terça-feira - 26/11/2019 - 10:46h
Drama sem fim

Faltam insulinas e insumos novamente

Produto que falta (Foto ilustrativa)

Informação preliminar aponta que voltam a faltar insulinas e outros insumos na Prefeitura de Mossoró.

Chegaram sexta-feira (22), começaram a ser distribuídos sábado (23), mas hoje (terça-feira, 26) o problema reascende.

Desde setembro inexistiam na municipalidade.

O drama não para e parece insanável, comprometendo centenas de vidas.

Ô povo para sofrer!

Saiba mais detalhes clicando AQUI – portal Mossoró Hoje.

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terça-feira - 26/11/2019 - 09:18h
Sucessão municipal

Beto e Betinho fecham a porta para Jorge do Rosário a vice

Integrantes da cúpula do rosalbismo veem o nome do empresário adversário como uma ameaça futura

O deputado federal Beto Rosado (PP) e o ex-deputado federal Betinho Rosado (PP) são incisivamente contra a atração do empresário Jorge do Rosário (PL) para composição de chapa majoritária no governismo mossoroense, em 2020.

O raciocínio é simples e lógico: temem que uma eventual reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Rosário vice, acabe projetando uma força paralela no grupo, capaz de abrir espaço para que o empresário seja candidato à Câmara Federal, por exemplo, em 2022.

Betinho é ex-deputado; Beto é atual deputado federal; posições claras colocadas no grupo (Foto: arquivo)ncia (Foto: arquivo)

Em 2016, presidente do PP, Betinho Rosado fechou a porta a pretensões preferenciais da chapa de Rosalba à prefeitura na hora de escolha do vice. Já àquele tempo, Jorge do Rosário foi sitiado até a 25ª hora para ser “o cara” e resistiu aos encantos e pressões do rosalbismo.

A desconhecida e imberbe Nayara Gadelha (PP) acabou aboletada na chapa, mesmo contrariando a própria candidata à municipalidade e o líder do grupo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado.

Para 2020, o movimento de confronto de forças – internamente – se repete logo agora, mesmo aparentemente distante do pleito sucessório.

Os acenos do rosalbismo para atrair Jorge do Rosário não param. Inclusive, com orientação à sua mídia e jagunços cibernéticos (remunerados) para não molestá-lo, poupando-o de críticas ou constrangimentos com fake news ou memes.

Duas razões

O vice “dos sonhos” do casal Carlos e Rosalba não deve se consumar com Jorge do Rosário. Pelo menos duas razões bastam para se compreender essa assertiva:

Primeira: a contraposição irremovível de Beto e seu pai Betinho ao nome dele.

Segunda: Jorge do Rosário está fechado com a oposição. Gira em torno de seu nome e de Tião, boa parte das conversas avançadas à montagem de uma chapa competitiva contrária governismo.

Jorge do Rosário foi candidato a vice-prefeito de Tião Couto (PSDB, hoje no PL) em 2016. Ficaram em segundo lugar; perderam para Rosalba-Nayara.

O pleito de 2020 começou há tempos.

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terça-feira - 26/11/2019 - 08:04h
Ao léu

Mossoró fica sem ninguém na cadeira de prefeito

Durante vários dias, na última semana, o poder institucional mossoroense ficou acéfalo – literalmente. Nem prefeita nem vice na cadeira do Executivo. Nem titular ou substituta.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) viajou em périplo ‘oficial’ de dez dias  – mas que só durou três, de 19 a 21 em Barcelona (Espanha) -, dando uma esticadinha com a família até à Alemanha no restante do tempo.

Rosalba passa para Nayara, que deixa para ninguém... (Foto: PMM)

A vice-prefeita e prefeita interina Nayara Gadelha (PP) desabou para o Rio de Janeiro, em missão representando a municipalidade.

Nesse ínterim, houve agravamento na crise de abastecimento de remédios e outros insumos às Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s).

Tornou-se dramática a falta de insulinas para atendimento a quase 900 pacientes.

Críticas à coleta de lixo domiciliar.

Aprofundou-se o atraso no pagamento da remuneração de servidores relativa ao mês de outubro (ainda).

Fornecedores fazem fila para recebimento, em vão, de pagamentos por serviços/fornecimento de produtos.

A Justiça Federal acatou pedido de liminar para freio à operacionalização de empréstido de até R$ 150 milhões da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Tornou-se ainda mais delicada a situação de centenas de terceirizados que não conseguem ter seus salários atualizados, além de outros direitos como vale-alimentação etc.

Avolumou-se queixa quanto abastecimento de água e precariedade de estradas carroçáveis na zona rural.

E…

Resumindo: Rosalba passou o governo para Nayara, que deixou para ninguém, numa linha de passe ao léu.

Leia também: Viagem oficial de Rosalba lembra “Farra das passagens aéreas”.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 26/11/2019 - 07:00h
Disputa jurídica

Fiern entrará em processo para manter Proedi em Natal

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) pronuncia-se sobre decisão judicial liminar, que concedeu dia passado (veja AQUI) à Prefeitura do Natal, o direito de não ter descontado de seus repasses tributários, percentual relativo ao Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

Para a entidade, é “preocupante” a decisão. Além disso, em nota assinada por seu presidente, antecipa que vai “adotar as medidas jurídicas para tornar a Fiern parte no processo”.

Leia abaixo:

Recebemos a preocupante notícia de que o PROEDI foi suspenso temporariamente, através de decisão judicial, no Município de Natal. Lamentamos. Evidentemente que a decisão judicial deve ser respeitada, mas pode ser revista, o que será requerido no momento oportuno.

Vamos, inclusive, adotar as medidas jurídicas para tornar a FIERN parte no processo, considerando o visível interesse das indústrias natalenses e potiguares na manutenção do incentivo fiscal que, em síntese, assegura a competitividade das empresas em relação aos demais Estados brasileiros, que mantêm programas semelhantes, além de estimular a manutenção e geração de empregos.

Aliás, somente em Natal, aproximadamente, são mais de 10 mil empregos vinculados às empresas atendidas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).

A FIERN, solidária às empresas e aos trabalhadores da indústria potiguar, continuará a acompanhar o assunto com o mais apurado interesse e adotará, em consonância com o Governo do Rio Grande do Norte, as medidas necessárias em defesa do PROEDI e da manutenção do parque industrial potiguar.

