terça-feira - 27/04/2021 - 16:30h
Areia Branca

Diretor de hospital morre em acidente com parapente

Nelson (foto acima no local do acidente) morreu porque equipamento teria fechado repentinamente (Fotomontagem BCS)

Nelson (foto acima no local do acidente) morreu porque equipamento teria fechado repentinamente (Fotomontagem BCS)

O Câmera

O advogado Nelson Benício Maia Neto, 60, diretor do Hospital Centenário de Pau dos Ferros, morreu na tarde desta terça-feira (60), vítima de um acidente durante voo de parapente na praia de Ponta do Mel, no litoral de Areia Branca.

A notícia foi dada em primeira mão pelo blog do Ismael Sousa e, em seguida, confirmada pela cronista social Soraya Vieira, da cidade de Pau dos Ferros.

Parapente em Ponta do Mel é muito praticado (Foto: cedida)

Parapente em Ponta do Mel é muito praticado (Foto: cedida)

“Um praticante de parapente morreu ao sofrer um acidente com o equipamento durante voo na tarde desta terça-feira 27, na praia de Ponta do Mel, munícipio de Areia Branca, região salineira do Estado”, noticiou o blog.

Em seguida, Soraya Vieira confirmou a identidade da vítima: “Nelsinho, como era conhecido o advogado Nelson Maia.”

Nelsinho morreu antes da chegada do socorro médico. Uma equipe do Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP) foi acionada para fazer a perícia e recolhimento do corpo.

Advogado e pessoa bem conceituada em toda a região do Alto Oeste, Nelsinho era filho de Nelson Maia (falecido em 1999) e da professora Maria Eliza de Albuquerque Maia, que dá o nome do campus avançado de Pau dos Ferros da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Ele dirigia o Hospital Centenário Nelson Maia, também em Pau dos Ferros. Era casado com Mércia.

Nota do Blog Carlos Santos – Conversei com um praticante do esporte e que conhece bem a área. Seu relato é de que o equipamento fechou, algo raro, causando acidente. Além disso, a vítima era muito experiente nos voos.

Que descanse em paz.

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terça-feira - 27/04/2021 - 15:50h
Jair Bolsonaro

Carreata, discursos e pose para fotos marcam ‘inauguração de outdoor’

Inauguração de outdoor de Jair Bolsonaro em Upanema com o deputado federal General Girão - 27-04-21O deputado federal General Girão (PSL) participou de carreata, discursou, posou para fotografias e exaltou mobilização de bolsonaristas de Upanema, na inauguração de um outdoor de exaltação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A movimentação foi à tarde dessa segunda-feira (26), numa das principais vias dessa cidade oestana.

Toda essa atividade aconteceu no prolongamento da Av. Manoel Gonçalves, saída para Mossoró.

Participaram empresários, políticos, adolescentes e outros segmentos sociais.

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terça-feira - 27/04/2021 - 15:10h
Mossoró

Prefeitura recebe insulinas após complicado processo de transporte

Secretária Morgana, Marcos Bezerra e equipe recebem produtos para pelo menos três meses (Foto: PMM)

Secretária Morgana, Marcos Bezerra e equipe recebem produtos para pelo menos três meses (Foto: PMM)

O estoque de insulinas do tipo Novorapid de Mossoró está abastecido com a chegada de uma remessa suficiente para atender a demanda por um período de 3 meses.  Só no Programa Municipal de Insulinas, 594 pessoas estão cadastradas e aptas para o recebimento nessa semana da Novorapid.

Esta era a única insulina que estava em falta sendo que a do tipo Tresiba continua com estoque regularizado. Os  pacientes começarão a receber NovoRapid na quarta-feira (27).  O horário de atendimento ocorre no Centro Administrativo situado no bairro Aeroporto das 07h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.

Dificuldades

Segundo a coordenadora do programa, Gabrielle Miranda, havia uma grande expectativa pela chegada da insulina. Ela cita as dificuldades enfrentadas com fornecedor.

“A compra da NovoRapid aconteceu antes do nosso estoque acabar, mas chegou a faltar fornecedor e o que contratamos não conseguiu embarcar a carga em tempo hábil. Houve dificuldades com o transporte aéreo devido a pandemia”, explica Gabrielle.

Nota do Blog – É importante que a Prefeitura de Mossoró estreite relação e dialogue com a Associação de Atenção aos Diabéticos e Hipertensos de Mossoró (AADHM), para que vários pontos nesse atendimento sejam tratados, de modo a reduzir ao máximo os problemas desse contingente humano que há anos sofre com doenças e cobertura de suas necessidades (veja AQUI).

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terça-feira - 27/04/2021 - 09:30h
Jogo bruto

Combate à pandemia vira guerra política com ‘culpados e inocentes’

Em Mossoró, afinação entre prefeito e governadora, contra Covid-19, para na falta de vacinas

Rodou, rodou, rodou e desabou em Mossoró a crise política entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB). Coube a infantaria da governante se apressar em criminalizar alguém, pela escassez e falta da D2 (segunda dose) de vacina Covid-19 em solo mossoroense, escudando Fátima. E, por analogia, reforçando erros ou hipotéticas falhas do executivo de Natal.

Na quinta-feira (22) e sexta-feira (23) passadas, em entrevistas a importantes programas e canais de comunicação como o Jornal da Tarde (Rádio Rural) e Cenário Político (TV Cabo Mossoró), a vereadora Marleide Cunha (PT) avaliava a gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) como boa, em especial na Saúde. Era justamente o combate à pandemia da Covid-19, segundo ela, esse destaque.

