segunda-feira - 06/09/2021 - 15:18h
7 de Setembro

Um dia de Brasil

Pelo visto teremos um 7 de Setembro bastante animado.

Dia para defesa da democracia, ode à soberania nacional, louvação à independência e harmonia entre os poderes, oportunidade para apoio à liberdade de expressão e imprensa.

Dia de Brasil.

Estou dentro.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
segunda-feira - 06/09/2021 - 14:24h
Pesquisa

Prefeitos de Mossoró e Pau dos Ferros são campeões de aprovação

O Blog do BG divulgou nessa segunda-feira (6) pesquisa administrativo-eleitoral de amplitude estadual. O trabalho foi realizado pelo Instituto Agorasei. A sondagem avaliação gestões, por exemplo, de vários municípios potiguares.

Os destaques ficam para os prefeitos de Mossoró e Pau dos Ferros, respectivamente Allyson Bezerra (Solidariedade) e Marianna Almeida (PSD). Ele alcançou a marca de 76,7% de aprovação e apenas 13,5% de reprovação; ela, com 76,5% de aprovação, mas com 20,6% de reprovação e 2,9% não sabem.

Allyson Bezerra (Solidariedade) – MossoróPesquisa Agorasei - Blog do BG - Governo Allyson Bezerra aprovado - 06-09-21

Marianna Almeida – Pau dos FerrosPesqusa Agorasei - Blog do BG - Aprovação de Marianna Almeida de Pau dos Ferros - 06-09-21Álvaro Dias (PSDB) – NatalPesquisa Agorasei - Blog do BG - Álvaro Dias - Aprovado - 06-09-21

Dr. Tadeu (PSDB) – CaicóPesquisa Agora Sei - Blog do BG - 06-09-21 - Dr. Tadeu - Aprovado - Caicó

Gustavo Soares (PL) – Assu
Pesquisa Agorasei - Blog do BG - Gustavo Soares prefeito de Assu - aprovado - 06-09-21

Rosano Taveira (Republicanos) – ParnamirimPesquisa Agorasei - Blog do BG - Rosano Taveira de Parnamirim aprovado - 06-09-21Ainda tivemos em São Gonçalo do Amarante, o prefeito Paulo Emídio (PROS) com 64,7% de aprovação e 20,6% de desaprovação, além de 14,7% não sabem.

Em Ceará-Mirim, Júlio César Câmara (PSD) soma aprovação com índice de 66% e 14% de reprovação. Já 20% não sabem.

Para a realização do estudo, o instituto AgoraSei! entrevistou 1800 eleitores de todas as regiões do estado entre os dias 28 e 31 de agosto. Os resultados foram calculados com intervalo de confiança de 95% e com margem de erro de de 2,3% para mais ou para menos.

Nota do Blog – No último dia 30 essa página publicou a postagem sob o título Três jovens prefeitos e uma eleição de forte influência, citando justamente Allyson Bezerra, Marianna Almeida e Dr. Tadeu como nomes em projeção na política potiguar. Destacamos que eles poderão ter importante peso além dos limites dos entes municipais. A pesquisa bate com o que assinalamos.

Depois faremos material analítico.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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segunda-feira - 06/09/2021 - 09:10h
Fortalecimento

Dois partidos planejam fusão para as próximas eleições

Partido político, fusão, incorporaçãoA chamada “Grande Imprensa” dá como certa a fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). Como o Senado deve botar freio na ressuscitação das coligações proporcionais, as duas siglas pensam em criar um partido forte.

O PSL tem 53 deputados federais e foi a legenda escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro ser eleito em 2018. Entretanto, ele logo a deixou para trás. O partido é a maior bancada da Câmara Federal, ao lado do PT.

Mas, é provável que pelo menos a metade dos deputados siga Bolsonaro em sua futura escolha partidária.

Quanto ao DEM, a sigla tem 28 deputados federais e maior capilaridade municipalista do que o PSL, que se somaria aos gordos Fundo Partidário e Fundo Eleitoral do PSL.

Ponto pacífico entre PSL e DEM: Bolsonaro não poderá se filiar.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 06/09/2021 - 08:12h
Política

Rogério Marinho foca no RN para viabilizar candidatura ao Senado

Rogério esteve no Sítio Retiro (São Miguel) nesse domingo, vendo água jorrar de poço perfurado por Governo Federal (Reprodução BCS)

Rogério esteve no Sítio Retiro (São Miguel) nesse domingo, vendo água jorrar de poço perfurado por Governo Federal (Reprodução BCS)

Teoricamente alheio à tensão de pré-7 de Setembro em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Regional e ex-deputado federal Rogério Marinho (sem partido) fez esforço hercúleo no fim de semana, para ganhar mais visibilidade ao Senado.

Da capital ao interior, montado no ministério, andou se apresentando, mostrando serviço, içando promessas e calibrando o próprio nome.

Ele sabe que precisa primeiro se viabilizar no bolsonarismo.

A partir daí, o segundo passo é a disputa em si. Por enquanto, trava um duelo à parte com o também ministro Fábio Faria (PSD) pelo mesmo espaço de candidato ao Senado, com a bandeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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segunda-feira - 06/09/2021 - 06:42h
Economia e tecnologia

Moto elétrica chega ao mercado de Mossoró com grande expectativa

Voltz EVS recebe aporte milionário e chega com planos bem ousados para atrair compradores

Mossoró vai passar a ter uma revendedora da primeira moto elétrica fabricada no pais. A Voltz EVS é um veículo com tecnologia nacional e potência de 3000 watts (pico de 7000 watts), proporcionando velocidade de até 120km/h e autonomia da ordem de 240km.

