domingo - 06/09/2026 - 13:45h
Tércio Tinoco

Candidato ao Senado se afasta de campanha; saúde preocupa

Tércio precisou sair das atividades comuns à campanha (Foto: redes sociais)

Tércio precisou sair das atividades comuns à campanha (Foto: redes sociais)

Do Blog Heitor Gregório

O candidato ao Senado Tércio Tinoco (União Brasil) comunicou, por meio das redes sociais, que precisou suspender temporariamente sua agenda de campanha por orientação médica.

Segundo o próprio candidato, ele está há cerca de uma semana em repouso em casa e afastado das atividades eleitorais.

O Blog apurou que Tércio foi acometido por uma úlcera por pressão, condição que exige cuidados e acompanhamento médico.

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Categoria(s): Política
domingo - 06/09/2026 - 12:46h
Implosão

Vamos tentar entender a maior crise do STF em seus 135 anos

Por Flávia Tavares do Canal Meio para o BCS

Sede do STF em Brasília, ambiente de crise (Foto: Canal Meio)

Sede do STF em Brasília, ambiente de crise (Foto: Canal Meio)

“Creio que a ordem não pode eflorescer, senão no seio da estabilidade e da justiça. Mas vejo os depositários da ordem respirarem deliciosamente na agitação, animando-a, promovendo-a, propagando-a, e sinto empolarem-se, cada vez mais acirradas, as paixões políticas, em que a vida oficial parece comprazer-se.”

Rui Barbosa, “Manifesto à Nação”, 1892

Estamos às vésperas de mais um 7 de Setembro dramático. Alexandre de Moraes será novamente um de seus protagonistas e, do outro lado, estará também o bolsonarismo. Mas há duas distinções fundamentais daquele Dia da Independência de 2021 em que o ex-presidente Jair Bolsonaro dizia que não mais cumpriria ordens judiciais de Moraes e que a paciência do povo estava se esgotando.

A primeira é que não são só os bolsonaristas que estão impacientes com o ministro. A segunda é que, desta vez, a erosão que corrói os pilares do Supremo Tribunal Federal (STF) é provocada pelo lado de dentro. O confronto entre a ala de Moraes e o ministro André Mendonça, e que se esparramou pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal, deixou a instituição se equilibrando numa viga frágil de credibilidade. Um sopro quente dos ventos eleitorais e ela pode não resistir. Implodir.

A infiltração da crise nas cúpulas dos Poderes é diretamente proporcional à de Daniel Vorcaro e seus bilhões. Midas às avessas, todo ouro que ele distribuiu tem potencial para desintegrar quem o aceitou. Como diria Caetano, “ou não”. A depender da costura de um acordo que salve a maioria e da eventual convulsão social disso decorrente. Estamos no terreno do imprevisível. Da maior crise dos 135 anos de história do Supremo. Para compreendê-la e imaginar saídas dessa provação, o Meio ouviu Oscar Vilhena Vieira, professor da FGV Direito e cientista político; Rafael Mafei, advogado e professor de Direito na USP e na ESPM; e Felipe Recondo, pesquisador e jornalista, autor da newsletter Recondo e os Onze.

Breve cronologia do caos

Jair Bolsonaro cumpre hoje prisão domiciliar por conta do processo que o ministro Alexandre de Moraes relatou no Supremo. Em alguma medida, embora parlamentares se esforçassem para articular uma anistia que desafiasse a decisão da Corte, havia um sentimento de que o ápice do enfrentamento externo que podia subjugar o Supremo tinha sido superado. E o período de crise, idem. Então, veio o caso Master.

Pulando já para esta semana, na terça-feira, 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo da Petição 16.662, depois do vazamento de parte de seu conteúdo pela imprensa. O documento que veio a público era um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal, a pedido de Mendonça, a partir da análise do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na operação Compliance Zero.

Boa parte do material reproduz conversas do fundador do Banco Master com um contato salvo na agenda do aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O relatório também menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça encomendou o relatório e um juiz auxiliar ouviu Daniel Vorcaro, tudo sem que os colegas fossem informados.

O sangramento político e público de Moraes, Gonet e Andrei, mas principalmente de Moraes, se deu por dois dias. O relatório detalhava como o ministro alterou o contrato de R$ 130 milhões do escritório de sua mulher, Viviane, com o Master; os cartões de crédito com limites de R$ 300 mil emitidos pelo Master aos filhos do casal; as mensagens de Vorcaro ao ministro pedindo orientação e ajuda em seu caso. Dois dos maiores jornais do país pediram a renúncia de Moraes em duros editoriais — sim, isso ainda importa. A opinião pública estava encontrando coesão contra o ministro.

Banco Master e Daniel Vorcaro: da direita à esquerda e nos três poderes, têm sua digital (Foto: redes sociais do BM)

Daniel Vorcaro tinha acesso a pessoas de peso na República, demonstrando disposição para gastar sem limites (Foto: redes sociais do BM/Arquivo do BCS)

Mas, assim como o inquérito das fake news que relata desde 2019, a gana de Alexandre de Moraes parece infindável. Na quinta-feira, ele trucou. Paralelamente a vazamentos que davam conta de encontro de Mendonça com Vorcaro e interlocução com seu advogado, e da tentativa do ex-banqueiro de fechar um contrato com o instituto de Mendonça, Moraes usou o mesmo inquérito das fake news e encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, documentos que, segundo ele, apontam indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça na condução dos inquéritos do Master e das fraudes do INSS.

Apontou, a partir de um outro relatório da PF, que Mendonça estaria conduzindo as investigações com interesses eleitorais.

Na mesma noite, Fachin abriu um procedimento próprio e deu cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues prestem informações por escrito. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado pela nulidade de toda a apuração determinada por Mendonça, sustentando que a decisão de investigar um ministro cabe ao plenário e não a um relator isolado.

Em três dias úteis, o Supremo produziu um ministro pedindo a investigação de outro, um procurador-geral citado no material que ele próprio precisa avaliar, uma cúpula policial envolvida no episódio e sua corporação rachada. Fachin está com uma bomba nas mãos e pretende desarmá-la no colegiado. Completou a primeira fase de sua intervenção na manhã de sexta-feira, retirando do inquérito das fake news, que não tem mais qualquer respaldo fora da ala dos alexandristas, as acusações de Moraes contra Mendonça. A guerra deve chegar ao plenário na semana que vem.

