terça-feira - 20/04/2021 - 04:28h
Senado

Dois bolsonaristas, um sonho comum e uma cadeira longe demais

Fábio e Rogério enxergam a mesma cadeira, hoje, muito distante (Fotomontagem Web)

Fábio e Rogério enxergam a mesma cadeira, hoje, muito distante (Fotomontagem Web)

Vendo o ministro e deputado federal licenciado Fábio Faria (PSD) e o ex-deputado federal e também ministro Rogério Marinho (sem partido) se saracoteando de olho no Senado, não percebo até aqui nenhuma razão para que qualquer um deles se empolgue.

Basta olhar a votação de cada um à Câmara Federal em 2018, para percebermos a escalada magistral que eles têm pela frente.

O primeiro, acabou retornando à Câmara dos Deputados numa reeleição sacrificante, como o menos votado entre os oito vitoriosos. Foram 70.350 votos. Em 2014, ele tinha somado 166.427. Uma queda de 96.077 votos.

E Rogério Marinho, nem isso. Ficou na segunda suplência com 59.961 votos.

Ah, claro que cabe aquele velho clichê: “Cada eleição é uma eleição”. Com certeza continua valendo essa máxima.

Contudo, uma pergunta: candidatos à Câmara Federal, hoje, teriam uma vitória fácil com o adesivo do bolsonarismo?

Muito provável que não.

Um ou outro pode ser candidato à única vaga ao Senado que estará em disputa, dependendo da conjuntura da época.

Ou nenhum.

Precisam arranjar pelo menos quem tope ser candidato ao Governo do Estado, com o mínimo de viabilidade eleitoral. Até o momento, ninguém botou o cocuruto fora como hipotético governadorável.

Não está fácil para ninguém e, para os dois, da mesma forma.

Bem, mas as eleições serão apenas no próximo ano.

Tem tempo demais para acontecer alguma reviravolta ou coisa nenhuma.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“O que seria loucura, recusar a realidade ou pactuar com ela?“

Lygia Fagundes Telles

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segunda-feira - 19/04/2021 - 22:54h
No ataque

Deputado trata ministros do STF de ‘vagabundos’ e fala em guerra civil

O Antagonista

Circula nas redes sociais um vídeo no qual o deputado federal Otoni de Paula, do PSC do Rio de Janeiro, que já é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), faz ameaças e xingamentos em um vídeo com críticas a ministros do Supremo e aos presidentes do Senado e da Câmara.

Otoni prevê até mesmo uma guerra civil (Foto: Câmara Federal)

Otoni prevê até mesmo uma guerra civil (Foto: Câmara Federal)

O parlamentar começa a gravação falando que “vai ter guerra civil neste país”.

“Não estou ameaçando. Quem sou eu para ameaçar? Eu só estou avisando para que, quando acontecer, vocês não digam que eu não avisei. Bolsonaro não é Dilma. Bolsonaro não é Collor. O povo está com o Bolsonaro”, diz o deputado, com olhos esbugalhados e dedo em riste.

Em seguida, vêm as ameaças, que atingem também Rodrigo Pacheco e Arthur Lira:

“Se vocês tentarem… Tenta! Tenta! Senhor Rodrigo Pacheco, ‘seu’ Barroso, ‘seu’ Gilmar Mendes, ‘seu’ Toffoli, ‘seu’ Fux, senhora Cármen Lúcia, senhor Fachin, senhoras e senhores do Supremo: não vai ter pandemia que vai segurar esse povo, não vai ter STF que vai segurar esse povo. Vai ter derramamento de sangue no Brasil se vocês fizerem o golpe contra o presidente.”

Ele continua:

“Quem disse que Bolsonaro precisa de Forças Armadas? Enquanto tiver pá, enxada e foice, ninguém tira o presidente da Presidência da República. Vai ter golpe e não vai ter contragolpe? Hein, bebê? Vocês acham que vai ter golpe e todo mundo vai ficar quietinho, porque nós temos medo da pandemia? O vírus, o vírus, o vírus são vocês, seus vagabundos, seus filhos de satanás. O vírus deste país é o STF, são os bandidos e alguns que estão no Congresso Nacional. Esses são os vírus deste país.”

Otoni de Paula ainda diz:

“É para matar ou para morrer. Estão me ouvindo? É para matar ou para morrer, mas a nossa bandeira jamais será vermelha, seus comunistas safados. Vocês não vão derrubar Bolsonaro sem antes sentir a ira patriótica do povo brasileiro.”

Otoni é pastor evangélico, ligado à Assembleia de Deus.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 22:20h
Palestra

Vacinação contra Covid-19 na pauta da Quinta Jurídica deste mês

Mousinho: palestra (Foto: arquivo)

Mousinho: palestra (Foto: arquivo)

“Os reflexos jurídicos da recusa injustificada da vacina contra a Covid-19 nas relações de trabalho”. Esse será o tema da nova edição da Quinta Jurídica, projeto da Justiça Federal do RN (JFRN).

O evento acontecerá no próximo dia 29, a partir das 17h, transmitido pelo canal do Youtube da Quinta Jurídica. A palestrante será a Procuradora Regional do Trabalho Ileana Neiva Mousinho, vice- coordenadora nacional do grupo de trabalho Covid-19 do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Para os que desejam o certificado de participação é necessário fazer a inscrição gratuita pelo site da JFRN: www.jfrn.jus.br.