– Ele (Allyson) está indo bem, está enfrentando bem os desafios da pandemia; vacinação está fluindo, não estamos perdendo tempo com vacina estocada (…). A gente não tem o que criticar – disse Marleide, textualmente, ao Cenário Político do dia 22 (quinta-feira) – veja AQUI e no boxe acima. Na sexta-feira no Jornal da Tarde, a mesma análise.

No domingo (25), a vereadora surtou. Com a eclosão pública do problema da falta de vacina, ela mudou radicalmente o discurso e a apreciação dos fatos. Orientação vinda da Governadoria levou Marleide a culpar o prefeito e a “falta de planejamento” pelo problema. Saiu de cena aquela vereadora moderada e sensata, para entrar no palco a militante que cumpre ordens cegamente.

Importante assinalar, que nesse período de tensões com a pandemia, Alysson topou o alinhamento com medidas restritivas adotadas por Fátima, mesmo pontualmente pensando diferente. Inclusive, conversou diretamente com vários prefeitos, defendendo necessidade desse esforço comum.

Marleide mudou completamente o discurso, sob pressão da Governadoria (Reprodução BCS)

Marleide mudou completamente o discurso, sob pressão da Governadoria (Reprodução BCS)

Assumiu desgastes com setores produtivos em Mossoró, sem bônus algum e sem compor sistema político de Fátima Bezerra. Não quis jogar para a “plateia”, como parece ser o caso de Álvaro Dias em Natal com atrasos há três semanas.

A comparação Natal-Mossoró que o PT, Marleide e também a deputada estadual Isolda Dantas (PT) tentam fazer, é um mero exercício politiqueiro, sem pensar no todo. Em questão de horas, ambas mudaram de opinião.

Imprescindível passou a ser blindar a governadora, principalmente após pesquisa recente veiculada no final da semana passada, em que o prefeito apareceu com estonteante aprovação em Mossoró.

A mudança do petismo não levou em conta nada além de proteger a Fátima Bezerra e cálculos para 2022. Em momento algum se parou para pensar, por exemplo, na necessidade de se continuar a vacinação. Em tese, essa deveria ser a prioridade.

Rosadismo e rosalbismo

A pressão político-partidária e social para se utilizar a segunda dose da CoronaVac também fez parte do arsenal do rosadismo e do rosalbismo. Botou sua tropa amestrada para culpar o prefeito, insinuando até que o município não o utilizava àquele momento, por pura ‘maldade’.

O vereador Francisco Carlos (PP) empunhou bandeira para uso da reserva técnica. Veja no print abaixo (dia 1º de abril) uma de suas postagens. A vereadora Larissa Rosado (PSDB) foi outro nome a advogar essa tese, cobrando o prefeito. Em redes sociais, militantes foram ao ataque de forma orquestrada, jogando opinião pública contra Allyson Bezerra.

Vereador rosalbista, Francisco Carlos cobrava utilização de todas as vacinas e pressionava governo (Reprodução BCS)

Vereador rosalbista, Francisco Carlos cobrava utilização de todas as vacinas e pressionava governo (Reprodução BCS)

Agora, muitos dos que adotaram essa posição de ataque, calam-se. Fazem pose de estátua.

Outros, acabam adotando o discurso lavrado na Governadoria, como se fosse um memorando.

E tem os que apenas estão preocupados em promover o caos, espalhar cizânia e solapar qualquer coisa que possa funcionar minimamente no município. O povo que se dane.

Solução nacional virou problema

No dia 19 de março, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) mandou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ao então indicado para o ministério, Marcelo Queiroga. Pedia que pelo menos 90% das doses da CoronaVac pudessem ser usadas para a primeira dose.

Dia 20 de março Governo Federal dá orientação que hoje preocupa (Reprodução BCS)

Dia 20 de março Governo Federal dá orientação que hoje preocupa (Reprodução BCS)

Acabaram atendidos além disso. Poderiam utilizar 100%, segundo o Governo Jair Bolsonaro. Pouco mais de um mês depois o cenário é outro.

No dia 20 de março (veja AQUI), textualmente o Governo Federal proclamou orientação a estados e municípios para que não guardassem a segunda dose. Podiam utilizá-las que não faltariam os imunizantes.

Já dia passado, segunda-feira (27), o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu preocupação com o que tinham decidido em março.

O problema vai se agravar por mais alguns dias, falou:

Leia também: Governo não tem CoronaVac e lamenta ter estimulado uso da 2ª dose.

A falta da D2 não está restrita a Mossoró e Natal. Vários outros municípios, centenas e provavelmente milhares, no país, entraram na mesma situação.

Veja outro caso dessa anomalia nacional: o município de Nova Santa Rita no Rio Grande do Sul, com pouco menos de 30 mil habitantes, queixa-se publicamente de falta de vacinas. Está com paralisação no serviço e cobra o Governo Federal pelo problema.

Em Mossoró, o culpado é o prefeito, segundo o PT e a banda Rosado da oposição.

No RS encontraram outro culpado (Reprodução BCS)

No RS encontraram outro culpado (Reprodução BCS)

O prefeito do município gaúcho é  Rodrigo Battistella (PT), vale lembrar.

Lamentavelmente, no caso de Mossoró a politicalha ocupa o lugar da razão e da negociação elevada, como vinha ocorrendo diretamente entre o prefeito e a governadora.

Prioriza-se o sofisma.

Muda-se de opinião e joga-se a opinião pública contra A ou B, por oportunismo. Puro cinismo. Favor não confundir com “desonestidade intelectual”, eufemismo produzido nas academias para suavizar condutas de má-fé.

Agilizar vacinação, como foi feito em Mossoró, inclusive sob elogios de quem agora amaldiçoa seus responsáveis, foi diligência diferenciada – assim falavam os detratores de agora.

Leia também: Mossoró vacina 2.348 pessoas, mas não tem estoque à 2ª dose.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 26/04/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.”