Moto Voltz EVS tem pré-vendas com enorme procura (Foto: reprodução)

Moto Voltz EVS tem pré-vendas com enorme procura (Foto: reprodução)

No estado, a Organização das Cooperativas do Rio Grande do Norte (OCERN) é sua representante oficial . Em Mossoró, o advogado Alexandre Nóbrega foi escolhido para exclusividade da marca da Voltz Motors (veja AQUI).

O modelo, estilo “street”, como a maioria das motos vendidas no mercado nacional, apresenta-se como a primeira moto “inteligente” do Brasil, destaca reportagem especial publicada no UOL. Controlada por um aplicativo, a Voltz EVS também exibe informações do smartphone na tela TFT do painel digital. Iluminação full-LED e alto-falantes bluetooth completam o pacote futurista do modelo.

A empresa afirma ainda que o monitoramento por nuvem de suas motos elétricas permite localizar facilmente até mesmo a bateria, caso seja ativada. A localização em tempo real também deve baratear o prêmio do seguro dos modelos, aposta a Voltz, que utiliza duas baterias de íons de lítio Samsung, no espaço onde seria o tanque de gasolina.

Pré-venda e investimento milionário

“A gente tem recebido dezenas de pedidos sem que tenhamos feito qualquer divulgação, apenas circulando com um modelo. Daí, até fomos obrigados a apressar logo a pré-venda”, diz Alexandre Nóbrega, citando o WhatsApp para contato (84) 9-9699-555.

Villar: visão de futuro (Foto: divulgação/Estadão)

Villar: visão de futuro (Foto: divulgação/Estadão)

A startup pernambucana de motos elétricas Voltz anunciou em maio desse ano, que recebeu um aporte de R$ 100 milhões em rodada liderada pela Creditas e pelo Grupo Ultra, controladora dos postos Ipiranga, por meio do seu braço de investimentos, o UVC (veja AQUI AQUI).

Dono de uma distribuidora de motopeças em Recife (PE), o pernambucano Renato Villar em 2017 resolveu investir numa alternativa futurista de transporte. Com recursos próprios apostou e acertou em cheio na inovação, que deve ter um boom nos próximos anos.

A produção, hoje feita em Cabo de Santo Agostinho (PE), será transferida para Manaus (AM), onde a planta terá capacidade para produzir  15 mil motos por mês, e a possibilidade de ampliar rapidamente esse volume para 35 mil unidades.

PERFIL

• Preço médio de: R$ 18.750,00
• Função de Marcha Ré. SIM
• 72v 33.6ah (cada uma das duas baterias.
• Ciclo de carga 2000 ciclos com garantia até 1500 ciclos ou 03 anos.
• Tempo de Recarga: 05 horas
• Autonomia de até 240kmm
• Rodas Aro 17
• Pneu Dianteiro120/70-17 tubeless
• Pneu Traseiro140/70-17 tubeless
• Peso Seco 130kg (sem as baterias)
• Dimensões (CxLxA)1900 x 780 x 1040mm
• Entre Eixos 1460 mm
• Capacidade de Carga 200kg
• Farol Dianteiro LED
• Lanterna Traseira LED
• Piscas LED
• USB SIM

• Conexão Bluetooth

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Categoria(s): Economia
segunda-feira - 06/09/2021 - 05:40h
Série D

ABC vence e termina em primeiro; América perde e cai para terceiro

Nesse domingo (05), o ABC encerrou sua participação na primeira fase da Série D do Brasileirão 2021, em seu grupo, vencendo o já desclassificado Treze de Campina Grande-PB. O jogo foi no Estádio Frasqueirão.

O time potiguar entrou em campo classificado em primeiro lugar no grupo A3. Vai à próxima fase fechando mais uma vitória. Venceu o adersário paraibano por 2 x 0.

A vitória começou cedo com o goleiro Ian Guilherme, do Treze, marcando contra. Ferreira fechou o placar no segundo tempo.

Na série de mata-mata que a competição terá a partir de agora, o ABC vai pegar o Retrô de Pernambuco, quarto colocado no grupo A4. O alvinegro local fará segundo jogo no seu estádio.

América

O time do América sofreu uma virada nos minutos finais em Caruaru-PE nesse domingo na Série D, grupo A3 (o mesmo do ABC). Ganhava por 0 x 1, mas terminou perdendo o jogo e caindo de segundo para terceiro lugar na tabela, sendo ultrapasso pelo Campinense de Campina Grande-PB.

Apesar da vitória, o Central já estava eliminado e ficou em sexto lugar, com 15 pontos, enquanto o Mecão manteve-se com 22.

Luiz Henrique fez o gol do América no início da partida. Porém, aos 37 e 39 do segundo tempo, Pedro Maycon fez os gols que levaram o Central à vitória.

Na fase seguinte da Série D o América jogará contra o Itabaiana-SE, fazendo primeiro jogo no Arena das Dunas em Natal e o seguinte no campo do adversário.

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segunda-feira - 06/09/2021 - 04:34h
Imunização

Mossoró Vacina aplica 4.138 doses contra Covid-19 no fim de semana

Vacinação prossegue inclusive no feriado (Foto: Célio Duarte)

Vacinação prossegue inclusive no feriado (Foto: Célio Duarte)

Em Mossoró, a campanha de imunização contra a Covid-19 segue em ritmo acelerado. Servidores e voluntários estiveram vacinando os mossoroenses no Ginásio do Sesi e no Centro de Vacinação instalado no Ginásio Pedro Ciarlini. Foram 4.318 doses de vacinas aplicadas durante este sábado (4) e domingo (5).

