição do bandido Virgulino Ferreira à sua família. Sem maiores rodeios, contou-lhe o plano de Jararaca, Sabino, Massilon e Lampião de assaltarem Mossoró com quatrocentos homens. Adiantou ser impossível reunirem tanta gente. Advertiu-o, porém, sobre o costume de mandarem espiões disfarçados de feirantes, mendigos e cantadores, aos lugares previamente escolhidos. Conversou sobre a possibilidade de defesa da cidade e pediu-lhe levar esses fatos ao conhecimento do Prefeito Rodolpho Fernandes.

Daí por diante os boatos se sucederam. Na última quinzena de abril, 27, a notícia veio à luz de modo concreto. Argemiro Liberato, de Pombal, escreveu ao compadre Rodolpho Fernandes sobre a pretensão do chefe dos bandidos. Dos remotos sertões de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará surgiam indícios dos agenciadores da vergonhosa empreitada”.

Em “Notas” (p. 40) ao 1º Capítulo, Raul Fernandes observou:

“Afonso Freire de Andrade e inúmeras outras pessoas conheceram a carta. Mossoró (RN), 23.12.1971. – Informações prestadas ao autor.

Obs.: Ouvi de meu pai referências à missiva”[3].

Quanto a Argemiro Liberato, no meu Histórias de Cangaceiros e Coronéis[4] (p. 119), transcrevo artigo de Kydelmir Dantas, cofundador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), intitulado Cartas e Bilhetes Antes de Lampião, no qual se lê o que segue:

“Esta carta[5] foi levada ao conhecimento dos amigos de confiança do prefeito, por este, que estavam preparando a estratégia para a formação das trincheiras nos pontos principais da resistência. Dentre estes, Joaquim Felício de Moura, Afonso Freire de Andrade e outras pessoas mais chegadas confirmaram tê-la visto nas mãos do ‘coronel Rodolpho’.

Argemiro, com sua 2ª esposa, Maria Amorim Mafalda de Alencar, alertou (Reprodução BCS)

Para a família, dias após o ataque, Rodolpho Fernandes fez referências sobre esta missiva do amigo paraibano de Pombal.

Outra confirmação do envio desta carta está no artigo “Major Argemiro Liberato de Alencar: o amigo de Rodolpho Fernandes”, escrito pelo seu neto Geraldo Alves de Alencar, hoje residente em São Luiz do Maranhão, que cita o seguinte sobre o avô:  ‘Era fazendeiro, proprietário da Fazenda Estrelo, situada em sua cidade natal. Exercia também a profissão de comerciante, trazendo da Paraíba algodão transportado em costas de burros e vendido em Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. O principal comprador era a firma cujo maior acionista era seu amigo e compadre o Cel. Rodolfo Fernandes.

Em suas viagens como almocreve retornava a Pombal com sal e outros gêneros. Mesmo tendo um sobrinho nas hostes do cangaço, o qual atendia pelo nome de Ulisses Liberato de Alencar, Argemiro era profundamente contra o banditismo rural, chegando inclusive a avisar ao Cel. Rodolfo Fernandes, quando este era prefeito de Mossoró em 1927, que o cangaceiro tencionava atacar a cidade considerada capital do oeste potiguar.

Declaradamente anti-Lampiônico, Argemiro Liberato de Alencar nunca chegou a ser perseguido pelo “rei do cangaço” porque Lampião sabia da amizade existente entre ele e o Padre Cícero.’

Evidentemente o aviso não era acerca de um futuro ataque de Lampião, mas, sim, de um futuro ataque de cangaceiros”.

Provavelmente Joaquim Felício estivesse errado quanto a José Leite de Santana, o Jararaca. Como nos assevera Frederico Pernambucano de Mello[6], a área de atuação do cangaceiro eram as ribeiras do Moxotó e Pajeú, em Pernambuco. E o próprio Jararaca, declarou, quando preso em Mossoró, além de outros cangaceiros, que Lampião nunca pensara em atacar a cidade[7].

Já Sabino Gomes de Góis, embora atuasse nos arredores do município de Cajazeiras, Paraíba, estava, naquele momento, integrado ao bando de Lampião, desde o ataque à Souza, no mesmo Estado, em 27 de julho de 1924, do qual não se separara até sua morte (dele), em fevereiro de 1928, após o conhecido tiroteio de Piçarra, em Porteiras, Ceará.