Ludwig Wittgenstein

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segunda-feira - 26/04/2021 - 21:30h
Audiência

Deputado federal anuncia destinação de emendas a Mossoró

Prefeito (centro) recebeu o deputado (à sua esquerda) hoje pela manhã (Foto: Assessoria General Girão)

Prefeito (centro) recebeu o deputado (à sua esquerda) hoje pela manhã (Foto: Assessoria General Girão)

Em audiência à manhã dessa segunda-feira (26) com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade), o deputado federal General Girão (PSL) anunciou a destinação de emendas para o município nas áreas de saúde, segurança e infraestrutura. Ele disse, que desde o início do mandato, em 2019, tem-se empenhado em contribuir com o município de Mossoró.

Até o momento, já foram R$ 6,9 milhões destinados ao município.

De acordo com o General Girão, foram destinados por meio de emendas individuais de sua autoria, R$ 4,4 milhões para a duplicação da BR-110, trecho em frente ao campus da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), R$ 1,2 milhão para videomonitoramento e R$ 600 mil para a área da saúde.

Ligação com Mossoró

“Minha relação com Mossoró é extrapolítica. Considero como minha segunda casa, pois já morei e já atuei em Mossoró. Além disso, ela é a capital do Oeste e uma das cidades essenciais para o desenvolvimento do nosso Estado”, justificou.

Cearense, Girão foi secretário de Segurança do município na administração passada, da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Também esteve em pasta similar na passagem dela pelo governo estadual.

Participaram ainda do encontro, o secretário municipal de Agricultura e Recursos Hídricos, Faviano Ricelli, e o assessor especial da Prefeitura, Thiago Marques.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 26/04/2021 - 18:22h
Gastronomia

Restaurante Prato de Ouro retomará atividades no sábado (1º)

Prato de Ouro retoma atividades dia 1º de maioO “Restaurante Prato de Ouro” vai retomar suas atividades, após algumas semanas de suspensão de atividades, em face de medidas mais restritivas de enfrentamento à Covid-19.

No próximo dia 1º (sábado), haverá atendimento normal, mesmo assim seguindo as normas de decreto estadual em vigência e cuidados biossanitários.

Os serviços serão delivery, à la carte, self-service e para retirada de pedidos no local.

O Prato de Ouro fica localizado à Rua Raimundo Firmino de Oliveira, 405, Costa e Silva, em Mossoró.

Precisamente, em frente à sede local do Instituto Federal do RN (IFRN).

Contato WhatsApp: (84) 9-99048616.

Nota do Blog – Meus caros Cyro, Bráulia e Rocha Neto, por esses dias esbarro aí. Sucesso!

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segunda-feira - 26/04/2021 - 17:40h
Gilson Moura

MPF/RN recorre de sentença para tentar condenar ex-deputado

Gilson: Pecado Capital (Foto: arquivo)

Gilson: Pecado Capital (Foto: arquivo)

O Ministério Público Federal (MPF/RN) emitiu parecer favorável à condenação do ex-deputado estadual Francisco Gilson de Moura, por improbidade administrativa, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Acusado de desviar recursos públicos do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN), ele foi absolvido pela 4ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JF/RN), e o MPF, em 1ª instância, recorreu da sentença.

Em 2008, o Ipem/RN promoveu uma licitação destinada à realização de reformas estruturais no seu edifício-sede, com verba do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que resultou na contratação da L&D Prestadora de Serviço Ltda.

Autor intelectual

A investigação, realizada por meio da chamada “Operação Pecado Capital”, apontou ter havido fraude no processo, causando um prejuízo de cerca de 140 mil reais aos cofres públicos, em valores históricos, em decorrência de superfaturamento estimado em 180% e pagamento por obras imprestáveis, extremamente precárias, perigosas e insalubres. O então deputado estadual Gilson Moura é apontado pelo MPF como autor intelectual da fraude e principal beneficiário dos recursos desviados.

Embora vários dos envolvidos na empreitada criminosa tenham afirmado, em delações premiadas, que os recursos desviados destinavam-se, em sua maior parte, a Gilson Moura, a JF/RN absolveu o ex-deputado. “Não há, neste processo, nada que possa ligar o demandado Francisco Gilson de Moura com a fraude à licitação objeto desta Ação de Improbidade, além de suposições não demonstradas por evidências”, diz a sentença.

Gilson Moura responde a outros processo e já teve condenações.

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segunda-feira - 26/04/2021 - 16:48h
UTI

Ocupação de leitos Covid-19 cai para 83,66% no RN

UTI - Leitos - Covid-19 - 26-04-21Do Território Livre

Ocupação de leitos críticos no RN para Covid-19 cai para menos de 85%.

Dados de hoje mostram 83,66%.

A informação foi dada nessa segunda-feira (26) pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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segunda-feira - 26/04/2021 - 14:20h
Ministro da Saúde

Governo não tem CoronaVac e lamenta ter estimulado uso de 2º dose

Queiroga é destaca de hoje em O Globo (Reprodução)

Queiroga é destaca de hoje em O Globo (Reprodução de foto de Ueslei Marcelino/Reuters)

O Globo

O ministro da Saúde, Marcelo, Queiroga, criticou nesta segunda-feira a judicialização para entrega de doses da vacina Coronavac e avisou que se todos procurarem a Justiça não haverá “doses pra todo mundo”. Ele citou como exemplo a capital da Paraíba, João Pessoa, que conseguiu uma liminar e recebeu o imunizante.

“Se todos judicializarem não têm doses para todo mundo”, afirmou Queiroga, em audiência pública no Senado.

O ministro informou que doses da Coronavac não serão entregues nesta semana, a previsão é que sejam distribuídas aos estados daqui a dez dias devido ao atraso da entrega o IFA ( Ingrediente Farmacêutico Ativo) ao Butantan pela China. Sem dar detalhes, Queiroga informou que o ministério vai emitir uma nota técnica sobre o assunto.