Sem precedentes

Virou clichê hiperbolizar as crises políticas no Brasil. Convenhamos, são quatro décadas de pouco cerimoniosos “eitas atrás de vixes” na nossa jovem democracia pós-1988. Dois presidentes impichados, fora os presos. Uma nova tentativa de golpe militar. Uma jornada de junho e vários escândalos de corrupção no meio. Nesse percurso, uma instituição foi ganhando força na medida em que se politizava — talvez sem se dar conta que a equação poderia vir a se inverter.

Vargas, no traço de William Jeovah de Medeiros, desenhista e chargista paraibano: um ditador na acepção da palavra (Arquivo do BCS)

Vargas, no traço de William Jeovah de Medeiros, desenhista e chargista paraibano: um ditador na acepção da palavra (Arquivo do BCS)

A lista de agressões históricas à Corte é longa. Floriano Peixoto deixou de nomear ministros e desafiou Rui Barbosa com o infame “quem dará habeas corpus a quem der o habeas corpus” em 1892. Hermes da Fonseca repetiu o gesto. Getúlio Vargas aposentou seis ministros, suspendeu prerrogativas de magistrados e viu a Constituição de 1937 transferir ao Senado o poder de revisar decisões da Corte.

Em 1964 houve nova supressão de prerrogativas e o afastamento de três ministros. Em 1977, quando o Supremo tentou propor uma reforma no Judiciário, a reforma veio de fora, no Pacote de Abril.

“O Supremo sempre teve o seu poder constrangido por setores autoritários da vida política brasileira que estavam em desconformidade com a Constituição”, diz Oscar Vilhena. “O governo Bolsonaro reedita isso. Ele se torna mais uma vez uma ameaça tendo o Supremo como um proxy da Constituição.” Ameaça externa, portanto, é a normalidade da Corte, e às vezes ela se consuma.

O que está acontecendo agora é de outra natureza. “A ameaça interna é aquela que decorre de uma perda de autoridade por parte de membros da Corte”, diz Vilhena. Perda de autoridade, na definição dele, quer dizer exercer o poder conferido pela Constituição fora das bases em que ele foi conferido. “Você tem alguns ministros, não são todos, mas esses que agem como se fossem senadores da República, transitando com os interesses que eles terão que julgar.” Daí a imagem que organiza seu diagnóstico, a de uma erosão das estruturas do Supremo, que deixa o tribunal ainda mais vulnerável aos ataques que, como faz questão de frisar, também continuam vindo de fora.

“Ainda que um juiz constitucional tenha uma latitude política maior, ela não pode comprometer a ideia de que eles estão agindo com imparcialidade e com integridade, de que não estão sendo beneficiários das decisões que tomam”, acrescenta. E não custa lembrar que, direta ou indiretamente e em variadas medidas, ao menos Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques já haviam aparecido em relações de latitude bastante elástica com Vorcaro e Master. Agora, até Mendonça.

De tudo que é lado

O que mais preocupa Vilhena é a maneira como o ambiente externo se imiscui no interno. Quem atacava o Supremo por fora começou a fazer outra conta: “talvez melhor do que destruir seja capturar”. O problema, diz o professor, passa a ser a instrumentalização dos magistrados por setores da política brasileira.

Ou vice-versa, dizem também os bastidores de Brasília ao longo da semana. Se Mendonça é acusado de agir em favorecimento de Flávio Bolsonaro ao supostamente permitir o vazamento das suspeitas sobre Lulinha e ao partir para cima de Moraes, o decano Gilmar Mendes se reuniu com o presidente Lula e cobrou que o governo fosse mais firme no controle da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União, para impedir as investidas de Mendonça — o que poderia ser bem pouco republicano, dada a autonomia adquirida e desejável da PF.

A despeito disso, a pressão falou alto e Lula se pronunciou, na propaganda eleitoral, muito ao seu modo: sem citar ninguém nominalmente, defendeu investigações “doa a quem doer” e reforma política e no Judiciário. Aqui é que aparece a mão dupla da crise, com eleições pautando e sendo pautadas.

“Seria muito ingênuo achar que tudo que está acontecendo é à revelia do calendário das eleições”, acrescenta Rafael Mafei, ao analisar a dinâmica de vazamentos que antecedeu a guerra declarada nesta semana. “Pelas mudanças de tecnologia, os vazamentos foram facilitados. Não é uma coisa que deve diminuir. O que vale repensar é a estratégia que o Supremo adota, tanto Moraes quanto Mendonça, de manter muita coisa em sigilo por muito tempo, contando que isso só vai sair lá adiante, que há como controlar.”

O melhor jeito de neutralizar esse fator, defende, é garantir que as investigações sejam rapidamente abertas e o sigilo seja levantado o quanto antes. “É como deveria ser. A regra é a publicidade, o sigilo deve ser mantido apenas na medida da estrita necessidade da eficiência da investigação.”

Do lado de dentro, Mafei interpreta a escalada no conflito entre Moraes e Mendonça como uma disputa de posição. Num tribunal historicamente dominado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Mendonça quer ser protagonista e se colocar como contraponto a esse eixo. Por isso, diz o professor, a votação no plenário que se aproxima, embora carregue discussões jurídicas reais, funcionará sobretudo como termômetro. “O que vai determinar que pedido [de investigação] vai ser bem-sucedido é a temperatura dos apoios de cada um.”

Os pivôs

O pesquisador Felipe Recondo oferece uma outra lente. Não porque entenda que o conflito seja menos grave, mas porque acredita que a metáfora da corte palaciana descreve mal o funcionamento do tribunal. “As pessoas costumam descrever o tribunal como um Game of Thrones. E não é assim.” Autor de vários livros sobre o STF, o mais recente sendo O Tribunal — Como o Supremo se Uniu Ante a Ameaça Autoritária, Recondo refuta a noção que alguns têm de que os ministros são amigos e combinam cada lance. “Cada ministro é quase uma instituição. A instituição maior é, claro, o Supremo, mas não tem esse tipo de aliança, esse tipo de conversa.” Cada ministro só tem um voto, e não consegue angariar o apoio dos outros “abrindo as asas”.

