sexta-feira - 04/09/2020 - 18:46h
Mossoró

MP ainda não tem previsão para denúncia de quadrilha

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou 19 de novembro de 2019 (há quase um ano), a Operação Luctus – veja AQUI. Teve o objetivo de apurar um esquema fraudulento de cobranças e recebimentos de valores indevidos relacionados a lotes dos cemitérios públicos em Mossoró. Há envolvimento de servidores da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Negociação de sepulturas passava por violação de corpos que têm destino ignorado (Foto: MPRN)

Mas, até o momento não existe previsão de quando será oferecida denúncia. Nessa sexta-feira (4), mais uma vez, procuramos alguma informação sobre o caso em contato com a Assessoria de Comunicação Social do MPRN.

Dessa feita, foi relatado que a promotora do caso, Micaele Fontes Caddad, despachou ontem o inquérito civil correlato. Existem audiências previstas para este mês”.

Organização criminosa

O Procedimento Investigativo Criminal (PIC) está com audiências adiadas.

A Operação Luctus apura ainda crimes de concussão e corrupção passiva, violação de sepultura e vilipêndio de cadáver, cometidos por uma organização criminosa que atuava na cidade. Quem são envolvidos e qual o papel de cada um? Qual a extensão dos crimes?

Blog Carlos Santos já tentou algumas vezes obter informações oficiais sobre esse assunto, mas sem sucesso (veja AQUI). Hoje, menos mal.

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terça-feira - 19/11/2019 - 12:16h
Operação Luctus

Quadrilha dava sumiço a corpos para poder vender túmulos

A investigação desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN) que eclodiu nesta terça-feira (19) em Mossoró, com a “Operação Luctus” (veja AQUI), identificou grupo criminoso que violava e negociava túmulos em cemitérios do município, tendo entre seus integrantes pelo menos dois servidores de carreira da Prefeitura Municipal de Mossoró. Mas o enredo tem características ainda mais sórdidas.

Negociação de sepulturas passava por violação de corpos que têm destino ignorado (Foto: MPRN)

Sem autorização das famílias nem respaldo em lei ou regulamento, a quadrilha violava sepulturas e vilipendiava os restos mortais, tudo para obtenção de novos jazigos que eram negociados ilicitamente. O destino final dos corpos, inclusive, é uma informação a ser elucidada nas investigações do MPRN.

As provas obtidas na investigação revelam todo o modus operandi da organização criminosa e deixam evidente a reutilização de túmulos, valores cobrados, comissões repassadas aos coveiros e atravessadores e demais detalhes dos crimes cometidos. A comercialização dos jazigos era baseada em valores que variavam de R$ 18 mil a R$ 32 mil por sepultura.

Testemunhas

A investigação aponta o envolvimento de um dos investigados na organização criminosa formada para obter vantagem ilícita no âmbito dos cemitérios públicos de Mossoró. Ele é o responsável por comandar a atuação da organização criminosa no Cemitério São Sebastião (cemitério antigo).

Um outro investigado, apontado como principal membro da organização no local, operacionaliza as principais ações do grupo criminoso.

Outro agravante é que as investigações constataram que um dos líderes do grupo investigado procurou as testemunhas a fim de orientá-las para as perguntas do Ministério Público, obstruindo, desse modo, a apuração da verdade. Ainda no mesmo contexto, o principal investigado orientou uma pessoa a retirar as denúncias sobre as vendas de terrenos nos cemitérios.

O MPRN aguarda colaboração da sociedade com informações, pelo Disque Denúncia 127.

Nota do Blog – Esse tipo de atividade criminosa em Mossoró é mais antiga do que a posição fecal. Estranho é que em nota, a municipalidade já tenha se eximido de qualquer responsabilidade, atribuindo tão somente aos servidores presos a suposta culpa.

O problema também não é restrito a Mossoró. Em muitos outros municípios o comércio de túmulos, nos subterrâneos, ocorre com se fosse uma atividade mercantil normal.

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terça-feira - 31/01/2017 - 11:14h
Hoje

Líderes de rebelião e chacina são levados para Presídio Federal

Do Portal Noar

Cinco presos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), e que são apontados como líderes da rebelião que aconteceu na Penitenciária de Alcaçuz ocorrida no dia 14 de janeiro, foram transferidos da Central de Flagrantes da Polícia Civil para uma Penitenciária Federal (não divulgada), na manhã desta terça-feira (31).

Presos são escoltados: Foto: Portalnoar)

 

O trabalho de transferência foi realizado por agentes penitenciários, policiais militares e policiais civis. Participaram da ação integrantes do Grupo de Escolta Penal (GEP), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Polícia de Choque, Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE).

Os presos transferidos são Cláudio Candido do Prado, 37 anos; Tiago de Souza Soares, 30 anos; Paulo da Silva Santos, 42 anos; José Francisco dos Santos, 30 anos e Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, 31 anos. Os cinco detentos foram indiciados pela Polícia Civil por todos os 26 homicídios cometidos dentro do presídio, pelos crimes de dano público, lesão corporal, vilipêndio de cadáver e associação criminosa.

Quem são os detentos transferidos:

1) José Cláudio Candido do Prado: Ele foi condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas. José Cláudio é do Estado de Mato Grosso.

2) Tiago de Souza Soares: Condenado a 38 anos e seis meses pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

3) Paulo da Silva Santos: condenado a 32 anos pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.

4) João Francisco dos Santos: condenado a 39 anos por ter matado o jornalista F Gomes.

5) Paulo Márcio Rodrigues de Araújo: é preso provisório, ainda não foi condenado. Ele é da cidade de Ipanguaçu.

13h32 – Atualização – Os presos foram levados para o Presídio Federal de Rondônia.

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