quarta-feira - 16/03/2022 - 06:46h
Covid-19

Mossoró começa a imunizar idosos com a 4ª dose

Vacinação com a 4D começa a atender público específico (Foto: Wilson Moreno)

Vacinação com a 4D começa a atender público específico (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró começou a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas a partir de 60 anos. O imunizante está sendo liberados para quem tem 60 anos ou mais que tomou a Dose de Reforço (DR) ou (3ª Dose) há quatro meses.

Portanto, quem tem 60 anos acima que tomou a 3ª dose até o dia 15 de novembro de 2021 já pode procurar hoje os postos de vacinação para tomar a 4ª dose.

A vacinação contra a Covid-19 em Mossoró está acontecendo em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 47 ao todo, e em vários pontos extras durante toda a semana. Nos fins de semana, a vacinação também ocorre em Mossoró, tendo como pontos duas UBSs e mais o Partage Shopping.

Nessa terça-feira (16), outro ponto de cobertura foi aberto no Big Bom Preço (Nova Betânia), com boa afluência de pessoas.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sábado - 06/03/2021 - 08:46h
Mossoró

Saúde é referência em números, mas falta ser eficiente e humana

Município é polo com clínicas, hospitais e centenas de médicos, mas segue com certos gargalos

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) registra que Mossoró possui 468 empresas do ramo instaladas na cidade, entre hospitais e clínicas, por exemplo.

São três faculdades de Medicina em plena atividade.

Estrutura de saúde pública e privada e quantidade de médicos desenham polo de saúde em Mossoró (Foto ilustrativa)

Estrutura de saúde pública e privada e quantidade de médicos desenham polo de saúde em Mossoró (Foto ilustrativa)

Pelo menos nove hospitais (privados, filantrópicos e públicos) estão em atividade em Mossoró, desde o de perfil geral como o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) ao que tem especialização no câncer – o Hospital da Solidariedade.

O Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), sob intervenção federal desde 2014, realiza cerca de 580 partos/mês. A maioria chega de outros municípios. São em média 55% de parturientes de mais de 50 municípios (incluindo Ceará) e 45% de Mossoró.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) assinala que oficialmente são  799 médicos atuantes/residentes nesse endereço geográfico, mas se sabe que há número bem acima disso trabalhando diariamente em plantões ou clinicando ocasionalmente, em Mossoró.

Muitos médicos

“Estimo que pelo menos 30% a mais de médicos atuem em Mossoró como flutuantes, que não foram captados pela pesquisa do CRM”, comenta um profissional da área. “Isso daria 1.040 médicos”, complementa.

No RN, ao todo, o CRM tem 10.995 médicos cadastrados. Cerca de 7,9% deles em Mossoró.

O Brasil tem hoje mais do que o dobro de médicos que tinha no início do século. Em 2000, eram 230.110 médicos. Em 2020, eles somam 502.475 profissionais. Nesse período, a relação de médico por mil habitantes também aumentou significativamente, na média nacional. Passou de 1,41 para 2,4.

É o que mostra o estudo Demografia Médica no Brasil 2020, resultado de uma colaboração entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Universidade de São Paulo (USP) – veja AQUI.

Se Mossoró tiver avaliação apenas pelos médicos registrados no CRM, essa relação é exponencial e bem acima da média nacional. Chega a 3,46 médicos/1000 habitantes.

A média de médico/habitantes em Mossoró é superior a países de patamares significativos em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Chile (2,5), Estados Unidos (2,6), Canadá (2,7) e Reino Unido(2,8).

Serviço público

Essa mostra explica – mesmo superficialmente – como Mossoró transformou-se num polo de saúde nos últimos anos, sendo referência para população que vai muito além de seus limites territoriais. Para a cidade migram pacientes de dezenas de municípios, incluindo áreas no sertão paraibano e Vale do Jaguaribe (CE).

Prédio está em escombros, coberto pelo lixo,mato, com esgoto à porta e plana 'novinha em folha' (Fotos: BCS)

UBS no bairro Pereiros foi deixada em escombros, mas com divulgação de obras, pela administração passada (Fotos: BCS/arquivo)

A sobrecarga no serviço público de saúde, sem pactuação entre as prefeituras, concorre para esgotamento do atendimento ao paciente nativo. Porém, é certo, que em boa parte não justifica a falta de médicos em várias Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), problema que se arrasta há muitos anos.

Na atual gestão, a promessa do prefeito empossado há pouco mais de 60 dias, Allyson Bezerra (Solidariedade), é de que esse holocausto diário da periferia à zona rural chegou ao fim (veja AQUI). Que assim seja. Uma medicina eficiente e humana, é o que sobretudo o povão espera.