Ora, se Sabino tinha intenção de aventurar-se até Mossoró, é evidente que Lampião seria o primeiro a sabê-lo. Repita-se, entretanto: Lampião nunca teve a intenção de invadir o Rio Grande do Norte. Sequer sabia da existência desse projeto. Os escritos acerca da história da invasão de Mossoró são consensuais quanto a isso, a partir dos depoimentos de vários cangaceiros, dentre eles, Jararaca.

Capela de São Vicente simboliza o núcleo da resistência ao ataque do dia 13 de junho de 1927 (Foto: reprodução BCS)

Ainda a favor dessa hipótese, a de que o ataque foi idealizado bem antes de sua realização há, também, além da correspondência de Argemiro Liberato e do recado de Joaquim Felício, a notícia veiculada pelo “O Mossoroense” de 15 de maio de 1927, de que na invasão de Apodi, por Massilon, o projeto de invadir Mossoró já existia, insinuando, sem rodeios, que essa pretensão, a ocorrer em dias vindouros, integrava empreitada de grande vulto, e dele dera conhecimento, ao Coronel Rodolpho Fernandes, a carta de Argemiro Liberato.

Observe-se que essa edição de “O Mossoroense”, jornal dirigido por Rafael Fernandes, primo e correligionário do Coronel Rodolpho Fernandes, veio a lume cinco dias após a invasão de Apodi por Massilon.

Basta, então, darmos a devida importância à ligação entre essa matéria do jornal e a anterior correspondência de Argemiro Liberato encaminhada ao Prefeito, bem como ao recado de Joaquim Felício.

Muitas interrogações

Se assim o é, se de fato o Coronel Isaías Arruda e Massilon trabalharam juntos nessa empreitada antes da chegada de Lampião, desde, pelo menos, meados de 1926, se a ambos podemos atribuir todo o planejamento do projeto, a pergunta, agora passa a ser outra: foram eles que idealizaram (arquitetaram) o projeto da invasão a Mossoró?

É muito difícil acreditar que Massilon recrutasse cangaceiros e jagunços pelo Sertão, sem que disso soubesse o Coronel Isaías Arruda.

Outra questão: por que Mossoró? Por que não Cajazeiras, Souza, Patos ou Pombal, na Paraíba? Caicó, Currais Novos, São Miguel, Pau dos Ferros ou Martins, no Rio Grande do Norte, ou as cidades do Vale do Jaguaribe, no Ceará, se o objetivo fosse meramente arrancar dinheiro?

E se o objetivo era meramente arrancar dinheiro, por que o alvo do ataque foi a residência do Coronel Rodolpho Fernandes, e, não, a agência do Banco do Brasil ou o comércio da cidade?

Então, cabe perguntar: quem, na verdade, idealizou (arquitetou) o ataque a Mossoró?

Qualquer que seja a resposta, de tudo quanto se disse algo fica claro: o Coronel Isaías Arruda e Massilon foram os grandes responsáveis pela invasão de Mossoró. Principalmente Massilon, que planejou com o Coronel, e executou com Lampião.

Ele é o personagem principal desse drama épico, e somente é possível uma história de tudo quanto aconteceu, uma história que tenha causas e efeitos, e não apenas a descrição horizontal do acontecimento em si, se o investigarmos, bem como suas conexões com os coronéis da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, para os quais “jagunçou”, mas sempre como chefe de bando.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN


[1] Conforme Vida e Morte de Isaías Arruda; TAVARES CALIXTO JÚNIOR, João. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora; 2019.

[2] Natal: Editora Universitária, 1982.

[3] Raul Fernandes era filho do Coronel Rodolpho Fernandes.

[4] MEDEIROS, Honório de. Natal: Sebo Vermelho, 2015.

[5] A de Argemiro Liberato para o Coronel Rodolpho Fernandes.

[6] “GUERREIROS DO SOL”; 2a. edição; A Girafa; 2004; São Paulo, SP.

[7] No “Auto de Perguntas” feitas a Jararaca consta, também, a seguinte declaração sua: “que saíram em dias do mês de maio findo, do Pajeú, estado de Pernambuco, e que acompanhava Lampião há pouco mais de um ano”. Antes de Lampião, Jararaca, ainda segundo seu depoimento, estava no Primeiro Regimento de Cavalaria Divisionária, tomando parte na revolta de São Paulo a favor da legalidade, com a Coluna Potiguara (“LAMPIÃO EM MOSSORÓ”; NONATO, Raimundo; sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró).