Nesta segunda-feira (6), Mossoró inicia a vacinação da 2ª dose da Pfizer e AstraZeneca para os mossoroenses que tomaram a primeira dose até 12 de julho.

Vacinação | sábado (4) e domingo (5).

  • Primeira dose: 324
  • Segunda dose: 3.984
  • Dose única: 10
  • Total de doses aplicadas: 4.318

A campanha Mossoró Vacina segue imunizando os mossoroenses nesta segunda (6) e no feriado nacional da Independência, 7 de setembro.

O Ginásio do Sesi funcionará nesta segunda das 8h às 16h. Na terça-feira (7), a vacinação ocorrerá no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto, das 8h às 16h.

A novidade é a antecipação da segunda dose para quem tomou a D1 há 58 dias ou 8 semanas. Segundo o coordenador de Imunização do município, Etevaldo Lima, a aplicação foi antecipada para conter a variante Delta.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 05/09/2021 - 23:56h

Pensando bem…

“O caminho que sobe e o que desce é o mesmo.”

Heráclito de Éfeso

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domingo - 05/09/2021 - 12:48h

Ode ao dia

Por François Silvestre

As décadas são das crianças/ os anos, dos adultos./

Os meses são dos devedores./ Isso mesmo, somos todos devedores./dia, sol, luminosidade

Não há credores na vida./ Até os ricos, que nada devem aos seus, devem à vida./ E ela cobra./ E a promissória é a quitação da morte./

As semanas são invenções,/ com os atropelos das Segundas/ e as ilusões dos Sábados./ Nada mais que isso./

Sobram os dias./ E quem viveu tão ilusoriamente pouco/ chegando aos Setenta/ só se aboleta na tenda dos dias./ Não mais pra viajar/ ou adiar sonhos,/ apenas e a valer a pena, esperar o nascer de cada sol./

O dia não é só do sol./ É dele e da lua na noite./ Os dois completam o dia./ Ele nasce cedo, frio, e apressadamente esquenta./ Sem sequer esquentar a esperança da demora./ A lua, matreira, tem fases./ Some, novilúnia, após minguar,/ depois cresce, suave,/ e se enche de luminosidade falsa,/ como sói ser falsa toda luminosidade./ Plenilúnio da ilusão./

Sobra a tarde./ O último e único momento honesto do Dia./ O sol descambando no poente,/ o chumbo das nuvens no nascente,/ e a semelhança do ocaso/ com a dívida da vida. Viva o dia!/ O único tempo do calendário/ que dispensa medição do tempo.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Poesia
domingo - 05/09/2021 - 11:32h

7 de Setembro

respeitoPor Inácio Augusto de Almeida 

Engana-se redondamente quem imagina esta manifestação do dia 7 de setembro ser de apoio a determinado grupo político.

Este movimento é um grito de alerta do povo brasileiro a ouvidos insensíveis.

O Brasil já não suporta ver, passivamente, o bate cabeça de poderes que não se respeitam e, por não se respeitarem, perderam o respeito do povo brasileiro.

O Brasil já não suporta tanta fome, desemprego, carga absurda de impostos, privilégios descabidos, corrupção e impunidade.

O Brasil vai mostrar a sua cara neste 7 de setembro, inundando ruas e avenidas, para clamar:

CHEGA!

Os que têm ouvidos, que ouçam. E não façam como Maria Antonieta.

A história recente do país nos deixou um legado de dor e sofrimento. Os fatos ainda presentes na memória das gerações que vivenciaram aqueles anos gritam que tudo aconteceu porque viver na anarquia é impossível.

Lágrimas ainda rolam em muitos corações, mas a desestruturação social vigente à época, causadora da miséria e do atraso, exigiu o remédio amargo.

O povo, na sua sabedoria, grita ainda existir tempo de tudo corrigir e evitar tanta dor e sofrimento.

A mensagem é clara.

Do jeito que está não continua.

Não pode e não vai continuar.

Viver na miséria num país rico é revoltante. E esta revolta se agiganta quando se sabe que a fome existe por conta da impunidade.

Todos os brasileiros sabem que os seus direitos não são respeitados.

Por ter consciência desta falta de respeito é que dia 7 de setembro estará nas ruas.

RESPEITEM O POVO BRASILEIRO.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 05/09/2021 - 10:42h

Maisa, história de exuberância no campo e um fim que deu frutos

Por Josivan Barbosa

Durante a semana conversei demoradamente com um ex-agrônomo da antiga Maisa (Mossoró Agro Industrial Sociedade Anônima). Lembramos das grandes áreas de maracujá, acerola, manga, melão, melancia e a cultura original, o caju. Na Maisa também havia uma área bem representativa com o cultivo de sapota.

No auge da produção da empresa, registrava-se uma área de cultivo por safra de cerca de 4000 ha de melão e melancia. A empresa foi a grande responsável pela abertura inicial do mercado do Reino Unido e depois conquistou a Europa e os Estados Unidos, colocando o melhor melão do mundo no mercado de frutas frescas mais exigente do planeta (veja vídeos abaixo produzidos nos anos 80 e 90, inclusive  reportagem nacional com o jornalista Goulart de Andrade, falecido em 2016, na ativa, com 83 anos).

A Maisa tinha ainda uma fábrica de suco e uma fábrica de castanha, ambas de excelente padrão técnico.