Se funcionar, será bom para todos em vez de ser excelente para poucos.

Seus antecessores brincaram e negligenciaram com o sofrimento alheio. Em parte, a razão é de que sempre que precisaram (e seus familiares), eles tinham a estrutura privada para servi-los. A massa-gente que se virasse ou morresse mesmo à míngua.

“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, assinala a Constituição do Brasil.

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Categoria(s): Reportagem Especial / Saúde
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terça-feira - 19/09/2017 - 11:22h
Marcha da Saúde

Relatório detalha sucateamento da Saúde em Mossoró

Petras Vinícius mostra levantamento e números aterradores em dez unidades básicas de saúde e UPA's

Em pronunciamento encerrado há poucos minutos na tribuna da Câmara Municipal de Mossoró, o vereador Petras Vinícius fez um relatório de visitas suas a dez Unidades Básicas de Saúde do Município (UBS’s) nos últimos dias, além das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s). Foi o que definiu como “Marcha da Saúde” (veja AQUI).

Faltam muitos medicamentos, médicos, internet, impressora e outros itens básicos na saúde básica (Foto: Cedida)

Sintetizou o que viu e documentou através de entrevistas, fotos e vídeos, ouvindo servidores e clientela.

Abaixo, um resumo do que ele coletou e pretende encaminhar a setores fiscalizadores da Saúde Pública:

UBS’s Chico Porto:

– Área coberta: 3 mil pessoas

– Área descoberta: 2mil pessoas

– Apenas uma equipe (3 equipes seriam necessárias para cobrir toda a área)

– 3 médicos atendem na Unidade;

– Dentistas da Unidade estão atendendo no CEO por falta de condições estruturais nos consultórios odontológicos;

– Duas cadeiras de Dentista paradas;

– A UBS está sem gerente;

– Sem medicação para pressão e diabetes;

– Farmácia Básica com 10% de sua capacidade;

– Atendem cerca de 500 hipertensos;

– Não há sala para Assistente Social;

– Não há Segurança.

UBS Dr. Epitácio da Costa Carvalho:

– 13 fichas/dia;

– Mais de 1600 famílias cadastradas;

– Farmácia Básica com 5% de sua capacidade;

– Falta HiperDia;

– PSF sem enfermeiro há 15 dias;

– Serviços de PSF sem utensílios básicos (os funcionários estão se mobilizando para conseguir material de outros locais de trabalho);

– Duas dentistas trabalhando há 2 anos na UBS apenas com orientações, pois a energia não suporta os equipamentos quando em funcionamento;

– Médico atendendo três vezes por semana;

– Sem fardamento para ACS;

– Apenas 5 ACS trabalhando (seriam necessários mais 5 para cobrirem a demanda da área);

– Apenas uma equipe trabalhando (duas seriam necessárias para cobrir toda a área);

– 6 áreas descobertas;

– A comunidade fez doação de equipamentos de informática (uma impressora e toner);

– Vazamento na caixa de água impede funcionamento da UBS ao menos uma vez por semana;

– Material esterilizado na UPA do Alto de São Manoel;

– Unidade não possui Segurança.

UBS Dr. Aguinaldo Pereira:

– Média de 3 mil pessoas atendidas;

– 2 equipes PSF;

– Faltando 40% dos medicamentos na Farmácia Básica (HiperDia, Psicotrópicos e Analgésicos);

– Salas arrombadas por vândalos e cobertas de rachaduras e mofo;

– Há frequência nos arrombamentos;

– Unidade não possui segurança;

– À espera de licitação para reforma;

– Problemas elétricos impedem o funcionamento do Consultório de Enfermagem.

UBS Mário Lúcio de Medeiros:

– Uma equipe de PSF;

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Faltam cerca de 80% dos Medicamentos Psicotrópicos sem previsão de chegar;

– Quantidade razoável de remédios de pressão;

– Internet paga pelos funcionários;

– 550 famílias descobertas no Conjunto Novo;

– Comunidade entre Geraldo Melo e Alto da Pelonha, descoberta;

– Média de 3 mil famílias descobertas;

– Prédio com aluguel em atraso;

– Vários roubos, na entrada da Unidade, a populares e funcionários.