Assim, embora coisas seríssimas estejam em jogo — e um contexto que inclui uma eleição presidencial e uma condenação recente de um ex-presidente por tentativa de golpe —, pode ser que coisas mais objetivas estejam sendo calculadas do que uma disputa etérea de poder.

Apoiar cegamente Moraes?

Recondo descreve Mendonça como um ministro isolado, capaz de reunir apoios em pautas específicas, o que é o comportamento orgânico do Supremo. Grupos ali se formam por julgamento, não por aliança permanente. Nesse caso, pode haver uma confluência circunstancial em torno das críticas internas ao que Moraes fez nos últimos anos, sem que isso configure um bloco estável.

Sobre Moraes, o cálculo dos colegas é mais complexo. Ele tem crédito acumulado pelo que fez durante o governo Bolsonaro, no inquérito das fake news e no dos atos antidemocráticos, e os ministros sabem que qualquer enfraquecimento dele produz retaliações. Mas chega um ponto, diz Recondo, em que a pergunta muda de “ele merece apoio?” para “devemos apoiá-lo em absolutamente tudo, mesmo diante de fortes indícios?”. O resultado é um tribunal que olha para Moraes com “uma confiança com pé atrás” e para Mendonça com imensa desconfiança.

A decisão de Moraes de contra-atacar Mendonça se encaixaria nessa descrição, diz Mafei, como uma estratégia de defesa com três funções ao mesmo tempo: retaliar o colega diretamente; atrair aliados dentro e fora do Supremo, acenando com os riscos que o aprofundamento do caso Master representa para outros magistrados e políticos; e apontar uma saída jurídica, a nulidade, capaz de interromper as investigações.

Moraes deve ter voto longo Alexandre de Moraes (Foto Mateus Bonomi Agif - via - AFP)

Moraes tem muito crédito interno no STF, mas pode se transformar num problema de todos (Foto Mateus Bonomi Agif – via – AFP/Arquivo do BCS)

Alô, polícia

Um dia antes de Moraes acionar o inquérito das fake news contra o colega, Gilmar Mendes propôs a Fachin que delegados da Polícia Federal deixem de atuar nos gabinetes dos ministros. Hoje são seis policiais cedidos ao tribunal, quatro deles nos gabinetes de Mendonça e Moraes, um com Luiz Fux e um na Polícia Judicial. Em junho, o governo pediu a mais de cinquenta órgãos que devolvessem policiais federais cedidos. O Supremo foi poupado.

Recondo considera que a formação desses esquadrões dos ministros diz mais sobre o que a Polícia Federal se tornou do que sobre o Supremo, e propõe o seguinte dilema: o parâmetro de Alexandre de Moraes não deveria valer para todos? Afinal, Moraes escolheu o delegado que queria no passado porque desconfiava que o procurador-geral da República, o diretor-geral da PF e o ministro da Justiça do governo Bolsonaro poderiam interferir a ponto de inviabilizar seu trabalho. A desconfiança de Mendonça é exatamente a mesma. “O ministro Alexandre estava errado em desconfiar disso? Não sabemos. O ministro André está errado em desconfiar disso? Não sabemos. Agora, se eles desconfiam, alguma coisa tem de errado na relação com a Polícia Federal.”

O resultado é um sistema em que cada relator quer o próprio salvo-conduto e a própria equipe para garantir que uma investigação chegue a algum lugar. Num processo que depende de colaboração entre instituições, isso produz impasse, e o impasse produz nulidade. Cada um tenta suprir a lacuna que atribui ao outro, e, ao atravessar a linha de competência alheia, contamina o próprio trabalho.

Vilhena traça a genealogia do problema. A Polícia Federal já foi balcanizada desde o início da Nova República, quando José Sarney levou o delegado Romeu Tuma, da polícia estadual de São Paulo, para dirigi-la. Sempre se soube da existência da polícia de um ministro e da de outro. Houve melhora relativa nas gestões de José Carlos Dias e, sobretudo, de Márcio Thomaz Bastos, que deu à corporação uma boa autonomia. Mas essa autonomia também tem custo. Hoje a PF não enxerga controle no Ministério da Justiça. Ele foi substituído pelo controle no Supremo. Vilhena lembra o que ouviu certa vez de um secretário de Segurança: ele dizia nunca ter tido problema para dar ordem a policial.  O segredo era que sempre que se manda fazer o que eles já querem fazer, eles fazem. “Isso é um problema de controle de polícia no mundo todo. O FBI é assim também”, acrescenta.

A conclusão que ele tira disso é institucional. Já que o ministro da Justiça sozinho não dá conta, porque a Polícia Federal o enxerga como quem aluga uma casa no fim de semana e vai embora no domingo, são necessários controles orgânicos sobre as agências de aplicação da lei. Um Senado minimamente capaz poderia criar um comitê de segurança pública para rever atos da PF, por exemplo. E a escolha de um diretor-geral seria mais bem escrutinada, não fruto da amizade com o presidente ou algo do gênero.

A hora e a vez de Fachin

Os três entrevistados convergem num ponto. Não há saída que não passe pelo presidente do Supremo. Edson Fachin não esteve na alfaiataria nem nas festas, não é sócio de instituto e não aparece em nenhuma das linhas do relatório. “Nunca houve qualquer denúncia, qualquer manifestação de que ele tenha uma conduta imprópria”, diz Vilhena. É quem tem o maior grau de imparcialidade diante dos grupos em disputa, e a obrigação institucional de conduzir uma solução. Além disso, diz, “combater o ministro Fachin agora, de um lado ou de outro, é pisar numa mina”.

Sobre a condição do presidente, Recondo afirma que Fachin já vinha sendo avisado por Mendonça de que a coisa chegaria a esse nível e se preparava para isso. Talvez não soubesse a forma, e a forma provavelmente não lhe agradou, porque instalou no tribunal a suspeita de que um ministro pode investigar outro sem passar pela procuradoria.