Na edição deste mês, a entidade beneficiada será a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande do Norte, instalada no bairro de Lagoa Nova, em Natal. É para essa instituição que serão direcionadas as doações.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 18:12h
Pesquisa

TCM apresentará avaliações dos governos Allyson, Fátima e Bolsonaro

tag estreia TCM Pesquisa 2021A TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom) estreia na próxima quinta-feira (22), o primeiro programa TCM Pesquisa de 2021. A análise do atual momento político, social e econômico na capital do oeste potiguar poderá ser conferida logo após o Cenário Político, no canal TCM 10 HD.

O Grupo TCM, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL Mossoró), apresenta um panorama detalhado a partir de informações coletadas pelo Instituto TS2, que atua com a emissora desde as eleições do ano passado.

Serão detalhadas informações sobre a avaliação dos Governos Municipal, Estadual e Federal, além de dados sociais e econômicos e uma prévia da corrida eleitoral para 2022.

Jornalistas

O programa TCM Pesquisa será apresentado pelos jornalistas Carol Ribeiro, Moisés Albuquerque e Vonúvio Praxedes.

A programação também será transmitida simultaneamente pela Rádio 95FM, pelos canais 14.1 e 26.1, e ainda é possível acompanhar pelo App TCM 10 Play e pelo site www.tcmplay.com.br.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 18:00h
Crítica

Mau exemplo de Bolsonaro custa ‘muitas vidas e dinheiro’, diz Agripino

José Agripino - twitter do dia 18 de Abril criticando Bolsonaro por perdas de vidas humanas e alto custo financeiro no combate à Covid-19Para o ex-senador José Agripino (DEM), a gestão institucional da crise da pandemia e o próprio comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de negação à ciência e reprovação a normas biossanitárias básicas, concorrem para a dimensão da tragédia da Covid-19 no Brasil.

Em postagens em suas redes sociais, ele evitou rodeios:

– O exemplo do presidente da República está nos custando muito dinheiro e muitas vidas.

Do ponto de vista político, Agripino defende a tessitura para uma terceira via à disputa presidencial que seja alternativa ao próprio Bolsonaro e ao chamado “lulopetismo”.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 16:42h
CoronaVac

Bispo Dom Mariano Manzana tomará segunda dose de vacina amanhã

Dom Mariano defende a vacinação como caminho mais lógico e seguro para superação da pandemia (Foto: Diocese)

Dom Mariano defende a vacinação como caminho mais lógico e seguro para superação da pandemia (Foto: Diocese)

O bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, Dom Mariano Manzana, toma nesta terça-feira (20) a segunda dose da vacina Coronavac, contra o coronavírus (Covid-19).

Será às 10h, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Enfermeira Conchita da Escóssia Ciarlini, que fica no conjunto do Abolição 2.

Dom Mariano recebeu a primeira vacina no dia 23 de março, na mesma UBS (veja AQUI).

Aos 73 anos, o bispo defendeu a imunização como principal caminho para o país e a humanidade sair desse grande problema:

A vacinação “é o modo mais concreto de sair dessa pandemia”.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 15:50h
Perigo

Com vários casos de Covid-19, Câmara Municipal suspende atividades

Cuidado, alerta, perigoA Câmara Municipal de Mossoró, por meio da Mesa Diretora, suspendeu, a partir de hoje, 19 de abril, todas as atividades realizadas no prédio da Câmara, incluindo as sessões ordinárias remotas. A medida foi tomada devido ao registro de seis casos de Covid-19 e dois casos suspeitos da doença entre os servidores.

O Poder Legislativo mossoroense já estava realizando as sessões ordinárias e reuniões de Comissões Temáticas de forma remota desde o dia 22 de fevereiro. E o número de funcionários na Câmara estava limitado ao mínimo necessário para o funcionamento da Casa.

Outras atividades como audiências públicas e sessões solenes já tinham sido suspensas por tempo indeterminado também desde o dia 22 de fevereiro.

A atual decisão de suspender totalmente as sessões ordinárias se deve porque, mesmo a  Sessão Ordinária via Sistema de Deliberação Remota (SDR) necessita de apoio de servidores da Câmara de forma presencial para serviços de assessoria técnica, administrativa e legislativa. Além da presença de funcionários da TV Câmara Mossoró para a transmissão.

As sessões ordinárias devem retornar no dia 27 de abril, seguindo todos os protocolos sanitários necessários.

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segunda-feira - 19/04/2021 - 14:30h
Bancos

Funcionário do BNB é a primeira vítima da Covid-19 nesse setor

 José Jailton de Lima Nunes era natural de Patu (Foto: Sindicato)

José Jailton de Lima Nunes era natural de Patu (Foto: Sindicato)

A Covid-19 fez sua primeira vítima fatal entre os bancários de Mossoró e região, mais precisamente em Assu. José Jailton de Lima Nunes, 43, que ocupava a função de Tesouraria e Célula de Serviços na agência do Banco do Nordeste, é o nome desse registro.

Jailton faleceu no domingo (18), por volta das 8 horas e 30 minutos, por complicações cardíacas e renais em decorrência da doença.

Ele estava internado há 14 dias no Hospital Wilson Rosado (HWR), na cidade de Mossoró, e, no decorrer do período precisou ser intubado.

Ele ra natural de Patu, trabalhava no BNB há 14 anos e estava lotado em Assu desde 2019.

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região (SINTEC) solidarizou-se com os familiares e colegas de trabalho de Jailton Nunes.

Com informações do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região.

