domingo - 10/02/2008 - 20:18h

Peraí, Neco!

Inteligente, sagaz, o velho "Neco" sai ziguezagueando hoje em quase toda entrevista concedida ao jornal Tribuna do Norte. Falo do prefeito Agnelo Alves (sem partido).

Esquiva-se de respostas definitivas quanto à sua sucessão e é ainda mais contorcionista em relação à disputa à Prefeitura do Natal.

Por lá, o comandante-em-chefe é seu filho, advogado e ex-deputado estadual Carlos Eduardo Alves (PSB). Aí Neco solta uma que… Preciso de muito chá de camomila para acreditar. Ele avalia que Carlos poderá tomar uma posição "neutra" na própria sucessão.

Peraí, Neco.

(…) "Ele, na hora certa, se posicionará pelo melhor. Se ele achar que não tem um candidato melhor, poderá adotar a posição de neutralidade, esclarecendo ao povo porque assim estará procedendo", soltou Agnelo para a jornalista Anna Ruth.

Nota do Blog – Acreditar que o prefeito Carlos Eduardo ficará equidistante do próprio processo sucessório, deixando que acontecimentos alheios à sua influência comprometam seu futuro político, é também acreditar em Papai Noel e na Mula sem cabeça. Os dois, a propósito, mais verossímeis.

Veja a entrevista, na íntegra, AQUI.

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domingo - 10/02/2008 - 19:06h

As memórias de Obery Rodrigues

Homem honrado, de família igualmente íntegra, o bancário aposentado Obery Rodrigues envia correspondência ao Blog. Comenta crônica postada mais abaixo, do escritor e jornalista Franklin Jorge, também abordando outra de David Leite.

O e-mail do senhor Francisco Obery Rodrigues merece maior destaque, a dividir suas doces lembranças e, eventuais dores, conosco.

Veja-o abaixo:

Lendo agora a crônica de Franklin Jorge sobre seu encontro com Francisco Meneleu do Santos, em sua última visita a Mossoró, já aos 93 anos, e tomei de sua morte recente. Conheci Meneleu, gráfico em Mossoró. Depois, foi para o Rio, onde o encontrei, em 1968, sentado na calçada de um bar, na Av.Barão do Rio Branco, tomando, com amigos, uma cervejinha.

Foi grande a nossa surpresa e recíproca a alegria. Perguntou por tudo em Mossoró. Mas, como eu estava a caminho de um edifício do BB, onde frequentava um curso, não pude demorar-me.

Entretanto, como ela aquele era o meu caminho, e ele, aposentado, frequentemente estava ali, ficamos certos de rever-nos outras vezes, o que, infelizmente, não acontecei. Agora, soube que faleceu. Mas um amigo que desaparece. De alguns meses para cá, tenho perdido vários amigos.

Só no Rio, foram-se Guttenberg Fernandes, José Ferreira da Silva, colega do BB (este há uns três anos, já), Nilo Soares e, há poucos meses, Renato Rebouças. Com todos eles me correspondia e conversava pelo telefone.

Em Brasilia, evolaram-se as almas de Jader Leite e Antônio Moésio Bezerra. Em Mossoró, foi-se a maioria dos meus queridos amigos; restam pouquissimos. Assim, aos 83 anos, estou ficando cada vez mais pobres de velhos companheiros dos bons tempos de convivência durante os quase cinquenta anos em que morei em Mossoró, que, há quase um ano, não tenho podido rever.

Muito boa a crônica de Franklin Jorge, assim como igualmente boa a de David Leite sobre o seu comparecimento a uma solenidade na Catedral de São Pedro.

Carlos Santos: Leio sempre com prazer todo o conteúdo do seu Blog e agradeço a distinção de sua remessa.

Cordialmente.

Obery Rodrigues

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domingo - 10/02/2008 - 12:48h

Oposição vive “crise babélica” em Areia Branca

O conturbado ambiente no grupo do prefeito Ruidemberg Souto, o Beguinho (PTB), não torna mais amena a convivência na oposição. Do outro lado, nem tudo são flores.

A tríade de líderes formada por dois ex-prefeitos e um ex-vereador, também não se entende. Se no governismo existem pelo menos duas candidaturas em andamento a prefeito neste ano (veja AQUI), com a oposição os números são mais ampliados: aparecem três.

Os ex-prefeitos cassados por compra de votos Manoel Cunha Neto – Souza (PP) e Bruno Filho (PMDB) querem retornar à prefeitura. O presidente do PMDB e ex-presidente da Câmara de Mossoró Cleodon Bezerra não nega que sonha com o mesmo posto. Porém os três não se harmonizam. O diálogo é frio e cartesiano. Quase inflexível.

O nível de atrito só não é pior, publicamente, porque o grupo não consegue sequer a capacidade de se juntar em reuniões formais. Sobretudo entre os ex-prefeitos, a coabitação é irrespirável. Ninguém demontra inclinação a ceder lugar para o outro. Há mais mágoas em exposição do que pontos em comum.

