sábado - 22/12/2018 - 18:39h
RN DA SORTE

Juízes terão mais 120 cargos comissionados sem concurso

Do Blog Maricélio Almeida

O governador Robinson Faria (PSD) sancionou a Lei Complementar nº 644, de 21 de dezembro de 2018, extinguindo 230 cargos públicos de provimento efetivo e criando 120 cargos comissionados no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

Conforme a lei, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado, 22, estão sendo extintos 60 cargos efetivos de Técnico Judiciário, 30 de Oficial de Justiça, 60 de Auxiliar Técnico e 80 de Assistente em Administração Judiciária.

Em contrapartida, ficam criados 120 cargos em comissão de Assessor de Gabinete de Juiz, privativos de bacharel em Direito, nomeados pelo presidente do Tribunal de Justiça, mediante livre indicação do juiz.

Os cargos públicos de provimento em comissão serão providos no prazo de até quatro anos, de acordo com a necessidade das unidades judiciárias e a disponibilidade financeira e orçamentária.

Nota do Blog – Por que não realizar concurso público? Por que mais e mais cargos comissionados?

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 21/12/2018 - 09:28h
RN

Prefeito garante permanência em cargo com liminar no TJ

O prefeito de São Rafael, Reno Marinho (PRB), continua no cargo.

Marinho: no cargo (Foto: cedida)

Após determinação da justiça em primeiro grau na última segunda (17), que decidiu por seu afastamento, por não ter atendido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do RN (MPRN), a decisão foi revertida nesta quinta-feira (20).

“O afastamento se deu por motivo da execução de um TAC assinado pelo então gestor da época, em 2013. Tendo sido apresentado recurso junto ao TJRN (Tribunal de Justiça do RN), mostramos que o atual prefeito cumpriu as determinações e foi deferida a liminar que suspendeu a decisão de primeiro grau, determinando seu retorno”, comentou o advogado que o representa no caso, Fábio Sena.

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quinta-feira - 20/12/2018 - 10:35h
TJRN

Desembargador João Batista Rebouças tomará posse

Rebouças: posse dia 7 (Foto: Costa Branca News)

O desembargador João Batista Rodrigues Rebouças tomará posse como presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) no dia 7 de janeiro de 2019, às 18h, no novo Centro de Convenções, na Via Costeira de Natal.

Ele substituirá o desembargador Expedito Ferreira.

Antes da sessão solene de posse, João Rebouças concederá entrevista coletiva à imprensa, às 17h30, no próprio local.

Pela manhã, as atividades referentes à posse do novo dirigente do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte serão iniciadas com a missa, a ser celebrada às 9h, na Catedral Metropolitana, na Avenida Deodoro da Fonseca.

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quinta-feira - 13/12/2018 - 23:50h
Revolta

Entidade admite outro aquartelamento e critica TJRN

Subtenente Eliabe: outro aquartelamento? (Foto: Web)

A Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN) decide nesta sexta-feira (14) uma posição sobre agravamento da crise financeira e atrasos em salários de servidores, ao lado de outras entidades de trabalhadores da Segurança Pública do RN.

Em Nota à Imprensa, a ASSPMBMRN admite ser possível que ocorra “o mesmo que aconteceu no final de 2017”.

Para quem não lembra, houve aquartelamento – com paralisação de atividades de policiais militares/bombeiros/policiais civis (veja série de postagens AQUI).

Royalties

A revolta da entidade se exasperou depois que o Tribunal de Justiça do RN  (TJRN) decidiu não acatar pedido do governo estadual para antecipação de Royalties do Petróleo/Gás, que cobriria o restante do pagamento do 13º de 2017 (veja AQUI).

“Esta negativa acontece em um cenário imoral em que os Poderes abocanham valores significativos e desproporcionais dos tributos que a população do Estado paga. Os servidores esperavam do TJRN o mínimo de sensatez e de espírito público”, assinou o subtenente Eliabe Marques, presidente da entidade.

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quarta-feira - 12/12/2018 - 18:00h
RN

TJ freia uso de royalties e 13º de 2017 fica comprometido

Do G1 RN

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) negou nesta quarta-feira (12) um recurso feito pelo Governo do Estado para realizar o adiantamento dos royalties de petróleo e gás de 2019. O objetivo do Executivo era usar os cerca de R$ 162 milhões que o Estado espera receber no próximo ano como garantia em um empréstimo e pagar o 13º salário de 2017, dos servidores estaduais que ainda não receberam.

TJRN reiterou decisão de primeiro grau e posição do TCE/RN (Foto: arquivo)

Relator da matéria, o presidente do TJ, desembargador Expedido Ferreira, votou contra a liberação. Ele foi seguido por outros 10 magistrados e teve um voto contra, do desembargador Glauber Rêgo.

Essa operação foi autorizada por lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em junho deste ano, após articulação do governo. Enquanto o Executivo queria usar o dinheiro para pagamento de salários e amortização das dívidas, os parlamentares estabeleceram que o recurso só seria usado na folha salarial.

