segunda-feira - 21/01/2013 - 08:12h
Seca e roubalheira

A dor incessante do sertanejo

Difícil acompanhar reportagem de ontem do Fantástico Rede Globo de Televisão, sobre a Transposição do Rio São Francisco, efeitos da seca, sem ficar emocionado. Magoa demais.

Gado morrendo, sertanejo chorando. Bicho e bicho homem vítimas da insensibilidade de homens e não da seca. Seca não é fenômeno no semi-árido, é o comum.

Eu confesso-lhe: às vezes evito circular por esse sertão, para não testemunhar tudo isso ao vivo. A gente volta desfigurado emocionalmente.

A própria reportagem da jornalista Sônia Bridi eu apenas ouvi; evitei ver.

Superfaturamento da Transposição do Sâo Francisco é compreensível. Tem que deixar a parte de muitos vigaristas em todo o percurso. Sai caro.

A gente paga a conta.

O sertanejo sofre a dor maior. De novo. Como sempre.

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Categoria(s): Crônica
domingo - 20/01/2013 - 23:35h

Pensando bem…

“O que somos é um presente que a vida nos dá. O que nós seremos é um presente que daremos à vida.”

Herbert de Souza

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domingo - 20/01/2013 - 19:42h
Reality Show de "O Hospital"

Luís Nassif destaca matéria do Blog Carlos Santos

O portal de Luís Nassif, uma das páginas de maior importância no webjornalismo brasileiro, outra vez destaca o Blog Carlos Santos.

 

Matéria ganhou espaço na primeira página logo na manhã de hoje, em Luís Nassif

Já ocorrera em outras oportunidades, quando fomos sitiados por uma enxurrada de processos judiciais bancados por uma patota que era inquilina da Prefeitura de Mossoró.

Dessa feita, Nassif reproduz matéria do Blog sob o título “O bizarro ‘reality-show de ‘O Hospital’ no RN” AQUI.

A postagem disseca recente episódio em que um médico do Hospital Walfredo Gurgel, o mossoroense Jeancarlo Cavalcante, filma drama para costurar paciente, se queixando de não ter à mão um necessário fio de aço para o procedimento.

Nassif postou a matéria na íntegra às 7h20 de hoje. Veja AQUI.

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Categoria(s): Comunicação / Saúde
domingo - 20/01/2013 - 15:14h
Afirmação

Parcialidade no Judiciário, uma realidade comum

Carlos Santos,

Infelizmente não é só a imprensa que é parcial.

Leiam parte da entrevista dada pela Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon:

“Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário? Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções.  Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.”

Em qualquer outro país do mundo isto causaria estarrecimento. No Brasil isto passou em brancas nuvens.

Atentem para o final da resposta da Eliana Calmon: ” Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.”

Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

Pergunto eu:

– Isto acontece só no judiciário?

– Isto acontece só na imprensa?

– Isto acontece só no serviço público?

– Isto acontece em todos os setores desta nossa sociedade apodrecida.

Eu sei que isto acontece.

Aconteceu comigo!

Inácio Almeida é webleitor e jornalista

* O texto de Inácio é uma réplica à postagem “juiz diz que imprensa se posta com nítida parcialidade” AQUI.

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Categoria(s): Artigo / Opinião da Coluna do Herzog
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domingo - 20/01/2013 - 11:43h

Oportunismo mais do que estratégico da mídia brasileira

Por Ulisses Reis

Não é segredo para ninguém que o monopólio midiático brasileiro é propriedade das grandes famílias ligadas diretamente aos representantes políticos ou (pior ainda) dos empresários responsáveis por dar sustentação à aludida classe. Muitas vezes mal utilizados, a televisão, o rádio, o jornal e, atualmente, o meio digital, servem apenas para incitar momentaneamente a população contra determinada pessoa.

Exemplo gritante veio à tona em notícia divulgada no último sábado (12/01/2013), com o seguinte título dado pela Revista VEJA: “Henrique Eduardo Alves contrata empresa de laranja” (//veja.abril.com.br/noticia/brasil/favorito-e-enrolado).

Sendo Deputado Federal há 42 (quarenta e dois anos), era mesmo de se esperar que Henrique Alves contivesse algum tipo de mancha em seu currículo, dadas as práticas corriqueiras desta classe. Contudo, o que estranha é o oportunismo pelo qual veio à tona a informação em destaque.