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Categoria(s): Gerais / Saúde
segunda-feira - 19/04/2021 - 09:24h
Grande perda

Professor do Colégio Diocesano, de 32 anos, é vítima da Covid-19

Tiago Fernandes estava internado há cerca de 10 dias no Hospital São Luiz (Foto: Web)

Tiago Fernandes estava internado há cerca de 10 dias no Hospital São Luiz (Foto: Web)

Do Blog Saulo Vale

Faleceu nesta segunda-feira (19), o educador físico Tiago Fernandes, de 32 anos, vítima da Covid-19.

Tiago era professor de Educação Física do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

Estava intubado no Hospital São Luiz há mais de 10 dias.

Descanse em paz.

Nota do Blog Carlos Santos – Tão jovem, uma vida enorme e produtiva pela frente.

Que desfalque enorme para familiares, amigos, alunos, companheiros de trabalho.

Lamentável.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 19/04/2021 - 08:40h
Covid-19

Prefeitura vacina 1.800 pessoas com 60 anos ou mais no fim de semana

PMM recebeu vacinas na sexta-feira (Foto: PMM)

PMM recebeu vacinas na sexta-feira (Foto: PMM)

A campanha Mossoró Vacina cumpriu neste fim de semana mais uma etapa de imunização contra a Covid-19. O Município recebeu na sexta-feira (16) 7.885 doses das vacinas Astrazeneca/Oxford e Butantan/Coronavac, garantindo a continuidade da campanha.

Neste fim de semana, foi o início da imunização dos idosos de 60 anos ou mais. Para atender esse público, a Prefeitura de Mossoró contou mais uma vez com o funcionamento de 10 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana e o empenho das equipes da Secretaria de Saúde e de voluntários.

Pelos números levantados pela Coordenação de Imunização, a maior procura foi no sábado (17), quando 1.292 doses foram aplicadas. No domingo (18), foram 508, totalizando 1.800 doses aplicadas no fim de semana.

Zona rural

De acordo com o coordenador de imunizações do Município, Etevaldo Lima, o número de doses a serem aplicadas para o público alvo dessa etapa deve aumentar a partir desta segunda-feira (19), quando a ação chega à zona rural.

“As Unidades Básicas da zona rural receberão nesta segunda-feira as doses para aplicação da população dessa faixa etária. Aqueles que não vieram para a zona urbana neste fim de semana, serão imunizados em suas comunidades, aumentando assim o alcance da vacinação do grupo dessa faixa etária”, informou Etevaldo Lima.

A vacinação para aquelas pessoas com 60 anos ou mais continua nas UBS’s da zona urbana. Quem não pôde se vacinar neste fim de semana, deve procurar a Unidade Básica de Saúde do seu bairro para ser imunizado. O mesmo vale para o público das faixas etárias já contemplado com a primeira dose e que não retornou ainda para a segunda dose.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

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domingo - 18/04/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“O orgulho se preocupa com QUEM está certo. A humildade se preocupa com O QUE é certo.”

Ezra Taft Benson

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domingo - 18/04/2021 - 23:26h
Estadual 2021

América passa pelo ABC com gol de Wallace Pernambucano

Do Globo Esporte

O América-RN levou a melhor sobre o ABC no primeiro Clássico Rei de 2021. Na Arena das Dunas, o Alvirrubro só precisou de uma bola para matar o jogo deste domingo.

Wallace Pernambucano marcou logo aos três minutos e garantiu a vitória por 1 a 0.

Com o resultado, a equipe de Evaristo Piza igualou o líder Globo FC na tabela do primeiro turno.

Como ficam?

Com 13 pontos, o América ocupa a segunda posição, atrás do Globo no saldo de gols (7 a 4). O ABC, que conheceu a primeira derrota no estadual, está na terceira colocação, com sete pontos, mas com dois jogos a menos que o rival.

Próximos jogos

O ABC enfrenta o Potiguar na quarta-feira, e o Santa Cruz de Natal no próximo domingo. Os dois jogos serão realizados no Frasqueirão. Se vencer os dois confrontos, a depender do saldo de gols, poderá assumir a liderança ou, pelo menos, a segunda posição.

Hoje, o Alvinegro tem dois gols de saldo.

O América agora aguarda a última rodada do turno, prevista para o dia 28, quando recebe o Potiguar, novamente na Arena das Dunas.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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domingo - 18/04/2021 - 21:56h
Covid-19

Senador quer CPI investigando governadores e prefeitos com rigor

Girão quer rigor (Foto: Twitter)

Girão quer rigor (Foto: Twitter)

O Antagonista

Como mostramos, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), tentará furar o acordo entre a maioria dos integrantes da CPI da Covid para tentar disputar a presidência da comissão com Omar Aziz (PSD-AM).

O parlamentar, que rejeita ser chamado de “bolsonarista” e prefere se declarar “independente”, disse a O Antagonista que a comissão precisa ter “isenção” para investigar não apenas o governo federal, mas também estados e municípios.

Se a sociedade não reagir, a CPI vai blindar governadores e prefeitos que receberam bilhões. O comando da Comissão precisa ter isenção e ser independente para investigar governo federal, estados e municípios. Caso contrário, haverá flagrante suspeição e conflitos de interesses, inclusive político-eleitoreiros, o que seria uma covardia com o povo brasileiro que tem expectativa de que a CPI seja justa e busque a verdade, não apenas uma parte dela.”

Nota do Blog – O senador está corretíssimo. De cima para baixo.

Difícil é acreditar que haverá rigor em investigação de filhos por seus pais senadores. Governador Renan Filho (MDB-AL), rebento do senador Renan Calheiros (MDB-AL); governador Helder Barbalho (MDB-PA), bambino do senador Jáder Barbalho (MDB-PA), por exemplo.