O modelo de presidência que Fachin persegue, na leitura de Recondo, é o de Rosa Weber, alguém capaz de decidir sem protagonismo pessoal. Só que o desfecho provável é ingrato. “Pela forma como o ministro Fachin conduz esses processos, e pela visão dele do que é certo e do que deveria ser feito, eu não duvido que ele desagrade a todo mundo. Tanto Mendonça quanto Moraes quanto Gilmar. Ele faz porque acha que é o certo a fazer.”

Fachin é presidente do STF (Foto: Luiz Silveira)

Fachin, um presidente que pode desagradar Moraes, Mendonça e Mendes (Foto: Luiz Silveira/Arquivo do BCS)

Sobre a permanência de Moraes, Vilhena é direto: o ministro perdeu condição de exercer a função de magistrado, e isso valeria para qualquer tribunal, inclusive para um juiz de primeira instância. A dificuldade, insiste, é que ele não está com suspeitas sozinho, o que torna qualquer solução seletiva insustentável.

Pedidos de impeachment já se acumulam no Senado. Embora Moraes tenha conversado por três horas com Davi Alcolumbre, presidente da Casa e também enroscado no Master, antes de apresentar seu contra-ataque a Mendonça, o senador está pressionado e já dá sinais de que pode ceder. O truque para diminuir a pressão foi espalhar por Brasília que abriria processos de impeachment tanto contra Moraes quanto contra Mendonça.

A alternativa que Vilhena considera mais plausível é uma renúncia negociada, e para descrever como isso pode funcionar ele recorre à Suprema Corte americana. Quando um juiz assume a posição nos EUA, ganha do Estado uma cadeira feita sob medida, com as medidas tiradas por um marceneiro. Quando se aposenta, os colegas compram do Estado aquela cadeira e a oferecem de presente.

Uma ministra da corte americana lhe contou que há casos em que os colegas compram a cadeira antes da aposentadoria e mandam entregar na casa do juiz. O dia em que ele chega em casa e pergunta o que aquilo está fazendo ali é o dia em que fica sabendo que não deve voltar. Isso já teria acontecido no Brasil. Vilhena diz que um ex-ministro do STF lhe relatou algo parecido no Supremo, uma reunião em que os colegas comunicaram a alguém que ele não tinha mais condição de ficar. Só nunca lhe disse de quem se tratava nem quando aconteceu.

Depois da tempestade

O passo seguinte seria apresentar à sociedade um projeto de Supremo compatível com um regime democrático, e isso começaria pela competência penal. Nenhuma corte constitucional no mundo julga casos como o do Master, ou o do INSS. O ensaio brasileiro iniciado em 1988 produziu resultados positivos e um efeito colateral que agora se cobra: cada vez que assume um caso criminal de figura importante, o tribunal se politiza e perde a imparcialidade necessária para defender a República. “Ele entra no jogo, ele é capturado pelo jogo da política mais baixo possível.” A proposta é reduzir a prerrogativa de foro ao presidente da República e aos presidentes da Câmara e do Senado, e devolver o resto à Justiça comum.

Mafei concorda com o diagnóstico e discorda do momento. Para ele, não há clima político para qualquer iniciativa de reforma agora, e uma proposta apresentada no calor desta crise correria o risco de servir para retalhar o Supremo e diminuir poderes que o tribunal precisa manter. O que se pode discutir desde já, argumenta, são as reformas que dependem apenas do próprio Supremo: transparência sobre valores e remunerações recebidos pelos ministros, regras básicas de conflito de interesses e código de ética. Nada disso expõe a Corte ao risco de uma emenda constitucional apresentada a pretexto de melhorar e destinada a limitar.

Fica de pé o problema do calendário. O plenário terá de decidir em prazo curto, a um mês da eleição, com o Senado pressionado por pedidos de impeachment que dependem da vontade de um único parlamentar, com a Polícia Federal fraturada e com um procurador-geral que segue dando pareceres sobre um caso em que aparece citado.

Recondo lembra que casos assim costumam esfriar, e que a imprensa erra sistematicamente ao supor que o calor do momento se manterá. Ele acha que desta vez será diferente. “Chegamos naquele ponto de não retorno, em que é preciso enfrentar o problema de frente e ter algum tipo de explicação para a sociedade e para os próprios ministros.” A fórmula que sustentou o tribunal até aqui deixou de funcionar. Nenhum ministro do Supremo consegue mais dizer que não há nada para ser visto e seguir em frente. Sob o risco de implosão.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
domingo - 06/09/2026 - 11:52h

A caderneta do fiado

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Dia desses, em diligências lá pela zona rural de Grossos, deparei-me com uma situação que há muito não presenciava. Eu estava em uma bodega à procura de informações sobre uma pessoa a ser intimada. Após alguns minutos, chegou um morador da comunidade e pediu um quilo de arroz ao proprietário do estabelecimento comercial. Ao receber a mercadoria, o freguês solicitou que a compra fosse anotada na caderneta, o que foi prontamente atendido pelo comerciante.

Confesso que fiquei surpreso, pois achava que esse modo de mercadejar, em virtude da modernidade dos dias atuais, com as compras sendo realizadas por meio de cartões de crédito ou PIX, não era mais usual. Era comum tempos atrás, principalmente, nas mercearias dos bairros mais afastados. Muitos clientes eram aposentados, os quais realizavam as suas compras para pagar quando recebiam o “aposento”. Tudo devidamente anotado na caderneta do dono da bodega, como na caderneta do comprador, pra que na hora de pagamento, feita a conferência, não houvesse erros.

Indaguei ao comerciante se ele tinha muito “fiado” em sua caderneta, e ele me respondeu que sim, a maioria dos seus fregueses ainda comprava na caderneta, pois não tinham cartão de crédito ou se tinham, já estavam devendo ao banco. Segundo ele, tudo era feito na base da confiança, no apalavrado, mas devidamente anotado na caderneta, é claro.

