sexta-feira - 28/06/2019 - 08:10h
Linguagem

Diarreia de verbos

Por François Silvestre

Vejo agora no Globo News a repórter dizer: “…e aí o Banco Central vai poder conseguir controlar“. Recentemente fui a uma dessas lojinhas de shopping comprar uma bateria de 3 volts. A moça, delicadamente, respondeu: “Lamento senhor, mas nós não vamos estar conseguindo ter“.

Essa diarreia verbal não pode ser influência da lojista sobre a repórter. Não. É influência do nosso analfabetismo televisivo sobre o falar das pessoas comuns.

Além das outras mazelas, esse é o tempo em que mais e mais se fala mal a língua portuguesa. Até entre os poliglotas da televisão. E olhe que poliglota é bicho farto nesse universo televisivo.

Belos rostos cagando verbos, sem fazer digestão dos substantivos.

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 06/03/2013 - 09:15h
Opinião

Tempos modernos e o fim do verbo

Confesso-lhes minha indisposição para boates: antes mesmo da tragédia de Santa Maria-RS, que se diga.

Luzes estroboscópicas, sirenes, fumaça, músicas eletrônicas, gente gritando, pessoas batendo umas nas outras.

Gosto de música, mas não imponho a ninguém meus gostos. Gosto de gente, porém não obrigo ninguém a me aceitar.

Prefiro a música em espaços em que eu possa conversar. Nada, nenhuma tecnologia, substituirá o face to face, a prosa presencial.

Mas estamos permitindo que a “modernidade” nos tire um grande diferencial nosso, como seres humanos: o poder da intercomunicação direta.

Estamos suprimindo a própria fala.

Há algo mais estúpido nesses ditos tempos modernos?

No princípio foi o verbo e nosso fim será não ter o direito à fala?

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Categoria(s): Crônica / Opinião da Coluna do Herzog
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