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domingo - 18/04/2021 - 16:14h
Caso rumoroso

Entidades se solidarizam com auditora fiscal presa no RN

Alyne está presa e movimento pede liberdade dela (Foto: divulgação)

Alyne está presa e movimento pede liberdade dela (Foto: divulgação)

O rumoroso caso da prisão da auditora fiscal do Estado do RN, Alyne de Oliveira Bautista, ganha repercussão que não para de crescer. O fato ocorreu no último dia 14 de abril, por decisão judicial, mesmo sem ela ter qualquer condenação transitada em julgado,

Várias entidades ligadas ao fisco estão se solidarizando com ela. A sua prisão não está relacionada a qualquer conduta de improbidade administrativa no exercício de sua função de auditora fiscal.

Alyne denunciou supostas irregularidades envolvendo a compra de livros pelo Governo do RN (veja AQUI). Seriam R$ 4 milhões em livros, sem licitação, voltados para a promoção de cidadania entre jovens, efetuada pela secretaria de Educação do Estado. Duas compras teriam sido realizadas pelo governo de Robinson Faria (PSD), uma pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC), e uma última na gestão da atual governadora Fátima Bezerra (PT), também via Secretaria de Educação.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) chegou a suspender o contrato (veja AQUI), que envolveria o  Centro Brasileiro de Educação e Cidadania (CEBEC), controlados pelo juiz Jarbas Bezerra e a advogada Lígia Limeira.

Veja abaixo Nota de Solidariedade de entidades ligadas a pessoal do fisco:

NOTA DE SOLIDARIEDADE

Não tenho em mim muitos desgostos
posso ter falhado em tudo
mas ainda não estou completamente vencida
porque só uma verdade me interessa
Ana de Santana

O SINDIFERN – Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual do Rio Grande do Norte, a ASFARN – Associação dos Auditores Fiscais do RN, a FEBRAFITE – Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais e a FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, manifestam solidariedade à colega auditora fiscal Alyne de Oliveira Bautista, presa desde o dia 14 de abril por decisão judicial, mesmo sem condenação transitada em julgado.

Alyne é servidora pública estadual há 22 anos, tem uma ficha funcional limpa, jamais foi penalizada nem mesmo com uma advertência funcional, não tem ligações com o crime organizado, nunca foi condenada em quaisquer ações judiciais ao longo de sua vida, tem residência e local de trabalho fixos, e sempre pautou sua vida funcional e de cidadã pela civilidade e pelo cumprimento da lei.

A sua prisão não está relacionada a qualquer conduta de improbidade administrativa no exercício de sua função de Auditora Fiscal e, ao que tudo indica, é consequência de um desenrolar de fatos a partir de uma denúncia feita por ela em 2019 e acatada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), que resultou na suspensão de um contrato entre o Governo do Estado e uma empresa fornecedora de serviços.

A defesa impetrou um pedido de Habeas Corpus e o Fisco Estadual brasileiro aguarda serenamente o pronunciamento do Poder Judiciário norte-rio-grandense sobre o pedido de liberdade para Alyne Bautista, para que ela volte ao seu lar e possa continuar a sua vida de forma justa e honrada, como cidadã e servidora pública estadual.

SINDIFERN – Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual do RN
ASFARN – Associação dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte
FEBRAFITE – Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais
FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital.

Nota do Blog – Tudo muito estranho. Depois nossa página vai dissecar o assunto. Aguarde.

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domingo - 18/04/2021 - 15:18h
Vacina

Estou na fila

Cadastro de vacina de Carlos Santos - 18 de Abril de 2021Estou devidamente cadastrado para ser vacinado contra a Covid-19.

Acredito na ciência, sou fã e defensor do Sistema Único de Saúde (SUS), tomo cuidados para zelar por minha vida e por respeito à humanidade.

Tenho fé e não sou estúpido.

Amém!

Cadastre-se para a vacinação clicando AQUI.

* Nesse domingo (18) fiz meu cadastramento com uso de um smartphone. É um processo rápido, direto e muito claro.

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Categoria(s): Saúde
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domingo - 18/04/2021 - 12:30h

Velhos tempos, belos dias…

Turma do fundão, sala de aula, ilustração de sala de aulaPor Odemirton Filho 

Segundo os mais experientes a vida passa rápido, os dias correm depressa. E é verdade. Muitos fatos aconteceram e pessoas passaram por nós durante toda a nossa vida.

Quando olhamos para trás nem percebemos. O danado do tempo escapou das nossas mãos. Foi impossível segurá-lo. Por isso, como se diz, devemos aproveitar cada dia, cada instante.

Aqui ou acolá voltamos ao junho das nossas vidas. Temos saudade dos nossos avós, da escola, dos amigos. De brincar na rua. De apertar a campainha das casas e sair correndo. De sentar na calçada pra jogar conversa fora, sem medo de dois “caras” se aproximando numa moto.

Enfim, saudade das traquinagens da infância.

Quem não deu trabalho para acordar cedo e ir ao colégio? A mãe precisava chamar várias vezes para tomar o café com leite, não dava nem tempo passar a manteiga no pão. E ainda existiam os sabidos, apenas molhavam o cabelo e não tomavam banho.

NA ESCOLA HAVIA A TURMA DO FUNDÃO da sala. Eram craques na arte da “cola”. Os mais certinhos chegavam cedo para sentarem nas carteiras da frente e eram os queridinhos dos professores.

