Do Congresso em Foco
O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), reagiu nesta terça-feira (24) à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar abertura de inquérito para investigar o parlamentar por suspeita de corrupção passiva.
Agripino diz desconhecer as razões para o ressurgimento do processo, que corre em segredo de Justiça. A decisão, da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, é decorrência de recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e foi formalizada na última sexta-feira (20).
Um dos principais nomes da oposição ao governo Dilma Rousseff, Agripino é mencionado em delação premiada feita por um empresário potiguar no âmbito da Operação Sinal Fechado.
Beneficiado
Segundo o depoimento, George Olímpio disse ter pagado propina para aprovar, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, lei sob medida para os seus negócios no Detran estadual, e que um dos beneficiados pelos repasse seria Agripino.
Por meio de nota, Agripino diz não entender as razões que levaram à “reabertura deste assunto” no STF. Ele diz que o próprio acusador já havia desdito a versão que o incrimina. Ele se refere ao fato de que, em 2012, George Olímpio formalizou em cartório documento por meio do qual garante nunca ter pagado propina ao senador.
No entanto, promotores que investigam o caso alegam que o empresário potiguar voltou a manter as denúncias em 2014. Ele teria se sentido abandonado pelos envolvidos no esquema, e então resolveu colaborar com o Ministério Público em troca de benefícios judiciais.
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