Competentes como são, os repórteres da ‘Veja’ de certeza possuíam acesso a tais informações há mais tempo.

Pior ainda, mesmo que assim não fosse, tinham plenas condições de obtê-las, visto que, apesar de ser ela notícia quente, trata de fatos frios. Ou seja, o que mais me realçou a vista não foi o teor da improbidade em si, mas a conveniência de sua divulgação justamente quando Henrique Alves postula o cargo de Presidente da Câmara dos Deputados.

Isso tudo mostra, mais uma vez, como a grande maioria dos empresários da mídia trata o povo brasileiro (para bom entendedor, risco é Francisco: massa de manobra). A informação em si, no caso tratado, vale menos que o oportunismo estratégico do momento de sua divulgação.

Se fosse ela divulgada há meio ano, quando Henrique servia apenas para falar mal da cor utilizada pela coligação da oposição mossoroense ao pleito municipal, pouco impacto teria no imaginário popular. Sendo manifestada agora, quando o distinto senhor é candidato a cargo de tamanha importância, pode fazer com que afundem os navios de sua esperança.

Henrique nem de longe é santo, isso é fato. Contudo, neste momento, está sendo vítima da arma com a qual galgou toda a sua trajetória, a articulação política.

Ulisses Reis é advogado

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Categoria(s): Artigo / Política
domingo - 20/01/2013 - 10:17h
Energia elétrica

São Pedro é inocente

Não houve chuva em Mossoró à madrugada de hoje. Chuvisco, sim.

A culpa da falta de energia não é de São Pedro. Está inocentado.

Talvez seja de algum cachorro mijão de poste. Talvez. E olhe lá.

Cosern está igualzinha à sua antecessora estatal, de mesmo nome.

Herdou o descaso como hábito.

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domingo - 20/01/2013 - 09:56h

Sobre Padre Cícero

Por Roberto Villanova

O cardeal Joseph Ratzinger conduziu durante dez anos o processo para beatificação e posterior canonização do padre cearense: Cícero Romão Batista.

Não há, no Vaticano, quem conheça melhor a vida e os “milagres” do padre Cícero; o cardeal Ratzinger é o maior especialista sobre o padre Cícero, dentro da Igreja Católica.

O cardeal Joseph Ratzinger virou o Papa Bento XVI e esperava-se que ele desse seqüência ao processo que conduziu na condição de cardeal, mas qual o quê? O processo empacou no Vaticano.

Para entender a peleja do Vaticano com o padre Cícero cabe lembrar que a Santa Sé temia que a liderança religiosa do padre cearense levasse à criação de uma Igreja Católica, Apostólica e Brasileira. Sim, porque a que está aí é Romana.

Na década de 1930, o Vaticano designou o reitor do Convento de Brindsi, o frei Pio Giannotti, para liderar a “Santa Missão” destinada a fortalecer o poder da Santa Sé na região mística do sertão nordestino.

Nessa região, especialmente na região das “sete cidades” do sertão do Cariri, expandiu-se o fanatismo religioso que, ao contrário do que muitos pensam, não começou com o padre Cícero – antes dele, prevaleceu a pregação do “padre Ibiapina”, uma espécie de precursor do padre Cícero.

Ibiapina era um advogado em Recife que, por desilusão amorosa, renunciou a toga e vestiu uma batina. Começou a pregar e a criar as chamadas “Casas de Caridade”, o que assustou os padres franceses que administravam o Convento de Fortaleza.

Pressionado pelo Vaticano, o “padre Ibiapina” capitulou. Mas, quando o Vaticano pensava que tinha resolvido o problema, deu-se o “milagre” da beata Maria da Luz – que fez surgir o Padre Cícero como novo líder espiritual na região do Cariri.

Em 1931, o ex-reitor do Convento de Brindsi, Pio Giannotti, desembarcou no Brasil e mudou de nome. Passou a se chamar “frei Damião de Bozzano”. Soldado combatente na I Guerra Mundial, nada revelava na figura baixinha do frei Damião esse passado de guerreiro.

