Depois de virar saco de pancadas na Primeira Divisão do futebol brasileiro, o representante do RN ganhou nova denominação, em tom de desabafo.
É o À Merda!
Jornalismo com Opinião
Depois de virar saco de pancadas na Primeira Divisão do futebol brasileiro, o representante do RN ganhou nova denominação, em tom de desabafo.
É o À Merda!
Parece brincadeira, mas não é.
Outra hilariante história dos bastidores da política mossoroense.
O dirigente estadual do Psol, Sandro Pimentel, ex-candidato a governador ano passado, aportou na cidade de Mossoró nessa terça, 3, à noite, promovendo reunião para instalação do partido.
De perfil socialista, o Psol da ex-senadora Heloísa Helena esteve à beira de ser entregue a partidários do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), que apareceram durante o evento no plenário da Câmara de Vereadores. Todos, de pés juntos e olhos rútilos, jurando afinação ideológica com o partido.
Sandro Pimentel foi avisado por telefone da armadilha e resolveu suspender o encontro às pressas.
Imaginou só uma aliança entre o Psol e o DEM?
É para rir ou chorar?
Para o presidente da Câmara de Mossoró, Júnior Escóssia (DEM), a ausência de atitude oposicionista na Casa pode ser atribuída, em grande parte, à vereadora Cícera Nogueira (PSB), a única representante da tendência nesse poder.
"Eu a respeito até pela idade, mas dona Cícera Nogueira (PSB) não tem sugerido nada", argumentou Júnior.
O comentário do vereador foi ao programa "O observador político" da FM 93, hoje à tarde.
Na Câmara de Mossoró, dos 13 vereadores, só Cícera Nogueira apresenta-se como da oposição.
Mas patético mesmo foi a justificativa de Júnior para o fato de há pelo menos sete anos, a Casa não apresentar uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
"Este ano eu até ia apresentar uma emenda, mas não houve tempo".
É para rir ou chorar?
Em meio às comemorações à tarde dessa terça, 2, de partidários do médico Ruidemberg Souto, o "Beguinho" (PTB), que tende a ser empossado como novo prefeito de Areia Branca, a segurança foi reforçada nos prédios da prefeitura.
A eterna disputa pelo poder na cidade não se encerra com a cassação do prefeito Manoel Cunha Neto – Souza (PP) -, ocorrida ontem.
O temor do grupo de Souza é que informações diversas da gestão, contidas em computadores, pastas contábeis e "gavetas" sejam subtraídas pelo esquema de Beguinho.
Já essa ala tem interesse em obter o máximo de dados sobre o governo, visando novas demandas judiciais.
Por isso que a segurança foi reforçada nos prédios públicos e ocorre uma situação quixotesca:militantes de lado a lado espreitam uns aos outros.
Aí tem coisa!
A decisão da deputada estadual e ex-vice-prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), de instruir sua bancada a seguir o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), endossando seus vetos (veja matéria postada mais abaixo) ao projeto do Plano Diretor da capital, precisa de leitura minuciosa.
A ex-vice viveu às turras com Carlos, enquanto estava na prefeitura, estrilando com ele por falta de espaço para fazer o próprio nome. Agora, faz esteira para apoiar uma posição sua, quando poderia lavar as mãos, como um Pilatos.
O fortalecimento da imagem pessoal de Carlos Eduardo, comprovado por pesquisas, talvez explique essa mudança de estratégia de Micarla.
O blogueiro Marcos Dantas está com novo endereço na Internet. Anote aí: www.marcosdantas.com. Esse jornalista das bandas do Seridó é um profissional autêntico, vivendo a profissão 24 horas/dia.
O também jornalista Pedro Carlos, mossoroense, é outro a estrear endereço próprio. Também anote aí: www.pedrocarlos.com.
O advogado e professor universitário, David Leite, aportou na capital. Está em férias de seus estudos em Salamanca, na Espanha. Seja bem-vindo.
Tinha esquecido, o que é imperdoável, mas é salutar informar ainda que o jornalista Diógenes Dantas está com um saite jornalístico de ótima qualidade. É o www.nominuto.com.br.
Essa última segunda, 2, este Blog atingiu uma nova e surpreendente marca – que acreditava só alcançar mais adiante.
Foram 3.626 acessos, em 24 horas, ultrapassando o recorde anterior obtido há pouco mais de um mês, que foi de 3.106.
Meu agradecimento se converte em partilha. A felicidade é plural.
Obrigado.
O prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) perdeu feio.
Os três vetos seus ao projeto do Plano Diretor terminaram sendo derrubados em plenário por 14 a 7, em meio a um acirrado debate, além de certo tumulto fora e nas galerias.
A expectativa, segundo ouvi diretamente de um assessor do prefeito, é que ele recorra da decisão o Tribunal de Justiça, alegando inconstitucionalidade das matérias.
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) escapou da cassação.
O TRE decidiu hoje por quatro a um por sua inocência, em processo movido pelo PTB em favor do ex-senador Fernando Bezerra.
Segundo a interpretação do tribunal, a senadora não teria feito compra de apoio usando um veículo Pálio, como fora denunciado nos autos do processo.