Segunda dose

Ele lembrou que há cerca de um mês (veja AQUI) a pasta liberou a aplicação da segunda dose, e, agora, “há uma certa preocupação”.

Queiroga também citou a divulgação, no sábado, da atualização do cronograma de vacinação no país. O número de doses esperadas para o mês de maio caiu de 46,9 milhões para 32,4 milhões.

Ele justificou que estavam previstos 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin , que ainda não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa), e também a demora para entrega do IFA para produção de vacinas.

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segunda-feira - 26/04/2021 - 09:38h
Covid-19

Mossoró vacina 2.438 pessoas, mas não tem estoque à 2ª dose

UBS funcionaram no fim de semana (Foto: Wilson Moreno)

UBS funcionaram no fim de semana (Foto: Wilson Moreno)

A campanha Mossoró Vacina contabiliza 2.483 doses de vacinas aplicadas contra a Covid-19, neste fim de semana (24 e 25/04), e aguarda a chegada de mais doses para continuar avançando na imunização dos mossoroenses, expandindo a faixa de pessoas com comorbidades.

A chegada de mais doses, em especial da Coronavac, do Instituto Butantan, depende também da liberação desse tipo de vacina pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESAP/RN). De acordo com informação da plataforma RN Mais Vacina, o Rio Grande do Norte contava, até este domingo, com reserva técnica de 11.501 doses de Coronavac.

Nota

Em nota divulgada ainda domingo (25), o município entende que a situação é emergencial e, portanto, o Estado possui condições de liberar um quantitativo dessa reserva técnica para atender os pacientes que necessitam da segunda dose da Coronavac/Butantan.

A secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, diz que, enquanto Natal recebeu duas liberações de doses da reserva técnica, sendo a última de 2,8 mil doses, Mossoró só recebeu pouco mais de 800 doses no fim de semana e em uma única vez.

Nota do Blog – Existe uma guerra de versões entre Estado e Prefeitura de Mossoró. A municipalidade usou o que tinha na expectativa de que não ocorresse solução de continuidade. O Governo do Estado disse em nota que passou as cotas devidas.

Já o Governo Federal admitiu à semana passada que existe e existirá atraso. Porém, em março, orientava estados e municípios a usarem estoques técnicos (veja AQUI).

Se não existir um pingo de bom senso e menos politicagem, teremos sérios prejuízos à população. O avanço obtido na vacinação em Mossoró está comprometido. Voltaremos ainda hoje ao tema.

Leia também: Confederação dos Municípios mostra falta de vacinas no país;

Leia também: Ministro admite atraso em vacinação.

Essa página alertou e defendeu o estoque regulador, mas sofreu severas contestações e críticas de muitos webleitores. Infelizmente, outra vez, não estávamos errados.

Paralelamente, muitos políticos, setores da imprensa e militantes partidários que cobravam o uso desse estoque de segurança, agora estão calados ou criticando o seu uso. Voltaremos ao tema.

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segunda-feira - 26/04/2021 - 08:08h
Infarto

Cantor aguarda transferência para passar por cateterismo

Vicente teve problemas na sexta-feira passada Foto: redes sociais)

Vicente teve problemas na sexta-feira passada (Foto: redes sociais)

Vítima de princípio de infarto no fim da manhã da sexta-feira (23), o cantor mossoroense Vicente Santiago aguarda encaminhamento para passar por cateterismo no Hospital Wilson Rosado (HWR).

Ele está internado no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) desde a madrugada de sábado (24), após ser transferido da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Santo Antônio, onde provisoriamente esteve acomodado.

Vicente estava no centro da cidade, quando sentiu tontura e desmaiou.

Foi atendido preliminarmente por unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Em seguida, levado à UPA do bairro Santo Antônio em Mossoró.

No HRTM, ele está consciente e no aguardo do deslocamento para o HWR.

Nota do Blog – Continuamos na torcida pela recuperação da saúde desse grande artista, muito querido por todos nós.

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segunda-feira - 26/04/2021 - 07:35h
Política

Deputado Girão vai a Upanema inaugurar outdoor de Bolsonaro

Tag em redes sociais divulgam 'evento político' (Reprodução)

Tag em redes sociais divulgam ‘evento político’ (Reprodução)

O deputado federal General Girão aporta nessa segunda-feira (26) em Upanema, região Oeste do RN.

Vai inaugurar um outdoor de exaltação ao presidente Jair Bolsonaro.

Será às 16h30.

Em Natal, peças do gênero sofreram vandalismo no fim de semana.

Pelo visto, a campanha presidencial à reeleição já começou.

Afinal de contas, 2022 está mesmo bem ali.

Nota do Blog – No domingo (25), o parlamentar esteve reunido com alguns vereadores de Mossoró ligados ao segmento evangélico.

Na pauta, reivindicações e política eleitoral de 2022.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 26/04/2021 - 06:54h
Setor de eventos

Um espetáculo cada dia mais longe de voltar à realidade

Quadro difícil para segmento (Foto ilustrativa)

Quadro difícil para segmento (Foto ilustrativa)

Difícil acreditar que o universo musical e eventos em geral voltem à normalidade tão cedo.

Encher clubes, estádios, praças, com shows, é coisa do passado que o futuro deve demorar a repetir.

Máscara, álcool gel e distanciamento social estão só começando nessa pandemia que passa de um ano de propagação.

Incontáveis grupos musicais, pequenos ou grandes, praticamente morreram.

Mesmo artistas de nome nacional estão com queda brusca de receitas.

E os artistas de alcance regionalizado ou em pequenas cidades sofrem mais ainda.

