domingo - 01/01/2017 - 11:16h
Oposição em Mossoró

“Grupo dos 13” despenca para dez e pode descer mais ainda

Nos últimos dias, vereadores que supostamente tinham firmeza em bloco de oposição, à futura gestão municipal em Mossoró, distribuía fotos de divulgação garantindo: estavam unidos.

Começou como “Grupo dos 13”. Aí saiu João Gentil (PV).

Tudo começou com 13, mas logo João Gentil (marcado) saiu do grupo e recentemente mudou de lado (Foto: divulgação)

Ficou “Grupo dos 12”. Mas Manoel Bezerra (PRTB) saiu também.

“Grupo dos 11”.

No sábado (31), saltaram dois de uma vez para o governismo e apoio à postulação à Presidência da Câmara Municipal, de Izabel Montenegro (PMDB).

Foram os vereadores eleitos-diplomados Emílio Ferreira (PSD) e Zé Peixeiro (PTC). Horas antes, o próprio João Gentil já tinha se acertado.

Agora é “Grupo dos 10”, porque a petista Isolda Dantas resolveu se compor com a oposição e no apoio à postulação a presidente do vereador reeleito Alex do Frango (PMB).

Por enquanto, o outrora “Grupo dos 13” é “Grupo dos 10”.

E pode descer mais um patamar.

Contagem regressiva.

Anote.

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Categoria(s): Política
domingo - 01/01/2017 - 10:18h
Câmara Municipal de Mossoró

Izabel caminha para ser presidente; Rosalba garante maioria

Izabel Montenegro (PMDB) está na iminência de ser eleita para a presidência da Câmara Municipal de Mossoró, em pleito marcado para hoje (1º de janeiro), após a posse dos vereadores eleitos (14h30).

Sua assessoria divulgou à tarde desse sábado (31), foto da prefeita eleita-diplomada Rosalba Ciarlini (PP), seu marido e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PP), do deputado federal Beto Rosado (PP), com os três mais recentes apoios para ela se eleger, e ao próprio governismo.

Carlos, Gentil, Emílio, Rosalba, Peixeiro e Beto Rosado no mesmo lado (Foto: divulgação)

Na foto (constante nessa postagem), aparecem os vereadores Emílio Ferreira  (PSD), Zé Peixeiro (PTC) e João Gentil (PV).

Os dois primeiros aderiam à candidatura no sábado. João Gentil, ainda na sexta-feira (30).

Os três faziam parte do chamado “Grupo dos 13”, que depois foi “Grupo dos 12”, “Grupo dos 11” vereadores da oposição, número que encolheu para “Grupo dos 10”. A Câmara Municipal tem 21 vereadores.

Os três votos que se somam à base primária do rosalbismo, com sete votos, além de Manoel Bezerra (PRTB), que anunciou apoio no último dia 28, numericamente garantem a vitória de Izabel.

Mais do que isso: a própria maioria do futuro Governo Rosalba Ciarlini (PP) na Casa, com 11 votos.

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Categoria(s): Política
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domingo - 01/01/2017 - 06:48h

O servidor público e as elites

Por Honório de Medeiros

Costumava iniciar, ano a ano, quando ensinava, o curso de Filosofia do Direito, dizendo a meus alunos que filosofar é desvendar a realidade, como se esta tivesse véus que a ocultassem e, por assim ser, impedissem os menos persistentes de encontrar a verdade que ela insistia em nos esconder.

Essa imagem inicial guarda débito, óbvio, com a bela elaboração da mitologia hindu, que nos apresenta a deusa MAYA enquanto responsável pelo ocultamento da realidade tal qual ela é, bem como de não percebermos que tudo quanto nos cerca nada mais é que pura ilusão, um devaneio infindável a nos impedir o verdadeiro conhecimento.

Um desses véus mais persistentes é – se pudermos usar essa imagem para melhor explicarmos – aquele que despersonaliza a ação concreta do ser humano e a atribui a uma abstração, como é o caso da ideia de Estado.

Ouvimos e vemos sempre que o Estado não se faz presente, no caso do Brasil, desde épocas passadas, na luta contra a desigualdade e exclusão social – algo inquestionável, por sinal, pois podemos constatar que, de fato, evoluímos quanto ao aparato tecnológico com o qual a lógica do capital se instaura, mas não conseguimos solucionar questões comezinhas como a da eliminação do analfabetismo. Não é o Estado que não se faz presente.

Somos nós mesmos que estamos ausentes.

Despersonalizar a ação de quem detém o poder, mascarando-a com esses artifícios, dificulta sua responsabilização.

Outro véu onipresente é aquele que nos impede de apreendermos como se instaura uma determinada lógica na ação daqueles que detém o Poder. Uma vez instaurada, essa lógica passa a fazer parte do nosso cotidiano sem que, em qualquer momento, passemos a questioná-la em seus fundamentos básicos.

É o caso da persistente e programada despersonalização da ação da elite, através de artifícios que pretendem legitima-la, haja vista o caso do atual conceito vigente de Estado, que deixa de ser o “topos” onde ocorre a ação, para ser o instrumento burocrático atrás do qual se esconde o processo de instauração dos mecanismos do Poder.

Podemos considerar que a despersonalização é conseqüência coerente da necessidade de ocultar o real. Seria como uma manobra diversionista, se utilizássemos a linguagem da guerrilha. E qual é esse discurso real?