O que essa decisão do TRE significa para a política do RN?
Primeiro é bom que esclareçamos o seguinte: Rosalba Ciarlini ainda tem seu mandato sob ameaça, pois naturalmente o PTB vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a mesma argumentação.
Profetizar se a senadora será ou não cassada no TSE é puro exercício de adivinhação, mera atividade especulativa sem fundamento jurídico ou de outra natureza.
Em síntese, o que pode ser avaliado com base na decisão de hoje, é que Rosalba Ciarlini fica ainda mais fortalecida. O seu projeto de ser candidata ao governo estadual em 2010 está a pleno vapor e, ninguém se engane, a ex-prefeita de Mossoró é o nome mais sólido à disputa governista até aqui.
Ela cresce nas adversidades. Fernando Bezerra que o diga.
O TRE cassou os mandatos do prefeito e vice de Areia Branca, respectivamente Manoel Cunha Neto, o "Souza" (PP), e Aderbal Santos (PPS).
O placar em plenário à tarde de hoje ficou em 3 x 2.
A decisão ejeta os cassados do poder, com a Justiça Eleitoral estabelecendo com brevidade um horário e data para posse do segundo colocado nas eleições municipais de 2004.
Ruidenberg Souto, o "Beguinho" (DEM), é o novo prefeito areia-branquense. Após a publicação do acórdão (decisão), é que será definida sua posse, provavelmente até a quinta, 5.
Mas cabe recurso ao julgamento do processo em que Souza e Aderbal são acusados de compra de votos. Eles já estão tratando do assunto, para busca de pelo menos uma liminar nas próximas horas no TSE, Brasília, que lhes garanta a manutenção do poder até julgamento do mérito.
Depois volto ao assunto, falando mais sobre bastidores e os efeitos desse acontecimento na política de Areia Branca.
Começou a operação "resgata mandato" do prefeito cassado de Areia Branca (veja matéria mais abaixo), Manoel Cunha Neto – Souza – (PP).
Logo após acompanhar a decisão do TRE que podou seu mandato iniciado em janeiro de 2005, Souza passou a acionar forças políticas para tentar reparar a perda no Judiciário.
Um dos primeiros contatos telefônicos foi com o senador Garibaldi Filho (PMDB). A expectativa de Souza é que em nível de Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele consiga um imediato "remédio" paliativo à sentença do TRE. Do contrário, nas próximas horas o médico Ruidenberg Souto, o "Beguinho" (DEM) assumirá sua cadeira.
Souza já tinha sido cassado como vice-preeito em 2004, ao lado do então prefeito-médico Bruno Filho (PMDB). À ocasião assumiu o ex-prefeito Expedito Leonez (PFL, hoje DEM).
Depois trago mais detalhes sobre os bastidores da política em Areia Branca.
Está ficando muito tensa a situação dentro e fora da Câmara de Vereadores de Natal.
A votação dos vetos do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) ao projeto do Plano Diretor está colocando em choque alas distintas, envolvendo ativistas ambientais, setor da construção civil, vereadores a favor e contra as matérias em questão.
O cenário é imprevisível. Na calmaria, certamente, não vai terminar.
Outro político está a salvo da cassação.
O prefeito de Encanto no Oeste do RN, Gonçalo Neto, também acusado de compra de votos e abuso do poder econômico, manteve o mandato por unanimidade.
O TRE não identificou nos autos nada que pudesse corroborar com as denúncias contra Gonçalo.
A senadora eleita ano passado, Rosalba Ciarlini (DEM), saltou outro cipoal hoje à tarde.
A continuidade do julgamento em que se pedia sua cassação por compra de votos, com uso de um veículo Pálio, terminou agora há pouco com manutenção do mandato. Mas ela certamente enfrentará nova dificuldade – que deve ser maior, em nível de TSE.
No TRE, a sua vitória foi por 4 x 1.
Apesar da relatora Soledade Fernandes pedir a cassação, Fernando Pimenta, Rafael Godeiro, Josoniel Fonseca e Jarbas Bezerra a contrariaram, assegurando a sobrevivência da ex-prefeita mossoroense no mandato.
Os impetrantes, ex-senador Fernando Bezerra (ex-PTB) e o PTB têm agora a instância superior, o TSE, para contestar a postura do TRE.
O julgamento tinha começado na quinta, 28, quando Pimenta pediu vistas ao processo. Soledade e Rafael Godeiro tinham votado, estabelecendo-se o empate em 1 x 1.
Como previ em comentário após a sessão de quinta, Rosalba realmente se salvou.
Nome que há quase duas décadas se mantém como grande liderança política do Apodi, o médico e prefeito José Pinheiro (PMDB) não se apressa na escolha de alguém para apoiar, em 2008. Pelo menos de público.
A vice Goreti Silveira trabalha apostando que chegou sua vez de ficar na cabeça de chapa. A cúpula partidária estadual parece exausta na tentativa de um entendimento entre as facções e teme perder a hegemonia política do município.
Pelo que ouvi do vereador em Natal, Luiz Carlos, irmão da médica Solange Noronha, ela estaria na ponta da agulha para ser inflada por Pinheiro à sua sucessão.