Proibições

Apesar da publicação da Lei, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu o governo de realizar a operação em agosto. Em setembro, a pedido do Ministério Público, o juiz da 5ª vara da Fazenda Pública da Natal concedeu uma decisão liminar também proibindo o governo de fazer a antecipação.

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sábado - 08/12/2018 - 18:24h
Diretoria comunica

Magistrados adotam voto de silêncio contra Inter TV Cabugi

A Associação dos Magistrados do RN (AMARN) resolveu adotar “voto de silêncio” em relação à Inter TV Cabugi, emissora afiliada da Rede Globo de Televisão no RN.

Em comunicado assinado por seu presidente, juiz Herval Sampaio Júnior, dirigido aos associados neste sábado (8), a entidade anuncia que sua Diretoria não mais concederá entrevistas à emissora, “até ulterior deliberação”.

A justificativa, é que a televisão tem feito recorrentes matérias “incompletas e distorcidas” sobre a magistratura, sem o contraponto, o contraditório.

Veja a nota na íntegra abaixo:A mais nova polêmica é referente ao aumento da folha dos juízes e desembargadores no RN, noticiada esta semana pela TV, com conteúdo analítico-opinativo.

A pinimba entre a televisão e a Amarn não é nova nem isolada. No dia 16 de abril deste ano, a jornalista Emmily Virgílio leu editorial no RN TV 1ª Edição, contra licença-prêmio retroativa a 1996 adotada pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN), beneficiando desembargadores, juízes, aposentados e até familiares de magistrados já falecidos.

“Está tudo dentro da legalidade, embora bem, bem distante da moralidade”, assinalou o editorial à época (veja vídeo acima).

Leia também: Juízes do RN vão receber licença-prêmio retroativa a 1996;

Leia também: CNJ freia licença-prêmio retroativa de magistrados do RN.

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terça-feira - 20/11/2018 - 16:20h
Robson Araújo

Prefeito afastado faz planos para voltar em fevereiro

Batata: planos (Foto: Blog Luciano Vale)

Do Blog Marcos Dantas

O prefeito afastado de Caicó, Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, não trabalho com outra possibilidade que não seja seu retorno à prefeitura. E em conversa com o blog, já arriscou uma data prevista para voltar a administrar Caicó.

É o dia 18 de fevereiro de 2019, quando já terá cumprido todas as medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Durante seu afastamento, Caicó  vem sendo administrada pelo vice-prefeito Marcos José de Araújo (PP), “Marcos do Manhoso”.

Nota do Blog Carlos Santos – Ele foi preso no dia 14 de agosto, na “Operação Tubérculo”, desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN).

Na Câmara Municipal de Caicó, processo em andamento pode provocar o impeachment de Batata.

Veja AQUI série de matérias sobre a Operação Tubérculo.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 19/11/2018 - 08:00h
Lindolfo Sales

Ex-secretário de Garibaldi Filho pode ser diretor do TJRN

Lindolfo: Operação Satélites 2 (Foto: arquivo)

Do Blog Rosalie Arruda

De dois em dois anos a história se repete.

A dança das cadeiras no Tribunal de Justiça do RN (TJRN) mexe com a imaginação do mundo jurídico potiguar.

O ex-secretário do governo do senador Garibaldi Filho (MDB), Lindolfo Sales, pode sentar na cadeira de diretor do TJRN, na nova gestão.

Nota do Blog Carlos Santos – O desembargador João Rebouças foi eleito recentemente à presidência desse poder. Tomará posse em janeiro próximo.

Quanto a Lindolfo, no dia 28 de abril de 2017, ele foi um dos principais alvos da “Operação Satélites 2, desdobramento da Operação Lava Jato (veja AQUI).

Lindolfo foi diretor do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) quando Garibaldi foi ministro da Previdência. Antes disso, integrava a equipe de gabinete do senador e chegou a ocupar a presidência do INSS em dezembro de 2012.

Aparece em delações premiadas da Construtora Norberto Odebrecht, que envolvem o senador com suposto recebimento de R$ 200 mil da empresa para Caixa 2 em campanha. Seria o intermediário da negociação.

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quinta-feira - 25/10/2018 - 13:30h
Ministro Luiz Fux:

“Que tribunal é esse que não pode julgar nenhum deputado?”

Relator de processo que tornou Ricardo Motta réu na Operação Candeeiro critica postura do TJ do RN

No  julgamento da Ação Originária (AO 2275) nessa última terça-feira (23), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux criticou o fato de já ser o terceiro processo que o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) envia à Corte, pela mesma motivação: impedimento da maioria dos membros do TJ, por suspeição.

“Os Tribunais têm substituições. Que tribunal é esse que não pode julgar nenhum deputado? Está todo mundo impedido por quê?” (veja AQUI).

"Está todo mundo impedido por quê?" - indaga Fux, com aparte de Alexandre de Moraes que pede CNJ no caso (Foto: STF)

O ministro referia-se ao processo que trata do envolvimento do deputado estadual Ricardo Motta (PSB-RN) na Operação Candeeiro. Por decisão da Primeira Turma, ele virou réu em denúncia do Ministério Púbico Federal (MPF), por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação  Candeeiro.