Amaro Sales de Araújo – Presidente – Sistema FIERN

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terça-feira - 26/11/2019 - 06:28h
Dia 1º de dezembro

“Pedalada da Luz” marcará domingo da Festa de Santa Luzia

A 10ª Pedalada da Luz deve reunir aproximadamente 300 participantes na manhã do próximo domingo (01/12) num percurso de 8,1 km pelas principais ruas de Mossoró a partir das 7h da manhã.

Os ciclistas irão sair da Catedral de Santa Luzia e passarão por ruas e avenidas como a Mário Negócio, Leste-Oeste, Melo Franco, Dr. João Marcelino, João da Escóssia, Princesa Isabel, Santos Dumont, entre outras, até voltar à praça Antônio Vigário Joaquim, no Centro da cidade.

Pedalada no ano passado reuniu expressivo número de participantes em todo percurso (Foto: divulgação)

Ao longo do percurso, sempre acompanhados de batedores e com o apoio da Guarda de Trânsito de Mossoró, serão feitas três paradas para oração: Centro de Oncologia de Mossoró, Supermercado Cidade Alternativo (ao lado do cemitério) e Posto Mais (Centro).

O acesso à pedalada será feito mediante inscrição com aquisição de camiseta no valor de R$ 25,00. As vendas estão sendo realizadas na Lojinha de Santa Luzia, no Largo Monsenhor Huberto Bruening, ao lado da Catedral.

A Pedalada da Luz e o Abraço a Cidade (com a visita da imagem a todas as capelas de Mossoró) são dois dos eventos que abrem no domingo o primeiro dia oficial das festividades de Santa Luzia.

À noite, às 18h, o bispo Diocesano, dom Mariano Manzana, celebra a missa de abertura da festa no Adro da Catedral seguido das solenidades oficiais.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 23:58h

Pensando bem…

“O orgulhoso prefere perder-se a perguntar qual é o seu caminho”.

Winston Churchill

 

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 25/11/2019 - 22:10h
Saúde pública

Município recebe outro carro do Samu com recurso de emenda

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), segue tendo a sua frota renovada. Na tarde desta segunda-feira (25), uma ambulância de suporte básico foi entregue na sede do órgão, totalizando agora nove viaturas ao total.

Novo veículo deriva de recursos federais, proveniente de emenda do deputado Beto Rosado (Foto: PMM)

O veículo custou R$ 172.700,00, através de recurso federal.

Das 9 viaturas, quatro são oriundas da gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

“A chegada dessas ambulâncias é de extrema importância, porque a gente consegue atender mais e melhor nossa população. Estamos muito felizes, porque essa frota merecia ser renovada”, destacou a secretária de Saúde, Saudade Azevedo.

Ela afirmou também que o município aguarda a chegada de mais duas outras viaturas, através de emenda parlamentar do deputado federal, Beto Rosado (PP).

Com informações da PMM.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 20:20h
Mossoró real

Idosa sofre em via crucis para tirar gesso e não consegue

Do Mossoró Hoje

Nesta segunda-feira (25), o Mossoró Hoje foi procurado por uma idosa que tentou tirar um simples gesso da mão, no Centro Clínico Professor Vingt-un Rosado (PAM do Bom Jardim), e não conseguiu.

Dona Maria do Socorro, de 68 anos, quebrou a mão esquerda após escorregar ao tentar entrar em um ônibus.

PAM do Bom Jardim foi um dos endereços em que idosa não conseguiu solução pro seu problema (Foto: Mossoró Hoje)

Ao chegar no PAM, ela foi informada que o ortopedista só poderia atendê-la com encaminhamento do Posto de Saúde. Outra informação repassada a idosa foi que a serra de gesso do local estava quebrada, bem como raio-x.

Em junho deste ano o MH já havia anunciado que os dois equipamentos estavam quebrados. Já em setembro, a Prefeitura anunciou que havia consertado o aparelho de raio-x, mas a verdade é que desde então os pacientes continuam a voltar pra casa sem receber o atendimento porque o equipamento continua quebrado.

Dona Maria saiu do Pam e se dirigiu à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Abolição IV. No local, recebeu a informação que o agendamento não poderia ser realizado porque a unidade estava sem internet e o computador tinha ido para o conserto.

A idosa seguiu, então, para a UBS do Santa Delmira. No local, foi informada que a pessoa responsável pela marcação não ia trabalhar desde a quarta-feira da semana passada.

Volta para casa

Por fim, Dona Maria foi, junto com a filha dela, até à Secretaria de Municipal de Saúde. “Lá a responsável ligou para Diretora da UBS do Abolição 4 e solicitou que enviasse uma pessoa para fazer a marcação na secretaria, já que o local não tinha internet e nem computador. Ficaram de entrar em contato comigo até amanhã”, contou.

Enquanto isso, Dona Maria do Socorro teve que voltar para casa sem conseguir retirar o gesso da mão.

O Mossoró Hoje soube de fonte segura que os médicos ortopedistas do Pam fazem de tudo para ajudar a população, mas se condições de trabalho, eles ficam “de mãos atadas”, pois não há como atender um paciente que chega a unidade precisando de atendimento ortopédicos se o raio-x, necessário para averiguar a situação, não funciona.

O MH também entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde para saber o posicionamento deles quanto à situação. Contudo, até o fechamento dessa matéria, não obteve retorno.

Nota do Blog – O irônico dessa tragédia diária que afeta centenas e milhares de cidadãos humildes, é que a prefeitura divulga ter tudo informatizado, online, digitalizado, um mundo cibernético fantástico. Na propaganda tudo é assim. Mas na Mossoró real, não.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 19:32h
Liminar

Prefeitura obtém, no TJ, direito a não participar do Proedi

Por Laurita Arruda (Blog Território Livre)

Quando chegar em Pequim, a governadora Fátima Bezerra (PT) vai ter uma notícia pouco agradável para se preocupar no seu retorno ao Rio Grande do Norte.

A vitória que parecia sedimentada do seu Decreto do PROEDI sofreu um revés do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) na tarde desta segunda-feira (25).

A decisão e do desembargador Vivaldo Pinheiro, analisando o ação que o Município de Natal ingressou questionando o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROEDI).

Em outras palavras, até ser analisado o mérito da questão, o prefeito Álvaro Dias (MDB) não terá qualquer desconto no ICMS fruto dos incentivos frutos do Proedi.

Precedente

A decisão abre o precedente para outras prefeituras do estado, que judicializaram a questão por se sentirem atingidas em suas receitas.