Souza foi duas vezes vice-prefeito de Bruno (1996 e 2000). Bruno não é do tipo que considere a cadeira secundária, na prefeitura, como adequada ao seu porte. Ao mesmo tempo, há decepções na  própria militância.

EXTRAVIO

Os dois ex-prefeitos conseguiram dispersar antigos aliados, espantaram novos colaboradores e mutilaram excelentes expectativas administrativo-políticas para o sistema. Há um considerável extravio de capital eleitoral, só possível de recuperação, se houver uma fórmula quase sobrenatural de entendimento.

Por trás de ambos não falta um cabedal de interesses familiares e particulares, que agrava o diálogo. Cada um, Souza e Bruno, é pouco ou demasiadamente refém do lar. Não decidem só, porque em jogo estão aspirações muito além da luta política. É quase um consórcio privado. Em cada governo foi assim.

Sem encontrar um tertius (terceiro, opção alternativa), é pouco provável que a oposição consiga enfrentar de igual para a igual o governismo, mesmo dividido entre o prefeito Beguinho e a vice-prefeita Iraneide Rebouças (PSB). Nenhum deles tem hoje o apelo popular de outrora e a capacidade de agregar como antes.

Por enquanto, subsistem aos trancos e barrancos numa crise babélica.

Nota do Blog – Veja a mesma matéria, com ilustração fotográfica, no Portal Nominuto.com, com o qual o Blog do Carlos Santos faz parceria.

Clique AQUI.

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domingo - 10/02/2008 - 12:12h

Vamos contar uma história?


Começou em Janduis, onde nasci. Pois, naquelas bandas, dizia o folclorista, terras de índios valentes e que por lá se purificavam dos espíritos maus, quando perdiam uma batalha contras os brancos invasores, começa a nossa história, meio trágica, mas heróica e verdadeira.

Ainda havia fumaça nos escombros do regime militar, quando o nosso povo, de Janduis, pequeno, mas corajoso e sabido, resolveu me eleger prefeito. Médico, recém formado em Moscou, Zé Agripino, governador-filhote da ditadura, me chamava de comunista do pé-roxo. Nunca entendi. Se fosse outra coisa…

Por que o pé?

Pois, bem! Em seis anos, as coisas melhoraram! Vida nova. Mais respeito, paz, cidadania, bons tempos! Depois de mim, a gente de Janduis escolheu o primeiro prefeito petista do Rio Grande do Norte: Zé Bezerra. Um ano depois, lá estava eu, candidato da Esquerda (PT, PCdoB, PSB), ao Governo do Estado.

Meus opositores: Lavoisier Maia, Zé Agripino e Ana Catarina. Campanha gloriosa para nós! Com a coragem e a cara, com os nossos militantes e simpatizantes, fomos à procura do eleitor e da eleitora… No campo e na cidade, deixamos o nosso recado. Nas grandes e médias cidades, em muitas urnas, derrotamos Zé e Lavô.

Foram 104 mil votos. Não ganhamos o pleito, mas Agripino baixou a crista.Dizia que era "governador em férias".

Pela primeira vez, em terras potiguares, um candidato a governador, pela Esquerda, ultrapassou a barreira dos 10% dos votos. Elegemos, então, o primeiro deputado estadual, pelo Partido dos Trabalhadores: o companheiro Júnior Souto. Era o começo de uma nova história ou o avanço das nossas lutas… Foi aí, também, que dona Wilma, então prefeita de Natal, começou a se intrometer na caminhada da Esquerda potiguar.

No finalzinho da campanha pra governador, ela mandou o professor Reinaldo Barros, do PSB, falar com o petista Crispiniano Neto, hoje na FJA, oferecendo ajuda para melhorar os meus programas de TV e Rádio, e montar grandes estruturas para a etapa derradeira da campanha petista nas grandes cidades. Tudo para Agripino não ganhar no primeiro turno e nos comprometer para o segundo turno, apoiando Lavô.

Recusei de pronto. Nem sequer levei a proposta indecente à Direção do PT, meu Partido.

Frustrado em tal intento, o comando wilmista tentou, depois, me desmoralizar, juntamente com os partidos de Esquerda. Dois anos depois, as pesquisas de intenção de voto para prefeito de Natal começaram muito cedo. Era Henrique, Ana Catarina, João Faustino, Iberê… Pré-candidatos em cogitação ou especulação. Eu morava em Caicó. Meu domicílio, em Janduis…

De pesquisa em pesquisa meu nome começou a aparecer. Em abril, no levantamento feito pelo Diário/Poti, eu já estava na dianteira de Henrique, até então, o campeão… É aí que, mais uma vez, o fantasma Wilma cai sobre nós, os da Esquerda.

Alguém soprou nos seus ouvidos que, em Natal, só ganharia eleição quem fosse esquerdista. E ali estava eu, um esquerdista pra ganhar não só de Henrique e Ana, mas pra brecar as pretensões dela de se arvorar dona de uma legenda de esquerda e armar a farsa até agora não desmontada.

