sexta-feira - 08/03/2019 - 14:26h
Em dia

Fátima e equipe furam a fila do pagamento salarial

O jornalista Vicente Serejo tem repetido e reverberado em sua coluna no Agora RN:

– Só o pessoal do PT está com salário em dia no Governo do RN.

Verdade, Serejo.

Se a governadora Fátima Bezerra (PT) fosse obedecer ao pagamento seguindo ordem cronológica, ela, seu vice Antenor Roberto (PCdoB) e auxiliares, ainda não tinham recebido sequer o primeiro salário em mais de dois meses de gestão.

Na oposição, o partido e a governadora de hoje sempre foram contra esse tipo de manobra de gestores adversários.

Hoje, não.

Furaram a fila.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 14/02/2019 - 07:48h
Educação

RN está com muitos aposentados e poucos professores

Por Vicente Serejo (Agora RN)

O Rio Grande do Norte já tem mais professores estaduais aposentados do que na ativa.

Inativos chegam a mais de 17 mil contra 15 mil na sala de aula.

O que mostra que o déficit é expressivo.

Nota do Blog Carlos Santos – Paralelamente, é fácil perceber como o sistema previdenciário do estado está asfixiado com aumento expressivo do número de segurados e com o esvaziamento multimilionário de suas reservas, pelos ex-governadores Robinson Faria (PSD) e Rosalba Ciarlini (PP).

É, não está fácil!

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 06/02/2019 - 07:30h
No RN

Aposentados têm muitos motivos para preocupação

Por Vicente Serejo (Agora RN)

Tudo indica que o Poder Legislativo pode suspender a antecipação de recursos ao Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (IPERN) para o pagamento dos aposentados da Assembleia Legislativa.

Janeiro, por exemplo, foi depositado ontem, dia cinco.

O atraso pode alcançar também inativos do Poder Judiciário se o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) não adiantar os recursos.

Daí a proposta, pouco provável até agora, de cada poder pagar aos seus aposentados.

Nota do Blog Carlos Santos – Esta página fala há tempos e tempos, anos até, que a crise no Executivo chegará a outros poderes onde existe um arquipélago de prosperidade e estabilidade incomuns nesses tempos de crise.

Pode piorar.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quarta-feira - 30/01/2019 - 19:52h
Política

A agonia do MDB do RN

Por Vicente Serejo

O MDB parece viver a maior crise de sobrevivência no Rio Grande do Norte.

É prisioneiro de uma sala, sem líder e sem chefe, entregue à sua própria insignificância.

É como se não tivesse história.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 11/01/2019 - 06:30h
Política

Robinson e sua proximidade da Governadoria, pós-governo

Robinson e Fátima nas eleições 2014 (Foto: arquivo)

Por Vicente Serejo (Agora RN)

Aviso

Ninguém pense que o ex-governador Robinson Faria (PSD) está tão longe assim da Governadoria e muito menos desprovido de munição no alforje.

A menos que o governo seja assaltado pela ingratidão.

Xadrez

É que no segundo turno, sussurram as fontes, o governador escolheu as mãos certas para tocar as pedras do xadrez político.

Sem precisar deixar as suas impressões digitais e sofrer admoestações.

Nota do Blog Carlos Santos – O governador e seu governo não estiveram ausentes ou distantes do segundo turno.

Que fique consignado. Na campanha mesmo esta página assinalou.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 29/10/2018 - 23:50h
COLUNA DO HERZOG

“Maldição” do vice se confirma agora com Kadu Ciarlini

Por Carlos Santos

Segue a maldição do vice de Mossoró. Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), candidato derrotado na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), é mais um nome saído da cidade que não consegue ser vice-governador. A série já é numerosa e vem de longe, como o Blog Carlos Santos postou no dia 15 de junho de 2010: A “maldição” de ter vice de Mossoró.

Em 1950, o médico e ex-prefeito mossoroense Duarte Filho foi vice na chapa governista de Manoel Varela. Perderam para o mossoroense Dix-sept Rosado e Sílvio Pedrosa. Em 1960, deputado estadual Vingt Rosado foi vice de Djalma Marinho: perdeu para a dupla Aluízio Alves-Walfredo Gurgel.

Em 1965, o ex-deputado federal Tarcísio de Vasconcelos Maia (pai do senador José Agripino) apresentou sua candidatura para vice-governador de Dinarte Mariz, mas ambos foram derrotados por Walfredo e Clóvis Motta.

Em 1994, a então ex-prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini concorreu como vice do ex-governador Lavoisier Maia e a chapa levou a pior para a composição senador Garibaldi Filho-deputado federal Fernando Freire.

Em 2002, a urucubaca veio em dose dupla: o deputado federal Laíre Rosado foi vice do governador Fernando Freire e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado ocupou a mesma posição na chapa do senador Fernando Bezerra. As duas chapas foram derrotadas pela ex-prefeita natalense Wilma de Faria-deputado estadual Antônio Jácome.

Em 2022 teremos mais uma tentativa?