Antes, no final de outubro, a Desembargadora Zeneide Bezerra havia analisando processo semelhante, reconhecendo a legalidade do Decreto da governadora Fátima.

Agora, jogo empatado e talvez sensibilize o Governo para um retorno à mesa de negociação com os prefeitos, o que havia sido pausado por falta de interesse da cúpula administrativa do estado.

Na liminar concedida pelo desembargador Vivaldo Pinheiro o entendimento que “incentivos fiscais nem sempre são benéficos principalmente quando não levam em conta preceitos constitucionais, acarretando efeitos prejudiciais a todos os envolvidos, ao conduzir, por exemplo, à queda da arrecadação do próprio Estado que os promovem, assim como dos municípios nele situados.”

Assim, até o julgamento do mérito, Natal pagará a alíquota praticada anteriormente.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 19:16h
Audiência pública

Plano Estadual de Cultura terá projeto “resgatado”

Nesta quarta-feira (27), a partir das 14h, o deputado estadual Ubaldo Fernandes (PL) estará recebendo vários dirigentes e formadores de opinião do segmento cultural do Estado, para debater, em audiência pública, o Plano Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.

Este plano está contemplado no Projeto de Lei n° 0083/2014, processo n° 1070/2014, mas encontra-se parado na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte desde agosto de 2016.

“Devido à importância deste plano para nosso Estado, busquei apoio, junto ao presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, para traçarmos algumas modificações ao projeto original, considerando o longo período em que ele esteve parado”, disse o deputado.

“Acreditamos que essas adequações eram necessárias. Agora, vamos debatê-las com a classe cultural e com a sociedade para apresentar a emenda substitutiva ao projeto de lei original”, explicou o parlamentar.

Com informações da Assessoria de Ubaldo Fernandes.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 18:30h
Segurança pública

Polícia derruba endereço do tráfico com máquina pesada

Por Alcivan Villar (Blog Fim da Linha)

Em uma operação inédita, em Mossoró, realizada nesta madrugada de segunda-feira 25 de novembro de 2019, as polícias civil e militar, demoliram uma casa, na Rua Anatália de Melo Alves no bairro Paredões, que segundo a polícia civil vinha sendo usado para o tráfico de drogas há mais de 20 anos na cidade.

Máquina pesada foi utilizada para poder fazer valer cumprimento de busca e apreensão (Foto: BFL)

O delegado regional, Luiz Fernando, que comandou a operação, disse que a justiça expediu o mandado de busca e apreensão à residência, mas o reforço de segurança interna do imóvel com canos de ferro, impedia o cumprimento do mandado judicial.

Até então era impossível entrar na casa, pois as portas eram reforçadas com chapas e tubulação de ferro. Diante da situação a polícia civil conseguiu uma máquina retro-escavadeira e depois da demolição do prédio as forças de segurança conseguiram cumprir o mandado de busca e apreensão.

Apreenderam pequena quantidade de drogas, balança de precisão, mas ninguém foi preso.

Nota do Blog – Incrível que algo sigiloso e feito em horário tão cedo não tenha conseguido prender ninguém! Depois de tantos anos servindo ao crime, talvez merecesse “tombamento histórico”. Outras tantas existem espalhadas pela cidade e zona rural, com pleno conhecimento das autoridades policiais. Tudo mapeado.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 18:04h
Natal

Republicanos dará início à campanha “Filia 10”

A Executiva Municipal do Republicanos (PRB) Natal lança no próximo sábado (30) o ‘Filia 10’.

O evento marca o início das campanhas de filiações e expansão partidária no RN.

O encontro, que acontece no Espaço América, às 9 horas.

Contará com a presença do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, do presidente estadual da legenda, deputado federal Benes Leocádio, e demais lideranças partidárias.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 17:22h
Viagem

Governadora participa de seminário em Pequim (China)

Após cinco dias de missão do Consórcio Nordeste pela Europa, a governadora Fátima Bezerra (PT) chega, nesta terça-feira (26) à China, para participar do Seminário de Comunicação e Cooperação Financeira Internacional, “Um Cinturão, Uma Rota”.

Fátima: China (Foto: assessoria)

Promovido pelo Bank of China, o evento é realizado na capital Pequim e é direcionado para os países de língua portuguesa.

Convidada e custeada pelo Bank of China, Fátima Bezerra fará o discurso de boas-vindas na abertura do evento.

Ela foi a única governadora do Brasil chamada a participar do seminário, que tem por finalidade promover a cooperação comercial e o intercâmbio cultural entre os povos, bem como, explorar os potenciais e as oportunidades de negócios para cooperação no futuro.

Acompanham a governadora nesta viagem o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Jaime Calado e o Assessor Técnico da Sedec, Pedro Henrique Lima, com despesas também custeadas pelo Banco.

Com informações do Governo do RN.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 16:18h
Novembro Azul

Prevenção ao câncer de próstata é objeto de palestra

Castro fez exposição na CMM (Foto: Edilberto Barros)

A Câmara Municipal de Mossoró sediou, na manhã nesta segunda-feira (25), roda de conversa sobre câncer de próstata, com palestra do médico urologista Hallison Castro. A iniciativa, do Setor de Serviço Social e Saúde do Legislativo e da Coordenação Municipal de Saúde do Homem, faz parte da campanha Novembro Azul, de conscientização sobre a doença.

Castro reafirmou a importância do rastreamento do câncer de próstata, que acomete mais frequentemente homens entre 50 e 70 anos. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que, este ano, surjam 69 mil casos da doença no Brasil e 950 casos no Rio Grande do Norte. É o segundo câncer mais frequente e o segundo que mais mata no país.

Participaram da roda de conversa, no plenário da Câmara, servidores e servidoras do Legislativo, que tiraram dúvidas sobre a doença com o médico. “O papel da mulher é importante na conscientização dos esposos, por exemplo”, afirmou Castro. A presidente da Casa, Izabel Montenegro, prestigiou o momento, agradeceu a presença e parabenizou a iniciativa.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 10:10h
Embaraços

Viagem oficial de Rosalba lembra ‘Farra das passagens aéreas’

Afastada desde o dia 14, prefeita deixa rastro de desconfianças e ligação com o passado de escândalo

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) fechou oficialmente ontem (domingo, 24), ciclo de viagem oficial a Barcelona (Espanha), iniciada há quase dez dias. Esse seu deslocamento à Europa é marcado por muitas interrogações, mistérios e informações desencontradas, que a própria Assessoria de Comunicação da municipalidade mossoroense ajudou a propagar, na ânsia de defendê-la ou justificar pontos vagos dessa jornada de além-mar.