Nos autos, ele é descrito como  responsável pela drenagem de mais de R$ 19 milhões do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), com colaboração e rateio com alguns cúmplices.

Na mesma sessão, pedindo aparte ao ministro Luiz Fux, relator da AO 2275, o ministro Alexandre de Moraes salientou que a reiteração dessa conduta do TJ potiguar “merecia até averiguação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”.

Por decisão unânime, o colegiado acompanhou o voto do relator-ministro Luiz Fux.

Veja AQUI o andamento desse processo no STF;

Leia também: STF acata denúncia contra o deputado estadual Ricardo Motta.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 18:38h
Operação Candeeiro

Denunciado por corrupção, Ricardo Motta poderá ser afastado

Ação Originária está pautada para julgamento no próximo dia 23, às 14h, na Primeira Turma do STF

Motta foi candidato à reeleição este ano (Foto: reprodução)

A Ação Originária (AO) sob o número 2275 vai ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na Primeira Turma dessa corte, às 14h do próximo dia 23 (veja AQUI). A demanda trata de denúncia contra o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta (PSB), envolvido na “Operação Candeeiro”.

A AO chegou a figurar no portal do STF como matéria “para julgamento” na sessão da terça-feira (26 de junho deste ano), mas estranhamente não foi incluída da pauta.

Está na Primeira Turma dessa corte, que é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (presidente), Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, relator do processo.

No dia 21 de agosto último, a Procuradoria Geral da República (PGR) “reiterou os termos de denúncia e requereu providências” (veja AQUI). Entre outras sanções, cobra seu afastamento do mandato por 180 dias, proibição de acesso à Assembleia Legislativa e perda de benefícios inerentes ao cargo. Motta não se reelegeu este ano.

Operação Candeeiro, denúncia, suspeição

Motta foi denunciado pelo Ministério Público do RN (MPRN) em maio do ano passado (Ex-presidente da Assembleia Legislativa é denunciado pelo MP).

Segundo os autos, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ele teria desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

A Operação Candeeiro foi deflagrada no dia 2 de setembro de 2015 (veja AQUI). O parlamentar chegou a ser afastado da AL por decisão monocrática do desembargador Glauber Rêgo, no dia 8 de junho de 2017 (veja AQUI). Entretanto, em duas sessões seguidas no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), respectivamente nos dias 12 de julho e 19 de julho de 2017, essa Corte não teve quórum para apreciar matéria relativa ao caso. O caso subiu ao STF.

Na primeira (veja AQUI), sete desembargadores alegaram suspeição:  Expedito Ferreira, Amaury Moura, Judite Nunes, Claudio Santos, João Rebouças, Saraiva Sobrinho e Virgílio Macedo. Na segunda (veja AQUI), se juntou a eles o desembargador Dilermando Motta, totalizando oito. Em função desse impasse, o processo subiu ao STF.

Em agosto de 2017, o ministro Luiz Fux acatou o pedido do Ministério Público para que o caso passasse à alçada da corte suprema do país.

Ricardo retornou ao exercício do mandato discursando na tribuna da Assembleia Legislativa no dia 25 de outubro de 2017 (veja AQUI).

Leia também: Ricardo Motta está prestes a ir para a “Câmara de Gás” (24-06-2018).

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quarta-feira - 10/10/2018 - 14:44h
Operação Tubérculo

Prefeito e vereador são soltos mas não reassumem cargos

Lobão e Batata: prisão em agosto (Foto: Web)

Do G1RN e Blog Carlos Santos

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) concedeu, nesta quarta-feira (10), liberdade ao prefeito de Caicó Robson Araújo (PSDB), mais conhecido como Batata, e também ao vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o Lobão.

Segundo a assessoria de comunicação do TJ, as prisões preventivas dos dois foram substituídas por mediadas cautelares.

Entre as medidas, está a determinação de ambos permanecerem afastados de suas funções por 180 dias.

Ambos e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias, o Bola, foram presos no dia 14 de agosto deste ano (veja AQUI), na Operação Tubérculo do Ministério Público do RN (MPRN). Bola cumpriu apenas prisão provisória (cinco dias).

Batata foi denunciado duas vezes pelos crimes de corrupção passiva, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (também duas vezes) e associação criminosa. O vereador responde por corrupção ativa (duas vezes).

Já o lobista, por corrupção passiva, tráfico de influência e associação criminosa. Todos alegam inocência.

Eles estariam envolvido com contratos viciados relacionados à iluminação pública.

Veja AQUI uma série de matérias sobre o assunto.

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sexta-feira - 05/10/2018 - 17:42h
Conduta vedada

MPE representa contra 19 deputados por ‘doação’ de viaturas

O Ministério Público Eleitoral (MPE) representou contra 19 deputados estaduais do Rio Grande do Norte por condutava vedada. Em abril deste ano, a Assembleia Legislativa do RN fez a “doação” de 50 viaturas policiais ao Governo do Estado, com recursos do próprio Legislativo. No entanto, o ato se transformou em promoção pessoal dos parlamentares.