O escritório da Maisa, que ainda se pode observar as suas ruínas ao passar pela BR 304, era uma estrutura invejável para os padrões da época. Havia dentro do escritório um restaurante terceirizado para atender apenas aos funcionários que ali trabalhavam e que residiam na sede do município de Mossoró ou em Fortaleza.

Uma imagem que nos faz lembrar do padrão Maisa é a presença no estacionamento de diversos veículos importados usados pelos seus diretores. No final da década de 80 era raro encontrar um desses veículos rodando pelas ruas de Mossoró, mas no estacionamento do escritório eram vários os exemplares. Lembro bem que pela primeira que conheci uma Cherokee foi exatamente lá.

O fim

A pergunta que cabe e que já foi feita por vários leitores dessa coluna é: por que uma empresa do porte da Maisa fechou as suas portas?

Claro que não estamos aqui querendo trazer para o debate as inúmeras razões que levaram ao fracasso da empresa, mas a exemplo de outras agroindústrias que também fecharam as portas na mesma época, como a Frunorte Ltda, Agro Now e Fazenda São João, um ponto que pesou muito para a descontinuidade dessas empresas foi a instabilidade financeira que o país atravessou.

Todas essas empresas trabalhavam com crédito agrícola e se submeteram à inflação exorbitante que em março de 1990 alcançou 84,22%. Essas empresas também se submeteram a diversos planos econômicos, alguns deles de grande fracasso. Elas não alcançaram o período da nova matriz econômica instalada a partir de 1999 no segundo Governo de FHC.

Acreditamos que se tivessem ultrapassado a instabilidade econômica da década de 90, ainda estariam vivas.

Outro aspecto que contribuiu para o fechamento dessas empresas foi a instabilidade do câmbio, onde houve um período em que a valorização do real de forma artificial passou de 4 reais por dólar para 0,80. Isso foi fatal para as empresas exportadoras de frutos, pois os contratos dessas empresas eram todos feitos em moeda estrangeira. Foram poucas as empresas que conseguiram se readaptar e redirecionar o produto para o mercado nacional.

Também não podemos esquecer que a partir do momento em que alguma dessas empresas passaram a cumprir com os compromissos dos empréstimos bancários corrigidos pela gigantesca inflação, houve dificuldade de se manterem adimplentes com os bancos. Esse problema contribuiu muito para que algumas fossem tomadas pelos bancos e leiloadas ou mesmo vendidas para assentamentos rurais.

É o caso da Maisa em que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) constituiu a partir do início da década de 2000 o assentamento Eldorado do Carajás II, formado inicialmente por mais de 1000 famílias assentadas e a Frunorte, onde em apenas uma das fazendas localizada no município de Carnaubais, o Incra instalou três assentamentos. Também em parte das terras da Fazenda São João, há dois assentamentos instalados. Um que fica na RN 015 e outro que fica na comunidade rural de Alagoinha.

Grande Maisa

A região que hoje é denominada de Grande Maisa é a mais produtiva do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que vai de Touros – RN até Limoeiro do Norte – CE, numa distância de cerca de 400 km.

A Maisa representou, na prática, uma verdadeira escola de produção de frutas. Os agrônomos que ficaram desempregados após o fechamento dela adquiriram áreas por compra ou arrendamento no seu entorno (Pau Branco, Sítio Jardim, Pedra Preta, Córrego Mossoró, Mata Fresca, Cajazeiras, Santa Maria, Aroeira, Cacimba Funda, entre outros) e se instalaram no formato de associações, cooperativas ou empresas individuais.

Esses técnicos representam o principal pool de produtores da região da Grande Maisa e continuam adquirindo áreas para ampliar a produção ou servir como alternativa para o plantio alternado ano após ano (descanso das áreas), prática muito necessária nas culturas de melão e melancia.

Preservação e construções

A nova lei aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados pode mudar a realidade de construções ao longo do trecho urbano do Rio Apodi – Mossoró.

Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)

Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)

O plano diretor dos municípios poderá determinar uma área de preservação menor nas regiões urbanizadas do que a prevista hoje em lei federal, desde que estabeleça regras para “não ocupação de áreas de risco de desastres” e que os empreendimentos instalados sejam de “utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental”.

A lei hoje determina que as construções urbanas são proibidas a menos de 30 metros de rios e lagos menores. O tamanho da faixa aumenta de acordo com o tamanho do curso d’água, podendo chegar a até 500 metros de preservação no caso de rios ou lagos com largura superior a 600 metros. Se o projeto for sancionado, a área de proteção pode ser menor.

O texto que será discutido no Senado teve apoio do governo e do setor de construção civil, mas passou sob protestos de ambientalistas.

Como a nova Lei não estabelece uma faixa mínima para as cidades corre-se o risco de   que ocorra invasão de novas áreas por construções. Outro aspecto negativo é que os prefeitos e vereadores estarão mais sujeitos a pressões locais por flexibilização.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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Categoria(s): Artigo
domingo - 05/09/2021 - 10:02h

Independência e respeito à democracia

Por Odemirton Filho

“Às quatro e meia da tarde, montado em sua besta, assoberbado pelo mal-estar, fatigado pela viagem, mas convocado pelo momento, d. Pedro formalizou o que já era realidade: arrancou a fita azul-clara e branca (as cores constitucionais portuguesas) que ostentava no chapéu, lançou tudo por terra, desembainhou a espada, em alto e bom som gritou: “ é tempo… independência ou morte (…) estamos separados de Portugal…” multidão-de-povos-com-bandeira-e-cartaz-que-andam-na-manifestação-demonstração-direitos-ilustração-do-vetor-da-parada-135814951

Eis o relato descrito pelas historiadoras Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, no livro Brasil: Uma Biografia.