Em vez de esclarecer, confundiu ainda mais a notícia que divulgou (veja AQUI), assinalando que a prefeita iria participar do Congresso Internacional de Cidades Inovadoras (SCEWC) em Barcelona, representando a municipalidade. Comporia delegação da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), com viagem financiada por essa organização.

No dia 14 deste mês, a prefeita comunicou oficialmente à Câmara Municipal o seu afastamento das funções por dez dias, passando o cargo à vice-prefeita Nayara Gadelha (PP). Atestou no enunciado que, “no período de 15 a 24 de novembro de 2019, estarei ausente do país, na cidade de Barcelona no Reino Espanha“. Até aí, aparentemente, tudo bem.

Em nenhum registro oficial, entretanto, a prefeita informou que na verdade o evento só teria duração de três dias (19 a 21 de novembro), em vez de dez. Em nenhum. O Blog Carlos Santos é que deu essa notícia em primeira mão (veja AQUI).

Em Lisboa, ao lado de delegação de Fátima, Rosalba posa desconfortável (única que não olha à câmera) - veja (Reprodução)

No sábado (16), a prefeita encontrou-se casualmente com delegação do governo estadual, comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT), no Aeroporto de Lisboa (Portugal). Na foto, acabaram aparecendo ao seu lado o filho Kadu Ciarlini, o secretário da Fazenda, Abraão Padilha,  além da esposa desse mesmo auxiliar.

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, seu marido, não figurou na pose fotográfica, apesar de estar no aeroporto. Vazou.

Até então, não havia informação de que o secretário fazia parte da comitiva, de modo formal e sob custeio do erário. Essa ‘novidade’ eclodiu no blog da jornalista e blogueira Thaísa Galvão na quarta-feira (20) – veja AQUI e AQUI.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró logo se apressou em reajustar a notícia que ela própria passara dia 14. A jornalista-blogueira reproduziu o que ouviu:

 

Com informação da própria PMM, Thaísa informa que prefeitura bancou viagem (Reprodução BCS)

“O Executivo Municipal está custeando as despesas da viagem da prefeita Rosalba Ciarlini e do secretário de Fazenda Abraão Padilha”.

“A Prefeitura também confirmou que as despesas do marido (Carlos Augusto Rosado) e filho da prefeita (Kadu Ciarlini), e da esposa do secretário, como o Blog publicou, estão sendo pagas pelos próprios, e não pelo poder público” (veja AQUI).

A princípio, tudo estava esclarecido. A princípio.

Mas é estranho que a Assessoria de Comunicação da PMM tenha passado essa nova versão, sem perceber outra saia justa em que meteu a administração: o secretário Abraão Padilha está em férias e não poderia ter gastos amparados pela municipalidade. Portaria que trata do afastamento e substituição foi publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) 535A de 13 de novembro.

Suas férias são no período de 14 a 24, praticamente o mesmo que Rosalba estabeleceu como ausência sua para evento na Espanha.

O que poderia ter sido publicado, sem maiores atropelos, era algo mais simples e trivial: a prefeita viajou prioritariamente para a Alemanha, precisamente Hamburgo, onde reside sua filha Karla, genro alemão Jan Nebendahl e prole.

A meia verdade parece mesmo política de governo e uma psicopatologia na vida da prefeita (Leia também: Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição).

Está claro e é inquestionável, que com ela viajaram os seus outros filhos que vivem no Brasil: Marlos, Lorena (secretária municipal do Desenvolvimento Social) e Kadu, além do marido Carlos Augusto Rosado e uma nora.

Afinal de contas, por que esconder que toda a família afivelou malas e partiu para a Alemanha?

Portaria identifica férias do secretário Abraão, contrariando informação passada pela própria prefeitura ao Blog Thaísa Galvão (Reprodução: BCS)

Camuflagem

Não se sabe com segurança até onde o erário cobre – ou não – a viagem da família. O Portal da Transparência da municipalidade não é o lugar mais confiável para se obter respostas definitivas (veja AQUI).

Se não há nada de errado, é incompreensível o jogo de esconde-esconde, versões desencontradas, informações inconsistentes ou silêncio incompreensível.

A camuflagem chega ao cúmulo de esconder a própria presença da prefeita e marido em fotos que os filhos publicaram em redes sociais, na Alemanha, como se estivessem lá de forma secreta e não pudessem aparecer em qualquer confraternização.

Dois vídeos, mesma roupa

Sobre o evento na Espanha, apareceram registros em dois vídeos, em datas distintas, no Instagram da prefeita. Assim mesmo, ela socada na mesma roupa – como se estivesse a 48 horas sem sair do local.

Em plataformas virtuais da municipalidade, até dia passado existiam algumas fotos numa mesma postagem, com breve relato de sua presença, nada mais consistente.

Como política, Rosalba tem antecedentes que a deixam sob suspeição, quando a questão é a mistura do que é público com o privado – próprio da tradição patrimonialista do poder no Brasil. Obriga qualquer contribuinte a desconfiar. Sempre.

“Farra das Passagens Aéreas”

Senadora da República (2007-2010), ela foi protagonista da denominada “Farra das passagens aéreas”. Acabou flagrada dando vazão a mais de 240 passagens aéreas para familiares e amigos em menos de 300 dias, além de cobertura de hospedagens em hotéis de luxo.

“Foram mais de 240 viagens em menos de 300 dias – quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado (sobrenome de seu marido, Carlos Augusto)”, descreveu o Folha de São Paulo em sua edição do dia 7 de agosto de 2009.Outros grandes veículos e redes de comunicação do país noticiaram a situação (veja AQUI). Seu nome figura até hoje no “Monitor de Escândalos” do maior portal de notícias da América Latina, o UOL – veja AQUI. E quanto ao desfecho do caso, o próprio UOL esclarece o resultado: “Nada!”

Cercada para justificar tanto gasto, ela foi simplória na resposta em entrevista à imprensa, arguindo inocência: “Eu cheguei aqui, senadora nova, a orientação era essa”.

Parte da família de Rosalba posa em Hamburgo, à espera dos pais e um dos irmãos (Foto: redes sociais)

À época com mais de 20 anos de vida pública, três mandatos como prefeita e nos primeiros anos de Senado, Rosalba Ciarlini achava normal utilizar passagens aéreas para transportar sua filha Karla e o marido de avião da Europa para Natal ou hospedar filho Kadu em hotel cinco estrela à beira-mar, em Fortaleza (CE).

