segunda-feira - 09/03/2020 - 07:04h
Nas redes sociais

O médico e o monstro

Polêmica nas redes sociais sobre reportagem com o médico Dráuzio Varella, no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, semana passada, solidário a um presidiário transsexual.

Drauzio Varella abraça o transsexual Suzy de Oliveira. (Foto: Reprodução / Rede Globo)

Se houve deslize foi da produção da matéria, ao não assinalar crimes hediondos do presidiário. Dráuzio omitiu-os ou ignorou-os, disse em nota, porque não é juiz (veja AQUI).

O transsexual está preso e até então era esquecido lá pela sociedade, por ter estuprado e matado de forma cruel uma criança de 9 anos, crimes repugnados até no próprio submundo.

Se a reportagem falava sobre discriminação e isolamento, jamais poderia deixar de assinalar essas barbáries.

Estranho.

Essência da abordagem era o suposto preconceito ao presidiário/trans. Mas esse abandono social era decorrente de sua condição sexual ou em face das barbáries que cometera?

A produção, entendo, não poderia jamais omitir o crime ou os crimes.

Talvez nem coubesse exemplificá-lo como ‘discriminado’.

Sobre Dráuzio Varella paira (ou pairava) conceito de unanimidade e universalidade quanto a seu humanismo e caráter. Em mim não muda em nada esse binômio.

Desde Carandiru e sua luta contra Aids, ele tem uma aura diferenciada aos meus olhos.

Mas não minto: jamais abraçaria um monstro.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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