E, no Brasil, ele se desincumbiu com sucesso da tarefa dada pelo Vaticano e, se não conseguiu eliminar totalmente o prestígio do padre Cícero, pelo menos conseguiu dividi-lo. E, por ironia, há quem o compare à reencarnação do padre Cícero – o que o Frei Damião rechaçava com mau-humor, sob a alegação de que o padre Cícero desobedeceu ao papa.

Mas, gente, passado tantos anos e diante dessa oportunidade de ser o papa atual o responsável pelo processo de canonização do padre Cícero, não é estranho que a Igreja Católica Romana ainda tema o prestígio do padre cearense?

Quem sabe esse temor se deve ao fato de o padre Cícero ser o único líder religioso no mundo que não foi peregrino? O padre Cícero nunca saiu do Juazeiro. As pessoas é que vão lá, ainda hoje, para reverenciá-lo.

Roberto Villanova é jornalista alagoano, com passagens pelo Jornal do Brasil e Jornal de Brasília.

* Artigo extraído do site “Miséria”, por indicação do blogueiro Carlos Antõnio Nunes (AQUI)

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Categoria(s): Artigo
domingo - 20/01/2013 - 09:20h

A liberdade de ser verdadeiro

Por Jim Morrison

O gênero de liberdade mais importante
é seres verdadeiro
Trocas a tua realidade por um personagem
Trocas os teus sentidos por uma atuação

Desistes da capacidade
e em troca pões uma máscara
Não pode haver uma revolução
em grande escala
Se não houver uma revolução individual da pessoa

Primeiro tem que acontecer cá dentro.

James Douglas Morrison (Jim Morrison) – Nascido em 1943 e falecido aos 27 anos (1971), Morrison foi vocalista da célebre banda de rock “The Doors”. Era cantor, instrumentista e poeta. Fez incursões à produção cinematográfica e performance como ator.

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Categoria(s): Poesia
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domingo - 20/01/2013 - 09:03h

Dois momentos da Igreja Católica

Por Honório de Medeiros

“Matem todos, Deus saberá quem são os seus”. Assim falou Arnold Amaury, monge cisterciense, quando seus guerreiros cruzados, a um passo de atacar a cidade de Béziers, em 22 de julho de 1209, tinham se voltado em sua direção para perguntar se deviam distinguir os fiéis ao catolicismo dos cátaros heréticos.

É o que nos conta Stephen O’Shea em seu “A Heresia Perfeita”, cujo subtítulo é “A vida e a morte revolucionária dos cátaros na idade média”.

A “Cruzada Albigense” se estendeu de 1209 a 1229 e foi deflagrada por Inocêncio III, sob a alegação de erradicar a heresia popular que grassava no Languedoc, região francesa que se estendia dos Pirineus à Provence e que incluia cidades como Toulouse, Albi, Carcassone, Narbonne, Béziers e Montpellier.

Na verdade os barões feudais do Norte da França – dentre eles o Rei – cobiçavam as terras e as riquezas dos seus pares do Sul, principalmente o condado de Toulouse, que era suserania de Pedro de Aragão. As duas décadas de sangue deram lugar a quinze anos de revolta e repressão até o cerco de Montségur, em 1244.

No final, mais de duzentos de seus defensores, os líderes cátaros, foram arrebanhados e tangidos até uma clareira na neve para serem queimados vivos. Resultado do guerra de extermínio foi o surgimento da Inquisição e suas técnicas que atormentariam a Europa e a América Latina durante séculos, sob o comando dos Dominicanos.

Técnicas essas que estabeleceram o modelo para o controle totalitário da consciência individual em nossos dias, diz-nos O’Shea. Autos-de-fé, enceguecimentos, enforcamentos em massa, catapultamentos de corpos por sobre as paredes dos castelos, pilhagens, saques, julgamentos secretos, exumação de cadáveres, estupros, sevícias, tudo em nome da fé!

Em 27 de agosto de 1689, em correspondência dirigida a Domingos Jorge Velho, Frei Manuel da Ressurreição, Arcebispo e Governador do Rio Grande o parabeniza: “E dou a Vossa Mercê o parabem de um avizo que do Recife me fez o Provedor da Fazenda estando para dar á vela a embarcação que o trouxe de haver Vossa Mercê degollado 260 Tapuyas”.

De 26 a 30 de outubro de 1689, Domingos Jorge Velho mata 1.500 tapuias e aprisiona 300.