Houve doação de 50 viaturas com farta divulgação e promoção "pessoal", entende o MPE (Foto: TN)

Cada deputado fez a escolha de destinos das doações, conformes seus interesses políticos, “beneficiando seus redutos eleitorais e desequilibrando – com uso de dinheiro público – a campanha em relação aos adversários”.

Constam como representados nas ações os deputados estaduais Ezequiel Ferreira de Souza (presidente da Assembleia), Albert Dickson, Carlos Augusto Maia, Cristiane Dantas, Dison Lisboa, Galeno Torquato, George Soares, Getúlio Rêgo, Gustavo Carvalho, Gustavo Fernandes, Hermano Morais, Jacó Jácome, José Dias, Larissa Rosado, Manoel Souza Neto, Márcia Maia, Nelter Queiroz, Tomba Farias e Vivaldo Costa.

Uso promocional

“O que enseja a presente demanda não é a aquisição nem a doação das viaturas em si – formalmente lícitas e certamente bem-vindas ao Estado, mormente num momento de caos na segurança pública e no sistema penitenciário –, mas o uso promocional que se fez disso, quando da entrega de cada uma das viaturas, em prol das candidaturas de quase todos os deputados estaduais da AL. Esse uso promocional sempre esteve embutido nessa doação”, resume a representação do MP Eleitoral.

Ao todo, foram gastos aproximadamente R$ 5 milhões. Os recursos são sobras orçamentárias do exercício 2016. Em 3 de abril deste ano foi realizada a cerimônia de entrega, no Complexo Esportivo de Brasília Teimosa, em Natal.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Somente em 2016, as sobras (ou o superávit orçamentário) da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria Geral de Justiça (Ministério Público do RN-MPRN) e Defensoria Pública somaram R$ 407,6 milhões, mais do que suficientes para para pagar uma folha mensal do funcionalismo em valores de hoje.

Na sessão ordinária do dia 17 de julho deste ano na AL, a maioria dos deputados votou contra dispositivo proposto ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019, que ensejava a devolução das sobras orçamentárias da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça do RN (TJRN) ao Executivo. Antes, a Casa já tinha doado viaturas à Segurança Pública e 85 ambulâncias a dezenas de municípios, com a mesma origem financeira. 

Leia também: Assembleia Legislativa segura ‘sobras’ e ‘faz caridade com chapéu alheio’;

Leia também: Ezequiel evita devolução de sobras para cofre do Estado;

Leia também: Deputados aprovam doação de viaturas policiais e ambulâncias.

P.S – 19h32A Assembleia Legislativa do RN emite nota a respeito do assunto tratado nesta postagem. Leia abaixo:

Nota doação de viaturas – 05.10.2018

O Poder Legislativo do Rio Grande do Norte recebe com surpresa a representação do Ministério Público Eleitoral em relação aos deputados estaduais na semana que antecede a eleição do próximo domingo, 7 de outubro.

Todo o procedimento de doação das viaturas para o sistema de segurança pública do Rio Grande do Norte foi aprovado com base em parecer jurídico favorável da Procuradoria do Estado e cumprido legalmente todas as etapas estabelecidas e em comunhão com as secretarias de Segurança; Polícia Civil; Polícia Militar; Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP); Sistema Penitenciário e o Corpo de Bombeiros.

A entrega dos 135 veículos oficiais tantos para a segurança (50 viaturas) quanto para a saúde (85 ambulâncias) foi iniciada ainda em 2017 e concluída no início deste ano, não estabelecendo relação com o período eleitoral, iniciado apenas em agosto.

Os equipamentos foram adquiridos com recursos próprios da Assembleia Legislativa que enxugou a máquina pública e com a economia, adquiriu os veículos que foram entregues ao Poder Executivo para reforço das ações que mais necessitam de apoio (saúde e segurança) aos municípios do interior do Estado.

A atividade principal dos parlamentares em todas as esferas – municipal, estadual e federal – cabe a destinação de emendas impositivas ao Poder Executivo, destinando verba pública aos municípios para pavimentação de ruas; construção de equipamentos esportivos, praças e de atendimento aos pleitos municipais. A destinação de verba para aquisição de equipamentos para saúde e segurança está assegurada pela Constituição Federal como missão dos parlamentares e faz parte da função do deputado.

Portanto, para o Poder Legislativo não há ilegalidade no encaminhamento dos veículos por parte dos parlamentares; nem tampouco uso promocional dessa entrega, visto que atende aos princípios de transparência e prestação de contas na Gestão Pública.

A Assembleia Legislativa ressalta ainda que atendeu a todos os questionamentos jurídicos feitos pelo Ministério Público à época – inclusive entregando cópia do processo administrativo com a licitação e aquisição dos veículos – garantindo transparência e lisura a todo o procedimento.

