Polêmica nas redes sociais sobre reportagem com o médico Dráuzio Varella, no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, semana passada, solidário a um presidiário transsexual.
Se houve deslize foi da produção da matéria, ao não assinalar crimes hediondos do presidiário. Dráuzio omitiu-os ou ignorou-os, disse em nota, porque não é juiz (veja AQUI).
O transsexual está preso e até então era esquecido lá pela sociedade, por ter estuprado e matado de forma cruel uma criança de 9 anos, crimes repugnados até no próprio submundo.
Se a reportagem falava sobre discriminação e isolamento, jamais poderia deixar de assinalar essas barbáries.
Estranho.
Essência da abordagem era o suposto preconceito ao presidiário/trans. Mas esse abandono social era decorrente de sua condição sexual ou em face das barbáries que cometera?
A produção, entendo, não poderia jamais omitir o crime ou os crimes.
Talvez nem coubesse exemplificá-lo como ‘discriminado’.
Sobre Dráuzio Varella paira (ou pairava) conceito de unanimidade e universalidade quanto a seu humanismo e caráter. Em mim não muda em nada esse binômio.
Desde Carandiru e sua luta contra Aids, ele tem uma aura diferenciada aos meus olhos.
Mas não minto: jamais abraçaria um monstro.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.