Valendo-se da inexperiência do PT, de então, da minha ausência em Natal, fez uma declaração, nos jornais, dizendo que podia apoiar o meu nome pra prefeito.  Queria, apenas, afrontar a Direção petista!  Ao mesmo tempo, mandava o seu chefe de gabinete, Dr. Maurilton Morais, do PDT, dizer ao então vereador Wober Júnior, do PMDB, que eu, que nem Wilma conhecia, estava me articulando com ela, à revelia da Direção do PT. 

Wober passava tudo pra Mineiro, que queria ver o cão e não, Wilma. Mineiro, dirigente do PT, colega vereador de Wober, engoliu a corda, caiu na arapuca, e perdemos uma oportunidade histórica de mudar Natal e o RN para melhor!

Wilma conseguiu dividir a Esquerda, naquele episódio trágico, e derrotar o seu projeto de governar Natal. Cooptou o PSB (tomando conta dele, depois!) e o PCdoB. Isolou o  PT, deixando-o fragilizado naquelas eleições municipais. Articulou a candidatura de Aldo Tinoco, seu auxiliar, sabendo ser ele de fraca personalidade e "despolitizado", já tramando a sua posterior liquidação.

Que bestas e inocentes fomos nós! A trajetória de Wilma Maria de Faria, na política do Rio Grande do Norte, é de vitórias sobre os escombros das forças de Esquerda. Maias e Alves não tiveram suas estruturas abaladas pelo furacão Wilma.  Nós, da Esquerda, sim!

Pena que, ainda, nós, petistas, comunistas, socialistas, etc., continuemos a depositar nossas cinzas no altar das imolações da deusa gananciosa, ambiciosa e insaciável…

Salomão Gurgel, médico e prefeito de Janduís – //sg.pinheiro.zip.net


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domingo - 10/02/2008 - 11:43h

Pensando bem…


“Ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas é uma cortesia, com os inferiores é uma nobreza.”

Benjamim Franklin, estadista, jornalista e inventor norte-americano

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domingo - 10/02/2008 - 10:50h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais…

Hoje é dia de vivas retumbantes para Eriberto Suassuna, em Pau dos Ferros, ladeado por Nely e "minha sobrinha" Laura. Por elegância não divulgo "quantos carnavais", nem me proponho a pedir um exame de "carbono 14" para definir a idade paleontológica do aniversariante. Saúde e paz são os desejos. O resto, se vire. Ah, claro… "um banquinho, o violão…"

O jornalista Nilo Santos sai da UTI do Hospital do Coração, em Natal, ao final desta manhã. Ontem, coisa aí de 16h, sob os cuidados do doutor Eduardo Hipólito, ele foi submetido a uma angioplastia e recebeu três stents. Procedimentos com pleno êxito. Há uns 12 anos o jornalista tinha "ganho" ponte de safena. Homem de pendor laboral excessivo, Nilão tem que diminuir a labuta. Saúde, meu caro.

Obrigado à leitura deste Blog a Justiniano Neto (Natal), Diego Tobias (Mossoró) e delegado Inácio Rodrigues (Pau dos Ferros).

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Categoria(s): Nelson Queiroz
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domingo - 10/02/2008 - 10:00h

Domingo de idéias, debate e crônicas

Olhe algumas das atrações que disponibilizarei para você, neste domingo (10). Anote e aguarde.

Você terá ótimas companhias, gerando pontos de vista conflitantes, que contribuem ao debate e reforçam esse nosso foro de idéias, informações e discussões.

Leia o advogado e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado Honório de Medeiros. Ele fala sobre  "A pequena arte  governamental de fazer besteiras".

O prefeito de Janduís, Salomão Gurgel (PT), narra em forma de crônica as relações do PT com a governadora Wilma de Faria (PSB) ao longo de 20 anos, no texto "Vamos contar uma história?"

Já o advogado e professor universitário David Leite, de além-mar, conta sua imersão no Vaticano na crônica "A Basílica de São Pedro e a Capela de São Vicente".

O escritor e jornalista Franklin Jorge reproduz encontro com o comunista Francisco Meneleu dos Santos, uma viagem enriquecedora definida como "A visita do velho senhor".

Tem muito mais adiante.

Aguardo-o. 

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domingo - 10/02/2008 - 01:45h

Garibaldi não age e pensa sozinho no Congresso Nacional

Vários webleitores perguntam que avaliação possuo quanto ao discurso do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB), à abertura do ano legislativo (AQUI). Firme e forte, sem dúvidas.

Resta saber se foi uma pregação para efetivamente salvaguardar as prerrogativas do parlamento.  Ou teria sido mero jogo para a platéia?

Creio que foi um misto de habilidosa manobra para supervalorizar o PMDB, perante o Planalto, com aposta para fortalecer o Congresso. Venhamos e convenhamos que há tempos aquilo parece mais um serralho de ponta de cais, do que uma casa legislativa bicameral e republicana.