Conforme falou, somente não vendia na caderneta bebida alcoólica, pois “beber é luxo”, e só deve beber cachaça quem tem dinheiro no bolso, disse, sorrindo. Ele também me falou que raramente tinha problemas para receber o que lhe era devido. A maioria era moradores que há muito residiam no local, muitos eram familiares ou amigos de longa data. Apesar de humildes, eram arrimos de família e cumpridores da palavra empenhada. Ali, naquela pequena comunidade rural, e acredito que em muitos lugares deste país, ainda convivem o presente e o passado.

Ao terminar o bate-papo e sair da bodega, encontrei alguns “papudinhos” sentados na calçada; um deles pediu uns trocados pra “tomar umas”. Dei-lhe os vinte reais que tinha no bolso. Ele agradeceu, mas me alertou, com um leve sorriso: “na próxima vez traga cinquenta reais”. Eu entrei no carro e fui embora, morrendo de rir.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 06/09/2026 - 11:00h

O conto

Por Bruno Ernesto

Foto, do autor da crônica, mostra o túmulo monumental de Jean-Jacques Rousseau, na cripta do Panthéon de Paris

Foto, do autor da crônica, mostra o túmulo monumental de Jean-Jacques Rousseau, na cripta do Panthéon de Paris

O meu xará e psicólogo austro-americano, Bruno Bettelheim, permanece lembrado pela sua psicanálise dos contos de fadas.

Para os desavisados, a presença da violência quase brutal e dos tabus em suas obras, talvez seja um limite moral e psicológico intransponível.

Porém, ele utilizava essas abordagens como forma da criança enfrentar seus próprios medos, muitas vezes buscando as origens de problemas, fazendo com que enfrente e supere os obstáculos.

Se você observar, a violência atrai tanto o adulto quanto as crianças.

Para alguns adultos, notícias violentas apresentadas de forma explicita e torrencial nas redes sociais são fascinantes.

Para as crianças, o lobo mau dos Irmãos Grimm, ou a Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, significam a mesma coisa.

Entre um balanço e outro na cadeira, alguém lhe olha em riste e pergunta sobre famoso pensamento de Rousseau, de que é a sociedade quem corrompe o homem.

Confesso que me indaguei silenciosamente enquanto me pus em frente ao seu túmulo no Panteão, mas recorro a um conto para refletirmos sobre esta questão:

Certo dia, o Diabo observava um belo cavalo que estava amarrado no estábulo. Foi lá e o soltou.

O cavalo pisoteou o jardim do vizinho e enquanto comia as flores, o vizinho atirou e o matou.

Em seguida, o dono do cavalo, para vingar a sua morte, matou os filhos do seu vizinho, que adoravam brincar com aquele cavalo.

Em seguida. , o próprio vizinho foi morto pelo vizinho, pai das crianças que, arrependido, tirou a própria vida; mas não sem antes perguntar ao Diabo – que assistia a tudo aquilo se balançando numa cadeira – o porquê ele tinha feito aquilo tudo, se antes todos viviam em paz e harmonia.

O Diabo sorriu, enquanto se balançava na cadeira, e questionou:

— Como assim, o que eu fiz?

— Eu apenas soltei o cavalo.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 06/09/2026 - 07:56h

Momentos de penumbra

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Alguns dias são pesados como chumbo. Sair da cama pela manhã é um desafio e tanto. Sobretudo se esse dia for um domingo. A vontade de permanecer à meia-luz, ainda que de olhos entreabertos na confortável tepidez dos cobertores, é quase insuperável. Aos poucos, entrementes, vamos despertando para o mundo. Embora nenhuma janela ou porta seja aberta durante determinado tempo.

Em dias assim, quando o silêncio é algo que muito apreciamos, não queremos contato com o astro-rei. O sol não é muito bem-vindo. Não ao menos nessas primeiras horas de preguiça e descontentamento injustificável com a vida.

Sendo racional, porém, tenho consciência de que a vida é preciosa demais para perdermos tempo com desânimo e baixo-astral. Mas isso, todavia, às vezes é maior e mais forte que nós. Então não conseguimos reagir de pronto, pular da cama e dar cambalhotas cheios de felicidade com nossa existência. Uma infecção urinária (que ninguém merece) é o bastante para não interagirmos positivamente com as pessoas mais próximas e também as mais queridas. Sim. Experimentei um mau bocado esses dias com uma infecção urinária.

A urina chegou a ficar avermelhada, e o processo de micção apresentou-se um tanto doloroso. Pensei, aqui com os meus botões, se não se tratava de mais um cálculo renal. Já passei uns sufocos com esse tipo de coisa.

Afora os momentos em que me vi forçado a buscar atendimento médico, oportunidade em que fui orientado e tomar bastante água e me foi prescrito um antibiótico, passei a maior parte de alguns dias na penumbra. Hoje me sinto bem, a urina está normal. Nenhum desconforto na hora de verter água.

Neste minuto em que escrevo este relato, nos acréscimos do segundo tempo, penso em uma dúzia ou mais de amigos que não vejo há um tempo. Por onde andarão a esta hora? Torço que estejam em paz e com saúde. Sinto falta em especial de Bernadete Lino, pessoa do meu coração e com a qual não troco algumas ideias no WhatsApp por única negligência minha.

Bernadete, que não conheço pessoalmente, é um presente que este espaço de opinião e cultura me deu. Foi por aqui, no Canal BCS, que nos encontramos e ficamos próximos, ainda que longe centenas de quilômetros. De minha simples leitora, a exemplo de alguns outros, Bernadete se tornou uma amiga por demais querida e que sempre me transmite coisas boas. Um beijo para ela.

Aqui repito o assunto dizendo que me sinto afortunado pelos amigos que tenho. Não citarei outros nomes, pois a lista ficaria muito comprida, entretanto cada um deles sabe o quanto são admirados e amados. Escrevo e vou bebericando o café que fiz há pouco. As janelas e portas se encontram abertas e um vento suave e matutino circula pela casa toda. Continuo com a roupa de dormir e ora me agrada o rumo que este relato tomou. Que hoje o sol brilhe em todo o seu esplendor.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
sábado - 05/09/2026 - 23:58h

Pensando bem…

“O homem não é mais do que a série dos seus atos.”

