sexta-feira - 24/06/2016 - 11:53h
Nota

PM´s e bombeiros reagem contra prisões na Operação Intocáveis

Entidades representativas de policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte reagiram à prisão de policiais na última quarta-feira (22), em Mossoró, na chamada “Operação Intocáveis”. A denominada “Operação Intocáveis” teria provas de que os presos fariam parte de um grupo de extermínio.

Veja a nota de repúdio dessas entidades, na íntegra, abaixo:

Em virtude das reiteradas operações policiais deflagradas por setores da Polícia Civil que mancham o nome da gloriosa Polícia Militar do Rio Grande do Norte, as Associações Representativas de Oficiais e Praças vem a público repudiar a operação policial deflagrada no dia 22 de junho de 2016, na cidade de Mossoró/RN, com o objetivo de prender apenas cinco policiais militares que são suspeitos de cometerem crimes.

Fazemos questão de deixar claro para a sociedade e para as autoridades que não somos contra qualquer tipo de investigação que envolva policiais militares, mas não podemos admitir que, para prender cinco homens, seja utilizado um efetivo de “guerra”, helicóptero e destruam residências dessas pessoas que tem profissão definida e endereço certo.

 

Veículos da Força Nacional estiveram na cidade na quarta-feira, 22 (Foto: O Câmera)

Não foi a primeira vez que a Polícia Civil em suas operações contra policiais militares agiu de modo a diminuir e humilhar toda a Polícia Militar. Em 2005, A Polícia Civil abordou uma guarnição da Polícia Militar que estava regularmente de serviço no bairro do Mirassol.

Essa ação desastrada se deu por um equívoco na investigação, situação em que “pensaram” que aqueles policiais militares eram criminosos e estavam com drogas dentro da viatura. No entanto, estavam apenas trabalhando.

Em 2007, a Polícia Civil investigava policiais militares suspeitos de praticarem vários crimes. Naquela ocasião, abordaram esses policiais militares em frente à antiga Penitenciária João Chaves na zona norte.

A ação desastrosa matou um cabo da Polícia Militar, sem que o mesmo tivesse disparado um único tiro contra os policiais civis. Nessa mesma ação, um policial de folga, que apenas passava pelo local, tomou um tiro no queixo e o único suspeito preso, posteriormente, foi absolvido. Devido ao constrangimento que a Polícia Civil causou a toda PMRN, o delegado geral da época pediu desculpas por aquele transtorno.

Agora, em 2016, para prender cinco policiais militares acusados de envolvimento com crimes, se faz uma verdadeira pirotecnia para passar a impressão de que a Polícia Civil do RN é uma instituição messiânica e que nela, somente nela, está a redenção da sociedade norte-rio-grandense.

Nós, que fazemos as Associações Representativas dos Militares Estaduais do Rio Grande do Norte, reiteramos que não defendemos nenhum dos nossos militares que se envolvam em crimes, ao contrário, exigimos que a lei seja aplicada com o máximo rigor, mas não podemos permitir que setores da Polícia Civil queiram transformar a simples prisão de cinco militares, prisão essa que facilmente seria cumprida por um oficial, como sendo a ocorrência do século XXI, tendo o senhor secretário de segurança pública declarado que essas prisões devem transmitir mais segurança a população de Mossoró e região.

A cinematográfica operação em Mossoró tem o único objetivo de querer fazer crescer uma instituição, diminuindo e humilhando a outra.

Antoniel Jorge dos Santos Moreira, Cap PMRN
Presidente da ASSOFMERN

Eliabe Marques da Silva, ST PMRN
Presidente da ASSPMBM/RN

Dalchem Viana do Nascimento Ferreira – Sd BMRN
Presidente ABMRN

Roberto Clayton Campos Fernandes, Cb PMRN
Presidente da ACS/RN

Guinaldo da Costa Lira Júnior, Cb PMRN
Presidente da ASSPRA

Tony Magno Fernandes Nascimento, Sd PMRN
Presidente da APRAM

Josivan Alves Rangel, Cb PMRN
Presidente da APBMS

Nota do Blog – Na última quarta-feira, policiais também foram às ruas em protesto contra as prisões. Movimentação ocorreu no centro da cidade de Mossoró.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 11/02/2015 - 07:22h
Réplica

Associação de Praças emite nota sobre comentário

A Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (APRAM) emite réplica, em forma de “Nota de Repúdio”, a comentários feitos por um webleitor desta página.

Veja abaixo o seu conteúdo na íntegra:

A Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (APRAM) vem a público declarar veemente repúdio ao comentário publicado no último dia 06/02 no Blog do Carlos Santos, especificamente em matéria intitulada ‘ESCOLHA DE CORONEL GERA MAL-ESTAR POLÍTICO’ (veja AQUI), aonde, de forma preconceituosa, a pessoa identificada por Inácio Augusto de Almeida, residente em Mossoró, lança afirmações ofensivas e discriminatórias quando faz referência à qualificação dos SOLDADOS.

O posicionamento infeliz e retrógrado exposto no Blog – “O que entende um Soldado de GERENCIAMENTO de Segurança Pública? Soldado é EXECUTANTE!” – provocou enorme descontentamento e revolta entre os praças militares de Mossoró e Região, fazendo com que esta entidade representativa já tenha acionado seu departamento jurídico para adoção de medidas para o caso.

A entidade lembra ao senhor Inácio que os tempos das volantes que recrutavam cidadãos para o corpo policial já passaram. Atualmente, para ingressar nas corporações militares brasileiras é preciso transpor rigorosas etapas em certames por demais concorridos. A maioria dos seus integrantes possuem elevado grau de instrução, e assumem sim comandos em diversas unidades operacionais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro.

O alvo inicial das críticas do senhor Inácio, vereador Soldado Jadson, possui vários cursos de qualificação pela Polícia Militar, é graduado em História, Pós-Graduado em Segurança Pública, acadêmico de Direito, ocupando hoje uma função destacada no cenário político local. Outro exemplo é o Soldado Charlejandro Rustayne, que é bacharel em Direito, tecnólogo em Recursos Humanos e Pós-Graduado em Direito Penal Lato Sensu, exercendo atualmente o cargo de Secretário Municipal de Mobilidade Urbana.

Talvez o cidadão desconheça, mas temos em nossos quadros Soldado médico, fisioterapeuta, piloto de helicóptero, bacharéis em direito, contadores, engenheiros, veterinários e professores de várias especialidades. Alguns deles, inclusive, são instrutores de técnicas policiais, salvamento, gerenciamento de crises, sendo referências na instituição.

Por fim, após os esclarecimentos retro mencionados, a entidade ratifica sua postura na defesa dos interesses dos seus associados, protegendo os direitos dos praças e lutando por uma segurança pública de qualidade para todos os potiguares.

Tony Magno Fernandes Nascimento, Soldado PM – Presidente da APRAM

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Categoria(s): E-mail do Webleitor / Segurança Pública/Polícia
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