P.S – 10h38 de 30-10-18 – O professor Walter Fonseca acrescenta mais um ingrediente a essa postagem de abertura da coluna: “Amigo, em 1986, Antonio Florêncio, que era de Pau dos Ferros mas tinha base eleitoral por Mossoró, representando eleitoralmente a cidade, foi vice de João Faustino. Também perdeu”. Nota do Blog – De fato, caro Walter. Mas não o incluí na lista por um critério duvidoso que adotei, o fato de ele não ter uma vida regular vinculada ao município naqueles tempos, com a escolha para vice sendo por outros critérios e não necessariamente sua base política. Abraços.

PRIMEIRA PÁGINA

Senadores potiguares ocuparão assentos até então intocáveis – As eleições deste ano produziram várias surpresas, novidades e fenômenos. Algo diferente será a formação da representatividade potiguar no Senado. Na próxima legislatura teremos no Senado o Capitão Styvenson (Rede), Jean-Paul Prates (PT) e Zenaide Maia (PHS). Nomes como José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) saem de cena após mais de 30 anos entre passagens pelo governo estadual e esse poder. Sinal dos tempos.

Prates (em pé, à direta) substituirá Fátima (Foto: divulgação)

Bancada governista de fácil formação, mas de difícil controle – A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) não terá dificuldades em montar bancada majoritária na Assembleia Legislativa. Apesar de apenas três deputados terem sido eleitos por sua coligação, apoios recebidos no segundo turno e migrações “naturais” que vão acontecer, lhe darão boa maioria na Casa. Difícil será controlar tanta gente, em mais de uma dezena de partidos, com boa parte deles acostumada a uma forma de apoio pouco republicana.

Os descontentes com um e com outro na disputa presidencial – Dados da Justiça Eleitoral apontam que o percentual de votos nulos no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 chegou a 7,4%, o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões. Foi um aumento de 60% em relação ao 2º turno da última eleição presidencial, em 2014, quando 4,6% dos votos foram anulados. Os votos brancos somaram 2,4 milhões (2,1%), neste 2º turno, pouco acima do 1,7% da última eleição presidencial. Ao todo, 31,3 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,3% total, proporção similar ao do 2º turno presidencial de 2014. Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total.

O ciclo de eleições 2018 no RN ainda não está concluído

A corrida pelo voto no RN não terminou nesse domingo (28), com as eleições no segundo turno. Ainda vão existir eleições suplementares para prefeito e vice em dois municípios no dia 25 de novembro: Água Nova e Pendências. Em ambos, prefeito e vice foram cassados por abuso de poder econômico. Este ano já aconteceram também eleições suplementares em João Câmara, Pedro Avelino, Galinhos, Parazinho e São José de Campestre no último dia 3 de junho. P.S – Às 13h32 de 31 de outubro – O TRE/RN decidiu nessa terça-feira (30) que haverá eleição suplementar em outro município: Guamaré. Será dia 9 de dezembro.

Candidaturas e vitórias eleitorais para 2020 começam a ser antecipadas – Mal terminou a apuração de votos das eleições 2018, já é possível ouvirmos e lermos sobre nomes “certos” às eleições municipais em 2020. Os mais empolgados antecipam vitória de “A” ou de “B”. Calma, turma. As urnas deram uma mensagem retumbante não apenas para quem foi derrotado, mas também para os eleitos. Está todo mundo no fio da navalha. Compreensível, mas cedo e precipitado se falar em tom assertivo e premonitório sobre eleições que vão acontecer daqui a quase dois anos. Numa era analógica, há algumas décadas, o governador mineiro Magalhães Pinto definiu: “Política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Imagine hoje, num mundo cibernético.

Carlos: nome para 2022 (Foto: divulgação)

Carlos Eduardo Alves não é opção para disputa de prefeitura – Bom alertarmos para quem acredita numa nova candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), à Prefeitura do Natal, que ele está alijado de disputa em 2020. Por ter renunciado ao segundo mandato consecutivo para ser candidato ao governo estadual, não pode tentar emendar outro (seria o terceiro em série). O ex-prefeito só retomará a trilha de candidaturas mais adiante, em 2022, se quiser ser de novo candidato ao governo ou outro cargo eletivo.

O presidente eleito pode e deve desestimular excessos – Muita gente alimenta pregação de que o país marcha para uma ditadura ou outra forma de intervenção não constitucional. Sinceramente, não temo um regime de exceção, mas percebo que precisamos nos contrapor à restrição de direitos individuais, patrulhamento de costumes, violação da liberdade de expressão e cerco ao exercício jornalístico. Algumas escaramuças nesse sentido incomodam desde já. Porém espero que o próprio presidente eleito seja voz discordante e desestimuladora de excessos entre familiares, votantes e militantes-patrulhadores mais exaltados. Na oposição, também não faltam aloprados, é bom que se diga. Não votei nele, mas torço demais para que acerte e possa contribuir à retomada do desenvolvimento, à luta contra as profundas desigualdades sociais e à corrupção endêmica. Nesse caso, também tenho o Brasil como meu partido e pátria amada.