LEMBREMO-NOS que, no Brasil, desde a ocupação portuguesa, o espaço público foi privatizado. Não é desconhecida a carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei solicitando regalias para sua família. Tampouco o é o episódio das Capitanias Hereditárias. O fato é que, desde o início, e até o presente, esse espaço público pertence à elite e esta tem se revelado de um atraso inigualável.

Raymundo Faoro demonstra, em sua obra “Os Donos do Poder”, criando o conceito de “estamento”, o quanto, ao longo dos anos, até o presente, a elite privatiza o público e o utiliza em proveito próprio. Ou seja, segundo Faoro, no capitalismo brasileiro não há, necessariamente, uma apropriação dos meios de produção por parte da elite, mas, sim, uma privatização do espaço público em proveito próprio.

Assim é que vemos filhos de juízes sucederem aos pais, generais aos avós, deputados aos antepassados e assim por diante. A vingança dos excluídos tem sido, ao longo do tempo, variada, mas permanente. Não é à toa que na literatura, na música, na arte, de uma forma geral, o “barnabé” é sempre motivo de chacota. Mas o resultado é inócuo.

Continuamos tendo o espaço público privatizado. Essa ação da elite tem seu preço: a ampliação do espaço público, o gigantismo, o excesso de burocracia. Burocracia: mais cargos para atender a demanda, mais ações para atender a procura. Com a globalização, essa burocracia passou a ser um entrave para o grande capital internacional legitimado pela doutrina do “Consenso de Washington”.

A ordem passou a ser: devemos nos render ao Estado mínimo. Chegamos, agora, ao ponto fulcral desta análise.

A doutrina que passou a prevalecer após o ideário do “Consenso de Washington” exige um Estado mínimo para que não haja dificuldade na circulação do capital. Este tem que vir e voltar logo, bem mais gordo, para os bolsos de quem o possui.

Para que não haja dificuldade nessa circulação, é necessário impor a ótica financeira na ação governamental. Essa ótica financeira demanda opções típicas de mercado, como equilíbrio nas contas públicas e pagamento dos juros extorsivos do dinheiro emprestado pelos organismos internacionais.

Portanto, as políticas públicas de longo alcance, bem como os serviços e servidores públicos através dos quais elas são realizadas devem desaparecer para que a lógica do capital prevaleça, em detrimento dessa meta intangível. Não é à toa que os políticos somente pensam em termos de obras físicas. Acaso o investimento em uma meta real, concreta, significativa, de erradicação do analfabetismo traria retorno em termos de voto e dinheiro para financiamento de campanhas políticas?

Construir uma ponte, sob o argumento de que é preciso desenvolver, traz retornos mais concretos, segundo essa ótica, que investir na erradicação da mortalidade infantil! Também não é à toa o surgimento da publicidade: o “Governo investiu tantos milhões em obra tal e qual”, e a sociedade esquece que mais importante é alcançar metas mais abstratas, como a diminuição dos índices de violência pública.

Sem contar que o discurso para legitimar as obras é impressionante em sua vacuidade: “construamos para acelerarmos o desenvolvimento e aumentarmos a riqueza; em aumentando a riqueza, todos ganharemos”.

Claro, o capital precisa de rapidez para circular.

Então construamos estradas, rodoanéis, viadutos, pontes e outros mais, e esqueçamos o analfabetismo, a mortalidade infantil, a exclusão social, porque a riqueza vai circular mais rápido e tornar mais rico quem detém o capital, mas a desigualdade permanecerá, como o demonstra o crescimento desde Getúlio até os dias de hoje e a permanência dessa mesma desigualdade.

Nesse afã de tornar o Estado mínimo, faz-se a política da terra arrasada: não temos tempo nem queremos distinguir entre o que vale e o que não vale a pena eliminar: todo serviço público é ruim, e todos os servidores são ineptos.

Esse é o discurso da elite financeira a encontrar eco na sociedade nauseada com o mau serviço público e os maus servidores que existem exatamente na justa medida da apropriação do espaço público pela elite ansiosa para se locupletar.

Assim, aquilo que parece óbvio, qual seja a recompensa pela vocação do servidor, uma aposentadoria digna, está desaparecendo e, com ela, o interesse em se devotar ao Estado.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 01/01/2017 - 04:04h

Só Rindo (Folclore Político)

Outra ‘inleição’

Dona Hilda de Medeiros Leite, aluizista histórica, sempre gostou de fazer promessas para seus candidatos nas disputas eleitorais. Em 1994, primeira campanha de Garibaldi Alves Filho ao Governo do Estado, dona Hilda engendra uma promessa para encetar em Mossoró, onde mora:

– Se Garibaldinho (assim que ela o trata…) ganhar, servirei um farto café aos garis dessa rua…

Apuração encerrada, com resultado positivo para Garibaldi, ela logo anuncia o dia do pagamento da promessa. Tudo com esmero e fartura, armando mesa em sua calçada à Avenida Rio Branco: bolo, pasteis, sucos, ovos, cuscuz, etc.

Quando já estavam terminando, naquela hora dos agradecimentos, um dos garis faz uma pergunta oportuna à benemérita:

– Dona Hilda, quando tem outra inleição?

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Categoria(s): Folclore Político
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