Nem a intocável Igreja Católica escapa dos "donos da cidade" de Mossoró, avisa.
O título de Nilo antecipa o texto mordaz: "São Vicente reclama invasão de espaços pela prefeitura." Leia-o abaixo:
Pode vir uma "guerra santa" em Mossoró. São Vicente contra o Palácio da Resistência, sede do governo local.
O motivo é a invasão de espaços físicos da Capela de São Vicente, marco histórico na luta da cidade contra Lampião, durante os festejos juninos realizados pela municipalidade. Capelão do templo há mais de meio século, e uma das vozes mais respeitadas da cidade, padre Sátiro Dantas anda indignado.
A montagem do espetáculo "Chuva de Balas no País de Mossoró" está dificultando o acesso dos fiéis à capela, principalmente durante o novenário que acontece de 04 a 13 de junho.
– Acho que no próximo ano vão querer fazer o espetáculo aqui dentro. Temos que respeitar o histórico com o religioso. Deve ser buscada uma conciliação. Se ainda estiver aqui no próximo ano vou tomar providências para evitar isso (a obstrução do acesso) – bradou na missa matinal deste domingo (1) o capelão Sátiro Dantas.
Nota do Blog – Eu acho é pouco. Essa é a cidade do consenso, do senso comum, do silêncio cúmplice, do medo epidérmico e da dominação pela força ou pela cooptação.
A igreja há muito que serve a esse modelo de poder, dando sua colaboração, sem questionar tanto desmando. Diante de tamanho servilismo, não pode querer ser respeitada nem revela autoridade para se impor.
Queixa-se sob a nave da capela, numa homilia, para com outra mão receber doações à sua rede de televisão, rádios e encenação teatral em honra à Santa Luzia. Diante desses "favores", deve se sentir impedida de assumir papel crítico quanto ao governo "Da Gente" (deles, claro).
Repito: eu acho é pouco.

