Nomes saem fortalecidos em meio ao tsunami eleitoral – Em contraponto à onda de votos contra políticos tradicionais, os deputados estaduais Vivaldo Costa (PSD) e Nelter Queiroz (MDB) têm motivos para comemorações. Sobreviveram e bem ao tsunami que varreu boa parcela da velha guarda da política potiguar este ano. Vivaldo, com 32.638 votos; Nelter, com 40.717. Outras figuras precisaram se reinventar, como o atual prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB). Paralelamente, começam a surgir outros nomes na tabuleiro, sobretudo num momento em que também está em aberto o comando da própria prefeitura, com o afastamento do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.

EM PAUTA

Banda H – A Banda H com seu pop-rock de alta qualidade vai animar a noite que antecede o feriado de finados, com música ao vivo nas piscinas do Hotel Thermas, na quinta-feira (1º de novembro). Sucesso, rapaziada. Se der, apareço.

Finados – A Diocese de Mossoró divulgou o horário das missas que serão celebradas na sexta-feira, dia 2, Dia de Finados. Cemitério São Sebastião, às 5h30 e às 16h30; Capela de Santa Teresinha, às 6h e às 9h; Cemitério Novo, às 8h e às 17h. Missa na Matriz Imaculada Conceição às 19h. A Rádio Rural transmite a Missa de Finados das 16h30 com Bispo Dom Mariano Manzana.

Palco Giratório – O espetáculo teatral “Os cavaleiros da triste figura” do grupo Boca de Cena, do Sergipe, vai se apresentar em três palcos do Rio Grande do Norte: Caicó (11/11), Mossoró (14/11) e em Natal (18/11), dentro da 21ª Edição do Palco Giratório do Sesc.

Jegue Folia – A cidade de Marcelino Vieira na região Oeste do RN terá entre os dias 4 e 6 de janeiro de 2019 a 18ª edição do Jegue Folia. A micareta é uma das mais consolidadas e longevas do estado. Psirico, Chicabana e Cláudia Leitte serão as atrações.

Catedral – A banda Catedral está de volta a Natal em sessão extra. O show “Catedral 30 Anos e Você”, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, acontece no dia 21 de novembro, no Teatro Riachuelo, às 21h30.

Saraiva – No Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, uma péssima notícia: a Livraria Saraiva do Partage Shopping em Mossoró não abriu. Foi desativada, como outras mais 19 unidades dessa marca no país (veja AQUI). Lamentável.

SÓ PRA CONTRARIAR

As urnas eletrônicas são confiáveis ou não, capitão Bolsonaro?

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Nesta quarta, 31/10, das 14 às 17h, vai acontecer a Mostra de Arte e Educação 2018 da Casa Durval Paiva. A instituição fica situada na Rua Prof. Clementino Câmara, 234 – Barro Vermelho, em Natal e o acesso ao público é gratuito. A entidade atende à criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas (veja AQUI).

Obrigado à leitura do Nosso Blog Juscelino Rêgo (Pau dos Ferros),  Carlinhos Silveira (Mossoró) e  Carlos Sérvulo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (22/10) clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
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sexta-feira - 09/02/2018 - 16:18h
2018

Instituto Histórico tem programação para primeiro semestre

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) definiu o seu calendário de eventos para o primeiro semestre deste ano. Várias palestras e exposições marcarão o período.

Sua sede localiza-se à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta, em Natal.

O IHGRN é uma das entidades culturais mais antigas do Estado. Foi fundado sob a inspiração do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), a 29 de março de 1902, durante o primeiro Governo de Alberto Maranhão.

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Categoria(s): Cultura
quarta-feira - 27/09/2017 - 09:56h
Passado e presente

“É o governo do ócio, do ódio e do negócio”

Em sua estada em Mossoró na última segunda-feira, o jornalista e escritor Vicente Serejo relembrou seus tempos de Diário de Natal  (o maior jornal impresso que o RN já teve).

Em palestra no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, focado no tema “Vingt-un: Uma militância Editorial”, em que tratou sobre a vasta produção de livros e plaquetes da “Coleção Mossoroense”, Serejo pegou um atalho para a política.

Citou manchete que emplacou, a partir de entrevista com o então deputado federal Vingt Rosado, que resolveu romper com o primo Tarcísio Maia e definiu assim a gestão dele:

– “É o governo do ócio, do ódio e do negócio”.

O que diria Vingt hoje, espiando o cenário político de Natal a Mossoró?

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 25/09/2017 - 06:49h
Hoje

Vicente Serejo fala sobre Vingt-un e Coleção Mossoroense

Serejo: Coleção Mossoroense (Foto: Blog CS)

O jornalista e escritor Vicente Serejo profere hoje (segunda-feira, 25), às 19h, a palestra “Vingt-un: Uma militância Editorial”, falando sobre a “Coleção Mossoroense”, vasta produção editorial criada pelo homenageado.

Será no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró.

O evento faz parte do Seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt-un Rosado para a Cultura Potiguar”, promovido pela Fundação José Augusto (FJA), Fundação Vingt-un Rosado, Prefeitura Municipal de Mossoró e Sociedade Amigos da Pinacoteca.

Na mesma noite será lançada a biografia autorizada “O Criador do País de Mossoró”, assinada pelo pesquisador Geraldo Maia, que versa sobre a vida e obra de Vingt- un. O livro tem a orelha assinada por Maria Lucia Rosado e ilustrações do artista visual Iran.

A programação se estenderá até amanhã.