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domingo - 17/05/2020 - 07:26h
Política e banditismo

Os estreitos laços entre o cangaço e o coronelismo

Em entrevista, escritor Honório de Medeiros mergulha nas entranhas do poder no sertão nordestino

Um dos articulistas perpétuos do Blog Carlos Santos, o professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN Honório de Medeiros prestou significativo depoimento ao pesquisador do fenômeno do cangaço, como ele, Aderbal Simões Nogueira.

O vídeo constante dessa postagem, na íntegra, é o resultado dessa entrevista concedida por Honório a Aderbal, que trabalha como documentarista, tendo o cangaço como conteúdo predominante.

Conexões entre política, coronéis e cangaceiros, personagens que estão interligados no ataque do bando de Lampião a Mossoró, a produção literária sobre o tema, o aprofundamento científico à temática, memórias do grande estudioso (in memoriam) Paulo Gastão, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), novo livro que desnudará o cangaceiro Jesuíno Brilhante e outros aspectos subjacentes estão no depoimento.

Não teria havido a invasão de Mossoró se não fosse Massilon (cangaceiro) – dispara.

Honório de Medeiros chegou a escrever um livro tendo esse personagem como foco principal. Porém seu trabalho vai além da historicidade de um bandido, pois avança em outras direções que se interligam.

Formam um quebra-cabeça complexo sobre o poder no sertão nordestino na primeira metade do século passado, bem como os laços entre coronéis e bandos de facínoras.

Aproveite essa ótima entrevista.

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quinta-feira - 27/06/2019 - 07:14h
Reconhecimento

“Cariri Cangaço” homenageará pesquisador Paulo Gastão

Paulo: homenagem (Foto: Web)

Falecido no último dia 4 de março em Mossoró, o farmacêutico-bioquímico, escritor e pesquisador Paulo de Medeiros Gastão, 80, será homenageado em plena realização do Cariri Cangaço, dia 24 de julho, em Crato-CE.

O anúncio foi feito através das redes sociais, pelo mentor desse movimento que chegará à sua 10ª edição, Manoel Severo.

Fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), incentivador emérito de todos os grupos de pesquisa do Cangaço no Brasil, o pernambucano Paulo Gastão receberá “in memoriam” – através de sua filha Patricia Gastão – comenda na Categoria Pesquisador.

Paulo Gastão escreveu importantes livros sobre o banditismo rural fermentado no Nordeste entre o século XIX e século XX, como “Quem é quem no cangaço”, “Lampião de A a Z”, “O cangaço e a imprensa”, “Jararaca – o cabra valente do Moxotó” e “Geografia do cangaço – nomenclatura”.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 15/06/2018 - 19:36h
Falecimento

Uern perde o professor José Romero Araújo Cardoso

A Universidade do Estado do RN (UERN) perdeu um de seus mais importantes quadros docentes. Faleceu nesta sexta-feira (15), o Professor Mestre José Romero Araújo Cardoso.

A Uern emitiu nota relativa a essa perda. Leia abaixo:

É com pesar que,  por meio dessa nota, informamos à comunidade uerniana o falecimento do Professor Mestre José Romero Araújo Cardoso, no dia de hoje, 15 de junho de 2018.

Romero: estudioso do sertão (Foto: Cariri Cangaço)

José Romero faleceu aos 48 anos, às 18h50, vítima de complicações cardiorrespiratórias.

Natural de Pombal (PB), nascido em 28 de setembro de 1969, era geógrafo, especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Professor do Departamento de Geografia da Uern, escreveu diversos livros, dentre os quais “Nas Veredas da Terra do Sol” e “Notas para a História do Nordeste”.

Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM), dedicava-se a estudos sobre a região Nordeste, cultura regional e cangaço.

O Departamento de Geografia da Uern externa suas mais sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda.

Prof. Fábio Ricardo Silva Beserra – Chefe do Departamento de Geografia – Campus Mossoró – UERN.

Nota do Blog Carlos Santos – Grande lacuna. Um homem dedicado, identificado com o sertão, que teve vários textos publicados nesta página (veja o mais recente AQUI).

Que descanse em paz.

P.S (01h02) – Velório acontece no Centro de Velório Sempre, proximidades do Tiro de Guerra. O sepultamento acontecerá às 16h desse sábado (16), no Cemitério Novo de Mossoró.

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sexta-feira - 09/06/2017 - 20:16h
Mossoró

“Júri simulado” tem sentença favorável a “Jararaca”

O cangaceiro Jararaca (José Leite de Santana), morto pós-combate pelas forças de resistência de Mossoró no dia 13 de junho de 1927, foi inocentado hoje em “júri simulado” promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC). O evento ocorreu no Fórum Silveira Martins, na cidade, à manhã de hoje.