Em 12 de janeiro de 1690, Frei Manuel da Ressurreição manda que se busque “trilhas de Bárbaros, como Vossa Mercê me diz se acham, os não faça o nosso descuido ousados“.

Em 4 de março do mesmo ano o Governador Geral determina aos três cabos de guerra que exterminam os tapuias: “Se não devem esperar nos Arraiais, em que se acham as mesmas armas; senão seguindo-os até lhes queimarem, e destruirem as Aldeias, e elles ficarem totalmente debelados, e resultar da sua extincção, não só a memória, e temor do seu castigo, mas a tranquilidade, e segurança com que sua Magestade quer que vivam, e se conservem vassallos, como por tão duplicadas ordens tem recommendado a este Governo”.

Está em “Cronologia Seridoense”, do grande Olavo Medeiros Filho.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 20/01/2013 - 05:59h
Soldado Jadson

Vereador-policial aponta caminhos à segurança pública

Bom dia Carlos Santos.

Gostaria de externar que achei importante a atitude do Poder Judiciário que devolveu parte do efetivo da PM, que estava ao seu serviço, para seu lugar de origem. Todavia se faz necessário que outras instituições e a própria corporação Policial Militar se dê conta que o trabalho principal do policial militar é o policiamento preventivo ostensivo.

Daí tal serviço ser chamado “atividade fim”. Infelizmente o que vemos sãos PMs serem usados como uma espécie de “serviços gerais” em inúmero setores atuanto como porteiros, motoristas, guariteiros de presídios, vigilantes de repartições públicas, segurança e até mesmo servindo cafezinho. Isso chama-se “desvio de função”.

Enquanto presidente da Associação de PMs de Mossoró e Região fizemos várias denúncias sobre fatos desta natureza, mas apesar de alguns avanços, grande parte destes males persiste. Agora como vereador iremos continuar combatendo estas distorções e trabalhar por uma segurança mais eficiente e cidadã.

Algumas medidas que julgo apropriadas para aumentar o número de PMs nas ruas sem precisar contratar novos policiais seriam:

– Terceirização dos serviços internos das unidades militares tais como, cozinha, telefonista, faxina, manutenção mecânica, eletricistas, pedreiros, digitadores. Atualmente tais serviços são realizados por policiais militares treinados para o serviço operacional. Com a terceirização eles poderiam serem empregados nas ruas;

– Terceirização dos serviços de segurança de repartições públicas que hoje é feito, em grande parte, por PMs;

– Retirada dos policials militares das guaritas de presídios e cadeias públicas pois tal serviço deve ficar a cargo de uma “guarda de muralha”, devidamente treinada para este fim e sob o comando da SEJUC (Secretaria de Justiça e Cidadania) e não sob a responsabilidade da PM.

Com o número de PMs que atualmente trabalham na cadeia e penintenciária em Mossoró se poderia ativar várias novas viaturas na cidade praticamente dobrando a quantidade de policiais nas ruas;

– Valorização do serviço operacional, ou seja, torna-se necessário que o policial que trabalha diretamente no combate ao crime tenha as devidas condições de trabalho bem como que haja uma política de “estímulo” ao profissional que está nas ruas submentendo-se a toda carga de perigos, estresses e desgastes físicos e emocionais.

Atualmente trabalhar nas ruas é visto como castigo por muitos PMs que buscam na primeira oportuniade deixar o serviço operacional e se “refugiar” em serviços internos de alguma repartição.

Soldado Jadson – Policial Militar e Vereador em Mossoró

Nota do Blog – Muito interessante e salutar sua intervenção, Jadson. Fique à vontade para intervir outras vezes na construção de um debate elevado sobre a segurança pública, tema sempre muito delicado.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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domingo - 20/01/2013 - 02:29h
Conversando com... Pedro Fernandes

Autonomia financeira da Uern é prioridade possível

Graduado em Ciência da Computação, mestre e doutor em Engenharia Elétrica, professor Pedro Fernandes Ribeiro Neto foi vice-coordenador do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação das IES Brasileiras e Institutos de Pesquisa (Foprop), um reconhecimento aos trabalhos na área de pesquisa e pós graduação desenvolvidos durante a sua gestão pela UERN.