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Categoria(s): Cultura
segunda-feira - 03/08/2015 - 15:06h
Pipa

Festival Literária da Pipa-Flipipa começará quarta-feira

A literatura e todas as suas vertentes ganharão espaço na 6ª edição do Festival Literário da Pipa-Flipipa, que acontecerá a partir da próxima quarta-feira (5/8), seguindo até sábado (8/8), no espaço de eventos Pipa Open Air, na rua Baía dos Golfinhos, Pipa (Tibau do Sul), litoral sul do Estado.

Para debater ideias, memórias, obras literárias atuais e lançar novas provocações acerca deste rico universo, mais de 40 escritores confirmaram presenças, entre ficcionistas, biógrafos, poetas, educadores e intelectuais de gerações e estilos diferentes.

São eles: Eduardo Jardim, Marcelino Freire, Marina Colasanti, Jards Macalé, Antônio Risério, Paulo Betti, Antônio Cícero, Jorge Mautner, Aldo Lopes, Demétrio Diniz, Vicente Serejo, Cassiano Arruda Câmara, Tácito Costa, Ângela Almeida, Woden Madruga, Ticiano Duarte, Willington Germano, César Ferrario, Patrícia Barbosa, Marcel Matias, Gelson Bini, Wani Pereira, Lívio Oliveira, Carlos Fialho, Marcelo de Cristo e Luiz Renato, Alexandre Alves, Vinícius Viramundo, Beatriz Madruga, Márcio Benjamin, Dinarte Assunção, Geórgia Hackradt, Alessandra Macêdo e Themis Lima.

Os debates se dividirão entre a Tenda dos Autores, local climatizado com capacidade para 400 pessoas sentadas, ou nos estandes do Sesc Literatura, editora Jovens Escribas e Sebo Vermelho.

Pela primeira vez, o Flipipa ganhará uma pré-abertura na quarta-feira, dia 5, a partir das 18h30, abrindo a Tenda dos Autores para manifestações culturais do município de Tibau do Sul. Trata-se da Assembleia Cultural Itinerante, com apresentações do Coco de Zambê do Mestre Geraldo, Pastoril de Cabeceiras da Dona Lídia e show de Carlos Zens “Do Mar ao Sertão”, espetáculo poético-sonoro, onde o artista insere citações poéticas de Câmara Cascudo, Mário de Andrade, Osvaldo Lamartine, Raquel de Queiroz, Patativa do Assaré, entre outros.

Outra novidade será a ampliação do Pipinha Literária. A parceria com o Sesc insere novas atividades à programação já consolidada, como a Mostra de Cinema Nueva Mirada, que consiste em filmes de animação inéditos, de vários países, com temas inspirados na literatura.

O Festival contará com a tradicional Tenda dos Autores, mais espaços educativos e lúdicos com atividades a partir das 8h da manhã até 23h, oferecendo biblioteca móvel do Sesc-BiblioSesc, estande de editoras locais, livraria da Cooperativa da UFRN, espaço de contação de histórias, apresentações musicais, dança e teatro, e restaurante.

Integrando a programação ainda haverá assalto poético, bicicleta poética, e até a rádio difusora da Pipa anunciando as ações em tempo real. Também estarão presentes o Sexteto Sesi Big Band, o grupo de teatro Alegria Alegria, atores do grupo Estação de Teatro em contação de histórias, Banda Choro do Elefante, bailarina Anízia Marques com o espetáculo Encantaria.

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Categoria(s): Cultura
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domingo - 08/03/2015 - 08:54h

La Carrilho

Por Vicente Serejo

Ainda andava por perto o carnaval. E Márcia estava ali, no alpendre da nossa casa, diante do mar da velha Redinha, quando Mumbaca chegou. Só sei chamá-lo assim porque não sei seu nome de verdade. É Mumbaca, e basta. Chegara do Rio e estava de passagem para sua Toca do Miga, em Extremoz, onde era jardineira e, de tarde, pastorava o voo majestoso de dois urubus que chamava de Cristóvão e Colombo.

Tomou um uísque, um só, talvez para acender o Hollywood antes de seguir.

Mumbaca é personagem vivo da velha Redinha, risonho e debochado, mas naquela tarde não estava para fazer graças. Vivia as cinzas do carnaval e a tristeza lhe fazia incorporar voz de Ângela Maria naqueles agudos tristíssimos das canções de amor. Com seus olhos miúdos, acabou cativando Márcia no encontro mágico daquela tarde cinzenta.

Ela saiu, foi até o carro, e veio com os adereços que usara no carnaval. Estavam perfeitos e ela trazia para guardar com pena de se desfazer do luxo.

Foi como se voltasse com uma varinha mágica. Um riso acendeu aquele rosto envelhecido de Mumbaca, como se não acreditasse no presente.

Rejane lembrou, emocionada: Márcia arrumou sobre seus ombros uma echarpe de plumas rosas, e ele, para mostrar toda a gratidão do mundo, tirou lá de dentro um velho sucesso de Miltinho: ‘Lembro um olhar, lembro um lugar, tem vulto amado. / Lembro o sorriso e o paraíso que tive ao teu lado… e lá na frente – ‘Lembro, afinal, um triste adeus’.