UBS Enfermeira Conchita da Escóssia Ciarlini:

– Por falta de qualquer mecanismo de Segurança, a Unidade é constantemente arrombada e alvo de vandalismo e roubos de equipamentos;

– 3 equipes de PSF;

– Há mais prontuários da área descoberta que da coberta;

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Analgésicos e HiperDia em falta;

– Luvas de procedimento e material de Curativo em falta;

– Material para medir glicemia em falta;

– Não há internet;

– Equipamentos pessoais dos funcionários são usados para a marcação de consultas.

UBS Dr. Lucas Benjamim:

– Unidade polo para UBS dos abolições;

– Uma equipe de PSF;

– Analgésicos e HiperDia em falta;

– Psicotrópicos em falta;

– Farmácia Básica com 30% de sua capacidade;

– Área coberta: média de 2200 pessoas;

– Área descoberta: mais de 4mil pessoas;

– Mais de 200 hipertensos;

– Não há internet na Unidade;

– Notebooks pessoais são usados para suprir demanda da Unidade que, praticamente, não possui computadores;

– Não há segurança.

UBS Dr. José Fernandes de Melo:

– Unidade polo para unidades no entorno;

– Sem Psicotrópicos;

– Sem HiperDia;

– Sem Analgésicos há meses;

– Farmácia Básica com 10% de sua capacidade;

– Medicação só é entregue pela manhã;

– Curativos e outros procedimentos são feitos à tarde, pois a sala disponível não possui condições de ser usada e pela manhã todas as outras salas estão em uso;

– Energia fraca, não suporta todos os equipamentos ligados ao mesmo tempo;

– Não possui computadores;

– Internet paga por funcionários;

– Marcação é feita quando funcionários levam seus notebooks ou o atendido leva para marcar em casa;

– Não há ASG na Unidade;

– Não há regularidade na limpeza ao entorno da Unidade;

– Os funcionários não possuem fardamento ou material para trabalhar (há meses não recebem);

– 4 áreas descobertas, mesmo com 2 equipes de PSF.

UBS Raimundo Renê Carlos de Castro:

12 ACS – 2 Equipes de PSF;

Farmácia Básica com 70% de sua capacidade;

– Falta medicação para HiperDia;

– 20% de Insulina necessária;

– Dois dentistas para uma Cadeira (cada turno, um atende, de segunda a sexta);

– População reclama de poucas vagas (4 vagas para extração e 2 para restauração);

– Dois médicos (Apenas um tem carro próprio e o utiliza para visitar os pacientes em domicilio, pois quase sempre falta carro da municipalidade para acompanhar a equipe de PSF);

– Nas sextas, são atendidas as Gestantes;

– Corriqueiramente tem faltado papel para impressão de receitas e exames;

– Funcionários utilizam suas impressoras em casa para facilitar o trabalho;

– Faltam luvas de procedimento, material de curativo e material para teste de glicemia;

– Falta material de limpeza;

– Não há telefone fixo e computadores;

– Ligações são feitas dos celulares dos próprios funcionários;

– Marcações são feitas nas casas dos funcionários

– Não há internet;

– Funcionários estão fazendo “vaquinha de dinheiro” para comprar material infantil para atendimento pediátrico;

– – Não há Segurança.

UBS Sinharinha Borges:

– 2 Equipes de PSF;

– 2 dentistas e 2 médicas (Uma das médicas só atende duas vezes por mês, sendo ela mesma quem escolhe o dia de atendimento – Dra. Ellen);

– 16 fichas/dia;

– Os enfermeiros dividem a mesma sala;

– Sala de curativo disponível, porém sem material (caso o paciente traga o material, o curativo será feito);

– Farmácia Básica com 20% de sua capacidade;

– Sem HiperDia;

– Sem Analgésicos;

– Não há ASG na Unidade;

– Unidade é constantemente alvo de assaltos;

– Guarda Civil passa uma vez a cada expediente;

– Muitas Infiltrações e Portas sem tranca;

– Ar-condicionado com defeito no Consultório do Dentista, Sala da Assistência Social e Enfermagem;

– Internet paga pelos funcionários;

– Botijão de gás emprestado por uma das funcionárias;

– Água e café pagos pelos funcionários.

UBS Caic:

– Está alocada na UBS José Fernandes de Melo, pois a antiga sede não a comporta;

– Falta ASG;

– Falta Digitador para marcar exames;

– Faltam folhas timbradas e folhas de ofício;

– Faltam materiais de curativo;

– Falta funcionário para trabalhar no SAME.

Segundo exposição do vereador, o principal problema é falta de remédios elementares nas UPA’s, como Decadron, Prometazina, Hidrocortizona, Furosemida, Captopril, Soro Ringer Simples, Atrovent, Vitamina K, Transamim, Ipslon, Lidocaína Gel, ABD, Hiocina, Jelcos 22 e 24, Scalps 23 e 21, Seringa de 5ml entre outros.