Sem dúvidas que Garibaldi Filho surpreendeu e tem superado expectativas. Todavia não pensa e age sozinho. Há o PMDB, com sua vocação fisiológica, cheio de subdivisões, à cata de nacos de poder. Tem sido assim desde sempre.

É isso.

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domingo - 10/02/2008 - 01:28h

Da pequena arte governamental de fazer besteiras


“Seo” Fulano de Tal é um homem de bem. Paga seus impostos em dia e trabalha duro semana-a-semana. Viaja com a família regularmente para visitar seus velhos pais no interior. Dá uma parada no meio do caminho em uma churrascaria de beira-de-estrada onde almoça regando a carne a goles de cerveja.

Como quando dirige não bebe, e se beber não dirige, seu filho mais velho é quem paga o pato bebendo guaraná.  A tal churrascaria vende razoável. Tem muitos fregueses tipo “Seo” Fulano de Tal. E outros, claro, em menor escala, que entornam o caldo bebendo e saem por aí rasgando pneu, achando que voar não é somente com os pássaros e ameaçando a vida dos outros.

Para estes, o longo braço da lei, no Brasil, é curto e mole. Diferente, por exemplo, do que acontece nos EUA ou na Inglaterra, onde a cadeia é o destino mais certo e justo para quem não respeita os limites legais.

Pois bem, aqui no Brasil, a partir destes dias, nem “Seo” Fulano de Tal pode tomar suas cervejinhas com churrasco, nem a churrascaria de beira-de-estrada faturar vendendo bebida. Uma Medida Provisória dessas bem bestas proibiu a venda de bebida alcoólica às margens das rodovias brasileiras. Coisa de “cabeças-de-pudim governamentais”.

Vocês sabem como é o “cabeça-de-pudim governamental”: mete os pés pela mão, faz uma besteira sem tamanho, e depois solta um discurso pomposo e oco para se dar razão. Claro que essa tal Medida Provisória vai fazer o mesmo que aquela lei que proíbe o porte de armas: punir os inocentes sem incomodar os culpados.

Explico.

Quem quer beber na estrada não vai deixar de carregar consigo sua bebida ou entrar em qualquer cidadezinha fora das margens das rodovias para saciar sua sede e depois retomar a viagem. Quem quer assaltar não se importa com uma pena maior por porte de arma – ele sabe que quanto à relação custo-benefício, no Brasil o risco compensa.

Se para marginais, que são causas dessas decisões sem pé nem cabeça, pouco importa a lei, o mesmo não ocorre com os inocentes que por eles irão pagar. “Seo” Fulano de Tal não poderá mais beber sua inocente cervejinha na churrascaria de beira de estrada. E a churrascaria de beira de estrada, assim como motéis, hotéis, pousadas, conveniências, supermercados, mercados, mercearias e outros tantos, vão amargar um sólido prejuízo daqui p’ra frente.

No Brasil é assim mesmo, como dizia mamãe: pelos pecadores pagam os inocentes. Essa questão de pagarmos nós, os inocentes cumpridores da lei, pelos pecadores, sempre me intrigou desde que, muitos anos atrás, quando cheque ainda tinha valor, vi uma propaganda de um show de Roberto Carlos seguida do seguinte aviso: “não aceitamos cheque”. Por que não aceitam meu cheque se eu nunca passei um sem provisão de fundos?

A resposta é tipicamente brasileira: por que dentre tantos que pagariam corretamente sua entrada alguns se encarregariam de soltar “borrachudos”. Resultado: pelos pecadores pagarão os inocentes.

Os cabeças-de-pudim governamentais sequer se preocupam com as filigranas de natureza jurídica que depõem contra leis como essas. Para eles são mesmo filigranas. Coisas como analisar o dano que se causa a inocentes para tentar alternativas melhores não faz parte do seu riscado.

Lembra a história daquele padre dominicano a quem o general francês perguntou, na cruzada contra os cátaros albigenses, após a vitória, a quem deveria matar, ao que ele respondeu: “todos”; “Deus saberá quem são os seus”.

Por exemplo: a Medida Provisória depende de relevância e urgência para ser adotada. Não discutamos a relevância. Mas quanto a urgência? Somente agora, e já, esta questão se tornou relevante? Claro que não. Se não, então o Governo do Compadre Lula foi amplo, geral e irrestrito no desleixo com a vida humana. Por outra: e o tal princípio da igualdade, que segundos os entendidos significa tratar os iguais igualmente, e os desiguais desigualmente para fazer-se justiça?

Devo, então, considerar que paus-d’água, bebedores legais, e estabelecimentos comerciais estão no mesmo patamar, são iguais, e puni-los todos? Ou considerar que são categorias desiguais e trata-los por esse prisma, preservando os inocentes e atingindo os culpados?