Fernandes: aposta em bom relacionamento com segmentos

Sua identidade com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte teve início ainda nos anos 90, quando em 1998 começou como docente da Uern. De lá pra cá, ele vem desenvolvendo várias funções dentro da Instituição. Foi coordenador do curso de ciência da computação, chefe de Departamento da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação e por último, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação.

Ao lado do professor Aldo Gondim, Pedro Fernandes se coloca à disposição dos segmentos da instituição, formando uma chapa a reitor e vice, em pleito marcado para o dia 20 de março deste ano. Abaixo, acompanhe nosso bate-papo com o pré-candidato.

Blog Carlos Santos – Professor Pedro Fernandes, sua postulação recebe o apoio direto, inequivoco e até ostensivo do reitor Milton Marques. Uma candidatura situacionista na Uern – atualmente – carrega que ônus?

Pedro Fernandes – Minha pré-candidatura surgiu de um trabalho eficiente, sério e inovador que fizemos durante o exercício do cargo de pró-reitor da Pesquisa e Pós-graduação da Uern. Cargo este, me confiado pelo reitor Milton Marques de Medeiros. Durante todo o período em que eu era cogitado como provável candidato pela comunidade da Uern, em nenhum momento me considerava assim, até que esse movimento, espontâneo, se consolidou, juntamente com o apoio do Reitor, se configurando como democrático e de base. Hoje temos a certeza que somos pré-candidatos a reitor da Uern e que temos uma excelente relação com alunos, técnicos e professores.

BCS – Quais os predicados de sua postulação, ao lado do professor Aldo Gondim, que o diferenciam dos concorrentes?

PF – Eu e Aldo nos complementamos. Ambos possuímos experiência no ensino e na administração. Pedro Fernandes tem uma trajetória em atividades de extensão e, sobretudo, na pesquisa e pós-graduação. Aldo Gondim alia com uma larga vivência na extensão e na associação dos docentes. Pedro Fernandes representa a geração que atuará nos próximos 20 anos na UERN e Aldo Gondim resgata uma geração mais experiente que merece todo nosso respeito e atenção. Pedro Fernandes é formado em Ciência da Computação,  professor lotado no Departamento de Informática, e orienta alunos de graduação e mestrado, coordena projetos de pesquisa e/ou de extensão, é membro de grupo de pesquisa, e amigo dos alunos, técnicos e professores, ou seja, um acadêmico.

Aldo Gondim é formado em Educação Física, professor lotado no Departamento de Educação Física, com atuação no parfor, proformação, em projetos de extensão e amigo dos alunos, técnicos e professores, ou seja, também um acadêmico. Pedro Fernandes, enquanto Pró-Reitor, foi eleito vice-coordenador na Região Nordeste do Fórum dos Pró-Reitores e em dezembro de 2012 foi eleito para compor a diretoria executiva nacional deste Fórum, ressaltando que a diretoria é composta por 05 membros, das mais 200 Intituições filiadas. Aldo Gondim, na condição de Diretor da Faculdade de Educação Física da UERN, é o atual coordenador do Fórum dos Diretores da UERN.

BCS – Alguns pró-reitores foram demitidos e alegaram o não-alinhamento com sua postulação, como motivo do “bota-fora”. Como o senhor justifica essa posição da Reitoria? Será que não pode provocar efeito colateral ao senhor, nas urnas?

PF – Quando meu nome foi escolhido como pré-candidato, entendi que era importante me afastar da Pró-Reitoria, visando não só a uma maior disponibilidade para me dedicar à pré-campanha, visitando as unidades e conversando com os alunos, técnicos e professores, mas também a transparência que uma campanha democrática exige. Nos encontros, nós passamos a nossa visão da Uern, ao mesmo tempo que temos a preocupação de ouvir as pessoas então presentes. Muitas vezes as opiniões coincidem. Outras vezes nós mudamos nosso entendimento, ou o contrário. Não tenho histórico de imposições e de ingerências. Entrei na Instituição em 1998 e não tem um único momento em que desrespeitei alguém. A posição da Reitoria compete ao reitor opinar. Quanto ao efeito colateral, nós temos a convicção do alto nível de um processo de escolha para reitor e das pessoas nele inseridos.

BCS – Tem sido traumática a relação entre a Uern e a chanceler da instituição, governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Sua presença na Reitoria será facilitadora dessa relação?