Servidores se sacrificam

Nas UBS também é escassa a cobertura de remédios e outros insumos, como dificuldade para atendimento à procura por vários exames, como US abdômen total, US obstetra, Oftalmológicos, Dermatológicos, Endocrinológicos e pequenas cirurgias.

Raério critica governo e imprensa (Foto:CMM)

“Quem banca a saúde básica em Mossoró são os servidores, a dedicação deles, o sacrifício deles, até tirando dinheiro do próprio bolso”, desabafou Petras Vinícius.

Governo x oposição

Em seu pronunciamento, Petras foi aparteado por vereadores governistas, mas nenhum contestou suas palavras e relatório. Francisco Carlos (PP), por exemplo, admitiu que “esses problemas serão amenizados, mas não creio que serão plenamente solucionados”. Licitação em andamento, disse, vai atenuar parte dos problemas.

O oposicionista Raério Cabeção (PRB) contestou o discurso do governismo, assinalando que recursos orçamentários com Gabinete da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e com propaganda de seu governo, “vão continuar”, enquanto o povo seguirá sofrendo. E cobrou a imprensa para falar a realidade e a verdade e não apenas “dizer que o vereador não faz nada, não fala nada”.

* Os vereadores Ozaniel Mesquita (PR), Raério Cabeção, Genilson Alves (PTN) e Rondinelli Carlos (PMN) participaram de parte da “Marcha da Saúde” encabeçada por Petras Vinícius.

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Categoria(s): Política / Saúde
domingo - 13/08/2017 - 10:26h

A saúde municipal à luz do PMAC

Por Gutemberg Dias

Vamos iniciar a partir de hoje uma série de artigos baseados em dados disponibilizados no Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade (PMAQ), com foco na Atenção Básica. Vale destacar que “O PMAQ-AB tem como objetivo incentivar os gestores e as equipes a melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos do território” (MS).

Como o 3 Ciclo ainda está em fase de tabulação dos dados, vamos trabalhar as informações tabuladas no 2 Ciclo.

Nesse primeiro artigo vamos tratar da questão da infraestrutura, o apoio da gestão as equipes que desenvolvem a Atenção Básica e percepção do usuário em relação ao atendimento no âmbito do município de Mossoró, sempre que possível, fazendo a relação com dados do estaduais e nacionais.

Com relação a infraestrutura o PMAC-AB e SB faz alguma perguntas quanto a ambiência, equipamentos, materiais e insumos. Vejamos como o município de Mossoró é avaliado.

Quanto à ambiência (Sala de Recepção, Pelo menos um consultório, Pelo menos um banheiro, Sala de Procedimento, Sala de curativo, Sala de Nebulização, Sala de vacina) apenas 32,43% das UBS’s possuem essa estrutura ficando abaixo da média estadual e nacional que chega a 46%. Já em relação aos equipamentos, materiais e insumos a porcentagem sobe para 51,35%, inclusive acima da média estadual e nacional.

É interessante trazer, também, os dados da Saúde Bucal.

Ao analisar os equipamentos (amalgamador, Autoclave, Cadeira Odontológica etc) observa-se que as UBS’s que possuem atendimento odontológico possuem mais 89% dos equipamentos básicos. Mas, quando se analisa os dados referentes ao ferramental e insumos apenas 21,62% possuem “sempre” o necessário para o pleno atendimento da Saúde Bucal.

Analisando o apoio da gestão às equipes da Atenção Básica observa-se que apenas 20% avaliam como MUITO BOM/BOM o trabalho conjunto com o apoiador institucional para a qualificação do processo de trabalho e no enfrentamento de problemas.

Mas, 74,55% dos profissionais de saúde/equipes informam que recebem apoio da gestão municipal para a organização do processo de trabalho a partir dos padrões do PMAQ.

É importante destacar que o apoio da gestão municipal junto a equipe tem um papel de extrema importância para consolidação do SUS e, sobretudo, para a resolução de problemas e ajuda na construção e na utilização de ferramentas e tecnologias para a melhoria do trabalho.

Em relação a satisfação dos usuários é importante frisar que essa informação tem uma importância impar para o processo de gestão da Atenção Básica, haja vista, que além de trazer luz sobre a qualidade do serviço, faz uma relação quanto a adesão ao tratamento e a relação médico-paciente.