Os cabeças-de-pudim dirão que não se trata disso. E pontificarão: “o interesse coletivo deve preponderar sobre o particular”. Eu digo, com base na lógica do razoável: somente é assim quando não há uma outra forma que, respeitando as liberdades individuais, surta o mesmo efeito.

Então convenhamos: é o caso de se aumentar radicalmente as penas contra os beberrões que dirigem. Que tal cadeia longa e multa violenta aplicadas em rito sumário, como nos EUA? Que tal cadeia longa e multa violenta para quem utilizar arma-de-fogo por outro motivo que não sua própria defesa? 

Honório de Medeiros é advogado, professor universitário e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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domingo - 10/02/2008 - 01:17h

A Basílica de São Pedro e a Capela de São Vicente

“Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja.”

Roma suscita uma espécie de viagem pela própria história: a cidade do grande Império Romano, dos tempos antigos; as ruínas do Coliseu e do Fórum Romano; as fontes, os pórticos e as colunas; as obras de Michelangelo e de Leonardo da Vinci; o Vaticano… O Vaticano é um país — o menor do mundo em território, é verdade —, mas esse pequeno Estado é sempre um tesouro surpreendente.

A praça de São Pedro encanta pelo conjunto arquitetônico.

E quando adentramos a Basílica, causam alumbramento as dezenas de esculturas e pinturas renascentistas. Eu já tinha tido oportunidade de visitá-la durante o dia, mas, ao chegarmos para a Missa do Galo, causou-me impacto o efeito da iluminação. Creio mesmo que a beleza dos adornos dourados do teto quadruplica-se.

Os católicos sabemos que a celebração eucarística da noite de Natal é conhecida como Missa do Galo, numa referência à fábula que afirma ter sido esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de anunciá-lo ao mundo. Não carece mencionar a importância de que se reveste a referida cerimônia religiosa.

Quando comecei a responder algumas coisas com meu precário latim, Alice e Vilani olharam-me meio espantadas, como se estivessem a indagar onde eu teria aprendido aquela língua. Além de ter sido, por um semestre, aluno do professor Josafá Inácio da Costa, ainda trago bem presente, de minha infância, como entoavam a ladainha de Nossa Senhora e outros cânticos, em latim, um grupo de senhoras lá na capela de São Vicente, formado, dentre outras, por Aldeíza Sena, Vanda Gondim, Lourdes Ferreira e Dedé Almeida.

E como também era costumeira a nossa participação nas missas natalinas no histórico templo mossoroense, foi inevitável, naquele momento, emergirem algumas comparações entre a celebração na Basílica de São Pedro com as ministradas em nossa capela vicentina. ‘Descabidas’, dirão alguns.

Bem, sejam ou não cabíveis, as emulações borbulhavam. Desde o momento da chegada do Santo Padre, conduzido na belíssima procissão vestibular, lembrei-me imediatamente de como era a entrada de padre Sátiro Dantas, por vezes, acolitada pelo meu padrinho Chico Honório, Jaci Gurgel e por mim. E, por mais que pareçam, as comparações não emergiam cingidas pelo velho maniqueísmo questionador que costumamos estabelecer entre a riqueza de algumas catedrais e a singeleza de muitas capelas. Não.

Naquele momento o que mais me impressionava era constatar que a Igreja Católica, com sua história milenar, em meio a doutrinas e lendas, segue viva, dinâmica em seu tempo, se fazendo presente de muitas formas em vários recantos do mundo.

Mas, voltando à missa, a nós, leigos, torna-se impossível observar e comentar todos os detalhes litúrgicos; porém, não poderíamos deixar de realçar a extraordinária atuação harmônica do coro pontificial da Capela Sistina. Aliás, todo o ritual encanta.

Na missa, prevalecem o italiano e o latim, e, em determinadas ocasiões, como nas leituras bíblicas e nas orações dos fiéis, outras línguas se destacam. Foi muito bom ouvir a nossa “Última flor do Lácio, inculta e bela”, figurando galhardamente.

No dia seguinte, almoçando com os seminaristas Frederico Gurgel e Charles Freitas, originários de nossa Diocese de Santa Luzia, que atualmente estudam na Itália, aproveitei para tirar algumas dúvidas. Pois, em geral, causa-me espécie algumas semelhanças entre as vestes do Papa e as dos padres.

Eles explicaram que os paramentos presbiterais são realmente similares. O que difere são as chamadas insígnias pontificias e episcopais, pois não podemos olvidar que o Papa é também o Bispo de Roma.

David Leite é professor da Uern e advogado – david.leite@uol.com.br

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domingo - 10/02/2008 - 01:07h

A visita do velho senhor

Há algum tempo recebi a inesperada visita de um elegante senhor de 93 anos que veio deixar-me exemplares de seu livro “Coisa Julgada e Cartas de Amigos” [Editora Queima-Bucha, Mossoró, 2006], para enriquecimento das bibliotecas comunitárias que fundei ou ajudo a manter em alguns municípios do Rio Grande do Norte. Seu nome, Francisco Meneleu dos Santos, um dos outros nomes da elegância e da distinção. 