Hotéis de luxo em cidade turística da França

Também não lhe parecia pouco recomendável, que sobrinha-afim ganhasse passagens graciosas para viagens a Lisboa, Barcelona e Paris. Amigos e outros familiares podiam voar Brasil afora ou pelo mundo, com recursos públicos, escolhendo hotéis à estadia despreocupada.

Nem foi-lhe exorbitante que o Senado bancasse sua hospedagem, do marido, do filho Kadu e casal de amigos, num dos mais caros e luxuosos hotéis do país – o Grand Meliá Mofarrej em São Paulo-SP.

Foi supimpa passar duas semanas “a trabalho” em Estrasburgo (fronteira com a Alemanha), cidade turística francesa, no fim de fevereiro de 2008 – em família.

Suplente do Conselho de Ética do Senado, àquela época, Rosalba Ciarlini não tinha compreensão do que fosse exorbitar de prerrogativas com o dinheiro alheio.

Talvez não o tenha até hoje. Faz sentido. Esse episódio de 2009 diz muito de 2019, ou seja, dez anos depois.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 07:16h
Mossoró

Remuneração de outubro ainda não teve pagamento concluído

A Prefeitura Municipal de Mossoró chega ao 25º dia de novembro, essa segunda-feira (25), sem que a remuneração de outubro de seus servidores tenha sido concluída.

– A gente não consegue informação alguma, é uma falta de respeito – queixa-se um funcionário municipal em contato com o Blog Carlos Santos, à cata de algum informe oficial.

O 13º de aniversariantes de outubro, bem como férias, por exemplo, não caiu em conta.

Leia também: Prefeitura não dá informações sobre pagamentos em atraso.

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segunda-feira - 25/11/2019 - 06:20h
Incra/RN

Órgão federal abriga negócios estranhos e de grande vulto

Transpiram informações que envolvem empresários, assentados e consórcio de partidos 'adversários'

Pode até demorar, mas deve ser mesmo uma questão de tempo, eclodir no núcleo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/RN) um escândalo de repercussão nacional. Ano passado, já pipocou um avant-première (Operação Unlock) de problemas que devem ter dimensão bem maior adiante.

Energias limpas, via Incra/RN, necessariamente podem não estar associadas a negócios republicanos (Foto: Web)

Por lá, negócios que mesclam interesses do PT (isso mesmo), assentados, empresários e políticos ligados direta ou indiretamente ao DEM/PSDB fazem dessa organização pública um puxadinho de negócios vultosos ao arrepio do seu papel institucional.

Os interesses nada republicanos tem como cerne, o crescente mercado de energia eólica em terras potiguares.

Não falta empenho e dinheiro, nem sempre limpos, nesse enredo.

O Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária (SIPRA), por exemplo, que armazena  todas as informações de beneficiários da Reforma Agrária e assentamentos, é parece ser a pérola dessa engrenagem.

E é bom que se diga: nada é novo por lá. Vem de governo a governo; do petismo ao bolsonarismo, que estranhamente ainda desconhece ou se consorcia indiretamente com vigarices.

Quem sabe?

Saberemos.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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Categoria(s): Política
domingo - 24/11/2019 - 23:58h

Pensando bem…

“A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito”.

Denis Diderot

 

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 24/11/2019 - 16:10h

A Diana de Miro Teixeira

Por François Silvestre

O ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro Miro Teixeira (Rede) oferece uma sugestão interessante. Mudança na legislação que estabelece o segundo turno para as eleições majoritárias, incluindo o pleito para presidente da república.

Qual seja? O segundo turno seria disputado pelos três candidatos mais votados. Isso diluiria essa coisa do radicalismo intolerante de torcida de futebol nas eleições.

Já no primeiro turno, argumenta ele, os radicais seriam contidos pelo medo de serem derrotados por uma alternativa moderada que estaria presente no segundo turno.

É uma proposta interessante que merece reflexão e aprofundamento no debate para quem não é filiado aos dois grupos de ódio mútuo que tentam polarizar entre si e só para si os destinos da política no Brasil.

O país não é um pastoril de barracas inflamadas. Com apenas dois cordões. É bem verdade que os chefes da quermesse preferem a continuação do embate entre eles.

Miro Teixeira sugere uma Diana para dar chance à Democracia.

Leia também: Contra a polarização.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Artigo
domingo - 24/11/2019 - 09:38h
Expedição

Charles Darwin e os encantos e desencantos do Brasil

Naturalista viu natureza exuberante, mas brasileiros como "ignorantes", "indolentes" e "corruptos"

Por André Bernardo (BBC News Brasil)

No dia 29 de agosto de 1831, o jovem Charles Robert Darwin, então com 22 anos, recebeu uma carta que mudaria sua vida. Um de seus professores na Universidade de Cambridge, o botânico John Stevens Henslow, indicara seu nome para participar de uma expedição científica ao redor do mundo.

O governo britânico, explicava a carta, faria um levantamento cartográfico da costa da América do Sul e pedira a ele que recomendasse alguém para atuar como naturalista. Sua missão a bordo seria observar, registrar e coletar tudo o que achasse interessante, incluindo fauna, flora e geologia, nas terras visitadas pelo navio.

'Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu (Getty Images)

Henslow escolheu Darwin por ser quatro anos mais novo que o capitão Robert FitzRoy, de 26. “Darwin não tinha aptidão para a medicina, nem interesse pelo sacerdócio. Mas, depois de ler a obra do naturalista alemão Alexander Von Humboldt, adotou a história natural como ‘hobby’ e aceitou embarcar na missão”, explica a física Silvia Moreira Goulart, doutora em História da Ciência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Não foi fácil convencer o pai do rapaz, Robert, a deixá-lo viajar. Mas, com a ajuda de um tio, Josiah, o patriarca da família não só reconsiderou sua decisão, como aceitou custear as despesas do filho. Consentimento dado, o navio inglês H.M.S. Beagle zarpou de Devonport, no distrito de Plymouth, no sul da Inglaterra, em 27 de dezembro de 1831.

“A viagem do Beagle foi, de longe, o acontecimento mais importante na minha vida”, escreveu o pai da Teoria da Evolução na autobiografia editada por seu filho, Francis, em 1887. “As maravilhas dos trópicos erguem-se hoje em minha lembrança de maneira mais vívida do que qualquer outra coisa”.