O Legislativo estadual afirma que continua à disposição dos órgãos de controle; da justiça e da sociedade para quaisquer esclarecimentos e que o ato beneficiou a população em todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Palácio José Augusto – Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

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sexta-feira - 21/09/2018 - 07:10h
Governo do RN

Associação cobra, na justiça, promoção de oficiais

A Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pedindo para o Governo do Estado ser obrigado a concluir o processo administrativo de promoção dos oficiais no prazo de 48 horas.

Desde 21 de agosto as promoções deveriam ter sido implantadas, mas o Executivo está protelando.

O processo tem como relator o desembargador João Batista Rebouças.

O presidente em exercício da Associação dos Oficiais Militares do RN, tenente coronel Lucena, destaca a necessidade do Judiciário agilizar o julgamento do mandado de segurança.

“Esperamos que o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) analise esse pedido com a mesma rapidez com que determinou a proibição do protesto que os policiais militares fariam no dia 7 de setembro”, destacou.

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quarta-feira - 05/09/2018 - 19:08h
Operação São Grosso

Eventual condenação puxará dois suplentes para legislatura

Caso se confirme condenação dos vereadores Izabel Montenegro (MDB) e Manoel Bezerra de Maria (PRTB), em julgamento de uma apelação criminal no Tribunal de Justiça do RN (TJRN) na próxima quinta-feira (13), eles poderão perder o mandato.

Mimiu: suplente (Foto: TSE)

E quem assumiria essas vagas na Câmara Municipal de Mossoró?

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (MDB), e o vereador Manoel Bezerra de Maria (PRTB), tendem a ser substituídos por Genivan Vale (PDT) e Ramilson Mendonça Martins (PSC), o “Mimiu”, sendo confirmada a condenação.

MPRN

Izabel, atual presidente da Casa, é remanescente da legislatura 2007-2010, quase toda enrascada na denominada “Operação Sal Grosso”, deflagrada em novembro de 2007 pelo Ministério Público do RN (MPRN). Manoel também estava naquela período legislativo.

A apelação criminal em apreciação é apenas um dos processos derivados dessa investigação que trata de corrupção na CMM.

Na postagem Sal Grosso será finalmente julgado temos uma ampla cobertura desse caso. Clicando nesse link o webleitor fará um passeio cronológico pela investigação e processo.

Suplentes

Genivan: de volta (Foto: assessoria)

Genivan e Mimiu são os respectivos suplentes de ambos vereadores em referência à eleição de 2016. O primeiro estava na Coligação Força do Povo I, que apoiou a candidatura vitoriosa da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Teve 1.993 votos.

Já Mimiu, o primeiro suplente de Manoel Bezerra, integrou a Coligação Liderados pelo Povo II, que amparou a candidatura à reeleição do então prefeito Francisco José Júnior (à época no PSD).

Mas o prefeito desistiu da campanha em pleno curso da disputa.

Ele somou 1.290 votos.

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terça-feira - 04/09/2018 - 12:20h
PRIMEIRA MÃO

“Sal Grosso” será finalmente julgado no Tribunal de Justiça

A Apelação Criminal sob o número 2017.014286-7, que diz respeito a denúncia do Ministério Público do RN (MPRN) quanto à corrupção na Câmara Municipal de Mossoró, na conhecida “Operação Sal Grosso”, finalmente será julgada pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Câmara Criminal do TJ irá julgar processo (Foto: Arquivo)

Magistrada convocada, a juíza Berenice Capuxu  concluiu com enorme agilidade sua tarefa como revisora do processo na Câmara Criminal. Ela substituiu o desembargador-revisor Glauber Rêgo, que assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Ela recebeu o processo no dia 31 (sexta-feira), encaminhando-o nessa segunda-feira (3) ao desembargador-relator Saraiva Sobrinho. A matéria já foi pautada por Sobrinho às 11h18 de ontem para julgamento na Câmara Criminal no próximo dia 13 (quinta-feira).

Quarta-feira (29), o Blog Carlos Santos noticiou em primeira mão que Berenice Capuxu seria convocada extraordinariamente. Antecipamos ainda que o processo deveria ter maior agilidade, depois de muitas críticas e até denúncia de morosidade em sua tramitação (veja AQUI).

A “Operação Sal Grosso” eclodiu em 14 de novembro de 2007, portanto há quase 11 anos.

Conheça um pouco a história desse processo

Leia também: TJ deve convocar juíza para processo da ‘Sal Grosso’ não parar AQUI – 29 de Agosto de 2018;

Leia também: Operação Sal Grosso está nas mãos de desembargador-revisor AQUI – 20 de Agosto de 2018;

Leia também: Tribunal muda relator do processo da Operação Sal Grosso AQUI – 20 de Julho de 2018;

Leia também: CNJ cobra julgamento da ‘morosa’ Operação Sal Grosso AQUI – 17 de Julho de 2018;

Leia também: PGJ pede cassação de Izabel Montenegro e Manoel Bezerra AQUI – 27 de abril de 2018;

Leia também: “Sal Grosso” dá outra marcha à ré e decisão no TJ não avança AQUI – 27 de Outubro de 2017;

Leia também: Desembargador aguarda parecer do MP para julgar “Sal Grosso” AQUI– 24 de outubro de 2017;

Leia também: Juiz mantém condenações contra envolvidos na “Sal Grosso” AQUI – 27 de Abril de 2017;

Leia também: Juiz pune vereadores e ex-vereador em caso “Sal Grosso” AQUI – 19 de Novembro de 2016;

Leia também: Vereadores e ex-vereadores são condenados em Mossoró AQUI – 08 de Janeiro de 2014.