Passando ao lado do romantismo da cena acima, na próxima terça-feira vamos comemorar mais um 07 de setembro.

Contudo, há algumas semanas, partidários a favor do presidente da República e a oposição acenam para um dia da independência diferente, no qual o povo irá às ruas para se manifestar. Uns, em defesa do presidente, outros, criticando alguns atos do Chefe do Executivo Federal ou pedindo o seu impeachment.

A democracia pulsa quando os cidadãos vão às ruas em busca de seus direitos, pois todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. (Art. 5º, XVI da CF).

Todavia, qual o objetivo das manifestações? Pedido de uma intervenção Militar? Ameaças aos membros do Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF)?

Nas redes sociais circulam notícias para todos os gostos. Ir às ruas para criticar a administração do presidente da República, a atuação dos parlamentares ou discordar de decisões do STF, faz parte da parte da liberdade de expressão, pois nenhum agente político está imune a críticas.

Entretanto, se as manifestações têm por objetivo o fechamento do Congresso Nacional e do STF, a coisa muda de figura, uma vez que se estará minando as bases da democracia. Quero crer que as manifestações serão ordeiras, uma vez que se constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. (Art. 5º, XLIV da CF).

E mais: no último dia primeiro, o presidente sancionou a lei n. 14.197/21, prevendo os crimes contra o Estado Democrático de Direito, com vigência noventa dias após sua publicação, tendo o seguinte teor:

“Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, além da pena correspondente à violência. (Art. 359-L do Código Penal).

Segundo a mencionada norma, não constitui crime a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais.

Há quem diga que o STF tem solapado a independência e a harmonia entre os Poderes “por não deixar o presidente trabalhar”. Para outros, porém, a Suprema Corte está cumprindo o seu papel constitucional do sistema de freios e contrapesos.

Enfim. Apesar dos atritos entre os Poderes, e dos inúmeros defeitos de nossa democracia, precisamos lutar, permanentemente, para mantê-la e aperfeiçoá-la.

Assim, esperemos o povo nas ruas no próximo dia 07 de setembro, comemorado a independência do Brasil e reivindicando aquilo que lhe pareça legitimo, sem atos de violência, ameaças ou vandalismo. Tudo, como diz a expressão da moda, dentro das quatro linhas da Constituição Federal, respeitando-se à democracia e às instituições.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça.

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domingo - 05/09/2021 - 09:22h

Não há nada de novo sob o sol

Eugene François Vidocq (Arras, França, 24 de julho de 1775-11 de maio de 1857, Paris, França)

Eugene François Vidocq (Arras, França, 24 de julho de 1775-11 de maio de 1857, Paris, França)

Por Honório de Medeiros

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes, 1:9)

Não há nada de novo sob o sol.

Seguimos aparentemente em frente, para destino ignorado, permanecendo os mesmos de tanto tempo atrás, enquanto as formas, os instrumentos, os meios, que são nossa criação, para lidar conosco, fenômenos e coisas, dos quais somos reféns, tornam-se cada vez mais complexos e fugazes, em uma espiral, um “vir-a-ser”, como diria Nietzche, de proporções incalculáveis.

Essência imutável, forma evanescente.

Leio em Os Crimes de Paris, de Dorothy e Thomas Hoobler, acerca de Vidocq, um personagem maior que sua vida. “Depois de cometer vários crimes na juventude, trocou de lado e se aliou à polícia. Foi o primeiro chefe da Sureté, o equivalente francês da organização civil policial, e modelo para vários personagens da literatura”, dizem-me eles.

Fascínio antigo esse meu por Vidocq. Camaleônico, sofisticado, indecifrável, também foi o criador da primeira agência de detetives do mundo, o “Bureau de Reinseignements”, ou Agência de Inteligência. Que outro, além de um francês, criaria uma agência de detetives com esse nome?

Inspirou Maurice Leblanc na criação do célebre Arsène Lupin, “O Ladrão de Casaca” que eu lia, fascinado, na adolescência, graças à bondade de um colega de ginásio, na Mossoró que não existe mais. Como inspirou, também, além de muitos outros, tais como Alexandre Dumas, Victor Hugo e Eugène Sue, o ainda mais célebre personagem de Balzac, Vautrin, presente em vários livros da Comédie Humaine.

Em certo momento, lá para as tantas, Vautrin explica o mundo e os homens:

“-E que lodaçal! – replicou Vautrin. – Os que se enlameiam em carruagens são honestos, os que se enlameiam a pé são gatunos. Tenha a infelicidade de surrupiar alguma coisa e você ficará exposto no Palácio da Justiça como uma curiosidade. Furte um milhão e será apontado nos salões como um modelo de virtude. Vocês pagam 30 milhões à polícia e à justiça para manter essa moral… Bonito, não é?”

Dizia minha mãe: “vão-se os anéis, permanecem os dedos…”

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 05/09/2021 - 09:00h

Curiosidades sobre o 7 de Setembro

Por Ney Lopes

Terça próxima, em clima de tensão política, a independência do Brasil estará sendo comemorada.

O historiador Laurentino Gomes escreveu o livro “1822”, em que aborda o 7 de setembro histórico.

Neste livro há fatos pitorescos sobre o grito do Ypiranga. A seguir algumas transcrições de relatos ligados à nossa Independência.quadro independência ou morte, Dom Pedro I, pintor Pedro Américo“O destino cruzou o caminho de D. Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância.

Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de Sete de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga.