Prevista para durar pouco mais de três anos, a viagem de circum-navegação levou quase cinco. Nesse período, a tripulação do Beagle enfrentou abalo sísmico no Chile, doença misteriosa na Argentina — alguns especialistas cogitam a hipótese de Doença de Chagas — e tempestade tropical no Brasil.

Sim, o Brasil estava entre os mais de dez países, como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, visitados pelo navio de pesquisa da Marinha Real Britânica — o HMS, a propósito, significa His Majesty’s Ship (“Navio de Sua Majestade”) —, ao longo de quatro anos e nove meses.

“Por um lado, Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos”, afirma o biólogo Nélio Bizzo, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Darwin – Do Telhado das Américas à Teoria da Evolução (2009).

Tem inglês no samba

O navio chegou a Salvador (BA) em 28 de fevereiro de 1832. Antes de ancorar na Bahia, passou pelos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, a 1.000 km de Natal (RN), e de Fernando de Noronha, a 345 km de Recife (PE). Já no primeiro dia de sua estadia no Brasil, Darwin encantou-se com a exuberância da floresta tropical. “Luxuriante” foi um dos adjetivos que usou para descrever a paisagem local.

“O dia passou deliciosamente”, escreveu no diário que levou a bordo. “Delícia, no entanto, é um termo vago para exprimir os sentimentos de um naturalista que, pela primeira vez, se viu perambulando por uma floresta brasileira.”

Em terra firme, o jovem cientista gostava de embrenhar-se pelas matas úmidas e coletar bichos, plantas e rochas. A cada novo porto onde o Beagle atracava, Darwin enviava suas amostras, desidratadas ou conservadas em álcool, aos cuidados de seu tutor, John Henslow, em Londres. Ao todo, catalogou mais de 5,4 mil peças, entre espécies fósseis e espécimes preservados.

“Seus professores em Cambridge recebiam o material e distribuíam-no entre os maiores especialistas da época. Resultado: ao voltar à Inglaterra, em 1836, Charles Darwin já era um cientista famoso”, observa a geóloga Kátia Leite Mansur, doutora em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do projeto turístico-científico Caminhos de Darwin, que mapeou a região por onde o naturalista passou em sua expedição pelo interior do Rio de Janeiro.

O navio inglês H.M.S. Beagle zarpou da Inglaterra em dezembro de 1831 e dois meses depois chegou a Salvador (Divulgação)

Na Bahia, a estadia foi relativamente curta: 18 dias. Tempo suficiente para Darwin testemunhar uma tromba d’água, sofrer um corte no joelho — que lhe deixou de molho por seis dias — e brincar de carnaval pelas ruas de Salvador. Bem, brincar não é exatamente a palavra.

Hospedado no Hotel do Universo, no antigo Largo do Theatro (atual Praça Castro Alves), Darwin teve, no dia 4 de março de 1832, uma segunda-feira de Carnaval, a infeliz ideia de passear pela cidade.

Infeliz porque um dos passatempos dos foliões era arremessar “bolas de cera cheias de água”, apelidadas de “limões de cheiro”, nos incautos transeuntes. De quebra, ainda lambuzavam suas roupas com sacos de farinha. “Difícil manter nossa dignidade”, resmungou, em seu diário.

O desagrado com a burocracia – e com os brasileiros

De Salvador, o capitão FitzRoy seguiu para o Rio de Janeiro, onde chegou no dia 4 de abril. Dessa vez, passou mais tempo: 93 dias. “Em maio de 1832, Darwin escapou da morte ao se recusar a participar de uma caçada no rio Macacu, que deságua na Baía de Guanabara. Três dos marinheiros que participaram da caçada morreram vítimas de uma febre fulminante”, relata o físico Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Na cidade, o naturalista fixou residência em Botafogo, aos pés do Corcovado. Apenas dois dias depois de sua chegada, não disfarçou seu aborrecimento ao tecer críticas à burocracia local. Segundo consta em suas anotações, Darwin levou um dia inteiro até conseguir autorização para excursionar pelo interior fluminense.

“Nunca é agradável submeter-se à insolência de homens de escritório, mas aos brasileiros, que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis as suas pessoas, é quase intolerável”, reclamou, em 6 de abril de 1832. “Contudo, a perspectiva de florestas selvagens zeladas por lindas aves, macacos e preguiças fará um naturalista lamber o pó da sola dos pés de um brasileiro”.

“Ao desembarcar em Salvador, a relação de Darwin com o Brasil era positiva. Mas, ao chegar ao Rio, pareceu azedar. Darwin reclama muito da burocracia e chega a dizer que é interminável”, diz o biólogo Charbel El-Hani, coordenador do Laboratório de Ensino, Filosofia e História da Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A cavalo, Darwin e uma comitiva de seis homens empreenderam uma viagem de 16 dias, entre 8 e 24 de abril, até Conceição de Macabu, a 227 km da capital. De maneira geral, a impressão deixada pelos donos de pousada não foi das melhores. Alguns demoravam até duas horas para servir a refeição. “A comida estará pronta quando estiver”, respondiam os mais atrevidos. Outros, sequer, tinham garfos, facas ou colheres para oferecer.

Na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, os viajantes deram pela falta de uma bolsa com alguns de seus pertences. “Por que não cuidam do que levam?”, retrucou o hospedeiro, mal-humorado. “Talvez tenha sido comida pelos cachorros”.

Escravidão, nunca mais

Darwin tinha 22 anos quando recebeu uma carta que mudaria sua vida: era um convite para uma viagem à América do Sul

Em sua travessia pelo norte fluminense, Darwin deparou-se também com os horrores da escravidão. Dois episódios lhe marcaram profundamente. Um deles aconteceu na Fazenda Itaocaia, em Maricá, a 60 km do Rio, no dia 8 de abril, quando um grupo de caçadores saiu no encalço de alguns escravos. A certa altura, os foragidos se viram encurralados em um precipício.

Darwin tinha 22 anos quando recebeu convite (Divulgação)

Uma escrava, de certa idade, preferiu atirar-se no abismo a ser capturada pelo capitão do mato. “Praticado por uma matrona romana, esse ato seria interpretado como amor à liberdade”, relatou Darwin. “Mas, vindo de uma negra pobre, disseram que tudo não passou de um gesto bruto”.