De um modo geral a avaliação é positiva já que 68,8% dos usuários indicariam uma UBS a um amigo ou familiar, ou seja, mesmo estando abaixo da média estadual e nacional (83% e 86%) existe um índice alto de satisfação. Ainda, esse mesmo usuário informa que 56,3% não mudariam de UBS se tivessem oportunidade. Esse último dado está muito acima da média estadual (10,4%) e, também, da média nacional (4,8%), fato que denota a satisfação dos usuários onde está sendo atendido.

Outro ponto que merece atenção é a falta de conhecimento dos usuários quanto aos mecanismos de controle como o Conselho de Local de Saúde nas UBS, onde apenas 13,3% sabem que existem e que é possível estreitar relação para que haja maior acesso e participação nas tomadas de decisão na UBS que eles acessam com maior frequência.

Com base nos dados apresentados o relatório, em relação ao temas abordados, conclui que:

ü  O apoio oferecido pela gestão para organização do processo de trabalho da equipe é insuficiente.

ü  A ambiência de 67,57 % das UBS está aquém das necessidades da equipe.

ü  A gestão faz oferta insuficiente de equipamentos e materiais mínimos para o bom desenvolvimento do trabalho da equipe em 51,35 % das UBS.

ü  O apoio institucional oferecido pela gestão municipal para auxiliar a equipe no enfrentamento de problemas e na qualificação do processo de trabalho é incipiente.

ü  O usuário utiliza pouco as ferramentas e os espaços de participação nas decisões sobre o funcionamento da UBS.

Dessa forma, fazendo uma análise crítica, é imprescindível que a gestão utilize com maior frequência os dados gerados a partir dos relatórios do PMAC e repense suas ações quanto aos temas abordados. Obviamente tratando de melhorar os índices considerados baixos e potencializando os resultados que podem ser considerados positivos.

Por fim, se faz necessário que a gestão esteja efetivamente mais próxima das equipes para poder problematizar e solucionar os desafios do dia-a-dia; analisar e planejar a estruturação das UBS’s e, sobretudo, ampliar a interação efetiva com o usuário fazendo com que ele seja um construtor do próprio sistema de saúde junto com a gestão.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

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Categoria(s): Artigo
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quarta-feira - 18/01/2017 - 08:56h
Mossoró

Prefeitura diz que repõe estoques de Unidades Básicas de Saúde

A Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria de Saúde, está repondo medicamentos, insumos administrativos e material de limpeza que estavam com estoques zerados nas 45 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

O serviço deve voltar à normalidade até o final desta semana.

Com informações da Secretaria de Comunicação da PMM.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 06/10/2016 - 11:36h
Mossoró

Segurança municipal aperta cinto em final de governo caótico

Todas as pastas da Prefeitura Municipal de Mossoró estão apertando ainda mais o “cinto”. A contenção de despesas decorre de orientação do prefeito Francisco José Júnior (PSD), a partir de reunião ocorrida nesse dia 5. O que está ruim, tende a ficar bem pior.

Tempos difíceis para a GCM (Foto: PMM)

Na Segurança, por exemplo, as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) contarão com apenas 1 (um) Guarda Civil Municipal (GCM) de serviço. As Unidades de Pronto-atendimento (UPA’s) continuam com 2 (dois) guardas de serviço por turno.

As Bases Integradas Cidadãs (BIC’s) também “encolhem” em sua efetividade. A prioridade é com os containers. Segundo se argumenta, as BIC’s fixas possuem efetivo de serviço, “servindo apenas como bases de determinados grupamentos.

Sindguarda/RN

O corte de gastos ainda se estende à frota de veículos da GCM Mossoró, tendo a devolução de 2 (dois) carros locados. Haverá ainda redução em cota de combustível para as viaturas restantes.

O Sindicato dos Guardas Municipais (SINDGUARDAS/RN) emitiu comunicado a seus associados, avaliando que “a situação está mais complicada que imaginamos”. E acrescentou: “Nesse momento de incertezas, o Sindguardas/RN orienta os companheiros a continuarem com as diretrizes estabelecidas pelo sindicato, na qual consiste em não tirar serviços extraordinários e, aos companheiros de serviço operacional, manterem-se em aquartelamento atendendo apenas a ocorrências dos companheiros que estejam de serviço”.

Nota do Blog – Acho difícil o prefeito Francisco José Júnior (PSD) concluir o governo. Mas se conseguir, parabéns pelo feito.

Mesmo assim deixará para trás um estrago difícil de ser sanado em curto e médio prazos, além de uma legião de ressentidos.

Anote, por favor.

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Categoria(s): Administração Pública / Segurança Pública/Polícia
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