Pinheiro é uma esfinge até aqui. Sua estratégia tem sido se fechar em copa, para detonar a seu modo e tempo, o processo sucessório.
Não sou de jogar a toalha acompanhando jogo de futebol, mas nessa segunda, 2, não deu para aguentar.
Cheguei ao Estádio Nogueirão somente, no segundo tempo e saí antes do término de Potiguar 0 x 0 Potyguar de Currais Novos. Nuseante o futebol de ambos. Pior para o time mossoroense que estreará no próximo sábado na Série C do Brasileirão.
Em campo, um amontoado de jogadores, poucos se salvam. À beira do gramado, um treinador – Neto Matias, o Netinho, perdido e que muito dificilmente encontrará rumo.
A estratégia do treinador, de fazer muitas substituições num jogo treino em que deveria buscar entrosamento, é um artifício manjado para justificar o péssimo futebol. Mexe muito e fica com o álibi à mão para o placar esquelético.
Só engana a quem não entende do ramo.
Faleceu em Natal nessa segunda, 2, após cerca de três meses sob internamento hospitalar, Chiquito Soares.
Seu sepultamento aconteceu em Assu, terra natal e do prefeito Ronaldo Soares (PSB), seu filho.
Chiquito também era pai de Lourinaldo Soares, ex-prefeito do mesmo município.
Nossa solidariedade à família enlutada.
Madrugada em claro, TV ligada, vejo propaganda institucional na Rede Globo, que se encaixa como uma luva com o nosso tempo.
"Homem que é homem não bate", salta o slogan da Fundação Patrícia Galvão, execrando a violência contra a mulher.
Que maravilha!
A Câmara de Natal julga hoje os três vetos do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) ao projeto do Plano Diretor da capital.
A polêmica se arrasta já há algumas semanas, com pelo menos uma vítima visível, o vereador e ex-líder do prefeito, Aluízio Machado (PSB), catapultado da função por recomendar a derrubada dos vetos, na Comissão de Constituição e Justiça.
Em seu lugar entrou o petista Júnior Rodoviário.
Pelo que transpira da Casa, Carlos pode ter conseguido apoio suficiente para fazer prevalecer sua vontade. Vamos aguardar.
O voto é secreto. Eis o perigo.
O julgamento de processo em que é pedida a cassação da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), iniciada à semana passada em nível de TRE, recomeça hoje.
O quadro é delicado, pois a desembargadora Soledade Fernandes, relatora da matéria, em seu voto em plenário se inclinou pelo acatamento do pedido.
No segundo voto da última sessão, o desembargador Rafael Godeiro foi voto contra.
O núcleo da ação é a denúncia de que Rosalba teria usado um veículo Pálio para mercadejar o apoio de um político em Felipe Guerra, nas eleições de 2006, quando derrotou diretamente o então senador Fernando Bezerra.
Em poucos minutos trago mais detalhes sobre o assunto.
Novamente lembro as "Regras do Blog" (leia), postas aí ao lado, que valem para todos os internautas com acesso a este endereço.
A esperada polêmica em torno do assunto do espancamento da colunista social Lílian Moura, focalizada desde a manhã de sábado, 30, tem provocado uma avalanche de comentários. A maioria até pede para não ser publicada e uma parte esbarra em nosso filtro moderador.
O principal motivo do "freio" é a falta de identificação do autor. Vários optam por iniciais, alguns por apelidos, pseudônimos e outro contingente sequer se anuncia.
Respeito o anonimato quando solicitado, mas não posso dar vazão àqueles que o adotam para vomitar insultos ou pontos de vista esquizofrênicos sobre terceiros.
"Quem discorda de mim me enriquece", assinalava Dom Hélder Câmara.
Eis a grande essência da dialética, que torna este espaço ecumênico e de todos. E nele não cabem preconceitos, ódios, rancores, mágoas e outros sentimentos menores.
Participe do nosso permanente debate. O Blog só ganha substância com a interação franca e equilibrada do webleitor.
Vítima de agressão na madrugada da sexta, 22, no pátio da loja BR-Mania (antigo Posto Imperial, bairro Ilha de Santa Luzia, Mossoró), a colunista social Lílian Moura resolveu se resguardar. Fecha-se em casa, quase incomunicável.
Ao mesmo tempo, segundo versão de pessoas próximas, ela não pretende denunciar o agressor, conhecido como Adriano Vale, um ex-namorado.
Ele a teria espancado violentamente, a ponto de abrir um supercílio, além de gerar diversos hematonas em seu corpo. Entretanto, apesar de não denunciá-lo formalmente, Lílian não o livra de eventuais sanções legais pela brutalidade cometida.
A Lei Maria da Penha, que é uma legislação especial de proteção à mulher, estabelece que o Ministério Público pode agir de ofício ou mesmo a Delegacia da Mulher, se assim o desejar.
Sem dúvidas, a postura de Lílian precisa ser respeitada. É algo de foro íntimo.
Entretanto, como figura pública e espelho para muitas mulheres, o silêncio que escolhe serve de um estímulo natural à impunidade e à tese machista de que mulher é para apanhar mesmo.


