quarta-feira - 30/10/2019 - 18:32h
Saúde

Prefeitura questiona Bernardo Rosado, mas faz pagamentos

Nota oficial diz que prestadores vão além do teto de atendimentos estabelecidos e dificultam créditos

A Prefeitura Municipal de Mossoró emitiu texto oficial no início da noite desta quarta-feira (30), em resposta à entrevista que o médico e diretor geral do Hospital Wilson Rosado (HWR), Bernardo Rosado, concedeu ao repórter Joãozinho Graciliano, o “Joãozinho GPS”, da Rádio Difusora de Mossoró, cobrando pagamentos em atraso por serviços hospitalares.

Mas não informa efetivamente de quanto é o débito e o que falta ser coberto. Coloca em xeque o que Bernardo Rosado relatou em termos de dificuldades e dívidas milionárias, além de apontar: “(…) Prestadores estão ultrapassando o teto dos atendimentos estabelecidos, apesar das reiteradas notificações pelo município. O descumprimento desses valores vem dificultando o pagamento da produção”.

Veja a íntegra abaixo:

Prefeitura comprova repasses do SUS em dia e negociará adicionais com Hospital Wilson Rosado

A Prefeitura de Mossoró esclarece que vem se esforçando para honrar todos os compromissos assumidos pelo Município aos prestadores hospitalares de média e alta complexidade.

A Secretaria de Saúde destaca que dos R$ 39.218.534,77 enviados a Mossoró pelo Ministério da Saúde, no ano de 2018, para pagamento da produção de todos os prestadores hospitalares de média e alta complexidade, o Hospital Wilson Rosado recebeu R$ 19.326.073,07, o equivalente a metade dos valores recebidos.

Nos oito primeiros meses de 2019, o hospital Wilson Rosado também recebeu em torno de 50% dos recursos enviados pelo Ministério da Saúde. O montante foi de R$ 27.265.311,22 e o Wilson Rosado recebeu R$ 12.988,7657,00.

Nesta quarta-feira o Município pagou ao hospital, R$ 1.156.295,63 referente à produção de agosto. A Prefeitura está aguardando o envio das notas fiscais dos serviços prestados no mês de setembro para iniciar o processo de pagamento.

Um dos graves problemas enfrentados pela Prefeitura de Mossoró é o atendimento de pacientes de outros municípios. Só em 2018, a PMM arcou com R$ 25 milhões, acima do pactuado com os municípios.

Outra dificuldade é que os prestadores estão ultrapassando o teto dos atendimentos estabelecidos, apesar das reiteradas notificações pelo município. O descumprimento desses valores vem dificultando o pagamento da produção.

Com relação às cirurgias eletivas, a Prefeitura esclarece que a dívida existente corresponde ao adicional/PLUS (100% sobre o valor da tabela SUS), valores esses pagos com receita própria, sendo 40% do Município e 60% do Estado. Vale salientar que somente Mossoró e Natal pagam esse adicional.

A Prefeitura já está negociando os adicionais, juntamente com o Governo do Estado, e espera que haja solução nos próximos dias.

A atual gestão já vem pagando ao Hospital Wilson Rosado rigorosamente em dia o parcelamento de uma dívida de R$ 4 milhões do governo passado.

UTI

A Secretaria de Saúde informa que toda equipe multiprofissional da UTI Pediátrica – entre eles, médicos e enfermeiros, é mantida pela Prefeitura de Mossoró. Além disso, o Município faz a complementação do aluguel R$ de 158 mil que é pago também com recursos SUS.

Nesta quarta, a Prefeitura de Mossoró pagou o mês de agosto e amanhã está quitando setembro.

Leia também: Hospital desabafa sobre calote de Fátima e Rosalba.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 14/06/2019 - 08:14h
Pediatria

Prefeitura paga parte de débito e UTI seguirá funcionando

UTI tem dez leitos funcionando (Foto: arquivo)

Do Blog Carol Ribeiro

A Prefeitura de Mossoró realizou o repasse de atrasados para o funcionamento necessário à UTI pediátrica do Hospital Wilson Rosado. Com isso, os dez leitos não vão mais parar.

O valor referente aos seis meses de atraso, cerca de R$ 700 mil, foi praticamente liquidado com a cobertura de cinco meses. Já os atrasados referentes às cirurgias ortopédicas tiveram garantia de pagamento por parte do Governo do Estado.

O secretário adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli, abriu diálogo com a direção do hospital, e já prometeu o repasse da complementação do mês de junho para a saúde de Mossoró.

Enquanto o governo e a Prefeitura não honrarem com o restante dos atrasados, refente a 2018, a questão fica por conta da Justiça.

Nota do Blog Carlos Santos – Se tinha meios para pagar, por que o ente público precisou ser pressionado publicamente?

A propósito, esse drama não é novo e não é relacionado apenas à gestão Rosalba Ciarlini (PP). Veja AQUI pequeno histórico sobre os leitos de UTI Pediátrica do Wilson Rosado.

Essa estrutura de alta complexidade foi instalada dia 10 de abril de 2013, na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM). Dia 23 do mesmo mês recebeu seu primeiro paciente.

Leia também: Estado e Prefeitura são cúmplices em descaso com Saúde.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • San Valle Rodape GIF
quinta-feira - 13/06/2019 - 10:24h
Dívidas milionárias

Estado e Prefeitura são cúmplices em descaso com saúde

Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado são parceiros e cúmplices numa tragédia anunciada e continuada na Saúde de Mossoró.

O problema não é de hoje, que se diga. Segue rotina de anos, governo após governo (municipal e estadual).

Descumprem compromissos com entidades e hospitais em somas de muitos milhões, que afetam milhares de pessoas.

Cerca de R$ 16 milhões é o valor que a Prefeitura de Mossoró e o Governo do RN deve ao Hospital Wilson Rosado (HWR), sendo 40% do ente municipal e 60% de responsabilidade do Estado, por cirurgias eletivas, cardíacas e UTI Pediátrica que salvam vidas.Serviços poderão parar. Veja AQUI.

Do montante de uma dívida de R$ 7,5 milhões com a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), a Prefeitura deve 40% desse valor e o Governo 60%.

Atendimento chegou ao limite, ameaçando muitas vidas. Veja AQUI.

Descredenciamento

A relação com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) é a mesma. A dupla de entes públicos segue com atrasos que vão levar a paralisação de cirurgias eletivas a partir de segunda-feira (17).

Montante devido não foi revelado.

Importante assinalar, que vários prestadores de serviços da Saúde Pública começam a pedir descredenciamento, cansados de tantos atrasos e descaso.

Está ruim? Pode piorar.

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Categoria(s): Política / Saúde
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