Hegel

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  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sábado - 05/09/2026 - 22:54h
Oncologia em Mossoró

OncologyGroup e Nossa Clínica inauguram unidade de referência

Prédio fica na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia (Foto: divulgação)

Prédio fica na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia (Foto: divulgação)

Mossoró ganhou, nesta sexta-feira (4), uma nova referência em atendimento oncológico. O OncologyGroup, referência em oncologia e hematologia no Rio Grande do Norte, inaugurou, em parceria com a Nossa Clínica, sua nova unidade na cidade. O evento, realizado na noite desta sexta-feira, foi bastante prestigiado e reuniu autoridades, médicos, profissionais da saúde, representantes da imprensa e convidados da sociedade mossoroense.

Localizada na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia, a unidade OncologyGroup – Nossa Clínica nasce da união entre a experiência e a tradição da Nossa Clínica na região e a expertise do OncologyGroup em oncologia e hematologia. A proposta é oferecer aos pacientes de Mossoró e de toda a região Oeste acesso a atendimento especializado, tecnologia e protocolos modernos de tratamento, com uma abordagem humanizada e integrada.

O momento simbólico da inauguração foi marcado pelo corte da fita, realizado pelo representante da Nossa Clínica, Dr. Cláudio Montenegro, ao lado dos médicos do OncologyGroup, Dra. Danielli Matias e Dr. Cláudio Macedo, que representam a equipe responsável pela atuação da nova unidade.

Para a oncologista e sócia do OncologyGroup, Dra. Danielli Matias, a chegada da unidade representa um importante avanço para a assistência à saúde na região.“A chegada do Oncology Group representa um avanço importante para a saúde da região, e principalmente para os pacientes e para as suas famílias. Durante muito tempo, muitos pacientes precisaram enfrentar longas viagens até Natal em busca de tratamentos mais especializados. E sabemos que, quando uma pessoa está passando por um momento delicado da vida, enfrentando uma doença oncológica, ter que se deslocar para outra cidade torna tudo ainda mais difícil”, destacou.

Excelência

Segundo a médica, oferecer tratamento oncológico de excelência em Mossoró significa proporcionar mais conforto e acolhimento aos pacientes, sem abrir mão da qualidade da assistência. “A chegada dessa nova unidade significa que nossos pacientes poderão contar com uma assistência cada vez mais completa, qualificada e próxima de casa. Significa estar perto da família, de sua rede de apoio e das pessoas que fazem parte da sua vida, sem abrir mão da qualidade, da tecnologia, da segurança e da excelência que podemos trazer junto à Nossa Clínica aqui em Mossoró”, afirmou.

Sócios da Ancology Group e Nossa Clínica em evento (Foto: divulgação)

Sócios da Ancology Group e Nossa Clínica em evento (Foto: divulgação)

A nova unidade reúne uma estrutura voltada ao cuidado integral do paciente oncológico, com atendimento multidisciplinar e suporte de profissionais especializados, incluindo oncologistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O modelo busca oferecer uma jornada de cuidado mais integrada, desde o diagnóstico até o acompanhamento e tratamento.

A parceria também fortalece a interiorização da assistência especializada e amplia as possibilidades de acesso da população do Oeste potiguar a tratamentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros centros.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 05/09/2026 - 08:10h
Oi

Bom dia, gente!

Um momento simples entre irmãos acabou se tornando um registro cheio de ternura. No vídeo, a menina conversa com o irmãozinho Otávio, de apenas 3 meses, e decide desejar um “bom dia” ao bebê.

O que ninguém esperava era a resposta. Logo depois de ouvir a irmã, Otávio faz uma vocalização que parece repetir o cumprimento, deixando a irmã surpresa e encantada.

A interação, espontânea e cheia de carinho, chamou a atenção justamente pela inocência do momento.

Mesmo com apenas três meses de vida, Otávio já parece querer participar das conversas da família – e o resultado foi um daqueles registros que aquecem o coração.

🎥 Reprodução: @opovoonline

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Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/09/2026 - 07:24h
Decidido

Bancários vão começar greve na próxima terça-feira

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região vai liderar greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8). A decisão foi discutida nas últimas semanas, até desfecho com decisão na quinta-feira (3) em assembleia geral.

Segundo o sindicato, os bancários rejeitaram as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN), pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, durante a Campanha Salarial 2026/2027.

A exceção foi o Banco do Nordeste. As propostas específicas apresentadas pela instituição foram aprovadas pela categoria.

A mobilização acontecerá de forma presencial e virtual. Maiores informações sobre os reflexos do movimento em relação aos serviços diretos à clientela bancária ainda não foram detalhadas.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 05/09/2026 - 06:30h
Percentuais obrigatórios

Partidos devem distribuir recursos de cotas até próximo dia 8

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Os partidos políticos têm até terça-feira, 8 de setembro, para realizar a distribuição dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas nas Eleições Gerais de 2026.

A regra se aplica aos recursos públicos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) e do Fundo Partidário. O prazo está previsto na Resolução TSE nº 23.607/2019 e no Calendário Eleitoral das Eleições 2026.

Percentuais obrigatórios

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, por meio da Portaria TSE nº 541/2026, os percentuais a serem observados por cada partido. 

Para as candidaturas femininas devem ser destinados recursos na mesma proporção do número de mulheres candidatas, assegurado o mínimo de 30%. Para candidaturas de pessoas negras também é garantido o mínimo de 30%. Já para as candidaturas indígenas, os repasses devem seguir as proporções oficiais apuradas pelo TSE.

Aplicação dos recursos e gastos coletivos

Os valores destinados às cotas devem beneficiar exclusivamente as campanhas de mulheres, pessoas negras e indígenas. Os recursos não podem ser repassados a candidatos, candidatas ou partidos que não pertençam à mesma federação ou coligação.

Quando o uso dessa verba envolver candidaturas não contempladas pelas cotas, será necessário comprovar, de forma efetiva, o benefício recebido pela candidatura cotista. 

Devem ser identificadas as candidaturas beneficiadas, a natureza e a extensão do benefício, os critérios de rateio, o valor exato da cota-parte e a vinculação efetiva do gasto à campanha contemplada.