PF – A Uern é a única Instituição de Ensino Superior do Estado, é a que possui a maior capilaridade, estando presente em todas as quatro mesorregiões, mais especificamente em 17 municípios;  implantou o sistema de cotas desde 2002, assegurando o acesso na Graduação aos alunos oriundos de escola pública, ou seja, que fizeram, via de regra, o ensino fundamental nas escolas municipais e o ensino médio nas escolas estaduais. É a única IES pública que oferece os cursos de pedagogia, enfermagem, ciências sociais, comunicação, medicina, odontologia, letras, música, dentre outros, no interior do Estado. Só em Mossoró, aproximadamente, 90% dos professores do município são formados na Uern. A Uern transcendeu as fronteiras do RN, sendo fundamental para formação de recursos humanos também de outros Estados. Por conseguinte, nossa Instituição é fundamental para o desenvolvimento de qualquer Município, Estado, Região e País. Ao mesmo tempo que precisamos do apoio irrestrito dos governantes dessas instâncias. Com esse pensamento, a Uern intensificará a relação também com as bancadas dos vereadores, deputados federais  e estaduais.

BCS – Dois assuntos que nunca saem de pauta e nunca se materializam, na vida da Uern, é a isonomia entre os segmentos no peso dos votos a reitor e vice, e sua autonomia financeira. Qual sua posição sobre a primeira e como conquistar a segunda?

PF – Não existe nenhum pronunciamento, ata, registro em que mostre minha posição contrária à paridade. Isso porque não sou contrário. Entendo e atuo isonomicamente nos segmentos. Também não compreendo como esse tema, de grande importância, apenas fica em destaque na vida de alguns durante o processo sucessório. A autonomia financeira é o objetivo de qualquer pessoa física ou jurídica. Existe uma comissão, com portaria do Gabinete do Reitor, discutindo esse assunto. Tenho plena convicção que conseguiremos o quanto antes. Quero ser o Reitor que implantará o voto paritário e a autonomia financeira na UERN.

BCS – Que avaliação, sucinta, o senhor faz da era Milton Marques na Uern? Pontos positivos e negativos, por favor.

PF – A gestão atual focou nas pessoas e na consolidação do acadêmico. No pessoal: a política salarial, capacitação dos servidores, concurso público, melhores condições de trabalho. No acadêmico: reconhecimento dos cursos de graduação, criação dos cursos de pós-graduação stricto-sensu, inserção nas políticas nacionais de ensino superior, ampliação das ações de extensão.

Devemos priorizar a assistência estudantil. Residências universitárias em parceria com os municípios e outras insttuições, centros de convivência em todos os campi com preços acessíveis, restaurantes universitários em parceria com o Estado, transporte público de acesso ao campus e para aulas de campo, incremento na política de bolsas de monitoria, extensão, e iniciação científica.

Também vamos estruturar os setores de apoio a inclusão, de ensino à distância, editorial, de internacionalização, de comunicação e, sobretudo, de informática. Precisamos urgentemente implantar um sistema de informação para gestão acadêmica.

Intensificaremos a política de captação de recursos, sobretudo apresentando ao Governo Federal a necessidade urgente de um “REUNI” para as IES Estaduais e Municipais. Tais IES desempenham o seu papel, contribuem diretamente para o desenvolvimento da nação e com um repasse por parte do Governo Federal, teríamos um grande avanço. No nosso caso, nos dias de hoje, um repasse de 20% do orçamento da UERN, ou seja, de 40 milhões de reais, para investimento e custeio, fará toda a diferença para nós. Falo isso com segurança de que é possível, pois enquanto membro do diretório nacional dos pró-reitores, sempre coloquei a importância de uma ação como essa o que era muito bem recebida.

BCS – A relação da Uern com a sociedade mossoroense, potiguar e além da divisa potiguar, em trabalhos de pesquisa e extensão, atende hoje às demandas sociais? O que pode ser melhorado?

PF – Atende. No entanto, somos conscientes que precisamos aprimorar as várias dimensões da Universidade, procurando um maior envolvimento nos conselhos de classe, nas decisões e nos planejamentos dos Municípios e do Estado. Como uma característica na nossa gestão, me permita, sempre buscamos uma interação com as demais IES sediadas no RN, CE e PB, bem como com a FAPERN – Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte.  Como Reitor, essa política de parceria será contínua e ampliada.