Testemunha da ocorrência, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, subcomandante da guarda de honra e futuro Barão de Pindamonhangaba.

“A montaria usada por D. Pedro nem de longe lembrava o fogoso alazão que, meio século mais tarde, o pintor Pedro Américo colocaria no quadro “Independência ou Morte”.

O coronel Marcondes se refere ao animal como uma “baia gateada”.

Acompanhavam D. Pedro o coronel Marcondes; o padre Belchior; o secretário itinerante Luís Saldanha da Gama, futuro Marquês de Taubaté; o ajudante Francisco Gomes da Silva e os criados particulares João Carlota e João Carvalho. (Todos eles se tornaram testemunhas da Independência).

“Só ao cair da tarde daquele Sete de setembro, a comitiva chegou à colina do Ipiranga. D. Pedro ainda estava no alto da colina quando chegou a galope, vindo de São Paulo, o alferes Francisco de Castro Melo e Canto.

Ao se encontrar com a comitiva real, Melo e Canto trazia notícias inquietantes.

A notícia dizia que informações vindas de Lisboa davam conta do embarque de 7 100 soldados que, somados aos 600 que já tinham chegado à Bahia, tentariam atacar o Rio de Janeiro e esmagar os partidários da Independência.

“Quatro anos mais tarde, em depoimento por escrito, o padre Belchior registrou o que havia testemunhado a seguir:

“D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Depois, virou-se para mim e disse: – “E agora, padre Belchior?”

Eu respondi prontamente: “Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação.

“D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro e Carlota.

De repente, estacou já no meio da estrada, dizendo-me:

“Padre Belchior, eles o querem, eles terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”.

Respondemos imediatamente, com entusiasmo: – Viva a Liberdade! Viva o Brasil separado! Viva D. Pedro!

“Pela descrição do padre Belchior não houve sobre a colina do Ipiranga o brado “Independência ou Morte”.

  1. Pedro arrancando do chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisto acompanhado por toda a guarda que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.

– “E viva o Brasil livre e independente! ”, gritou D. Pedro.

“Acompanhado pela guarda de honra, desde aquele momento rebatizada com o pomposo nome de “Dragões da Independência”, D. Pedro chicoteou a sua “baia gateada” para vencer os últimos cinco quilômetros do total de setenta que percorria naquele dia.

Faltava uma hora para o pôr do sol, quando entrou em São Paulo saudado pelos sinos das igrejas e pelos escassos moradores que se aglomeravam nas ruas de terra batida”.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 05/09/2021 - 08:22h

Estórias filosófico-jurídicas

Por Marcelo Alves

Hoje vou misturar dois temas da minha estima: a ficção filosófica e a ficção jurídica. A primeira é a ficção que tem a filosofia como um dos seus temas principais. Nela, a filosofia é tratada de forma explícita, em primeiro plano, sendo intenção do autor fazer o leitor refletir sobre as grandes questões da vida.filosofia e literaturaJá jurídica é a ficção cujos enredos têm forte ligação com o direito, porque, entre outras coisas: (i) boa parte da estória se passa perante um aparelho judicial em funcionamento; (ii) são inspiradas em casos reais ou mesmo em grandes eventos da história do direito; (iii) foca na temática da filosofia do direito, a exemplo da tensão entre a falibilidade de um sistema judicial e a noção de Justiça, que é, como na filosofia em geral, quase infinita em sua variedade.

O conceito de ficção jurídica é, assim, bem amplo, podendo abarcar obras centradas em coisas tão diversas como as “personagens” do direito (o advogado brilhante ou o promotor severo), a história de um caso célebre ou os conceitos em si de direito e de Justiça.

Na conceituação da ficção filosófico-jurídica, o espectro da ficção jurídica é reduzido, cuidando apenas dos enredos que têm como tema principal a filosofia do direito (subespécie da filosofia política), tratando dela intencionalmente para fazer o leitor refletir sobre suas questões fundamentais.

Uma observação importante é que, para os fins deste texto, o conceito de filosofia do direito se mistura com os de ciência e de teoria geral do direito, que eu nem mesmo sei (e acredito que ninguém saiba), sem controvérsia, diferenciar.

Os subtemas da ficção filosófico-jurídica são quase intermináveis.

Socorro-me da lista elaborada por André Karam Trindade e Roberta Magalhães Gubert, no texto “Direito e literatura: aproximações e perspectivas para se repensar o direito”, constante do livro “Direito & literatura: reflexões teóricas” (Livraria do Advogado Editora, 2008): “a negociação da lei e a metáfora da aliança ou do contrato social (Êxodo, do Antigo Testamento), o problema da legitimidade do direito (Antígona, de Sófocles), a relação entre vingança e justiça (Oréstia, de Ésquilo), a secularização frente aos critérios morais de classificação dos crimes e punições que lhes são correspondentes (A divina comédia, de Alighieri), a obrigatoriedade de aplicação da lei penal (Medida por medida, de Shakespeare), o problema da interpretação jurídica (O mercador de Veneza, de Shakespeare), a busca de uma justiça idealizada e as adversidades inerentes à realidade (Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes), o indivíduo e a fonte de direitos a ele inerente (Robinson Crusoé, de Defoe, e Fausto, de Goethe), as falácias da argumentação jurídica (As viagens de Gulliver, de Swift), as implicações da anistia (O leitor, de Schlink), os efeitos perversos que subjazem nas leis mais bem-intencionadas (O contrato de casamento e A interdição, de Balzac), a complexidade psicológica da culpa (Crime e castigo, de Dostoievski), as descobertas e os avanços da criminologia (A ressurreição, de Tolstói), a incoerência das formas e conteúdos que o sistema jurídico estabelece (O processo, de Kafka), o processo de submissão dos indivíduos a partir do controle social exercido pelo regime totalitário (1984, de Orwell, e Admirável mundo novo, de Huxley), o absurdo do desprezo legal pela singularidade e subjetividade (O estrangeiro, de Camus), a Lei como instrumento de interdição (O senhor das moscas, de Golding), a questão do adultério e da construção da verdade (Dom Casmurro, de Machado de Assis), a loucura e o tratamento jurídico a ela dispensado (O alienista, de Machado de Assis), os dilemas da democracia e o papel do Estado (Ensaio sobre a lucidez, de Saramago), o caos e a barbárie num mundo sem direito (Ensaio sobre a cegueira, de Saramago), o controle social e o poder ideológico exercido pelas ditaduras (A festa do bode, de Llosa), a decadência dos valores e seus reflexos na ordem jurídica (O homem sem qualidades, de Musil), a necessidade de humanização do sistema penal (Os miseráveis, de Victor Hugo), os dilemas do casamento frente aos interesses hereditários (Orgulho e preconceito, de Austen), o problema das presunções normativas (Oliwer Twist, de Dickens), entre outros tantos”.