E a juventude? Quem não fez uma cota entre os amigos para comprar uma bebida? Reuniu a galera em um único carro e dividiu a gasolina? E o namoro na calçada com as cadeiras uma de frente para a outra?

Sim, a infância era doce. A juventude tinha os seus arroubos e a maturidade, apesar dos pesares, é encantadora. É certo que vivemos tempos difíceis, de dor e lágrimas, mas como é bom viver.

No decorrer da vida perdemos tantas pessoas queridas. Se pudéssemos revê-las, ficar só um pouquinho ao lado delas, já mataria a saudade, né não?

Pois é. A vida são saudades. Saudade de alguém ou de algum lugar. Se eu pudesse visitaria o passado e lá ficaria um tiquinho de tempo revivendo alguns momentos.

Como diz a letra de uma linda canção: “Velhos tempos, belos dias…”

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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domingo - 18/04/2021 - 11:20h

Haja água, haja água!!!

Por Paulo Menezes

O fato ocorreu no ano de 1985. Tempo de chuva intensa em todo nordeste, muito acima da média histórica. Em Mossoró não foi diferente. A zona ribeirinha totalmente alagada, desalojando e desabrigando grande parte da população mossoroense.

Os bairros ilha de Santa Luzia e  grande Alto de São Manoel ficaram isolados da cidade. Os munícipes em sua totalidade estavam apreensivos com notícias dando conta de mais chuvas no Alto Oeste, que desaguariam no leito já comprometido do rio Apodi/Mossoró.

Enchente de 1985 em Mossoró - Bradesco, Rua Santos Dumont com Vicente Saboia, CentroO comércio do centro da cidade, com suas portas fechadas, causavam aos comerciantes muitas preocupações e grandes prejuízos.

Na época, eu era funcionário do Banco do Nordeste com função de chefia, responsável pela tesouraria da agência. Com a elevação considerável do nível do rio, a unidade bancária foi totalmente inundada.

Tivemos então que transferir todo o dinheiro existente na caixa-forte, em malotes, para o Banco do Brasil. A canoa foi o transporte utilizado para levar o numerário de uma para a outra agência.

As chuvas, tão desejadas e esperadas pelo sertanejo, foram naquela quadra invernosa motivo de aflição para todos os habitantes da terra de Santa Luzia.  Com apenas uma exceção: no percurso fluvial conduzindo o dinheiro entre os estabelecimentos de crédito, em meio à tragédia, surgiu o cômico.

NAVEGANDO NA CORRENTEZA DO RIO, deitado numa câmara de ar, imensa, girando em torno de si mesmo, aparece a figura folclórica de João Fernandes. Comerciante muito querido, de grande conceito na cidade, muito equilibrado nas finanças, mas como já descrito por esse escrevinhador de província, em outros relatos (veja AQUI), muito presepeiro quando em farras semanais.

Ao cruzar com nossa embarcação, tomando uns goles de cachaça na boca da garrafa, só vivo, olhos já bastante vermelhos, nos fitando com um largo sorriso e indiferente à calamidade, João repetia sem parar:

– Haja água, haja água…

De repente, o que era uma travessia tensa, por motivos óbvios, acabou se transformando numa viagem divertida.

– Haja água, haja água!!

Paulo Menezes é meliponicultor e cronista

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 18/04/2021 - 10:12h

A partida de uma mãe

Por Lúcia Rocha

Quem disse que perder a mãe dói, falta com a verdade, pois é uma dor sobre-humana, imensurável. Mas, infelizmente, chega a hora delas e, com a minha, não foi diferente.

Deus me deu a oportunidade de estar com ela em seus últimos momentos com vida aqui na terra.

Professora Inalda Cabral é um nome importante da educação de Mossoró (Foto: Paulo Eduardo)

Professora Inalda Cabral é um nome importante da educação de Mossoró (Foto: Paulo Eduardo)

Naquele dia, ela não leu, não abriu nenhum livro e não pegou no jornal, pela primeira vez, respirou com a ajuda de um cilindro de oxigênio, que há muito fazia parte da decoração do quarto. Havia broncoaspirado na noite anterior, porque tinha dificuldade de deglutir, comum a idosos.

Se é difícil perder pessoas próximas, então, perder alguém tão próximo, como a mãe, somente Deus para consolar.

Quem diria que eu estaria cuidando dela… Passava um pouco das 21 horas e todas as luzes já apagadas para dormir. Em nove minutos, deixou de respirar e o coração parou.

Assistir os minutos finais de uma pessoa que viveu para plantar, para construir pontes, uma dor forte invade o coração sem pedir licença. Embora as palavras não apaguem o sofrimento que a gente sente, cantei um louvor e assim ela se foi.

Eu sabia que minha mãe não era eterna, um dia iria embora. Aconteceu numa hora em que eu estava ao seu lado, a tempo de avisar os outros filhos, que chegaram quando ela nos deixava.

Dona Inalda foi com a certeza da salvação, foi com sua fé.

Ficamos gratos por Deus por Ele ter vindo pegá-la em casa, sem dor, sem sofrimento, longe de ambiente hospitalar, junto aos seus e à Francisca Lucycleide, uma das técnicas que a acompanhava, justo a que mais tempo esteve com ela, participou da intimidade e da rotina de nosso lar, há pouco mais de três anos.

Quem diz da dor de perder uma mãe, esconde o quão grande é o sofrimento, a dor, o sentimento de perda. A gente vê de outra forma quando é com nossa mãe.