Parecia uma cena de filme surrealista: Mumbaca baixou a cabeça em sinal de agradecimento e saiu, luxuoso, sobre a brancura da areia da praia com a echarpe esvoaçante pintando de tons vivos e avermelhados a solidão monótona da paisagem. Era muito de Márcia curtir essas loucuras.

Uma vez, vindo de Paris praticamente direto para Natal, resolveu festejar seu aniversário na Toca. Nesse dia, resolveu ir além do comum: serviu de entrada rodelas de grude com legítimo caviar de esturjão.

No seu apartamento, na Rua General San Martin, Leblon, conhecemos vários escritores. Silviano Santiago, Antônio Torres, Raquel de Queiroz e José Louzeiro, para citar alguns. Um dia nos apresentou, no Rio, ao professor Didier Lamaison, o grande tradutor da antologia de poemas de Carlos Drumond de Andrade, edição Gallimard.

Falava português e, por isso, Rejane convidou para uma palestra na Capitania das Artes. Ele veio. Alguns anos depois nos ofereceu um café em Paris.

Devo a Márcia e a Ney Leandro a organização do meu terceiro livro de crônicas – Canção da Noite Lilás, Lidador, Rio, 2000. Ney criou a capa, revisou a seleção dos textos feita por Márcia e deu a idéia de convidar Mem de Sá para fazer as ilustrações. Mas foi de Márcia a ousadia de pedir o prefácio a Silviano Santiago. Ele fez quase uma introdução, consagrando um cronista de província e até hoje somos amigos.

Aqui, na coluna, ela era sempre La Carrilho, uma diva na alegria de viver…

Vicente Serejo é jornalista e escritor

* Texto originalmente publicado pelo Jornal de Hoje.

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Categoria(s): Crônica
domingo - 01/03/2015 - 10:12h

Viver é humilhante

Por Vicente Serejo

Talvez, e se fosse simplesmente pra repetir, bastaria invocar Mário de Andrade quando queria explicar uns tantos e pequenos mistérios da vida: é defeito de alma. Daí esse destino de guardar coisas velhas, enchendo a casa e a vida. Ou, no jeito sertanejo de Oswaldo Lamartine olhar o mundo, quando dizia que havia nascido com a mesma mania da Casaca de Ouro, o pássaro que, no sertão, leva tudo pro seu ninho, desde que possa carregar no bico. Sai voando, feliz da vida, como se fosse um prêmio.

É como explico essas coisas todas que vivem aqui, nestas salas. Como a revista Status, com a nudez docemente encantada de Dina Sfat meio escondida num resto de pudor. Ou a Playboy com Sônia Braga no esplendor, quando os anos não lhe haviam roubado o viço da carne.

É só por isso, por velhas admirações que teimam viver, que ainda guardo a Veja de agosto de 1978, com a entrevista do cronista José Carlos Oliveira nas páginas amarelas, um homem triste que avisa: ‘Viver é humilhante’.

Devo ao acaso ter conhecido Carlinhos Oliveira aqui em Natal, em 1981, quando veio a convite de Nei Leandro de Castro lançar ‘Um novo animal na floresta’. Na minha vez de pedir o autógrafo, ele escreveu na folha de rosto:

‘Para Vicente Serejo, o cronista que já é ficcionista e não sabe. Um abraço do José Carlos Oliveira, Natal, agosto 81′.

Viu nos meus olhos o espanto, e explicou: ‘Li sua crônica hoje de manhã no jornal. Puxou o exemplar da sua bolsa e pediu que lhe autorizasse usar o argumento.

Naquela manhã de um dia de agosto que não lembro mais, contei a história de um velho sisudo que morava no fim da Rua da Frente, pros lados do Porto do Roçado. Numa pequena casa que substitui por um sobrado para ter um sótão e nele os ratos, todas as noites, na assembleia da assombração.

Ele gostou e citou o detalhe do velho arrastando a sua cadeira de balanço, riscando o chão encardido da calçada. Fiquei vaidoso, mesmo sabendo que ele acabaria perdendo o jornal e esquecendo a história.

Carlinhos já estava com cirrose e mais intolerante do que sempre fora. Hospedara-se na casa de Nei, mas os latidos do cachorro do vizinho mordiam o silêncio e não lhe deixavam dormir. Pediu pra sair e foi para a casa de Emílio Salem, amigo de Nei.

Como queria comprar o Jornal do Brasil, Nei perguntou se o levaria a uma banca. Claro. Levei no meu carro. Comprou o JB, leu a coluna ali mesmo na rua e fui deixá-lo na Xavier da Silveira, na mesma casa onde até hoje mora Ione, a viúva de Emílio.

Em 1978, já era um homem dilacerado, mesmo ainda longe de viver seu grande desespero nos últimos anos de vida, entre 1981 e 1986, quando morre no dia 13 de abril. Ali, naquelas páginas hoje ainda mais amarelas, ele já blasfemava.

O Brasil? Responde: um país de demônios. Deus? Um inimigo do homem. Os ricos? Afia a alma na pedra de amolar: São todos iguais. E atira, como um guerreiro enlouquecido de amargura, depois de confessar que a sua briga é com Deus: Viver é uma humilhação.