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sábado - 19/01/2013 - 23:59h

Pensando bem…

“Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão”.

Jean de La Bruyère

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 19/01/2013 - 20:44h
Aguardemos

As novidades de sempre na política

O que nossos candidatos vão lançar de “novo” em 2013, em termos de slogan e discurso?

Vão falar de “reconstrução”, “novo”, “mudanças”, “governo para o povo…?”

Aguardemos as “novidades”, pois.

 

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sábado - 19/01/2013 - 14:56h
Novo governo

Equipe de Pau dos Ferros não é “imexível”

O prefeito Fabrício Torquato (DEM) praticamente manteve intacta a equipe de auxiliares do antecessor e endossante de sua candidatura vitoriosa à Prefeitura de Pau dos Ferros, Leonardo Rego (DEM). Mas é precipitado se afirmar que todos são ‘imexíveis’.

Fabrício deverá promover algum reordenamento administrativo. E a médio prazo, não pode abrir mão de imprimir identidade própria à gestão, mesmo que isso signifique eclipsar quem o antecedeu.

Anote, por favor.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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sábado - 19/01/2013 - 12:26h
Em Mossoró

Juiz diz que imprensa se posta com nítida parcialidade

Desabafo do juiz da 33ª Zona Eleitoral de Mossoró, José Herval Sampaio Júnior, através do seu endereço no Twitter:

– Interessante é que com todo respeito que tenho à imprensa mossoroense, mas ela é tão parcial que só publica o que interessa ao seu lado!

E emenda: “Digo isso sem fazer qualquer crítica, até porque modernamente a imprensa pode assumir dada posição ideológica (…) agora perde credibilidade no que tange à imparcialidade!”

Adiante, ainda sapeca mais umas observações:

–  Não estou me referindo a ninguém. Percebi isso ao longo da campanha e agora com mais veemência…

Deu tempo, também, para filosofar: “Imparcialidade realmente não é fácil em todas as áreas; já neutralidade é impossível!”

Nota do Blog – O judicante ainda possui várias matérias em sua mesa para julgamento, que ainda derivam da campanha mossoroense deste ano.

Entre as ações, pelo menos seis Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE´s).

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sábado - 19/01/2013 - 10:22h
Tibau

Sonoridade diferenciada no fim do veraneio

O denominado “veraneio” de Tibau (a 42km de Mossoró) deve chegar ao fim neste final de semana. Bem mais curto do que outros, sobretudo pela proximidade do carnaval e gastos encolhidos.

Neste sábado (19), o palco do Arena Show conta com a presença do cantor e compositor Geraldo Azevedo, num sopro de boa música.

E tem mais: na mesma os cantores André Luvi e Renata Falcão fazem apresentações distintas, também com garantia de sonoridade diferenciada.

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sábado - 19/01/2013 - 10:00h
Tétrico

O bizarro reality-show de “O Hospital” no RN

Depois dos reality-shows como BBB e A Fazenda, o pioneiro Rio Grande do Norte inova com “O Hospital”.

A avant-premier foi no Hospital Walfredo Gurgel, com o médico cirurgião mossoroense Jeancarlo Cavalcante filmando cirurgia em que tentava fechar a caixa torácica de um paciente sem o fio de aço, instrumento imprescindível para o trabalho.

A polêmica, como cabe a todo bom reality show, segue na imprensa, nas ruas e nas redes sociais.

O secretário do Estado da Saúde Pública (SESAP), Isaú Girino, que foi professor do médico “confinado” Jeancarlo Cavalcanti, o ameaça com punição disciplinar. Quer levá-lo pro “paredão” por ter feito a denúncia de falta do fio de aço com exposição grotesca da cirurgia.

Jeancarlos acha que não se excedeu. Não foi antiético. Filmar – mesmo com distorção de imagens – a macabra situação, foi apenas uma forma de se rebelar contra o descaso.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) diz-se horrorizada com as cenas mostradas na TV e Internet. Pelo visto, lhe pareceu estranho que isso esteja acontecendo em pleno Rio Grande do Norte.

O mais bizarro nas declarações da governante, até suplantando a própria cena, foi ela afirmar o seguinte:

– Se não tinha o fio de aço, por que então começou a cirurgia?

