sexta-feira - 13/06/2025 - 11:48h
Que coisa!

STF manda prender delator, mas em poucos minutos revoga decisão

Mauro Cid afirmou que só ele seu mal nos intramuros do poder bolsonarista (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Mauro Cid viveu manhã de prende-solta em Brasília (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo)

Do Estado de Minas, CNN, G1 e outras fontes

Delator na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (13/6), em Brasília (DF). Inicialmente, foi informado que Mauro Cid havia sido preso novamente.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou o pedido de prisão e não chegou a ser cumprida, conforme apontado pela defesa do tenente-coronel.

A nova prisão está relacionada a uma investigação sobre uma suposta tentativa de obtenção de passaporte português para viabilizar sua saída do país. Na manhã de hoje, a PF também prendeu o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, em Recife (PE), suspeito de ter articulado o pedido junto ao consulado de Portugal.

Na última terça-feira, quando o pedido de investigação foi feito, Gilson negou que tenha atuado em favor de Cid. Ele afirmou ter ido ao consulado para tratar do passaporte do pai. “Estou surpreso. Nunca fui atrás de nada a respeito de Mauro Cid. Tratei do passaporte para o meu pai”, declarou. Já Cid disse desconhecer a tentativa e seu advogado, Cezar Bitencourt, afirmou que o militar não tinha interesse em deixar o Brasil.

Nota do BCS – Que situação confusa. Uma ordem de prisão é emitida e em poucos minutos é revogada. Nem o STF se entende nessa barafunda.

Leia tambémGilson Machado, ex-ministro de Jair Bolsonaro, é preso pela Federal

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Categoria(s): Política
terça-feira - 18/02/2025 - 21:12h
Brasil

PGR denuncia Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe

Bolsonaro foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Bonet (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Bolsonaro foi denunciado pelo procurador-geral da União, Paulo Gonet (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Da Exame, G1, CNN e outras fontes

O procurador-geral da União, Paulo Gonet, apresentou nesta terça-feira, 18, uma denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado e Organização criminosa. Ao todo, 34 pessoas estão denunciadas.

Segundo a PGR, Bolsonaro seria líder da organização criminosa responsável pelos “atos lesivos” à democracia. O órgão também destaca que o objetivo do grupo era mantido por meio de um “projeto autoritário de poder”.

Esta é a primeira vez que Bolsonaro é denunciado criminalmente perante o Supremo Tribunal Federal (STF) desde que se tornou presidente. Assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, a denúncia foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes.

A acusação representa a etapa mais avançada de uma investigação contra o ex-presidente no STF. Ao longo dos últimos anos, a Polícia Federal concluiu que o político cometeu crimes em ao menos cinco investigações que tramitam no tribunal. Em três delas, Bolsonaro foi indiciado.

A PF concluiu que ex-presidente cometeu crimes e o indiciou na investigação que apura fraude em seu cartão de vacinação, na apuração que mira a venda de joias sauditas presenteadas ao governo e, posteriormente, negociadas nos Estados Unidos, e nesta sobre a trama golpista.

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A denúncia contra o ex-presidente será analisada pela Primeira Turma do STF. O colegiado é presidido pelo ministro Cristiano Zanin, a quem cabe marcar a pauta de julgamentos.

A expectativa é a de que a denúncia seja recebida pelo colegiado e que o ex-presidente se torne réu ainda neste primeiro semestre. Compõem a Primeira Turma os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux Ministro e Flávio Dino.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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domingo - 15/12/2024 - 07:56h
Brasília

Supremo mantém prisão de Braga Netto em audiência de custódia

Braga Netto tem uma série de pesadas acusações sobre si (Foto: Sérgio Lima/Poder360/02.2020)

Braga Netto tem uma série de pesadas acusações sobre si (Foto: Sérgio Lima/Poder360/02.2020)

Do Poder 360

O general Braga Netto (PL) participou de audiência de custódia, entre às 14 e 16 horas deste sábado (14.dez.2024), com um juiz instrutor do Supremo Tribunal federal (STF), por videoconferência. O juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, decidiu que o vice do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na chapa de 2022 continuará preso.

Braga Netto está detido no Comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (14.dez.2024) – veja AQUI.

O mandado foi autorizado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Braga Netto é um dos alvos da operação Contragolpe, que investiga o planejamento de uma tentativa de golpe e de homicídio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a corporação, Braga Netto foi detido por tentar atrapalhar a produção de provas.

Sequestros e homicídios

O general teria atuado para obter informações sobre a delação premiada do ex-ajudante de ordens Bolsonaro Mauro Cid. Também teria financiado a execução de monitoramento de alvos e planejamento de sequestros e, possivelmente, homicídios de autoridades.

Braga Netto está sendo indiciado pela polícia pelos crimes de “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”, sob pena de 3 a 8 anos de prisão. Além disso, é indiciado pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos de prisão) e tentativa de golpe de estado (4 a 12 anos de prisão).

Motivos para a prisão, segundo a PF

Teve participação “preponderante” na execução dos atos criminosos;

Foi o financiador do golpe, logo, integrante da organização criminosa;

Entregou o dinheiro para a execução dos atos ilícitos dos militares em uma sacola de vinhos;

Interferiu e tentou atrapalhar as investigações;

Tentou obter dados sigilosos do acordo de Mauro Cid com a PF;

Realizou ligação com Lourena Cid (pai de Mauro) sobre o acordo;

Documento com anotações sobre a delação de Cid estava na mesa do assessor de Braga Netto;

Tentou impedir que Cid entregasse informações dos investigados à PF;

Mantinha os integrantes do plano de golpe informados;

Reunião que resultou na elaboração do plano golpista foi na sua casa;

Participou “ativamente” da tentativa de pressionar a Aeronáutica e o Exército a aderirem ao golpe;

Chefiaria o gabinete de crise a ser instaurado após a execução do golpe.

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Categoria(s): Política
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