E, para ilustrar melhor o que ora afirmo, analisaremos uma dessas obras: “O processo” (1925), de Franz Kafka (1883-1924). Rogo só paciência.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 05/09/2021 - 07:18h

Um livro de presente para você

Por Marcos Ferreira

Não compre fuzil, compre um livro. O livro é a arma de grosso calibre mais poderosa do mundo. Penetra a blindagem da ignorância e liberta as pessoas da escuridão e da miséria sociocultural. Quem diz que você, em vez de feijão, deve comprar um fuzil, antes de mais nada, é um canalha. Sim. Canalha fascista, um brucutu tão sensível quanto uma bigorna, inimigo da educação e da cultura.

O povo passando fome, gente esmolando nas ruas, em toda parte, e essa cavalgadura demoníaca, por ora aboletada na Casa de Vidro, dando coices contra os brasileiros mais necessitados. Amanhã, no entanto, como diz a canção, vai ser outro dia, e esse ferrabrás será expelido da vida pública deste país.

Artista argentino Raul Lemesoff, num antigo carro Ford Falcon, de 1979, passeia com sua biblioteca ambulante (Reprodução)

Artista argentino Raul Lemesoff, num antigo carro Ford Falcon, de 1979, passeia com seu ‘tanque de cultura’ (Reprodução)

Portanto, não compre fuzil nenhum. Isso é mera bravata de um sacripanta que é forte candidato a ocupar uma cela em Bangu 8. Adquira, primeiramente, o mínimo necessário à subsistência, o pão de cada dia, o feijão. Se sobrar, compre um livro de presente para você. Ou o ofereça àquela pessoa a quem você admira. “Dar livro é, além de uma gentileza, um elogio”. Palavras de Sêneca.

Quanto tempo faz que você não dá a si próprio (ou a si própria) um livrinho de presente? Talvez há anos. Falo por mim, pois estou em débito comigo. Deste mês, porém, não passa. E se hoje eu tirar algum na borboleta, aí é que vou depressa a uma livraria. A gente já se priva de tanta coisa, não é mesmo? E nisso os livros, principalmente, vão ficando em segundo, terceiro ou quarto plano.

Outro dia vi uma postagem da amiga e leitora Rozilene Ferreira da Costa, no Instagram, exibindo um belíssimo livro que ganhara de Eduardo, seu digníssimo esposo. Pelo que conheço Rozilene, tenho certeza de que ela ficou com um sorriso de orelha a orelha quando lhe foi entregue o referido presente.

O escritor Monteiro Lobato, ao contrário da mentalidade grotesca desse Capitão Caverna que hoje acanalha o Brasil, dizia que um país se faz com homens e livros. Ainda creio que um dia, como na canção do Chico Buarque, esta terra vai cumprir seu ideal. Precisamos, contudo, de mais investimentos na educação e na cultura. Enquanto isso não chega, dentro do possível, compremos livros.

Ler é uma forma de insubordinação mental, de insurgência contra a máquina perversa desse governo que trabalha tão só para que a grande maioria dos brasileiros seja cada vez menos instruída. Um povo ignorante é muito mais facilmente enganado e manipulado. Por isso é que precisamos de leitura.

Compre um livro de presente para você ou, repito, ofereça-o a alguém de sua estima. Tomem por exemplo o marido da Rozilene.

Ler um bom livro (carece que seja bom!), afora o aspecto da autoinstrução e enriquecimento humanístico, é também um ato político. A leitura, senhoras e senhores, é quebradora de grilhões, arquirrival de amarras e mordaças. Um povo lido e instruído está imune a diversas enfermidades sociais. Em uma nação onde sua gente tem acesso a livros e é estimulada a ler há menos desigualdade.

O solitário (ou não) exercício da leitura é a viagem mais profunda e segura que podemos experimentar. Por que pagar uma fortuna que pode lhe custar os olhos da cara por uma viagem num transatlântico, quando você pode usufruir de mais belezas e emoções lendo, por exemplo, as Vinte Mil Léguas Submarinas, do francês Júlio Verne? Eu, que temo o alto-mar, prefiro as águas da literatura.

Livros são tão essenciais para o nosso fortalecimento quanto o cálcio e a proteína. Até o ricaço Bill Gates deu o seguinte depoimento: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever — inclusive a sua própria história”.