Nota do Blog – Governadora, o doutor Jeancarlo começou a cirurgia porque precisava dar uma resposta imediata ao problema, visto que o paciente estava em estado grave e necessitando ser remendado, mesmo que com uma gambiarra.

Pelo visto, a governadora – que é médica – perdeu aquelas  aulas quanto ao ensino de que o principal papel desse profissional é salvar vidas. Tentar, pelo menos.

Se negar a fazer o que lhe parecia adequado, não obstante as carências, seria omissão de socorro: a morte certa para a vítima. Isso mesmo. Vìtima do Estado.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sábado - 19/01/2013 - 08:23h
Vida real

Jornalista e familiares sob a mira de bandidos

À noite de ontem (por volta de 19h30), o jornalista Bruno Barreto (O Mossoroense e Uern) entrou para as estatísticas da violência em Mossoró. Ainda bem, que “apenas” como vítima de assalto ao lado de outros familiares.

Mulheres, crianças e homens sob a mira de revólveres de uma quadrilha. Fizeram o rapa de dinheiro, celulares e levaram um carro (um pálio de placa MZE 7495 ) da casa de um dos cunhados do jornalista no Santa Delmira.

Vítimas trancadas em banheiro, humilhações e ainda um veículo roubado fizeram parte do enredo, com quatro marginais diretamente envolvidos no crime.

Sobreviveram sem sequelas físicas.

Graças a Deus.

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Categoria(s): Comunicação / Segurança Pública/Polícia
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sábado - 19/01/2013 - 08:17h
Prioridade mórbida

Flores potiguares e flores paraibanas

Por Túlio Lemos (O Jornal de Hoje)

Diante das notícias de que o governo do RN pretende gastar até R$ 222 mil com buquês e arranjos de flores, este interino soube que na Paraíba a administração estadual disponibilizou mais de R$ 1 milhão para a compra do gênero.

Vá gostar de flor assim lá na Paraíba.

Nota do Blog – Meu querido Túlio, faz sentido tantos gastos com flores lá e cá, em sendo verdadeira a informação recebida por você quanto igual prioridade na Paraíba.

Com tanta gente morrendo em hospitais, pela incompetência de nossos governantes, é importante ter rubrica para flores. Afinal de contas, os mortos, mesmo tão despezíveis aos olhos deles, merecem pelo menos flores.

É uma prioridade mórbida.

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 19/01/2013 - 07:53h
Herodes voltou?

Decreto de morte para nossas crianças

O Sindicato dos Médicos sustenta que o setor de pediatria do Hospital Santa Catarina só terá escalas até hoje sábado (19).

O mesmo deverá acontecer em relação ao Hospital Walfredo Gurgel, em que as escalas não passam do dia 25 deste mês.

Poder-se-ia proclamar que “Herodes voltou?”

Num estado governado por uma pediatra, infelizmente esse quadro é de tétrica contradição.

Lamentavelmente.

Torçamos para que esse cenário seja superado o mais rápido possível.

Torcer pelo pior é tão torpe quanto o que está acontecendo.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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sábado - 19/01/2013 - 07:21h
PR em Mossoró

Em busca de “espaços” perdidos

O PR do deputado federal João Maia continua à espreita, sonhando em ser aquinhoado com “espaços” interessantes na administração da prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM). Até aqui, tudo está muito chochinho, ‘viu!?’

Na verdade, o “filé” posto à mesa no primeiro escalão foi consumido sem que o partido fosse consultado. Foi ignorado.

Diferente do cerco e cavilações promovidos para atraí-lo à aliança de campanha e reforço à base aliada na Câmara Municipal.

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Categoria(s): Política
sábado - 19/01/2013 - 07:07h
Rédea curta

Chororô grande na ‘bomba’ de gasolina

O chororô é grande entre motoristas, outros servidores e muitos ‘chefes’ na Prefeitura de Mossoró, com a limitação espartana quanto a gastos diários com combustível em carros da municipalidade e terceirizados.

A ordem é se virar com a cota/dia.

Muitos estão estranhando os novos tempos, porque antes era ao deus-dará, até porque assim se esticava um outro interesse que conflitava com o erário: quanto maior o gasto, maior a “comissão” de certos atravessadores e “sócios ocultos” de determinados postos de combustíveis.

Fácil assim.

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Categoria(s): Administração Pública
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