Consequências do descumprimento

A falta de comprovação da correta aplicação dos valores ou o uso desproporcional dos recursos pode caracterizar desvio de finalidade. Nesses casos, o partido poderá ser obrigado a devolver valores ao Tesouro Nacional, além de ficar sujeito às consequências do julgamento das contas pela Justiça Eleitoral.

Os partidos devem manter toda a documentação necessária para identificar a origem dos recursos, as candidaturas beneficiadas, os valores transferidos, às movimentações bancárias e, nas despesas coletivas, os critérios de individualização e rateio adotados, para fins de fiscalização da Justiça Eleitoral.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/09/2026 - 05:50h
Inauguração

Cidade recebe obra que muda sua configuração urbanística

Obra muda configuração urbanística de Grossos, com reflexos diversos (Foto: cedida)

Obra tem reflexos diversos e era aguardada há mais de 30 anos (Foto: cedida)

Depois de aproximadamente um ano de execução, a população de Grossos receberá uma nova estrutura urbana, com drenagem, pavimentação, espaços para esporte, lazer, melhoria na mobilidade e áreas de convivência. O equipamento será inaugurado na próxima segunda-feira (07).

Após mais de 30 anos de espera, a obra de urbanização da Avenida Terezinha Pereira será entregue com programação festiva que vai transcorrer durante  todo o dia e noite, com atividades esportivas, recreativas e de lazer voltadas para a comunidade. O anúncio foi feito pela prefeita Cínthia Sonale (UB).

Executada ao longo de aproximadamente um ano pela Pé Direito Engenharia, empresa com forte presença e conceito no mercado da construção civil regional, o empreendimento enfrentou um dos mais complexos desafios de engenharia da região: solucionar um antigo problema de drenagem em uma área que recebe grande parte das águas pluviais da cidade.

Intervenções técnicas

Para garantir uma solução eficiente e duradoura, foram realizados serviços de aterro para elevação do greide da avenida, implantação de dispositivos de drenagem e instalação de mais de 1.700 metros lineares de manilhas. As intervenções foram planejadas para melhorar o escoamento das águas, reduzir os riscos de alagamentos e proporcionar mais segurança à população.

A obra também contou com a aplicação de mais de 30 mil metros quadrados de piso intertravado, promovendo uma transformação significativa na mobilidade, na acessibilidade e no aspecto urbano da região.

Além das melhorias na infraestrutura viária e na drenagem, serão entregues duas quadras esportivas, academia ao ar livre, praças, ciclovia, áreas de convivência e sinalização completa. Os novos equipamentos públicos foram projetados para incentivar a prática esportiva, o lazer e a ocupação segura dos espaços pela comunidade.

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sexta-feira - 04/09/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.”

Jiddu Krishnamurti

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sexta-feira - 04/09/2026 - 19:52h
Pesquisa Exatus

Lula bota 18,39 pontos percentuais de maioria sobre Flávio

Luiz Inácio Lula da Silva Tem rejeição infrior também a Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert-PR)

Luiz Inácio Lula da Silva Tem rejeição infrior também a Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert-PR)

Agora RN

O presidente Lula da Silva (PT) tem 18,39 pontos percentuais de maioria sobre Flávio Bolsonaro (PL) no RN, na corrida presidencial. O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa pela Presidência da República no estado com 47,29% das intenções de voto, segundo nova pesquisa do Instituto Exatus, para os jornais Agora RN e O Correio de Hoje.

Estimulada

O senador alcança 28,90% no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Acompanhando tendência nacional de alta, o candidato Escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira colocação, com 10,01%. Os demais candidatos aparecem com menos de 2% das tenha mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno.

Rejeição

Apesar de ocupar a segunda colocação nas intenções de voto no Rio Grande do Norte, Flávio Bolsonaro possui a maior rejeição entre os candidatos à Presidência. Segundo a pesquisa Exatus, 39,75% dos entrevistados afirmaram que jamais votariam no candidato do PL. Lula aparece em segundo lugar no índice de rejeição, com 32,05%. A diferença entre os dois é de 7,70 pontos percentuais.

Os demais candidatos registram percentuais inferiores a 1%. Renan Santos é rejeitado por 0,48% dos entrevistados. Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado, com 0,30%; Augusto Cury, com 0,29%; Pablo Marçal, com 0,26%; Romeu Zema, com 0,16%; e Edmilson Costa (PCB), com 0,14%. intenções de voto.

Renan Santos (Missão) registra 1,42%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 1,20%. Pablo Marçal (PRTB) aparece com 0,33%; Samara (UP), com 0,18%; Romeu Zema (Novo), com 0,07%; e Hertz Dias (PSTU), com 0,05%. Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não foram citados.

A pesquisa

Entre os entrevistados, 5,43% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos, votariam em branco ou anulariam o voto. Outros 5,12% não souberam responder ou não manifestaram preferência. Ao todo, 10,55% ainda não indicaram voto válido em algum dos nomes apresentados.

A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores aptos a votar em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto realizou a replicação de aproximadamente 15% das entrevistas como controle de qualidade. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-03924/2026 e BR-03775/2026.

Leia tambémAllyson tem 37,42%, Álvaro 20,56% e Cadu 17,96% ao governo

Leia tambémStyvenson soma 39,62%, Zenaide 13,61% e Samanda 8,37% ao Senado

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sexta-feira - 04/09/2026 - 19:35h
Pesquisa Exatus

Styvenson soma 39,62%, Zenaide 13,61% e Samanda 8,37% ao Senado

Styvenson Valentim lidera com boa vantagem (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Styvenson Valentim lidera com boa vantagem (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Agora RN

O senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) lidera as intenções de primeiro voto para o Senado no Rio Grande do Norte, segundo nova pesquisa do Instituto Exatus para os jornais Agora RN e O Correio de Hoje, ambos de Natal. A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores aptos a votar em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto realizou a replicação de aproximadamente 15% das entrevistas como controle de qualidade.

Estimulada

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, ele alcança 39,62%. Também candidata à reeleição Zenaide Maia (PSD) ocupa a segunda colocação na primeira opção de voto, com 13,61%. Samanda de Lula (PT) aparece em seguida, com 8,37%, tecnicamente empatada com Rafael Motta (PDT), que registra 6,05%. Coronel Hélio (PL) tem 2,61%. Os demais candidatos não chegam a 1% das intenções de primeiro voto.