Difícil sairmos disso a curto prazo.

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domingo - 25/04/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“Falta de ocupação não é repouso; uma mente absolutamente vazia vive angustiada.”

William Cowper

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domingo - 25/04/2021 - 21:46h
Veja

Atum com mais de 400 quilos é pescado no litoral de Areia Branca

Litoral de Areia Branca é uma área próspera na pesca de atum (Foto: cedida)

Litoral de Areia Branca é uma área próspera na pesca de atum (Foto: cedida)

Por Luciano Oliveira (Do Costa Branca News)

Um grupo de pescadores conseguiu fisgar um atum azul na costa do município de Areia Branca, neste domingo, 25.

O peixe pesa cerca de 412 quilos.

A carne desse peixe é considerada uma iguaria no mercado do Japão e é comercializada a preços altíssimos.

Pela sua vocação pesqueira e pelo fato de ser a maior produtora de atum do Rio Grande do Norte, Areia Branca ganhou o título de “Capital Estadual do Atum”.

A pesca do atum tem uma importância muito grande para a economia local. O segmento gera em torno de dois mil empregos diretos e indiretos no município.

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domingo - 25/04/2021 - 20:48h
Mossoró

Advogado morre com Covid-19 no Rafael Fernandes

Ricardo estava no Rafael Fernandes (Reprodução do BCS)

Ricardo estava no Rafael Fernandes (Reprodução do BCS)

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Mossoró) emitiu nota de pesar nesse domingo (25), pelo falecimento do advogado Ricardo Luiz da Costa, mais uma vítima da Covid-19.

Ele estava internado no Hospital Rafael Fernandes e veio a óbito em consequência dessa doença.

Nota do Blog – Outra baixa no universo social de Mossoró.

Outro advogado.

Uma pessoa bem relacionada e em plena atividade laboral.

Que descanse em paz.

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domingo - 25/04/2021 - 17:52h
Flexibilização

Procuradoria tenta derrubar decisão que contraria decreto estadual

queda de braço - fotoTendo como parâmetro decisões de tribunais estaduais respaldadas no Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai recorrer da decisão do desembargador Cláudio Santos que acata, em parte, decreto da Prefeitura do Natal (veja AQUI) sobre consumo de bebidas alcoólicas, funcionamento de escolas e do comércio, em desacordo com o decreto estadual 30.516/21, que entrou em vigor neste sábado (24).

As restrições ao consumo de álcool em locais públicos são um dos principais instrumentos das autoridades sanitárias para conter a disseminação do coronavírus (Covid-19) e manter o funcionamento dos hospitais em níveis seguros, sem risco de colapso.

Caso concreto

A PGE entende que a decisão do desembargador quebra o paradigma, segundo o qual os entes federados podem legislar sobre medidas sanitárias de proteção à vida, mas havendo conflito no exercício da competência concorrente, prevalece a norma mais rígida, especialmente no que se refere à circulação de pessoas.

Foi esse o entendimento do desembargador Vivaldo Pinheiro, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Em março, ele acatou pedido do Ministério Público e reformou decisão de primeira instância, determinando que a Prefeitura de Carnaúba dos Dantas cumprisse integralmente os termos do decreto estadual 30.419/21, com regras mais restritivas que às locais, sobre o fechamento das atividades não essenciais.

Nota do Blog – Já postamos anteriormente e reafirmamos: o prefeito Álvaro Dias (PSDB) joga para a plateia, tão somente. É do jogo político, digamos.

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domingo - 25/04/2021 - 10:32h

Tá bonito pra chover

Por Odemirton Filho 

A crônica do amigo Paulo Menezes no domingo passado (veja AQUI) despertou a saudade dos banhos de chuva na minha infância.

Eu saía correndo pelas ruas próximas à minha casa, ia para baixo das biqueiras dos prédios, sentia a água gelada batendo no “couro” até ficar tremendo de frio. Banho de chuva na rua

Jogava bola “na chuva”, não tinha um pingo de medo dos trovões e dos raios. Uma ruma de meninos pedalando pelas ruas, molhados, aqui e ali pegando as cajaranas da vizinhança.

Às vezes ficava resfriado ou com a garganta inflamada e precisava tomar uma injeção lá em Dr. Vicente Forte. Mas valia a pena.

Levávamos as Kombis da padaria para lavar na barragem do rio Mossoró. Meu pai, segundo dizia, quando era criança atravessava o rio nas enchentes agarrado num tronco de uma árvore, mesmo sem saber nadar, e me contava as aventuras de sua infância no antigo Horto Florestal.

Estando em Tibau, por muitas vezes fui à praia na hora da chuva. Nem ligava para o perigo que corria. Queria era mergulhar no mar, com as gotas d´água “açoitando” o corpo. Ia brincar com os meus primos na pedra do chapéu. Depois, é claro, levava uns “carões” da minha mãe.

Para o pessoal do Sudeste o céu fica feio quando está com as nuvens “carregadas”. Para nós, nordestinos, é lindo de se ver.

Como é bonito os raios rasgarem de ponta a ponta o céu, com as nuvens anunciando um toró d´água e depois encharcando o chão rachado pela seca.

Quando eu vejo as imagens das chuvas no sertão, das pequenas barragens sangrando e do mato ficando verde, fico feliz. Imagino a alegria do homem do campo em cultivar a sua terra.

Hoje, já não tenho coragem de tomar banho de chuva pelas ruas nem de mergulhar no mar de Tibau quando está chovendo.

De vez em quando contemplo o céu quando “tá bonito pra chover” (uma expressão bem nossa, sertaneja, de contemplação) e espero a água cair para aguar as plantas do meu quintal. Aproveito e tomo uma boa dose pra esquentar a alma. Aí vem à memória os banhos de chuva na minha infância.

