
Governadores buscam um caminho alternativo para apressar socorro à população (Foto: Pablo Jacob/Globo/Arquivo em 02-03-21)
O Fórum Nacional de Governadores formalizou nesta sexta-feira (16) pedido para que a Organização das Nações Unidas (ONU) coordene o processo de ajuda emergencial humanitária ao Brasil no âmbito do enfrentamento da Covid-19. Em reunião com a nigeriana que é secretária-geral adjunta, Amina Mohammed, por videoconferência, os governadores disseram que o país está na iminência de um colapso nacional da rede hospitalar.
A situação do Brasil, alertaram os governadores, eleva o risco de propagação de variantes mais contagiosas e letais do novo coronavírus. Hoje, o Brasil é epicentro mundial da pandemia.
“Nosso apelo maior foi para que a ONU possa nos dar ajuda humanitária para viabilizarmos a compra de mais vacinas e avançarmos no processo de vacinação para determos a Covid”, disse a governadora Fátima Bezerra (PT), signatária do documento enviado à ONU e representante do Rio Grande do Norte na reunião.
Intermediação
O documento entregue à dirigente da ONU tem cinco demandas, quatro delas relacionadas a imunização dos brasileiros. Nele, os governadores pedem a intermediação do organismo internacional para viabilizar a compra de vacinas, e apoio para obtenção de insumos hospitalares necessários ao funcionamento de UTIs, a exemplo de oxigênio e medicamentos do “kit intubação”, que estão em situação crítica.
Além da aquisição de 9 milhões de doses de vacinas oriundas do consórcio global Covax Facility, os governadores pediram também a mediação da ONU para negociar o excedente do imunizante da AstraZeneca reservado para os Estados Unidos. “Os Estados Unidos contam hoje com estoque de imunizantes AstraZeneca que não serão consumidos imediatamente. Propomos a aquisição ou empréstimo de 10 milhões de doses”, informou a governadora.
Divulgado pelo Ministério da Saúde, o último Boletim Covid-19 apontava média diária em torno de 3 mil mortes, mais de 70 mil novos casos registrados diariamente e uma taxa de vacinação de apenas 12% da população. Com 3.305 mortes registradas nas últimas 24 horas, o acumulado de óbitos no mês subiu para 47,2 mil, no ano 173,8 mil e no acumulado desde a pandemia 368.749.
Nota do Blog – Extremamente importante a iniciativa dos governadores. Há tempos tenho escrito e comentado em outras mídias (TV’s, rádios etc.) que o socorro humanitário de outros países será imprescindível para evitar uma catástrofe ainda maior no Brasil.
Infelizmente, a postura insana da Presidência da República de renegar a doença, estimular comportamentos como o não uso de máscara e ignorar aglomerações, só pioram o quadro. Além claro, de que em boa parcela do tempo também desdenhou e renegou vacinas. O tempo urge e ruge.
É uma corrida pela vida e todos estamos na fila da morte.
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