Vicente Serejo é jornalista e cronista

Texto originalmente publicado no Jornal de Hoje.

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Categoria(s): Crônica
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quinta-feira - 15/01/2015 - 23:48h
Campanha

O buraco do PMDB do RN

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

O PMDB do Rio Grande do Norte fechou a campanha com um déficit de R$ 10 milhões, tal é o poder de fogo que um partido precisa ter para jogar na rua uma candidatura de governador e sua chapa.

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segunda-feira - 29/12/2014 - 22:56h
E aí?

Qual é mesmo o programa de governo para tirar RN da crise?

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

O jogo de adivinhação em torno do secretariado acabou retirando a atenção de uma questão muito mais importante: qual é o programa de governo com as tais medidas duras para retirar o Estado de sua crise?

Seria justo imaginar que basta governar com as instituições poderosas com os seus gordos reajustes e a aprovação do empréstimo de R$ 850 milhões? Seria aceitar que a dureza será destinada só aos fracos?

Por exemplo: quantas secretarias e cargos comissionados serão extintos? Que outros cortes serão feitos na máquina de governo? O que será dos que aguardam a implantação dos planos de cargos e salários?

O novo governo, com um secretário de planejamento que veio de longe, não pode cair no ramerrão de ficar repetindo o argumento do limite prudencial depois de reajustados os três poderes, o TCE e o MP.

 

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quinta-feira - 11/12/2014 - 08:22h
RN Sem Sorte

Novo governo e velhas ideias na fusão com adesistas

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

ROLETA – I

Uma jogada para cavar a aproximação com o novo governo teria sido armada por um henriquista que, mesmo derrotado, quer prestar serviço ao governador eleito filtrando o plano de governo de Henrique Alves (PMDB).

MOEDA – II

Se o novo governador aceitar, cria-se a estranheza: o novo governo governará com o plano de ideias e o programa do candidato derrotado pelo eleitor, em nome das mudanças nas quais acreditou e apostou.

MARCA – III

Além de revelar, mais uma vez, o fisiologismo do PMDB aderindo a quem lhe derrotou e antes mesmo da posse, tudo em nome da farsa da contribuição em favor do Estado e da famigerada governabilidade.

VAZOU – IV

A jogada só foi descoberta porque seria arriscado entregar o plano sem antes consultar alguns dos mais importantes integrantes da equipe que planejou as ideias. E alguns reagem e estranham diante do gesto.

ALIÁS – V

Na visão de assessores de um lado e outro, do candidato derrotado e do governador eleito, a jogada envolve interesses no governo, desqualifica a palavra dos dois e desmoralizaria a anunciada oposição.

Nota do Blog Carlos Santos – O Rio Grande do Norte continua um prodígio no avanço para permanente atraso.

Pobre RN Sem Sorte, caro Serejo!

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Categoria(s): Política
terça-feira - 21/10/2014 - 22:42h
Por Vicente Serejo

Henrique Alves e Carlos Augusto Rosado

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

SEGREDO – I

Um velho prócer mossoroense passou o final de semana dedicado a decifrar aquele que vem sendo o maior segredo da campanha política: o encontro Henrique Alves com Carlos Augusto Rosado.

DÚVIDA – II

Há duas versões: a) o encontro foi pessoal, mas de forma rigorosamente discreta; b) a conversa foi triangular e a distância, intermediada por um amigo comum. Pauta: uma trégua no segundo turno.

PAUTA – III

Na mesa, um só tema: as perspectivas das eleições municipais de 2016. E dois desfechos: a trégua ou o confronto. O velho prócer, cansado de tentar, encerrou a busca sem ter certeza da conversa.

 

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segunda-feira - 20/10/2014 - 19:47h
Nessa terça-feira

Lira Neto abre Feira do Livro e Quadrinhos do Natal

Nesta terça-feira (21), às 19h30m, na Praça Cívica do Campus da Universidade Federal do RN (UFRN), tem a abertura da IV Feira do Livro e Quadrinhos de Natal.

Na ocasião, o jornalista e escritor Lira Neto vai falar sobre a biografia de Getúlio Vargas, participando, em seguida, de um  bate-papo com os jornalistas Vicente Serejo e Ticiano Duarte.

Lira Neto é autor da trilogia de Getúlio e conquistou, na semana passada, o Prêmio Jabuti na categoria biografia.

Ele também é autor das biografias de Maísa e Padre Cícero.

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sábado - 20/09/2014 - 19:15h
Campanha

Um paiol cheio até à tampa, mas…

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

Ainda tem munição pesada nas casamatas dos dois candidatos (Robinson Faria-PSD e Henrique Alves-PMDB) para sustentar a guerra em fogo alto.

O problema é saber as bombas de bom efeito positivo daquelas que às vezes explodem dentro do quintal.

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quinta-feira - 21/08/2014 - 15:23h
Em Natal

Frei Betto: “Por detrás de tudo se esconde Deus”

Da coluna de Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

Quem vem a Natal para ministrar a aula magna da UFRN, dia 27 próximo, no auditório da Reitoria, é o grande Frei Betto. ‘Ecologia e o papel da universidade do mundo contemporâneo‘ será o tema.