Sinto uma saudade danada.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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domingo - 25/04/2021 - 10:00h

Assim, de repente, volto a Martins

Matriz de Nossa Senhora da Conceição em MartinsPor Paulo Menezes

Diz a sabedoria popular que a vida é curta e o mundo é pequeno. Estou na praia de Pirangi do  Norte, reunido com filhos e netos, na comemoração de aniversário do dileto amigo José Fernandes, esposo de dona Vânia Pinto. Meu  vizinho de mesa era alguém que, acho, conhecia, não sabia de onde.

Entre uma dose e outra, conversa vai, conversa vem, nos apresentamos. Eu, um saudosista obstinado. Ele se apresenta como José Câmara Filho. Aí não me contive :

– Não me diga que seu pai foi coletor federal em Martins nos anos sessenta!

Após a afirmativa, a lembrança chegou rápida. Pois foi nesse tempo que minhas férias escolares eram gozadas na fria e encantadora Serra de Martins. O “hotel” era a casa do meu tio, corretor de algodão em pluma naquela cidade. O “misto” de Edivaldo era o transporte que nos conduzia até ao destino.

Partíamos de Mossoró na madrugada e chegávamos à serra por volta de meio dia. Saíamos de um clima de trinta e cinco graus para a amenidade dos vinte. A subida da serra era uma aventura. A estrada, carroçável, com muitas curvas e abismos a se perderem de vista, era um misto de temor e beleza.

A festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, era comemorada no final de dezembro até os primeiros dias de janeiro. Muito animada, com direito a parque de diversão, jogos de roleta, bozó, tiro ao alvo, barraca, quermesse, leilão, novena, banda de música e ciranda de fogos.

Zé Câmara, na época, a pessoa mais importante da cidade. Mais do que o padre, o juíz e o delegado. Era ele quem organizava o campeonato de voleibol, os bailes no Centro Lítero Esportivo Martinense (CLEM), a festa da padroeira, os encontros culturais, enfim, era o “cara”.

Passamos o filme de longa metragem sobre aquele tempo maravilhoso.

Recordamos das visitas aos mirantes do Canto e da Carranca, da Casa de Pedra, da Fonte da Bica, das trilhas percorridas. Foi muita prosa pra pouco tempo.

O filho de Zé Câmara e o novo amigo que acabara de conhecer era a cara do pai. Falou que seu genitor foi coletor por curto período em Mossoró quando saiu de Martins e antecedeu a “Chico de Lalá” na coletoria da Capital do Oeste.

Lamentei não ter lhe encontrado nessa época. O fato é que, sem querer nem está programado, relembrei mais uma fase importante da minha vida.

Tempos bons que foram lembrados num dia agradável com enorme prazer e imensa saudade.

Paulo Menezes é meliponicultor e cronista

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 25/04/2021 - 09:30h

Fome dói, senhoras e senhores

Por Marcos Ferreira

Sei que dirão, decerto poucos, visto que meu círculo de leitores é tão largo quanto o buraco de uma agulha, que estou politicando. Que digam. Não tem problema. É isso mesmo. Somos essencialmente políticos, frase de cujo autor (perdoem minha memória de Sonrisal em copo d’água) não recordo.

Hoje discorrerei sobre esta área pantanosa. Pensem o que quiserem. A verdade, senhoras e senhores, é que tudo está impregnado de política. Há política em todos os âmbitos e esferas; política no seio das famílias, política nas artes, na literatura, política nos relacionamentos amorosos, nas uniões interesseiras, no âmago das religiões e, lógico, no pior de todos os segmentos: a zona partidária, onde o percentual de percevejos sociais travestidos de mulheres e homens públicos é quase metastático. Contudo (ouso afiançar) existem raras e honrosas exceções.Fome, mãos com pão, flagelo, pobrezaTodo este circunlóquio é para lhes dizer, como na canção do Chico Buarque, que “a coisa aqui tá preta”. Mas não estou contando novidade alguma e o verso do compositor soa redundante. Acrescento, e sem conotação racial, que a coisa está pior que preta. Posto que agora, minhas senhoras e meus senhores, a Coisa (com inicial maiúscula) tem olhos verdes e esbugalhados. Ou seriam azuis? Digamos, à maneira dos poetas parnasianos, que os olhos são garços, agateados.

Sim, meus gentis e parcos leitores, aqueles são os olhos demoníacos de uma criatura sem compaixão, empatia, escarnecedora da penúria em que vive grande parcela dos seus compatriotas. Tais olhos, introjetados de peçonha e desamor, têm sido maléficos, deletérios a este “país tropical, abençoado por Deus”, como diz um outro compositor carioca. Olhos que secretam o mal.

Hoje, infelizmente, o povo humilde e carente desta pátria de chuteiras voltou a comer o pão que o diabo amassou, conforme o ditado. Ou, em muitos lares, nem isso. Porque o preço do pãozinho, mesmo aquele da véspera, está pela hora da morte. Os víveres, de um modo geral, estão nos custando os olhos da cara. Isto sem falarmos nos combustíveis automotivos, na pena d’água, na tarifa de luz, no gás de cozinha. Este último, com o preço tão inacessível, mais parece um satélite doméstico na estratosfera da baratinada economia brasileira. Muitas famílias retroagiram e estão cozinhando à lenha. Quando há o que cozinhar, naturalmente.

A mendicância tomou os canteiros, ocupa logradouros, faz blitz nos semáforos, estira a mão súplice: “Uma ajudinha, pelo amor de Deus!” São pessoas desvalidas, privadas da mínima condição de subsistência e dignidade, sofrendo humilhações, curtindo fome. E fome dói, senhoras e senhores. Maltrata sobremodo, faz definhar o corpo quanto o espírito, inviabiliza projetos, sonhos.