O MPRN denuncia os atuais vereadores Izabel Montenegro  (MDB), presidente da Câmara Municipal, e Manoel Bezerra de Maria (PRTB), por “formação de quadrilha e ordenação de despesa não autorizada”, entre outros crimes. Além de outras sanções, eles podem perder o mandato.

Os demais réus são ex-vereadores.

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terça-feira - 21/08/2018 - 23:24h
Operação Candeeiro

PGR ratifica denúncia e pede que STF julgue Ricardo Motta

A Procuradoria Geral da República (PGR) “reiterou os termos de denúncia e requereu providências” em relação à demanda que envolve diretamente o deputado estadual Ricardo Motta (PSB). Cobra seu afastamento do mandato e outras sanções. A manifestação da PGR ocorreu nesta terça-feira (21) em Brasília, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Deputado retornou à Assembleia Legislativa e em pronunciamento se disse "vítima" (Foto: Eduardo Maia)

Ricardo Motta (PSB) está seriamente envolvido na “Operação Candeeiro”, deflagrada no dia 2 de setembro de 2015. Em questão  no STF, a Ação Originária (AO) sob o número 2275.

A indefinição sobre o futuro do parlamentar passeia na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (presidente), Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, relator do processo.

Suspeição de oito desembargadores

O caso começou a se arrastar no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), onde oito desembargadores alegaram suspeição, o que impediu a corte de tomar uma decisão colegiada. Daí, o imbróglio parou (literalmente) no STF no final de 2017.

No dia 31 de outubro de 2017, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, pediu ao STF (veja AQUI a íntegra do documento) que Ricardo Motta fosse outra vez afastado do mandato. Na condição de titular da ação penal perante o Supremo Tribunal Federal, ratificou a denúncia contra o parlamentar estadual pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Motta foi denunciado pelo Ministério Público do RN (MPRN) em maio do ano passado (Ex-presidente da Assembleia Legislativa é denunciado pelo MP). Segundo os autos, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ele teria desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

Leia também: Ricardo Motta está prestes a ir para a ‘Câmara de Gás”.

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quarta-feira - 01/08/2018 - 21:26h
Justiça

A discrição de um magistrado e “a vida como ela é…”

Um assunto bastante comentado nas rodas de bate-papo em Natal, entre interlocutores do universo jurídico e político, é a condenação dos desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz (veja AQUI).

Ivanaldo ouve Osvaldo Cruz em processo (Foto: Emanuel Amaral/TN)

Emerge o pensamento majoritário, sem necessário juízo de valor quanto aos réus, sobre a postura firme e reservada do judicante Ivanaldo Bezerra (6ª Vara Criminal do Natal), que prolatou a sentença.

Discrição é seu forte, traço comum à enorme maioria dos bons magistrados.

Mesma postura foi adotada pelo portal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em relação ao assunto: não publicou uma única linha sobre o caso, mas por outras razões.

Quem teve proeminência na página virtual desse poder devido nova sentença condenatória (veja AQUI) foi o ex-governador Fernando Freire. Há muito está no ostracismo e preso. Segundo os autos, ele e comparsas teriam desviado um total de R$ 88.240,00 do governo estadual.

Já Godeiro e Cruz drenaram, com colaboradores, mais de R$ 14 milhões de precatórios do próprio TJRN.

A vida como ela é…

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terça-feira - 31/07/2018 - 14:20h
Operação Judas

Justiça condena dois desembargadores aposentados do RN

Osvaldo e Rafael: condenações (Foto: Arquivo)

Os ex-desembargadores Osvaldo Soares Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho foram condenados pelo juiz Ivanaldo Bezerra (6ª Vara Criminal do Natal) por envolvimento em um esquema fraudulento que desviou R$ 14.195.702,82 do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), no período em que eram presidentes da instituição. Decisão saiu nesse dia 30 (segunda-feira).

A decisão é resultado de investigações do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que resultaram na deflagração da Operação Judas, em janeiro de 2012.

Osvaldo Cruz foi condenado por peculato e lavagem de dinheiro com pena de 15 anos de prisão e Rafael Godeiro por peculato, com pena de 7 anos e seis meses de reclusão. Além da reclusão em regime fechado, os ex-desembargadores também foram condenados a repararem, cada um, o valor de R$ 3 milhões. Cabe recurso.

Em junho de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia aplicado punição máxima a ambos em relação aos desvios de dinheiro praticados na Divisão de Precatório do Tribunal de Justiça do RN.