Apoiava-se, o meu visitante, numa elegante bengala de castão de ouro, por sua raridade, um objeto de colecionador. Gráfico aposentado e anistiado político, chegou na companhia de Misherlany Gouthier, organizador do seu livro, aliás, muito bem editado, ressalte-se. Conversamos durante um bom quarto de hora sem desconfiarmos que essa seria sua última visita a Mossoró, terra a que se ligava por um sentimento profundo.

Em meio à paz do Boa Vista, bairro que me recebeu de braços abertos, Meneleu discorreu com bom humor e desenvoltura sobre a história política do Rio Grande do Norte, evocou com simpatia velhas figuras de Mossoró que lhe ficaram gravadas na memória alerta e hospitaleira. Surpreendeu-se com o fato de termos alguns amigos em comum, como a grande memorialista Zenaide Almeida Costa, entre outros, e concordou em conceder-me depoimento para o livro que estou escrevendo sobre a cidade de sua juventude laboriosa.

Bem vestido, os sapatos engraxados com esmero, fazia-se acompanhar por seu motorista, que permaneceu calado e atento, ao seu lado, enquanto saboreávamos reminiscências e cafezinhos, num fim de tarde, em minha casa, sob a vigilância de Daiane, com quem, parece-me, simpatizou, pois em um dado momento pousou sua mão comprida e bem cuidada sobre a seda do seu pelo, fazendo-a ronronar de satisfação – logo ela que se mostra sempre tão inamistosa ou desconfiada com desconhecidos.

Sua confiante recepção logo me fez ver que o meu visitante era um cavalheiro de boa índole. Não me pareceu em nenhum momento esfalfado pela velhice, mas jovial e em boas relações com a vida. Não se mostrou mesquinho nem ranzinza, como habitualmente se mostram os velhos que odeiam nos outros a mocidade e as benesses que proporciona.

Sua morte inesperada, pelo menos para mim que lhe gabei a boa disposição, empobrece o gênero humano, especialmente porque homens como Meneleu – dói-me admiti-lo! – são cada vez mais raros. Tão mais raros do que cisnes negros.

A raridade que os faz, no entanto, tão especiais e dignos da nossa memória.

Franklin Jorge é escritor e jornalista – franklinjorge@yahoo.com.br

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domingo - 10/02/2008 - 00:03h

Um vice pouco provável, mas não impossível

De olho na rampa da Governadoria, a partir das eleições de 2010, o casal ex-deputado estadual Carlos Augusto-senadora Rosalba Ciarlini (DEM) quer tudo, menos colocar em risco o poder na Prefeitura de Mossoró. Dividir espaço? Nem pensar.

Parte dessa premissa, o veto ostensivo do líder Carlos ao ingresso do PR do deputado federal  João Maia, na chapa sucessória municipal deste ano. Seria uma ameaça ao projeto de tornar Rosalba governadora. Ameaça real.

O deputado João Maia quer entronizar o engenheiro e secretário estadual do Desenvolvimento, Marcelo Rosado (PR), como vice da prefeita Fafá Rosado (DEM). Ele, João, não aposta apenas em sangue novo na política mossoroense. Quer um trampolim para sua própria postulação ao governo estadual.

Tem outro agravante. Caso não se viabilize ao governo, João terá no mínimo um palanque dentro de Mossoró, a partir da estrutura da prefeitura, com Marcelo eleito vice. Aí também causaria outro prejuízo ao rosalbismo.

O deputado federal Betinho Rosado (DEM), irmão de Carlos Augusto e cunhado de Rosalba, estaria com outro adversário supernutrido comprometendo sua reeleição em Mossoró. Em 2006, Betinho sofreu com o desembarque de Felipe Maia (DEM) na cidade. Agora a sangria seria, no mínimo, em dose dupla.

Marcelo Rosado como vice de Fafá Rosado é impossível? Claro que não. É apenas pouco provável, a partir dessa leitura.

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  • San Valle Rodape GIF
sábado - 09/02/2008 - 20:41h

Primeira Página

FOLIADUTO – Chega nos próximos dias às livrarias do RN, o mais novo livro de François Silvestre. O título é "Alças de Agaves". Enigmático. Em alguns capítulos, o ex-presidente da Fundação José Augusto (FJA) trata do escândalo do "Foliaduto". Huum… De François o que gostei mais até agora foi "A pátria não é ninguém".

CARAÚBAS – É ingenuidade se imaginar, que uma banda economicamente poderosa do PSB tenha rompido com o prefeito caraubense Eugênio Alves (PR), à revelia da governadora Wilma de Faria (PSB). O detonador do processo foi a passagem do senador José Agripino (DEM) por Caraúbas, em plena festa de São Sebastião. Agripino costura com o deputado federal e primo, João Maia (PR), uma aliança que incomoda Wilma. Pode lhe impor prejuízos em 2010. Óbvio. Aguardemos.