Sem coitadismo, sei do que estou falando. Nada conjecturo ou presumo. Digo o que digo com propriedade, conhecimento de causa. Não devemos nos envergonhar da nossa história e origens. Não se estas não são motivo de vergonha. A fome, que sempre foi dramática entre nós, ressurge ainda pior. Muito pior. Recrudesceu, retornou à pauta da grande imprensa, agravada. E o pivô desse agravamento, de olhos esverdeados, faz pouco-caso do infortúnio dos miseráveis.

Pensando melhor, creio que a referida Coisa merece receber o artigo masculino singular. Logo, feita esta mutação de gênero, temos no Brasil, aboletado nos píncaros do poder central, o Coisa, ser malévolo que se harmoniza de forma perfeita com o adjetivo ruim. Destarte, outra vez reformulando a nomenclatura do dito-cujo, temos aqui o Coisa-Ruim, palavrinha composta e bem mais apropriada. Não se trata de um batismo original, considerando que esta é uma das várias definições atribuídas ao demônio supremo Satanás, ou Lúcifer, como quiserem.

ENTÃO, SENHORAS E SENHORES, de paletó e gravata caros, olhos garços, esbugalhados, arma no cós e enxofre na língua, mas sem o clássico rabo com seta na ponta nem chifres (não que se saiba), o Coisa-Ruim lançou o Brasil num precipício econômico e social que resulta no estarrecimento e perplexidade do mundo todo. Acho até que o famoso letreiro do “lábaro estrelado” precisa sofrer uma constrangedora atualização, modificando-o para “desordem e retrocesso”.

Olhemos à volta, minhas senhoras e senhores. Mas olhemos sem paixões políticas nem ranço, sem os antolhos do partidarismo de esquerda ou direita, sem a retórica do petismo ou do lulismo. Contemplemos as axilas de pontes e viadutos por toda parte deste país, as calçadas das lojas durante a madrugada, sob marquises e toldos. Aí veremos, senhoras e senhores, os nossos semelhantes, uma miríade de sem-teto, quantidade ora duplicada, senão triplicada. São aquelas pessoas engolidas pela desigualdade social e pelo modus operandi desse governo irascível, antidemocrático, truculento, apologista da ditadura e intimidador de jornalistas.

Perdoem a vulgaridade da expressão, mas o brasileiro está vendendo o almoço para comprar o jantar. Logicamente estou me referindo às camadas baixa e subterrânea do nosso povo. Muita gente que se encontrava em cima, ou não muito embaixo, desceu, está ao rés do chão.

Outros mudaram daí para um subsolo financeiro, ameaçados pela miséria absoluta, na iminência de perderem seus lares e passarem a coabitar os sovacos de pontes e viadutos, expostos sob marquises e toldos, disputando espaço com aquele mundaréu de sem-teto a que me referi.

Além do caos da pandemia, cujo número de vítimas no Brasil pelo coronavírus logo atingirá os quinhentos mil mortos, padecemos com o flagelo de uma política voltada para o benefício de ricos e ricaços.

A gente humilde, senhoras e senhores, está ao deus-dará, de pires na mão. Falta-lhes o básico do básico. Raimundo vendeu o televisor para comprar comida, pois ele e a esposa estão desempregados e têm duas crianças entre os oito e dez anos de idade. Maria Lúcia, jovem mãe viúva, desempregada e também com duas crianças para oferecer alimento, vendeu o guarda-roupa e o sofá.

Sim, senhoras e senhores, as famílias pobres deste grande país estão entre a cruz e a espada, de bolsos e geladeiras vazios.

Aqui no meu subúrbio, a dois quarteirões da minha casa, conheço outro casal, este com três filhos pequenos, ele auxiliar de pedreiro e ela cuidadora de idosos, ambos na mesma situação de desemprego, que ilustra muito bem este cenário aflitivo. Topei com ambos na última sexta-feira, por volta das oito horas, quando fui à calçada colocar o lixo, pois era o dia do caminhão da prefeitura passar realizando a última coleta da semana. Então o referido casal me abordou.

— Bom dia, patrão! — disse o homem.

— Bom dia! — respondi de imediato.

Imaginem uma coisa dessas, senhoras e senhores: súbito fui elevado à categoria de patrão. Somente pela força das circunstâncias difíceis por que passam aquelas pessoas. Interromperam a trajetória a fim de saber se eu não gostaria de mandar limpar meu quintal e o mato que brota abundantemente do meio-fio e das várias lacunas distribuídas ao longo do piso avariado da minha calçada.

Em tempo, senhoras e senhores, informo que o casal estava guiando uma pequena carroça, puxada por um burrinho magro.

— Faço o serviço por um preço bom.

— E qual seria esse preço bom?

— Barato, senhor: cinquenta reais.

Estimo que o homem, de barba e cabelo crescidos, tenha algo em torno dos quarenta anos de idade. Exibia no rosto afogueado os reflexos de uma vida severina, como no poema do João Cabral de Melo Neto.

Conheço aquele cidadão de vista, como já mencionei. Especialmente porque uns três anos antes o vi literalmente com a mão na massa, trabalhando com um pedreiro que meu vizinho da frente contratara para realizar uma reforma em sua residência. Observei que naquele tempo o hoje carroceiro possuía um carro. Veículo popular e bem usado, é verdade, mas um carro. Estacionava o seu transporte margeando a minha calçada, livrando só o espaço do meu portão maior.

— Tudo bem. Pode fazer o serviço.

— Graças a Deus! Vou deixar minha esposa em casa, aqui perto, e volto logo. Estávamos há dias sem ganhar um tostão.

— Eu me lembro de você trabalhando como auxiliar de pedreiro, aí na casa da frente. Você parava seu carro aqui do lado.