Frei Beto acaba de remeter aos admiradores de perto e de longe seu novo livro ‘Reinventar a Vida’, edição Vozes.

Um ensaio que para Leonardo Boff é revelador: ‘Por detrás de tudo se esconde Deus’.

 

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quinta-feira - 10/07/2014 - 11:24h
Senado e Câmara Federal

PT faz as contas para poder ter apoio de Rosalba

Da coluna de Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

Há quem diga que alguns petistas estariam fazendo as contas, apreensivos, quanto à vaga para federal de Adriano Gadelha.

Segundo tais cálculos, ele pode não entrar, como o planejado.

Com isso, a coligação elegeria apenas Fábio Faria (PSD) e Betinho Rosado (PP).

Fátima Bezerra deve, portanto, sacrificar a cadeira do PT na Câmara Federal para receber o apoio da família da governadora do DEM – Rosalba Ciarlini.

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sábado - 07/06/2014 - 08:41h
Política

Após “guerra santa” pró-Rosalba, Ney sairá do DEM

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

O ex-deputado Ney Lopes anunciou ontem, na FM 98, que deixa o DEM logo depois de encerrada a campanha eleitoral.

Ney queria ser candidato a senador ao lado de Rosalba e o partido não permitiu.

Nota do Blog – A “guerra santa” de Ney em defesa de Rosalba, nos últimos dias, tinha uma razão de ser.

Ney é um dos bons quadros do DEM, que a própria Rosalba e seu marido Carlos Augusto Rosado (DEM) desprezaram.

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domingo - 20/04/2014 - 11:10h

Carta aberta ao grande Vicente Serejo

Por Dix-sept Rosado Sobrinho

Tibau, 18 de abril de 2014, sexta-feira da Paixão. Aos 132 anos do nascimento de José Bento Monteiro Lobato. Luto pela morte de Gabriel Garcia Marques.!!!!

Carta aberta ao grande Vicente Serejo (ou Por que os sinos não dobram mais em Mossoro).!!!!

Caro cronista

Acusamos o golpe dias após acontecido. Soube pelos jornais impressos de Mossoro que você (permita que apesar da grande admiração que lhe devoto, assim chamá-lo) havia dito que em Mossoró esta se fazendo literatice. E que depois de Dorian Jorge Freire e Jaime Hipolito Dantas, nada do que se faz aqui presta. Sei que você não faria uma afirmação assim sem conhecimento exato!!

Gostaria que fôssemos mais devagar com o andor de Santa Luzia. O jornal impresso que você escreve sua prestigiada coluna, infelizmente, não chega a Mossoro. Deve ser porque Natal agora e uma capital tão de primeiro mundo com Arena das Dunas, literatura padrão FIFA, altos índices de educação e cultura, tão acima dos outros povos potiguares, estes incultos que nem comedores gourmet de camarão são.

Embora apreciem-no, indefeso crustáceo, comido às toneladas, nesta nova guerra dos bárbaros.

É realmente uma infelicidade não termos os seus deliciosos textos diariamente entre nós e só tenha chegado esta sua colocação!!

Um dos livros citados por você, ‘’Cem Poetas’’, saiu pela Coleção Mossoroense, nesta época o nosso editor ainda era Vingt-un Rosado que não aparece por aqui desde que faleceu no ano da graça de 2005, você deve ter sabido ai na capital das Dunas!! Recomendo textos de Airton Cólon, Mario Gerson, Clauder Arcanjo, Genildo Costa, Aldaci de Franca, Paulo Linhares, Benedito Vasconcelos Mendes, Milton Marques de Medeiros, Crispiniano Neto, Rubens Coelho, Gustavo Luz, Cid Augusto, Leontino Filho, David Medeiros, Caio Muniz, Rogério Dias, Conceicão Maciel, Joana Darc Coelho, Antonio Francisco e!muitas e muitos outros.

Certeza você nunca leu nada de Laércio Eugênio, não o ouviu tocar piano ou clarinete ou violão ou sanfona ou outro qualquer instrumento que lhe caia nas mãos. Não viu suas pinturas, suas invenções.

Mossoró tem disso sim e muito mais!! Há uma FEIRA do Livro anual aqui em Mossoró, onde somos chamados para alugar um estande e, como quase nunca temos dinheiro na época, deixamos de participar como instituição que tem mais de 4.500 títulos publicados. Uma iniciativa que devemos aplaudir!!

A literatice de Vingt-un Rosado, ainda como estilista não reconhecido e estudado, foi de maneira precária por mim continuada. Não a parte literária, não a parte cientifica, mas a da saga da Coleção Mossoroense. Da minha parte, com o único “talento” da teimosia. Não tive medo de manter a Coleção Mossoroense e Fundaçãoo Vingt-un Rosado abertas e funcionando, mesmo com todas as sinalizações de que o contrário era o mais fácil.

Dia 11 de abril passado a Fundação Vingt-un Rosado completou 19 anos e em setembro a Coleção Mossoroense, raros 65 anos. Foram muitos salvamentos das modernas fogueiras pelas que passamos e conseguimos, milagrosamente manter os mais de 150 mil exemplares da Coleção que deveria ser admirada e preservada com sinceridade e ações constantes. Enfim, uma política cultural constante, independente do governante reinante.