O outro episódio ocorreu na Fazenda Sossego, em Conceição de Macabu, no dia 18. Um capataz ameaçou separar 30 famílias de escravos e, em seguida, vendê-los separadamente como forma de punição. Darwin ficou tão indignado com a cena que a descreveu como “infame”.

“Os avós de Darwin participaram ativamente dos movimentos abolicionistas do século 17. Desembarcar em um país onde ainda vigorava o comércio de escravos foi um choque para ele. Darwin chegou a se desentender com o capitão do Beagle sobre o assunto e, por muito pouco, não voltou mais cedo para a Inglaterra”, explica a bióloga Maria Isabel Landim, doutora em Biologia pela USP e organizadora de Charles Darwin – Em um Futuro Não Tão Distante (2009).

Não bastassem os maus-tratos aos escravos, Darwin também se escandalizou com a corrupção. No dia 3 de julho, chegou a rotular os brasileiros de “ignorantes”, “covardes” e “indolentes”.

“Até onde posso julgar, possuem apenas uma fração daquelas qualidades que dão dignidade ao homem”, queixou-se. “Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que, em pouco tempo, ele estará livre. Todos aqui podem ser subornados.”

Adeus também foi feito pra se dizer

A primeira parte da passagem de Darwin pelo Brasil chegou ao fim em 5 de julho de 1832. Daqui, a expedição seguiu para o Uruguai e, de lá, para a Argentina. Em setembro de 1835, chegou às Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, o ponto mais famoso da viagem.

Darwin não teria colocado mais os pés no Brasil se, em agosto de 1836, ventos contrários não tivessem obrigado o capitão FitzRoy a atracar novamente no país: de 1 a 6 de agosto em Salvador e de 7 a 12 no Recife. Apesar de agnóstico, Darwin deu “graças a Deus” por estar, finalmente, deixando as costas do Brasil. “Espero nunca mais visitar um país de escravos”, escreveu no dia 19 de agosto.

O Beagle retornou à Inglaterra no dia 2 de outubro de 1836. Vinte e três anos depois, em 24 de novembro de 1859, seu tripulante mais ilustre publicaria A Origem das Espécies. Mas, será que a viagem exerceu algum tipo de influência sobre a obra?

Na opinião dos especialistas, a passagem de Darwin pelo Brasil foi mais importante para a Teoria da Evolução das Espécies do que podemos imaginar. O próprio Darwin é o primeiro a admitir isso. Logo no primeiro parágrafo da introdução, reconhece a importância da expedição para a elaboração de uma das mais revolucionárias teorias da ciência moderna.

“A natureza brasileira, com sua grandeza e diversidade, teve um impacto muito grande sobre Darwin e sua Teoria da Seleção Natural”, afirma a bióloga Magali Romero Sá, vice-diretora de pesquisa e divulgação científica da Fiocruz, e curadora da exposição Darwin – Origens & Evolução, que reúne 295 peças, entre fotos, documentos e fósseis. Ildeu de Castro Moreira assina embaixo: “A passagem de Darwin pelo Brasil foi o passo inicial que o levou, anos depois, a desenvolver A Teoria da Seleção Natural”.

O diário de bordo e as anotações de viagem de Darwin, ricos tanto em descrições geográficas quanto em comentários sociológicos, não se perderam no caminho. Em 1839, viraram livro, Viagem de Um Naturalista ao Redor do Mundo, e, em 2015, ganharam uma edição brasileira, O Diário do Beagle, um calhamaço de 528 páginas lançado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Já o capitão FitzRoy, que comandou o Beagle em duas de suas três viagens, teve um fim trágico. Aos 59 anos, endividado e sofrendo de um transtorno mental, tirou a própria vida, cortando a garganta com uma navalha.

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Categoria(s): Reportagem Especial
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 24/11/2019 - 08:24h

Bar raiz

Por Odemirton Filho

Amâncio estava encostado no balcão para tomar umas. O bar de seu Chico de Hemetério era fétido, ou mal frequentado, como diziam os metidos a rico da cidade.

O estabelecimento tinha paredes rachadas com, apenas, uma demão de cal. Não possuía mais do que quatro ou cinco mesas com tamboretes de madeiras.

Uma prateleira ocupava toda a extensão da parede, preenchida com uma grande quantidade de cachaças em garrafas empoeiradas. A ornamentação se resumia a um chifre de boi pendurado.

Amâncio era freguês assíduo, com mais três ou quatro “papudinhos” que frequentavam diariamente o local. Uns falavam em tom alto, outros choravam por motivos diversos, principalmente, ao som das músicas de “sofrência”.Mas para Amâncio não importava o ambiente, queria mesmo era bebericar, comer tripa de porco e esquecer o desemprego.

O país há tempos estava mergulhado em uma crise econômica e, segundo os “entendidos”, por culpa da corrupção e dos desmandos administrativos da classe política.

Não era novidade para ninguém que os políticos somente apareciam em ano de eleição, com aquele sorriso amarelo e abraçando quem encontrassem pela frente, inclusive crianças com catarro escorrendo pelo nariz.

Não podia reclamar. Quantas vezes recebera tijolos, cimento e telhas para reformar a casa em troca de seu voto? Era costume dele e dos vizinhos varar a madrugada, à véspera da eleição, para esperar um agrado que sempre vinha.

Os vizinhos diziam que era a única oportunidade para receber alguma coisa, já que os políticos, em sua maioria, somente olham o próprio umbigo.

Não demoraria e era certo que a sua mulher, D. Francisca, viria buscá-lo, pois, pelo avançado da hora, sabia onde encontrá-lo. Diziam os amigos que era manicaca. Talvez o fosse, era homem de poucas palavras, não gostava de confusão.

Para completar o dia, seu Zé Rosa encostara-se no balcão para puxar prosa e falar da vida alheia. Seu Zé tinha ficado viúvo há pouco tempo, mas se achava o “Don Juan” da redondeza. Arranjara uma mulher bem mais nova, que só queria usufruir do seu “aposento”.

Zé Rosa, querendo-se fazer íntimo, indagou:

– Amâncio, ainda desempregado?

– Sim. Respondeu em tom seco.

E continuou:

– Soube de Toinho? Caiu doente, quando perdeu o emprego na fábrica de móveis.

-Não. Retorquiu sem olhar no rosto do velho.

Continuou a bebericar a dose de cana sem prestar atenção na história de Zé Rosa, que deveria ser sobre uma nova conquista amorosa.

Estava pensando nas contas que tinha a pagar. O seguro-desemprego terminara, os R$500,00 (quinhentos reais) do FGTS que recebera deram somente para quitar umas dívidas em atraso.