— Pois é. A situação tá complicada; o ramo de servente de pedreiro caiu muito. Tive que vender o carro e comprei essa carroça.

Antes do meio-dia, usando máscara (solicitação minha) e dispondo de uma enxada, uma pá e um vassourão de piaçava, ele deu cabo da limpeza. Pôs todo o mato sobre a carroça para despejá-lo não sei onde.

Limpar quintal, assim na enxada, é tarefa que hoje não posso mais abraçar devido ao meu espinhaço talvez acometido por uma hérnia de disco. Paguei os cinquenta dinheiros cobrados e Francisco (eis o nome do rapaz) pediu que eu agendasse o número do celular dele para alguma outra necessidade.

— Obrigado, patrão! Até a próxima.

— Não precisa agradecer, Francisco.

Não posso contar vantagem, devo salientar, mas é assim que muitos se encontram: às cegas, lutando pelo pão de cada dia.

Enquanto isso, na Sala de Injustiça do Palácio do Planalto, os Superamigos da verba pública, capitaneados pelo Coisa-Ruim, deitam e rolam. Quanto à fome do povo, apenas zombam e gargalham feito o Coringa.

Marcos Ferreira é escritor

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domingo - 25/04/2021 - 08:22h

Escritor e sábio

Por Marcelo Alves

Victor-Marie Hugo (1802-1885) está no Panteão dos franceses. Literalmente, descansando no famoso edifício mausoléu, sito no Quartier Latin de Paris, cujo frontispício reconhece: “Aux grands hommes, la patrie reconnaissante” (“Aos grandes homens, a pátria é grata”). E literariamente, como um dos maiores escritores – de ensaios, de teatro, de poesia e, sobretudo, de romances – nascidos em França, no caso dele, na belíssima Besançon, capital do Franche-Comté.victor-hugo-blog Quem já leu ou ouviu falar de “O corcunda de Notre-Dame” ou “Nossa Senhora de Paris” (“Notre-Dame de Paris”, 1831), “Os Miseráveis” (“Les Misérables”, 1862) e “Os trabalhadores do mar” (“Les Travailleurs de la mer”, 1866) há de concordar comigo.

Todavia, para além de escritor, Victor Hugo foi sobretudo um “sage” (leia-se “sábio”). Mais do que muita sabedoria encontramos na fábula de Esmeralda, Quasímodo e Clode Frollo, que se antagonizam na “Notre-Dame de Paris”. Em “Les Misérables”, aprendemos, até demasiadamente, com a saga de Jean Valjean, a rigidez religiosa de Javert, a miséria de Fantine, o exemplo-exceção de bondade do Bispo de Digne, a malevolência de Gravoche e a infelicidade de Cosette, só no final redimida nos braços de Marius. Com “Les Travailleurs de la mer” eu aprendi algo que nunca esqueci: não podemos vencer a natureza.

Mas, hoje, para confirmar a minha tese sobre a “sagesse” (leia-se “sabedoria”) de Victor Hugo, eu gostaria de chamar a atenção para um título específico de sua vasta obra, aquele provavelmente mais relacionado ao direito, que é “O último dia de um condenado” (“Le dernier jour d’un condamné”, 1829).

Com “Le dernier jour d’un condamné”, o escritor e também homme politique Victor Hugo aparenta-se a Dostoiévski (“Recordações da Casa dos Mortos”, 1862), John Howard (“O estado das prisões”, 1777), Oscar Wilde (“A balada da prisão de Reading”, 1898) ou com os nossos Graciliano Ramos (“Memórias do Cárcere”, 1953), Plínio Marcos (“Barrela”, 1958) e Assis Brasil (“Os que bebem como os cães”, 1975), que tão bem relataram a vida carcerária e a dos seus condenados, cada um com as suas especificações, evidentemente.

Sob os pontos de vista filosófico, sociológico, psicológico e jurídico, o romance de Hugo cruamente nos apresenta o diário de um condenado à morte, anônimo, que não é herói nem vilão, nas últimas 24 horas anteriores a sua execução. Mas como se julga o ato do homem (ou do seu agrupamento em forma de Estado) que decide e impõe a morte a um outro homem? É o que procura fazer o autor.

Trata-se do que os franceses chamam de “roman à thèse”. Serve de libelo contra a pena de morte, tema tão importante para o direito (e aqui já deixo minha assertiva oposição à pena capital imposta pelo Estado). É verdade que a pena de morte, depois de muita luta, está hoje abolida na grande maioria dos países ditos “civilizados”. Mas, com Hugo e seu livro, na França e por onde a sua literatura se irradia, a luta por essa abolição atingiu consciências e sensibilidades.

Poucos fizeram tanto para abolir a “maldita” como o bom reformista/ativista Victor Hugo (e penhoradamente agradecemos!). Até porque, as maiores batalhas da humanidade foram ganhas não só com a razão/inteligência, mas, também, empregando-se a alma e o coração.

Aliás, na edição que possuo de “Le dernier jour d’un condamné” (Le Livre de Poche, 1989), na contracapa, consta:

“V. Hugo escreveu admiráveis poemas, ele escreveu admiráveis romances e admiráveis dramas; mas, para nós, sua obra capital – quando a guilhotina tiver sido definitivamente abolida – será ter ajudado a abolir essa guilhotina. Há algo maior que um grande poeta ou um grande romancista. É um sábio. E há algo mais belo, mais invejável, que a imaginação. É o coração”.

Bom, Victor Hugo redirecionou sua arte para servir a uma das mais nobres causas da humanidade. Quem é mesmo sábio, e não apenas inteligente, tende a ter um bom coração. Podem ter certeza.

Marcelo Alves é Procurador Regional da República, Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e escritor

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