Não me apego ao cargo de diretor. Mesmo quando há salário, poder, glória. Mas sou misturado de potiguar com mineira. Como bem camarão com pão de queijo, posso não fazer barulho, posso não querer entrar, mas não desisto fácil de uma peleja!!

Vingt-un Rosado: cultura

Do incentivo inicial, pegando como tema “Os Cem Poetas…” muitos continuaram poetas e dos bons. Alguns enveredaram por outros caminhos, certamente que agradecidos pelo incentivo do respeitável patrono da instituição que dirijo ha mais de 19 anos, a Fundação Vingt-un Rosado!

Se tornaram profissionais liberais, funcionários públicos, professores etc. Afinal, a literatura ou a cultura em geral, não deve servir apenas para as rodas de confrarias regadas a cerveja e outras drogas, ou para exposição da empáfia de quem a possui. Reconheça-se, o lado mais importante, qual seja, aperfeiçoar a própria vida e a em comunidade.

Cito alguns exemplos de jovens que por concurso público, sem bajulação a nenhum poderoso ou poderosa, tornaram-se profissionais de gabarito, alguns Procuradores federais com uma luz do ideal de servir melhor sua pátria, redigindo muito bem seus textos técnicos. Não “continuaram” poetas. E estão constando como poetas neste citado livro. Por incentivo e bonomia do nosso editor da época.

Critérios que não modifiquei com o tempo.

A falta de recursos financeiros e que nos limita nas publicações. Mas nada vai nos fazer deixar de compartilhar da ideia inicial da Coleção Mossororense de publicar sem censura ou preconceito o que nos chega para isto. O leitor, o autor, a continuidade da analise critica é que vai ditar o futuro daquela publicação!!

Os sinos das igrejas de Mossoro não dobram mais como o faziam quando falecia alguém ou quando se iniciavam as missas. São muitos os mortos hoje em dia, jovens em geral, ligados a disputas por pontos de drogas ou em divida com traficantes.

Os puxadores dos sinos precisariam ficar noite e dia pendurados às cordas, as mãos em feridas sangrentas. Que futuro teremos com o pouco interesse pelo que se faz de bom em Mossoró no campo da educação e da cultura?

Esforço e talento quase sempre individual e não reconhecido!!

A posição de polo educacional de Mossoro, indiscutível, não pode ouvir calada uma critica que desconhece seus valores que podem estar mal divulgados, mal apoiados, mal conhecidos, mas não desmerecem o nivel cultural de nosso pais. Dentro e fora das universidades!!

Não há  novidade na sua critica, afinal, milhares de escritores iniciaram ou continuaram na Coleção Mossoroense. O grande Oswaldo Lamartine, criticava as capas dos livros, sem cor e criatividade, mas sempre apoiava a Coleção Mossoroense e fazia restrições a algumas publicações ou autores, mas aplaudia os merecedores e publicava bastante sobre e pela Coleção Mossoroense.

O dinheirinho das capas pobres eram revertidos em mais e mais publicações, como você o sabe!!

Recordo, emocionado, o agradecimento de dona Dahlia Freire a Vingt-un Rosado, pois Mossoró republicara Cascudo, num momento em que esquecíamos de honrar a memória de sagrado potiguar universal.

Mossoro, porém, não esquecia a genial obra de Cascudo. O passado cultural de Mossoro merece reverência e respeito. O presente de Mossoró merece respeito e reconhecimento, já que não tem apoio. Mas há flagrante injustiça com os novos mossoroenses.

Corro novo risco de omissão ao lembrar nomes como os de Joao Batista CascudoRodrigues, Rafael Negreiros, Dorian Jorge Freire, Raimundo Soares de Brito, Elder Heronildes, Jaime Hipólito Dantas, Wilson Bezerra de Moura, Rubens Coelho, Geraldo Maia, Tarcisio Gurgel,Paulo Gastao, Kidelmir Dantas e tantos e tantas mais. !! Sempre recebemos muito mais desestimulo e pancadas que apoio, incentivo e reconhecimento!!

Recomendo, resgatar nomes de proa da nossa cultura, pois não concordo que Mossoró, no passado no presente e, certamente, no futuro não deu ou dará sua cota de cultura ao nosso opaco Rio Grande do Norte que tem muito poucas unanimidades culturais ou uma única, a se seguir o seu raciocínio!!

Natal, nossa linda capital, poderia uma vez mais se tornar mais humilde e tentar difundir entre nos os seus novos talentos, me parece também desconhecidos aqui em Mossoró!!

Aproveito para lembrar que novo concurso público estadual sera lançado pela FundaçãoVingt-un Rosado com apoio da COSERN e PETROBRAS e esperamos a participação de todos os potiguares.

Já lhe tinha convidado para participar da comissão editorial e estou renovando este convite !! Estou digitando numa engenhoca nova e não sei onde danado se escondem alguns acentos e sinais gráficos!!

Abraço fraterno.

Carinhosas recomendações aos seus familiares. ! !! !

Dix-sept Rosado Sobrinho é Medico (UFRN), professor do curso medico da UERN (concurso), diretor executivo da Fundacao Vingt-un Rosado (não remunerado).

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