Júri aconteceu hoje pela manhã com foco em aspectos sociológicos, históricos e do direito (Foto: cedida)

O placar foi 6 x 1 favorável a Jararaca.

O júri foi conduzido pelo juiz Breno Valério Fausto de Medeiros. O advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima atuou na acusação. O advogado e escritor Honório de Medeiros foi o advogado de defesa do cangaceiro.

O conselho de sentença que absolveu Jararaca:

– Inessa Linhares (Advogada e professora);

– Ludmilla Carvalho (Escritora e professora);

– Manoel Vieira Guimarães Neto (Padre e escritor);

– Antônio Clóvis Vieira (Professor e advogado);

– Lúcio Ney de Souza (Advogado e escritor);

– Rubens Coelho (Escritor e jornalista);

– Armando Negreiros (Médico e escritor).

O embate permitiu que fossem suscitados aspectos sociológicos, históricos e do direito, na ambientação de uma época no sertão do Nordeste.

O júri simulado despertou muito interesse de estudantes de direito e outros acadêmicos, além de estudiosos e escritores. Entre os presentes, também a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A iniciativa faz parte da programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017. No próximo dia 12 haverá sessão solene na Câmara Municipal de Mossoró, para homenagear os heróis da resistência mossoroense de 1927. Será às 15 horas, na própria sede do legislativo.

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sexta-feira - 09/06/2017 - 08:52h
Mossoró Cidade Junina

“Júri Simulado” de Jararaca acontece hoje em Mossoró

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) promove hoje o “Júri simulado” do cangaceiro Jararaca (José Leite de Santana).

O evento ocorrerá a partir das 9 horas, na Sala do Júri do Fórum Municipal Silveira Martins.

Acusação e defesa

Presidirá o júri o juiz Breno Valério Fausto de Medeiros.

O advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima atuará na acusação. O advogado e escritor Honório de Medeiros será o defensor do cangaceiro.

A iniciativa faz parte da programação do “Mossoró Cidade Junina” e marca os 90 anos da resistência de Mossoró ao bando de Lampião, em 13 de junho de 1927.

Saiba mais informações clicando AQUI.

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quarta-feira - 31/05/2017 - 06:56h
Mossoró

Júri simulado terá julgamento de “Jararaca” 90 anos depois

jararaca: ataque frustrado (Foto: reprodução)

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) vai apresentar no final de semana programação completa para comemorar, no próximo mês, os 90 anos da resistência de Mossoró à invasão do bando de Lampião – em 13 de junho de 1927.

A iniciativa terá como ponto alto, um “júri simulado” do cangaceiro Jararaca (José Leite de Santana), morto pós-combate pelas forças de resistência.

O júri simulado vai acontecer no dia 9 de junho, às 9 horas, na Sala do Júri do Fórum Municipal Silveira Martins, à Avenida Jorge Coelho – em Mossoró.

Acusação e defesa

Presidirá o júri o juiz Breno Valério Fausto de Medeiros.

O advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima atuará na acusação. O advogado e escritor Honório de Medeiros será o defensor do cangaceiro.

O conselho de sentença terá a seguinte formação:

– Inessa Linhares (Advogada e professora);

– Ludmilla Carvalho (Escritora e professora);

– Manoel Vieira Guimarães Neto (Padre e escritor);

– Antônio Clóvis Vieira (Professor e advogado);

– Lúcio Ney de Souza (Advogado e escritor);

– Rubens Coelho (Escritor e jornalista);

– Armando Negreiros (Médico e escritor);

O atual secretário da Segurança de Mossoró, general Eliéser Girão, será suplente do Conselho de Sentença.

O acesso ao júri será oportunizado com doação de um quilo de alimento não perecível, que será entregue ao Lar da Criança Pobre de Mossoró.

As inscrições serão efetivadas até o preenchimento da lotação da Sala do Júri.

Estudantes que estiverem no evento vão receber certificado com cinco horas-aula, da Universidade do Estado do RN (UERN).

Depois a Sbec, presidida pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos, divulgará informações à inscrição e outros detalhes da própria programação geral dos 90 anos da resistência bélica mossoroense.

Leia também: A sombra de Jararaca (AQUI);

Leia também: A resistência de Mossoró ao bando de Lampião (AQUI).

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