ITAÚ – A oposição ao prefeito Édson Melo (DEM), de Itaú, bem que está se movimentando. As articulações buscam um entendimento entre PT, PMDB, PDT e PTB à sucessão muncipal. O ex-prefeito Francisco Neuremberg (PMDB) e o vereador José Filho (PTB) aparecem como nomes à possível coalizão, além do petista Leonildes Oliveira. Noutra frente, há pressão no campo judicial para investigação às contas da prefeitura.

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sábado - 09/02/2008 - 18:46h

Nem aí

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o deputado federal Betinho Rosado (DEM) não deram as caras hoje na Governadoria, em Natal. Tipo assim… "tô nem aí" às prioridades do RN.

Rosalba ainda teria avisado que optara por um encontro social em São Paulo; Betinho nem isso. Na pauta da reunião presidida pela governadora Wilma de Faria (PSB) – veja matéria mais abaixo -, elenco de pleitos a serem feitos ao governo federal.

Às vezes a gente encontra agentes políticos resmugando, pleiteando união em favor do interesse comum, mas na hora do "ramo" ver…

Quanto ao deputado Betinho, parece que nem sua assunção à Câmara Federal com a morte do titular Nélio Dias (PP), ano passado, o refez do amuo com a derrota à reeleição em 2006. E o povo com isso?

Deputado, vamos trabalhar; deixe a morrinha de lado e meta os peitos. Faça de conta que a vida é um sutiã.

Essa casmurrice do deputado vai terminar justificando sua derrota eleitoral em 2006.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 09/02/2008 - 17:37h

Procura-se um oposicionista

Nem mesmo a mais politizada de nossas comunas, a linda Natal, escapa da tentação à sombra frondosa do poder. Difícil encontrar alguém com pinta de "oposição."

O deputado federal Rogério Marinho (PSB) é naturalmente pré-candidato governista. Está no DNA.

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) compõe a base do governo municipal e, portanto, é governista.

Já a "borboleta" verde Micarla de Souza (PV), deputada estadual, nunca se arvorou à oposicionista. É amiga da governadora Wilma de Faria (PSB) e não é mais tão arredia ao prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), de quem foi vice de segunda classe.

O vereador Hermano Moraes (PMDB) é pré-candidato a prefeito por um partido aliado governista em Brasília, mas que não decidiu se é do contra em Natal.

O DEM saracoteia e nem se arrisca a uma candidatura própria. E o PSDB? Faz que vai mas não vai e termina não indo mesmo.

O PR vive da produção de balões-de-ensaio com suposto interesse em investir num candidato do seus quadros. Ninguém até aqui o levou a sério.

Já o PDT garante que entra com candidato próprio. Parece ensaio àquela música de duplo sentido: "(…) Eu boto ou não boto…???" Ufa! Bota não.

Quem sabe, no segundo turno, por injunção de uma disputa necessária, apareça alguém para ser do outro lado.

É aguardar para ver.

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sábado - 09/02/2008 - 17:25h

Salomão prevê ostracismo melancólico para Carlos Eduardo


Citado pela deputada federal Fátima Bezerra (PT) como opção partidária ao governo do estado (AQUI), em 2010, o prefeito janduiense Salomão Gurgel (PT) está mais atento à sucessão na capital. E manda ver no prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB).

Para ele, o prefeito natalense caminha ao ostracismo, com uma atitude superior de liderança que é fugaz.

– Carlos Eduardo chegou muito cedo ao topo do poder, para as suas possibilidades de político! Corre o perigo de ter chegado ao fim, já que pegou carona na esteira de dona Wilma de Faria (PSB). Algo parecido com a sina de Aldo Tinoco (ex-prefeito) e Marcílio Carrilho (ex-vice-prefeito) – pragueja.

Salomão Gurgel profetiza ainda, que "Carlos deve saber que, dentro de pouco mais de dez meses, o PT continuará existindo com os seus militantes, com os seus vereadores, deputados, senadores, governadores, Presidente da República… Ele terá, a partir de então, um vácuo ofuscante de dois anos, sem poder, sem aliados e sem perspectivas…"

No entendimento de Salomão, o partido não pode ficar incensando Carlos na expectativa de receber apoio à disputa municipal. Ele joga gasolina no fogo, ainda brando, das frágeis relações PT-Carlos Eduardo Alves.

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  • San Valle Rodape GIF
sábado - 09/02/2008 - 15:18h

Duas cabeças pedetistas

O PDT de Mossoró fará convenção no domingo (17). Local e horário em definição. Será um procedimento cartorial, burocrático.

O vereador Claudionor dos Santos tende a ser efetivado na presidência. A princípio não tem concorrentes.

Embaraço mesmo existe para a campanha, entre uma ala (numerosa) que segue a cartilha do Palácio da Resistência, governo Fafá Rosado (DEM), enquanto outra é indócil e aposta em faixa própria. De oposição.