Aposentadorias

Com a condenação, o desembargador Oswaldo Cruz foi aposentado compulsoriamente e Rafael Godeiro, que já estava aposentado, teve sua aposentadoria por idade convertida em compulsória, que é a punição máxima na esfera administrativa.

Deflagrada no final de janeiro de 2012 por promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal com participação da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (CAOP-PP) e de policiais da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (DEICOT), a Operação Judas investigou irregularidades na Divisão de Precatórios no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão de cinco pessoas, nas cidades de Natal, Canguaretama e Recife (PE).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Veja sentença NA ÍNTEGRA clicando AQUI.

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sábado - 28/07/2018 - 09:26h
Anote, por favor

Seremos o Rio de Janeiro, sem que sejamos o estado do RJ

Venha cá: Se “todos são iguais perante a lei” e o Estado é uno, por que apenas o servidor estadual do Executivo recebe pagamento salarial em atraso no RN?

Por que servidores da Justiça, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público do RN (MPRN), da Defensoria Pública e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) empalmam em dia (ou adiantado) salários e até 13º?

Talvez lá adiante, quando a crise alcançar a todos, tenhamos explicações e justificativas para esse despautério.

Ainda não chegamos ao subsolo do fundo do poço, mas estamos a caminho.

Seremos o Rio de Janeiro, sem que sejamos o Rio de Janeiro.

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quinta-feira - 19/07/2018 - 09:22h
RN

Servidores são contra agregação de mais dez comarcas

O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do RN (SINDJUSTIÇA/RN) protocolou nesta quarta-feira, 17, requerimento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), solicitando reconsideração da decisão da corte sobre a agregação de comarcas.

TJRN já agregou oito ano passado (Foto: arquivo)

O Sindicato lamenta o fato de ter tomado conhecimento da questão por vias informais, através da expedição de ato denominado “Memorando Circular nº. 48/2018 – GP/TJRN” e não ter sido consultado sobre decisão tão importante e que afeta diretamente a vida de dezenas de servidores.

No requerimento, o Sindicato reivindica “imediata reavaliação e, sobretudo, prévia publicização dos critérios técnicos referidos no memorando em epígrafe, bem como a elucidação das soluções que deverão ser aplicadas aos servidores atualmente lotados nas Comarcas definidas como passíveis de ‘agregação’, além do impacto nas Comarcas “agregadoras”.

O TJRN enxerga interesse em agregar agora dez comarcas. Ano passado foram oito, em atendimento à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), objetivando reduzir custos e melhorar celeridade no atendimento processual.

Agora, os planos são de agregar as comarcas dessa forma:

São João do Sabugi a Caicó;

Almino Afonso a Patu;

Arez a Goianinha;

Cruzeta a Acari;

Pedro Velho a Canguaretama;

Portalegre a Pau dos Ferros;

Santana do Matos a Lajes;

São Bento do Norte a João Câmara;

Upanema a Campo Grande;

São Tomé a São Paulo do Potengi.

Em 2017, o processo de agregação foi assim: Pedro Avelino a Lajes; Poço Branco a João Câmara; Taipu à Ceará-Mirim; São Rafael a Assu; Serra Negra do Norte a Caicó; Janduís a Campo Grande; Governador Dix-sept Rosado a Mossoró; e Afonso Bezerra a Angicos.

Nota do Blog – Pobre jurisdicionado.

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terça-feira - 17/07/2018 - 23:34h
Crise localizada

Ezequiel evita devolução de sobras para cofre do estado

O “voto de Minerva” do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), foi determinante para evitar que a própria Casa e o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) fossem obrigados à devolução de recursos ao Executivo, das “sobras orçamentárias” de cada exercício (cada ano). A decisão aconteceu nesta terça-feira (17), na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019.

Ezequiel: sobras em casa (Foto: AL)

O placar ficou 11 a 11 e Ezequiel desempatou, garantindo que as sobras continuem nos dois poderes.

“A devolução das sobras ou o ajuste de contas não resolveria completamente o problema mas seria um alívio na crise financeira do Estado, ajudando, por exemplo, a colocar em dia os vencimentos mensais e o décimo-terceiro dos servidores castigados pelo atraso”, disse o deputado Fernando Mineiro (PT).

Ele destacou que, somente em 2016, as sobras (ou o superávit orçamentário) da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria Geral de Justiça (Ministério Público do RN-MPRN) e Defensoria Pública somaram R$ 407,6 milhões, mais do que suficientes para para pagar uma folha mensal do funcionalismo em valores de hoje.

Jabuticaba potiguar

Ao defender a devolução, Mineiro afirmou que a apropriação das “sobras orçamentárias pelos poderes e órgãos públicos é uma autêntica jabuticaba potiguar, pois só existe aqui e já foi considerada ilegal pela Secretaria do Tesouro Nacional. Nos outros Estados, o que sobra é devolvido ao Tesouro, para que o Executivo pague salários e fornecedores e aplique na prestação de serviços à população”.