A mulher fazia doces e bolos para vender, mas, diante da crise, muitos brasileiros começaram a vender comida e o faturamento mal dava para pagar o básico da casa.

Pensou em procurar o prefeito, uma vez que todos os seus conhecidos assim faziam quando estavam em dificuldade. Tinham em mente que a função do prefeito era pagar as contas dos correligionários e não trabalhar pela cidade.

Contudo, o Chefe do Executivo municipal, como sempre, estava fiscalizando a reforma das praças. Aquele homem só sabe construir e reformar praças? Pensou.

E o vereador da comunidade? Será que não poderia ajudá-lo? Talvez não, deve estar participando de alguma audiência pública, é só o que sabe fazer.

Tomou mais uma. Seu Chico de Hemetério o olhava com cara de poucos amigos, pois sabia que a farra iria ser, de novo, pendurada no “prego”.

Apesar da idade ainda faltava um bom tempo para se aposentar. E pelo que viu na televisão a reforma da Previdência, depois de muito “moído”, foi aprovada. Disseram-lhe que iria “pegar” a transição, seja lá o que diabo isso significasse.

Não demorou muito e ouviu a voz da “patroa”, que veio buscá-lo. Pediu a seu Chico de Hemetério que anotasse na caderneta, que, logo, logo, viria quitar a dívida.

Para agradar o dono do bar, disse-lhe que, ali sim, era um bar de verdade, raiz, como se diz atualmente. O proprietário, entretanto, fez-se de rogado.

Saiu trôpego, sendo conduzido por D. Francisca, ouvindo impropérios.

Ainda ouviu as gargalhadas e o falatório de seu Zé Rosa e dos outros “papudinhos”:

– Ah cabra manicaca!

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 24/11/2019 - 07:00h

Cangaço e coronelismo no Rio Grande do Norte

Por Honório de Medeiros

O coronelismo e o cangaço, tão característicos de certo período histórico do Sertão nordestino brasileiro, mais precisamente de meados do século XIX a meados do século XX, são manifestações do Poder, de como ele é obtido, mantido e até mesmo combatido, em intrincada trama, ao longo do processo histórico.

A forma como o Poder é instaurado diz respeito a fatores circunstanciais, tais quais o avanço tecnológico ou cataclismos ambientais, mas a essência, qual seja a presença da imposição da vontade de alguns sobre outros, permanece a mesma desde que o Homem surgiu na face da terra.As narrativas acerca do coronelismo e cangaço devem ser analisadas levando-se em consideração o fator de “ocultamento” próprio da atuação dos que detêm o Poder. Nesse sentido, escrever, dizer, omitir, acrescer, manipular, enfim, tudo isso e mais, cumprem o papel de narrar como os fatos ocorreram a partir da perspectiva de quem pode impor sua percepção das coisas e dos fenômenos, em detrimento da verdade.

Sempre tratamos o coronelismo e o cangaço pelo “como” os fatos aconteceram, até mesmo de forma folclórica, no sentido negativo do termo, mas precisamos nos indagar acerca de suas causas e intenções e suas relações com o Poder. Quem critica o estudo do Cangaço, mesmo de forma oblíqua, tratando-o como algo menor dentre os epifenômenos da cultura sertaneja, hostiliza a História e não entende o que é o Poder.

Não houve manifestações violentas do Coronelismo no Sertão nordestino sem um entrelaçamento com o banditismo rural; não houve Cangaço sem Coronelismo. Acrescentemos a esses ingredientes o fanatismo messiânico e teremos um ponto-de-partida concreto e verossímil para a real história da época dos coronéis e cangaceiros.

O ponto-de-partida é o cangaceiro, começando com Jesuíno Brilhante, o primeiro dos grandes, a história dos coronéis do Cariri cearense, e a vida do mítico Padre Cícero do Juazeiro.

No Rio Grande do Norte é difusa, porém persistente, a concepção de que seus coronéis eram homens afastados da violência, bem como é persistente a concepção de que o cangaço, excetuando a invasão de Apodi, por Massilon, e Mossoró por Lampião, tratados como “pontos fora da curva”, pouca relevância teve em nosso Estado.

São “esquecidas” as relações dos coronéis com José Brilhante, o Cabé; a do Coronel João Dantas com Jesuíno Brilhante; a invasão de Martins; a invasão de Apodi e sua relação com coronéis apodienses; a invasão de Mossoró e sua relação com coronéis paraibanos e cearenses; a morte de Chico Pereira e sua relação com o coronelismo paraibano e potiguar.

O mesmo ocorre quanto a “hecatombe de 1918” em Pau dos Ferros, verdadeira briga entre coronéis potiguares, semelhante àquelas travadas entre seus congêneres do Cariri cearense.

As invasões de Apodi e Mossoró são indissociáveis, e se constituem em epicentro de um processo político que durou aproximadamente dez anos, terminando tragicamente na famosa eleição de 1934-1935, na qual houve o assassinato do Coronel Chico Pinto e o de Otávio Lamartine, filho do ex-governador Juvenal Lamartine, e dizem respeito a disputas políticas entre famílias senhoriais do Sertão paraibano e potiguar.

Todas essas atividades violentas protagonizadas por cangaceiros estão conectadas com o coronelismo. Todas elas são faces da disputa pelo Poder Político.

O cangaço, por si somente, é a história do último suspiro dos desbravadores do Sertão nordestino, nossos ancestrais, aqueles mesmos que disputaram a terra contra índios ferozes, palmo a palmo, sangue a sangue, a ferro e fogo, numa guerra longa, cruel e esquecida por todos. A guerra dos bárbaros.

O cangaço é a história de homens que resolveram se vingar de uma injustiça; de homens que não aceitaram ser escravos e optaram por fazer das armas meio-de-vida; de homens que optaram por sobreviver SEM LEI E SEM REI, em uma liberdade absoluta, uma liberdade de fera, aquela liberdade anterior ao surgimento do Estado, da qual nos falou Hobbes em O Leviatã.

O cangaço é a história de rebeldes, certos ou errados. Podemos subjugar rebeldes. Podemos condenar rebeldes. Podemos matar rebeldes. Mas não podemos impedir que a memória de suas existências nos provoque. Podemos não aceitar os rebeldes, mas podemos tentar compreendê-los, tenham sido cangaceiros, coronéis, ou fanáticos, e em os compreendendo, aprendermos as lições da história.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
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