Temos que buscar força em tudo o que aprendemos com ela. A força maior vem de Deus, mas o exemplo que nossa mãe deixou para a gente é de uma mulher muito forte e guerreira. A única vez que a vi chorar foi no velório da sua mãe.

Uma mãe que, confiando, não desistiu nunca, apesar das circunstâncias.

ELA SE FOI CALMA, TRANQUILA, sem um adeus, como se dissesse “Não fiquem desesperados, chegou minha hora, porque sei que estou com Deus”. E foi com a fé dela, louca para reencontrar Luzia, a primogênita, que faleceu aos cinco anos de idade, prometendo guardar um bom lugar para a mãe. Mamãe nunca esqueceu essa filha, vivia com sua foto e não havia um dia em que não falasse em Luzia, uma de suas paixões.

Eu e meus irmãos agradecemos a Deus por tê-la como mãe. Ela já passou por tanta coisa nessa vida. A gente se identifica tanto com a vida dela, que estamos sendo fortes, não podemos nos dar ao luxo de deixar uma depressão ou mesmo ansiedade nos derrubar.

Toda vez que vem sua lembrança, lembro e canto as músicas que cantava conosco desde criança, do padre Zezinho e, mais recentemente, do Padre Alessandro Campos, além dos hinos da harpa cristã.

A fé e força da nossa mãe é exemplo para todos que a conheceram.

A gente precisa continuar firme e forte, com Deus à frente dos nossos projetos, para o coração se acalmar mais.

Ficam algumas perguntas: se faltou dizer algo, se faltou fazer algo, se isso, se aquilo. A certeza do dever cumprido nos sustenta.

Inalda, leitora voraz (Foto: da família)

Inalda, leitora voraz (Foto: da família)

Fico imaginando que a dor de quem abandona uma mãe ou pai deve ser terrível, no momento da perda.

Em tempo de pandemia, não foi difícil esconder a informação do que estava acontecendo. Os cuidados foram redobrados com os filhos e netos, para evitar que se contaminasse porque fazia parte da rotina receber profissionais como fonoaudióloga, fisioterapeuta, enfermeira, assistente social, dentista, nutricionista que sempre fizeram uso de máscaras e usavam álcool gel quando adentravam a casa, o que contribuiu para ela não perceber nada.

Na televisão, só assistia canais com programação cristã.

Agradecemos ao Senhor por nossa mãe ter tido direito a velório, a despedida, onde recebemos amigos e familiares, embora não pudéssemos abraçar ou ser abraçados. Um velório diferente, com testemunhos e passagens engraçadas, por parte de familiares e de pessoas que ela fez a diferença em suas vidas.

Felizmente, as memórias, ao contrário da vida, não nos podem ser roubadas. É nelas que encontramos motivação para continuar, mas é Deus que conforta nossos corações.

Chegou a sua hora e ela foi com Deus.

Para quem tem fé, a vida é eterna, nunca tem fim.

Lúcia Rocha é jornalista e escritora

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Categoria(s): Artigo / Educação
domingo - 18/04/2021 - 09:38h

‘J´accuse’ o seu mal ao desenvolvimento da humanidade (Covid-19)

Por Marcos Araújo

Com muita raiva e indignação, o escritor francês Émile Zola escreveu um artigo no jornal L´Aurore, em 13 de janeiro de 1898, com o título “J´accuse” (Eu acuso).  O artigo era uma carta ao presidente da República Félix Faure, em defesa de Dreyfus.

Sem a habilidade de Zola, escrevo este rabisco a Deus, o Senhor do Tempo, para acusar o Senhor do Mal, o espectro da morte, o Mr. Hell chamado Covid-19, pelo malefício insanável causado principalmente à educação e à cultura, reconhecidamente os melhores agentes do desenvolvimento social humanitário.Montanha, no topo, vitória, êxito, sucesso, não desistir, persistência

Ao Criador, que controla a ação dos elementos da natureza e tem a ampulheta das horas em suas mãos, quero denunciar este desalmado ladrão do saber comunitário e assassino inconfessável do sentimento criativo das pessoas, pelo empobrecimento educacional, cultural, político-social, humanístico, religioso e sentimental de todo o planeta.

Assim como Zola, “Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice” (Meu dever é de falar, não quero ser cúmplice), eu acuso você, Covid-19, não só pelo morticínio dos seres humanos, mas pelo silêncio obsequioso e apagão intelectual que tem causado nos educadores, artistas, escritores, líderes sociais e religiosos.

Comecemos pelo prejuízo causado à educação…É incontestável o valor social e político da educação.  Emile Durkhein dizia no início do século XX que somente a educação implanta valores nos homens, formando princípios exteriores à sua própria vontade. Por isso, Edgar Morin gostava de repetir aos seus alunos nas calçadas da Écoele des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris: “O saber não nos torna melhores, nem mais felizes. Mas, a educação pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, a nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas”.

Educadores dizem que 2020 foi um ano perdido. E 2021 já está em vias de perdição. A formação educacional por mediação tecnológica longe de despontar como solução, tem sido um retumbante fracasso. Seja pelas desigualdades sociais que impedem a transmissão do conhecimento, porque não são todos os domicílios e famílias brasileiras que têm suporte para aulas por mediação tecnológica em casa, seja pela má qualidade no processo ensino-aprendizagem.

Se a educação tem um valor político (como defende Henry Peter com essa citação: “A educação faz um povo fácil de ser liderado, mas difícil de ser dirigido; fácil de ser governado, mas impossível de ser escravizado“), recrudescemos no nosso nível de consciência cidadã, capacitad os para pensar que fomos neste último ano apenas pelos rumores das redes sociais.