Menos afortunado do ponto de vista econômico, mas riquíssimo na arte da palavra escrita, o genial Mario Quintana nos brinda com esta bela historieta: “De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente”. Pois é, eis a beleza de um livro de presente.

Sei que as coisas não estão nada fáceis, sobretudo devido à subida estratosférica do preço dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina, etc., porém torço que você encontre um respiro financeiro, e se permita presentear com uma obra literária daquele autor que há muito você almeja ler ou até reler.

De minha parte, ao menos por hoje, vou esperar o resultado do jogo do bicho. Quem sabe finalmente dê a borboleta na cabeça. Por que não? Nunca se sabe onde a bendita roleta vai estacionar. Aí, como eu disse, irei a uma livraria logo que o senhor Raimundo Gago, o cambista, me trouxer a grana do prêmio. Hoje há de sair a borboleta! Torçam por mim, prezado leitor e gentil leitora.

O hábito de ler, a leitura de grandes autores e obras, é algo que nos resgata da indigência mental; a um só tempo nos liberta, enriquece, fortalece. “Todo dia, devíamos ler um bom livro, uma boa poesia, ver um quadro bonito, e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”, aconselha o poeta Goethe.

Você merece um desses presentes. Já cantei o tema da leitura em verso e prosa. Julgo oportuno, para fim de papo, reproduzir aqui o seguinte poema. Tem a ver com a redenção que os livros nos possibilitam. Ei-lo:

Liberdade de pensamento

Liberte-se mentalmente,

Não fique tão à mercê

Do que se diz na imprensa,

Na internet ou na tevê…

Curta mais a liberdade

De curtir ser mais você.

Abra um livro, leia mais.

É mais livre quem mais lê.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 04/09/2021 - 23:56h

Pensando bem…

“Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido”.

George Eliot

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 04/09/2021 - 22:30h
A "elite"

Segue a sina do Pobre RN Sem Sorte

A elite política do RN, com exceções, segue com enorme poder para implodir o futuro do estado.

É sempre hábil em atrapalhar.

E com a proximidade de uma campanha política, tudo é ainda mais tenso, na luta por dinheiro e poder, menos os interesses da população potiguar.

Pobre RN Sem Sorte

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política / Só Pra Contrariar
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sábado - 04/09/2021 - 18:28h
Segurança Pública

Delegacias vão passar por mudanças em comandos

Mossoró vai passar por mudanças em suas delegacias especializadas.

O Governo do Estado fará remanejamentos.

O detalhamento e como ficará cada DP ainda não transpirou da cúpula da Segurança Pública.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
sábado - 04/09/2021 - 17:42h
Decreto

Dois municípios vivem situação de emergência por falta de água

O Governo do RN, através da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, decretou situação de emergência em decorrência da estiagem nos municípios de Parará e São Miguel, ambos na região do Alto Oeste potiguar, e que permanecem em colapso hídrico.

Atendimento à população é feito de forma emergencial Foto: Secom)

Atendimento à população é feito de forma emergencial (Foto: Secom)

O Decreto de Situação de Emergência por Seca está publicado na edição do Diário Oficial do Estado deste sábado (4), com vigência a partir de amanhã (5), e tem validade por 180 dias.

São Miguel e Paraná são os únicos que permanecem oficialmente em colapso hídrico conforme a Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (CAERN). No Rio Grande do Norte, são 91 municípios em situação de emergência declarada pelos gestores municipais.

Abastecimento

O município de Luís Gomes, também no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, sai da lista de municípios em colapso hídrico porque houve recarga no reservatório usado pela Caern para atender à demanda da população.

Desse total, 86 municípios são atendidos pela Operação Carro Pipa, coordenada pelo Governo Federal, e voltada à área rural. Outros dois são atendidos pela Operação Vertente do Governo do RN. A Caern vem atuando em obras para restabelecer o abastecimento regular de água à população da área urbana, nos municípios de São Miguel e Paraná.

Essa é a vigésima edição de decretos estaduais — desde o ano de 2012 —, quando o estado de uma forma geral passou a registrar um ciclo de estiagem mais prolongada — seca.

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Categoria(s): Administração Pública
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 04/09/2021 - 16:20h
Livro

“Escritos jundiaenses” resgata e estimula cultura

Livro Escritos jundiaenses“Escritos jundiaenses”, livro que deverá ser publicado em breve pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desportos de Jundiá/RN, é uma realidade cada dia mais presente. A iniciativa empolga o universo cultural do município, escasso em oportunidades de documentar a arte literária local.

O projeto visa estimular e incentivar a prática da leitura e escrita, além de reunir por meio da antologia, textos autorais de escritores jundiaenses (poesias, poemas, cordéis, entre outros).

Coordenador de Ensino e Cultura do munícipio, Antenor Mário da Silva é o responsável pela sistematização e ordenamento do trabalho.

O sinal verde do prefeito José Arnor da Silva (MDB) fez a ideia ganhar asas e corpo. “Existia uma lacuna muito grande na cultura jundiaense e uma dívida para com os nossos escritores, mas acredito que esta lacuna foi preenchida com esta obra”, justifica o executivo.

Participam do “Escritos jundiaenses” os autores Aline Régis, Antenor Mário, Antonio Miada, Arnaldo Barros, Geová Bezerra, Irani Saraiva, Lucas dos Pires, Miguel Penha, Nilda Ricarla e Oswaldo Cândido.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 03/09/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia.”

Friedrich Nietzsche

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Categoria(s): Pensando bem...
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