sexta-feira - 24/05/2024 - 07:30h
Uma Odisseia...

“Ninguém”, o vice de Allyson Bezerra

Imagem reprodução do site Pinterest

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Caiu mesmo no esquecimento a curiosidade sobre quem será o vice do pré-candidato à reeleição à Prefeitura de Mossoró, prefeito Allyson Bezerra (UB).

Nem os repórteres indagam-no mais sobre o assunto, em entrevistas. Para boa parcela dos munícipes, vale mais esperar pelo apoteótico “Pingo da Mei Dia.”

E na oposição, alguns ex-aliados que ambicionavam o posto, hoje têm outra preocupação: vê-lo afastado do cargo, para não serem obrigados a enfrentá-lo nas urnas.

Quem será o vice? Pouco importa no momento.

Se tudo ocorrer como anunciado e repetido há vários meses pelo prefeito, o assunto só será objetivamente tratado após o Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2024, coisa aí de julho ou até comecinho de agosto.

Por que a pressão, hein?

Mas, vamos lá: e hoje, quem seria o nome favorito ou mais forte ao posto?

“Ninguém.”

Recorro à Odisseia, poema grego milenar de Homero, para ser relativamente claro na voz do personagem central, Ulisses, no retorno à sua casa. Em diálogo astucioso com o gigante caolho Polifemo, que queria devorá-lo e a seus guerreiros, ele se identifica com um codinome criado àquela hora:

“Eu me chamo Ninguém, Ninguém me chamam vizinhos e parentes.”

No devido tempo o vice terá sua identidade aclarada.

Algum favorito?

“Ninguém!”

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Categoria(s): Política
domingo - 02/01/2022 - 09:34h

Depois é nunca

Depois é nunca - tatuagemPor Francisco Edilson Leite Júnior

De repente escuto um áudio. Pergunto de quem é?

– Vou enviar para você – respondeu Viviane.

Abro o WhatsApp e começo a ouvi-lo: é o escritor Fabrício Carpinejar falando da importância dos momentos quebrados, afinal, “Nunca saberemos quando será a última vez. A despedida já pode ter acontecido”.

Corro para o site da Amazon: essa é uma das vantagem do mundo globalizado, um clique, e compro o livro “DEPOIS É NUNCA”.

Fantástico! Carpinejar nos adverte: “A verdade é que, por dentro, ninguém mais será igual. Não haverá a normalidade costumeira. Amores e amizades não serão mais iguais. Nossa família não será mais igual. Nosso emprego não será mais igual… Não tem como fingir que nada aconteceu… O pior não é perder o olfato, e sim o tato”.

Pois é… A profa. COVID-19 veio com tudo, aliás, ainda está vindo. Mais de 600.000 mortes e para alguns é como se nada tivesse acontecido: “Aqui ninguém vai usar máscaras… É melhor morrer do que perder a liberdade!”.

Enfim, para alguns não houve perda nem do olfato e nem do tato. Só se perde aquilo que um dia se teve…
E Carpinejar tem razão ao nos advertir: “A morte é como o demônio, mais cresce na descrença”.

É claro que não pode haver tempo para a leitura. Há algo mais importante a ser feito: “Vacina causa morte, invalidez, anomalia”. Viver não é preciso, disseminar Fakenews é mais do que preciso…

E o mais curioso é que mesmo as recentes pesquisas mostrando o derretimento dos apoiadores a esse canto das sereias – que quase levava Ulisses e sua tripulação à morte -, ainda há um percentual (infelizmente na área da saúde) que escuta tudo isso e Retweeta com uma naturalidade que nos choca pela frieza, pela falta de sensibilidade e humanismo que não podem jamais estar ausentes desses profissionais…

E aqui cabe mais uma vez as provocações de Carpinejar: “Onde você estava quando o seu afeto morreu? Certamente fora de si… A despedida de um amor e de um afeto dá início a nossa própria despedida. DEPOIS É NUNCA”.

Que o brasileiro, na sua própria dor, possa aprender que brincar de eleição pode ser fatal…

“Não tem como fingir que nada aconteceu. Todos cairão em si, inevitavelmente”…

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, médico e escritor

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Categoria(s): Crônica
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