No campo cultural, também vivemos um período de “apagão”. Pesquisas demonstram que livros, peças teatrais, roteiros cinematográficos e outras produções do gênero, sofreram redução de publicação, ensaio e execução em quase 70% (setenta por cento). Tomados pelo pavor, escasseia a criatividade das autoras/es e animadores culturais, daí a risível – ou quase inexistente – produtividade setorial.

A humanidade não está “morrendo” somente por causas respiratórias, mais, muito mais, por causas “inspiratórias”; falta inspiração para viver, escrever, ler, criar, pensar, falar… Estamos letargicamente paralisados pelo medo. Vivemos dois lockdowns muito danosos à evolução humana: o educacional e o cultural.

Albert Schweitzer, um médico alemão que largou a riqueza para fundar hospitais no Gabão, na África Central, no seio da pobreza, costumava dizer que “A tragédia não é quando um homem morre. A tragédia é o que morre dentro de um homem quando ele está vivo.”

NÃO DEVEMOS “MORRER” POR ANTECIPAÇÃO.  É preciso resistir bravamente! Por isso, conclamo: vamos ao campo de batalha em favor da vida! Uma epígrafe machadiana motiva a lutar: “Que é a vida? Uma batalha, Tiro ao longe, espada à cinta; para os barbeiros, navalha; para os escritores, tinta.”  É preciso que o povo da literatura “carregue nas tintas”, para demonstrarem que estão vivos.

Para quem tem ideal, a morte não chega cedo. Fernando Pessoa poetisa sobre a morte que se antecipa aos sonhos: “O amor foi começado, O ideal não acabou, e quem tenha alcançado, Não sabe o que alcançou.”

É mais do que preciso ressuscitar uma ética de vida e rejeitar veemente a replicação da cultura da morte, senão, restará somente o caos a enterrar as nossas últimas quimeras. Devemos sonhar e esperançar que tudo logo passará! O resgate dos valores humanos, o estimulo à educação e o retorno urgente às atividades criativas e culturais é o nosso grande desafio, pois estes promovem a verdadeira prosperidade e a felicidade no ser humano.

A Deus, clamo para que, caso venha a nos faltar a beleza da saúde, que sejamos confortados com a graça da fé. Dê-nos a esperança de dias melhores, para a educação e para a cultura, ânimo aos professores e aos agentes culturais, para que continuem manifestando em seus eflúvios espirituais, a criação e a formação que nos alimenta a alma e que traz causa para as nossas alegrias.

A sociedade nos precedeu e sobreviverá a nós. Nossas vidas não são mais que episódios em sua marcha majestosa pelo tempo. Você não nos vencerá, Senhora Covid-19!

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo / Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 18/04/2021 - 08:46h

Os domingos

Por Marcos Ferreira

Enfim, apesar de uma semana tétrica e medonha, chegou o domingo. Coisa totalmente óbvia e inevitável, haja ou não pandemia. Portanto, prezado leitor e caríssima leitora, sem que eu me sinta obrigado a lhes apresentar justificativa, eis o meu dia favorito, ainda mais neste início de manhã, em meio à fragrância do café (que evapora com estrépito da cafeteira) e a uma playlist municiada com seis horas de blues.

Ao fundo, não menos agradável, há o trinado de pássaros de vários tipos na frondosa mangueira no quintal de uma residência por trás da minha.Café, caneca com café,

Além do blues, aprecio outros gêneros de música não muito populares, os quais não cito para que não soe esnobe. Só não tolero, por mais que digam que gosto não se discute (de mau gosto, no caso), esse dilúvio de excrementos sonoros da moda. Com especial repulsa ao forró pornográfico tão encontrável nos palcos deste país e ao sertanejo high-tech cheio de absoluto vazio.

Salvo exceções, felizmente há exceções, tudo bobajada, pieguice oca, melosidade enjoativa, chulice difundida aos quatro ventos. Uma indústria de berrantes e cuspidores de microfones que fatura alto à custa da indigência cultural do grande público ouvinte. Que falta nos faz um Luiz Gonzaga, um Dominguinhos ou uma dupla como Tonico e Tinoco.

Desculpem-me a rudeza, prezado leitor e caríssima leitora. Às vezes, ou quase sempre, certas coisas dessa ordem me dão nos nervos, desafiando os meus comprimidinhos estabilizantes do humor. Não é toda hora que os psicofármacos seguram as pontas, ou as rédeas, como acharem melhor. Bom, continuemos a falar sobre o domingo, que é o protagonista e a motivação desta crônica um tanto desgovernada, malnascida.

Costumo perder a unidade, o rumo, o foco. Dirceu Lopes, meu competente psiquiatra, é quem melhor lhes explicaria o que nem mesmo o senhor Sigmund Freud saberia explicar. Mas nem tudo se explica ou carece ser explicado.

Permitam-me, por gentileza, uma última consideração, um alegórico palpite sobre música. Em conúbio com a literatura, a música é um dos meus deleites. O célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, precocemente morto com trinta e cinco anos de idade, afirmou que a poesia é a filha obediente da música. Ouso dizer, sem modéstia, que sou um filho obediente de ambas. Há também a sétima arte, da qual não abro mão e estou sempre na plateia.

Pois bem, retomemos o assunto do domingo. Antes que o respeitável leitor e a caríssima leitora me deixem falando sozinho.