No texto original da LDO, que define o Orçamento 2019 a ser votado após as eleições, o Governo do Estado incluiu a devolução, mas o dispositivo foi retirado pelo relator da LDO na Comissão de Finanças, deputado José Dias (PSDB-RN). Mineiro, então, tentou restaurar o texto original através de emenda, rejeitada pela comissão.

Numa última tentativa, o deputado petista pediu a votação do dispositivo em destaque no plenário, mas o voto em dobro de Ezequiel Ferreira decidiu a questão.

Nota do Blog – Chegará o dia em que faltará, também, dinheiro para os demais poderes e órgãos do estado, que recebem duodécimo: Tribunal de Contas, TJRN, Defensoria Pública, MPRN e Assembleia Legislativa.

A crise que se testemunha não chegou a qualquer um deles. Afeta tão somente o Executivo.

Sem ajuste fiscal, uma séria reforma de estado, o próximo governador dará sequência a essa dolorosa marcha de miseráveis do governo estadual, com escassos recursos para investimento e déficit para cobertura do custeio da máquina pública.

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terça-feira - 17/07/2018 - 15:38h
Quase 11 anos...

CNJ cobra julgamento da ‘morosa’ Operação Sal Grosso

Colegiado recebeu denúncia apontando estranha vagarosidade na apreciação de caso iniciado em 2007

Despacho é incisivo (Foto: reprodução)

O Conselho Nacional de Justiça  (CNJ), provocado pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Geral, Leve e Pesada (SINTRACOM/RN), determinou à Presidência do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) que apure “eventual morosidade injustificada” de um processo relativo à “Operação Sal Grosso”.

O despacho do CNJ foi assinado no último dia 12. A Presidência do TJRN tem 60 dias para levantar o porquê do não julgamento da demanda sob o número 0004515-44.2008.8.20.0106. A partir daí, deverá enviar suas conclusões para a Corregedoria do próprio CNJ.

A matéria está conclusa ao relator-desembargador Gilson Barbosa Albuquerque, desde o dia 26 de abril deste ano, às às 17h38, na Terceira Turma Criminal do TJRN, da qual fazem parte ainda os desembargadores Francisco Saraiva Sobrinho e Glauber Rêgo. Tem o parecer da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) desde então.

Em sua “Representação por excesso de prazo”, o Sintracom/RN assinala que “está pendente de julgamento recurso de apelação há mais de 2 (dois) anos.”

Dificuldade de informação

O próprio CNJ admite que “não foi possível consultar o extrato do processo no site do TJRN”. Em face disso, entendeu ser necessário que a denúncia seja apurada.

A Operação Sal Grosso foi deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN) em Mossoró no dia 14 de novembro de 2007. Caminha para completar 11 aninhos de aniversário este ano.

Teve como foco a legislatura da época na Câmara Municipal de Mossoró.

Izabel e Manoel Bezerra também podem perder mandato com decisão em segundo grau (Foto: montagem Rede News)

Nesse processo, especificamente, é narrado que através da contratação de empréstimos consignados por parte dos vereadores junto à Caixa Econômica Federal (CEF), vários vereadores se beneficiavam da vantagem pecuniária, mas a Câmara Municipal de Mossoró é quem teria coberto as obrigações.

O juiz Cláudio Mendes Júnior, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, condenou no dia 07 de novembro de 2016 os atuais vereadores Izabel Montenegro (MDB) e Manoel Bezerra de Maria (PRTB), além dos ex-vereadores Gilvanda Peixoto, Júnior Escóssia, Claudionor dos Santos, Daniel Gomes, Aluizio Feitosa, Benjamim Machado e Osnildo Morais.

Conheça um pouco a história desse processo

Leia também: PGJ pede cassação de Izabel Montenegro e Manoel Bezerra AQUI – 27 de abril de 2018;

Leia também: “Sal Grosso” dá outra marcha à ré e decisão no TJ não avança AQUI – 27 de outubro de 2017;

Leia também: Desembargador aguarda parecer do MP para julgar “Sal Grosso” AQUI– 24 de outubro de 2017;

Leia também: Juiz mantém condenações contra envolvidos na “Sal Grosso” AQUI – 27 de abril de 2017;

Leia também: Juiz pune vereadores e ex-vereador em caso “Sal Grosso” AQUI – 19 de novembro de 2016;

Leia também: Vereadores e ex-vereadores são condenados em Mossoró AQUI – 08 de janeiro de 2014.

As sanções contra os condenados são estas: cinco anos e quatro meses de reclusão e vinte e seis dias multa no valor de dois salários mínimos cada, valor que deverá ser atualizado, quando da execução, pelos índices de correção monetária (art. 49, § 2º).

Um agravante para a atual presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro, além de Manoel Bezerra de Maria, é a tendência a perda de mandato eletivo atual, em face de decisão em segundo grau.

Na mesma decisão, o judicante inocentou os ex-vereadores Renato Fernandes, Francisco José Junior e Francisco Dantas da Rocha (“Chico da Prefeitura”).

Leia também: Vereadores garantem que são inocentes.

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