No dito popular, o PDT serpenteia como se fosse uma cobra de duas cabeças. Parece de verdade, mas não é. É governista e pronto.

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sábado - 09/02/2008 - 15:16h

Olho vivo

Os vereadores Arlene de Souza (DEM), Júnior Escóssia (DEM), Gilvanda Peixoto (DEM), Chico da Prefeitura (DEM) e Manoel Bezerra de Maria (DEM) que se cuidem. Nenhum tem simpatia irrestrita do rosalbismo à reeleição.

Não é preciso espichar muito longe a visão, para se notar que o casal ex-deputado estadual Carlos Augusto-senadora Rosalba Ciarlini (DEM) trabalha com outras opções. Dentro e fora do próprio DEM, os dois pensam em outros nomes para a futura Câmara Municipal.

O relacionamento político do elenco de vereadores na campanha estadual de 2006 e no exercício do próprio mandato legislativo, desaconselha investimento e endosso.

Volto com mais detalhes, embasando essa tese.

Aguarde.

Também veja ainda hoje:

– Por que Carlos e Rosalba não querem o PR de Marcelo Rosado em aliança com a prefeita Fafá Rosado (DEM)
– Isolamento de prefeito cassado também desagrega oposição em Areia Branca
– Garibaldi Filho fala grosso ou simula independência?

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 09/02/2008 - 14:55h

Garibaldi, PR, Rosalba, sucessão municipal e muito mais

Neste sábado, o Blog do Carlos Santos trará diversas postagens, como tem sido regularmente. Veja abaixo, alguns dos destaque às próximas horas.

Anote aí:

– Acomodação do PR em Mossoró compromete Rosalba Ciarlini e Betinho Rosado;
– Oposição em Areia Branca também bate cabeças;
– PDT prepara organização interna;

– Garibaldi joga para a torcida ou acende uma vela para Deus e outra pro diabo?;
– Torcida por Nilo Santos;
– Sucessão municipal em vários municípios do RN.

Aguarde. Volto já já.

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sábado - 09/02/2008 - 14:37h

Governadora e bancada federal se afinam em reunião

A governadora Wilma de Faria (PSB) reuniu a bancada federal do RN à manhã de hoje em Natal. Pauta administrativa.

Em discussão com senadores e deputados federais, prioridades quanto a recursos no relacionamento estado-União.

O elenco de pleitos estará à mesa de audiência com a ministra Dilma Roussef na quinta (14), em Brasília. Entre as necessidades urgentes,  a construção do Aeroporto de São Gonçalo.

Saiba mais AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 09/02/2008 - 14:25h

Niiiilão!!!


O jornalista Nilo Santos será submetido às 14h de hoje a uma angioplastia, no Hospital do Coração do Natal. Também deverá receber implante de três stents.

Conversei muito com o mestre pela MSN (bate-papo na Internet). Exalou otimismo e bom humor. Nilão rapidinho estará entregue ao trabalho. Sem pressa claro.

Também sem excessos, claro.

Dá-lhe, Nilão.

* Saiba AQUI o que é angioplastia e AQUI o que é um stent.

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Categoria(s): Blog
sábado - 09/02/2008 - 05:52h

Festa com barulho – Blog do Evânio Araújo

O Blog do Evânio Araújo faz um ano de vida hoje. Engatinha ainda na infovia, mas com identidade própria. Não se permite à abjeta postura reptante dos que vivem com os joelhos encardidos, nem enverga a cervical.

Ele é uma raridade num universo onde muitos vivem de negociar a própria opinião; outros não a mercadejam, porque nada pensam. Apenas terceirizam espaços.

Meu modesto presente é transferi-lo da lista interna de favoritos, para a primeira página do Blog do Carlos Santos, aqui ao lado. Agrupa-se com outros nomes da "blogosfera", em atividade no RN.

O uso de uma alegoria eletrônica, em vez da foto como ocorre com os demais, tem uma explicação. Duas pelo menos.

A primeira é porque no endereço original de Evânio, ele não utiliza tal recurso ao lado de colaboradores. A segunda, é que sua "estampa" na moldura, implicaria em forte concorrência àquela que possuo no alto. Minha pose para capa de "LP" de bolero com fotogenia de ator mexicano, logo ficaria sob ameaça.

Loquaz, colérico e barulhento, o advogado Evânio Araújo agrupa esses defeitos que me irritam. Falam-me ser possuidor de qualidades saneadoras, como a gratidão e a solidariedade. Raridades humanas. Observo-o como implacável gladiador. Uma necessidade à redenção.

Numa terra onde boa parcela é maria-vai-com-as-outras ou nem isso consegue ser, alguém assim já merece aplauso. De meu lado, os parabéns pelo blog, apesar de tantas discordâncias. O que é ótimo.

Como já li em algum lugar, "onde todos pensam a mesma coisa, ninguém pensa grande coisa". 

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Categoria(s): Comunicado do Blog
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