O DOMINGO, AO MENOS PARA MIM, é um bocejo de vinte e quatro horas. É o dia consagrado a não se fazer outra coisa exceto café e a prática do ócio criativo. É aí, puxando a brasa para a minha sardinha, que entra o exercício da escrita, da leitura, da criação artística de um modo geral. Nada de lavar roupa, cortar grama, limpar a casa, varrer quintal, sacudir tapetes, bater capachos, ir a supermercado, fazer a barba, limpar fogão nem cozinhar.

Um dia só a expensas da geladeira não mata ninguém. Digo isto, sobretudo, no tocante a mim mesmo, posto que moro sozinho há catorze anos. Mas, se o seu estômago é do tipo inconciliável, pode-se recorrer a um serviço de delivery da sua escolha. Existem para todos os bolsos e paladares. Julgo oportuno que até o sexo seja rolado para os dias com feiras ou para os sábados.

Quanto ao ócio criativo, prezado leitor e distinta leitora, nem precisa ser tão criativo assim. Porque a única regra a ser seguida num dia de domingo, segundo minha filosofia antissocial, é não estar obrigado a fazer coisa alguma. Você pode apenas ficar no bem-bom, estendido numa rede ou sofá curtindo um filme bacana na plataforma de streaming que porventura possua, livre de compromissos, coçando o saco (esta última dica não se destina à nobre leitora, evidentemente) ou dando um passeio pelos sites e blogues, jornais e revistas eletrônicos do estado.

Podemos, por exemplo, abrir o notebook, navegar pelo celular, como lhes aprouver, e conferir a Revista Papangu, os blogues do Carlos Santos, do Bruno Barreto, o caderno de cultura do jornal O Mossoroense, o portal Oeste em Pauta, entre outros endereços internéticos. Nesses espaços, mormente aos domingos, sempre encontramos as belas páginas dos cronistas Odemirton Filho, Honório de Medeiros e François Silvestre, estes no blogue do Carlos Santos.

Na Papangu, além das matérias culturais, deparamos com bons artigos, contos e crônicas de Ana Cadengue, Túlio Ratto, Clauder Arcanjo, David Leite e demais colaboradores.

Os dias de domingo na imprensa local, especialmente quando o mestre Dorian Jorge Freire estava em cena com sua coluna na extinta Gazeta do Oeste, mantêm um forte traço literário. O caderno Universo, do jornal O Mossoroense, cuja editoria de cultura esteve sob minha responsabilidade durante três anos, era uma vitrine de poetas e prosadores de Mossoró e região.

Tínhamos ali colaboradores semanais como Líria Nogueira Alvino, Kalliane Amorim, Cid Augusto, Caio César Muniz, Geraldo Maia, Kydelmir Dantas, Antônio Alvino, Margareth Freire, Rubens Coelho, Agnaldo Andrade, Ricarte Balbino e Francisco Nolasco.

Guardemos os domingos, prezado leitor e simpática leitora, para as coisas informais, livres de cabrestos ou agenda. Aproveitem para usar a roupa mais velhinha e confortável que possuam. Gastem alguns minutos ouvindo um pouco de boa música, lendo passagens de um bom livro — poemas, romance, contos ou crônicas. E quando isto lhes fatigar, deixem a preguiça entrar em campo.

Afinal de contas hoje é domingo, único dia em que ninguém deveria estar sujeito a nenhuma forma de labuta. Muito menos afazeres domésticos histórica e injustamente impostos às mulheres, enquanto a maioria dos marmanjos assiste a futebol na TV.

Ao contrário de mim, o passaredo na mangueira da residência aos fundos da minha está inspiradíssimo. Dá gosto ouvir essas criaturinhas canoras. Peço licença a B.B. King e baixo o volume do som. Apuro o ouvido e desconfio de que um bem-te-vi e um sabiá disputam a minha atenção ocultos entre a folhagem da grande árvore.

Abandono esta página sem brilho e vou ao quintal prestigiar esses compositores alados, sem pagar ingresso, bebericando uma caneca de café.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 18/04/2021 - 04:30h
Lô Borges

Letra e Música – 218 – (Paisagem da Janela)

Paisagem da Janela tem letra de Fernando Brant e melodia de Lô Borges.

Numa entrevista à Folha de São Paulo em 2002, Brant explicou a essência poética do que escreveu. Segundo ele, ainda morava com seus pais em Belo Horizonte, quando veio a inspiração.

Do quarto, espiando da janela, ele via um mundo cheio de coisas e personagens reais, produzidos por sua imaginação e de experiências de sua própria vida.

Lô Borges (que canta no vídeo) com sua musicalidade deu à poesia a melodia perfeita. Em espetáculo gravado no Circo Voador no Rio de Janeiro em 2018, a música foi incluída na lista de sucessos. Ela faz parte do DVD “Tênis + Clube – Ao Vivo no Circo Voador”.

No palco, Lô Borges: voz, violão, guitarra e caxixi Pablo Castro: voz, piano, violões, guitarra e vocais Gui de Marco: guitarras, violões, percussão e vocais Paulim Sartori: contrabaixo, bandolim, percussão e vocais D’Artagnan Oliveira: bateria, percussão e vocais Dan Oliveira: guitarras, violões, percussão e vocais Alê Fonseca: teclados e programações.

Paisagem na Janela

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal

Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu apenas era

Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical

Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quer acreditar
Mas isso tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar.

Veja AQUI a relação de 218 postagens da série Letra e Música.

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Categoria(s): Letra e Música
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