Clóvis Costa do Coletivo Nós (Agir) aparece com 0,43%; Tércio Tinôco (União), com 0,33%; Rosália Fernandes (PSTU), com 0,27%; Sandro Pimentel (PSOL), com 0,20%; Sônia Godeiro (PSOL), com 0,19%; e Professor Guilherme (UP) tem 0,17%.

Na primeira opção de voto, os candidatos Gari Wendell Batista (Agir), Linhares Jiboia (DC) e Luciana Mandu (PSTU) não foram citados. Entre os entrevistados, 11,50% afirmaram que não escolheriam nenhum dos nomes, votariam em branco ou anulariam a primeira opção. Outros 16,65% não souberam ou não responderam.

Segundo voto

Quando os eleitores são questionados sobre a segunda opção para o Senado, Zenaide Maia aparece na liderança, com 13,53%.

Coronel Hélio ocupa a segunda posição, com 9,16%, em situação de empate técnico com Zenaide, considerando a margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos. Rafael Motta registra 7,06% das intenções de segundo voto, seguido por Styvenson Valentim, com 5,44%, e Samanda de Lula, com 4,62%. Pela margem de erro, Coronel Hélio, Rafael, Styvenson e Samanda também aparecem em situações de empate técnico.

Ainda no segundo voto, Tércio Tinôco tem 0,84%; Sônia Godeiro, 0,31%; Professor Guilherme, 0,26%; Rosália Fernandes, 0,24%; Clóvis Costa do Coletivo Nós, 0,21%; Sandro Pimentel, 0,18%; Luciana Mandu, 0,09%; e Gari Wendell Batista, 0,07%. O candidato Linhares Jiboia (DC) não foi citado.

O percentual de eleitores que indicaram nenhum candidato, voto branco ou nulo para a segunda opção chega a 23,09%. Outros 34,90% ainda não sabem em quem votar ou não responderam à pergunta.

Soma dos votos

Na eleição deste ano, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Embora a pesquisa apresente uma primeira e uma segunda opção, os dois votos terão o mesmo peso de importância na apuração. Serão eleitos os dois candidatos mais votados considerando o total de votos recebidos, independentemente da ordem em que tenham sido escolhidos pelo eleitor. Na soma das duas opções apresentadas na pesquisa, Styvenson Valentim lidera com 45,06%. Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 27,14%.

Se o resultado das urnas reproduzisse os números do levantamento, os dois seriam reeleitos, segundo a Exatus. Rafael Motta está na terceira colocação, com 13,11%, seguido de perto por Samanda de Lula, com 12,99%, e Coronel Hélio, com 11,77%. Os três estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro da pesquisa.

Tércio Tinôco soma 1,17%. Em seguida, aparecem Clóvis Costa do Coletivo Nós, com 0,64%; Rosália Fernandes, com 0,51%; Sônia Godeiro, com 0,50%; Professor Guilherme, com 0,43%; Sandro Pimentel, com 0,38%; Luciana Mandu, com 0,09%; e Gari Wendell Batista, com 0,07%. Linhares Jiboia não foi citado.

Como os percentuais representam a soma das respostas dadas nas duas perguntas, os índices de votos em branco, nulos ou em nenhum candidato chegam a 34,59%. As respostas “não sabe” ou “não respondeu” totalizam 51,55% entre as duas opções. Esta é a primeira pesquisa do Instituto Exatus realizada após o início oficial da campanha eleitoral, no dia 16 de agosto, e após o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, em 28 de agosto. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. A eleição do Senado não tem segundo turno.

Rejeição

Samanda de Lula lidera a rejeição entre os candidatos ao Senado. Segundo a pesquisa Exatus, 10,10% dos entrevistados afirmaram que jamais votariam nela.

Styvenson Valentim aparece na segunda posição, com 7,46%. Coronel Hélio é rejeitado por 4,51% dos eleitores, enquanto Zenaide Maia registra 3,15% e Rafael Motta, 1,96%.

Os demais nomes possuem índices inferiores a 2%. A pesquisa mostra ainda que 36,14% não rejeitam nenhum dos candidatos apresentados. Outros 7,52% afirmam rejeitar todos, enquanto 25,04% não souberam responder ou não manifestaram opinião.

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  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sexta-feira - 04/09/2026 - 18:30h
Pesquisa Exatus

Allyson tem 37,42%, Álvaro 20,56% e Cadu 17,96% ao governo

Allyson tem folgada maioria e menor rejeição (Foto: José Aldenir)

Allyson tem folgada maioria e menor rejeição (Foto: José Aldenir)

Agora RN

O jornal/portal Agora RN de Natal divulga pesquisa eleitoral nesta sexta-feira (04). O trabalho foi realizado pelo Instituto Exatus. Veja abaixo números para o Governo do Estado.

Estimulada

O candidato Allyson Bezerra (União) lidera a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, segundo nova pesquisa do Instituto Exatus. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-prefeito de Mossoró aparece com 37,42% das intenções de voto. Na segunda colocação, o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (PL) tem 20,56%. Maioria de Allyson é de 16,86 pontos percentuais.

Em terceiro lugar está Cadu de Lula (PT), que soma 17,96%.

Como a margem de erro do levantamento é de 2,53 pontos percentuais para cada índice apurado, Álvaro e Cadu estão em situação de empate técnico. Na sequência da pesquisa, aparece Rodrigo de Bolsonaro (Agir), com 1,35%.

Professor Robério Paulino (PSOL) registra 0,34%, enquanto Arinalda do MLB (UP), Dário Barbosa (PSTU) e Henrique Lyra (PCO) aparecem com 0,08% cada.

O candidato Carlos Jararaca (DC) não foi citado. Os eleitores que afirmaram votar em nenhum dos candidatos, em branco ou nulo representam 10,25% da amostra. Outros 11,88% não souberam ou não responderam à pergunta. Somados, esses dois grupos correspondem a 22,13% dos entrevistados.

Segundo turno

Pelos números da pesquisa, se as eleições fossem hoje, haveria um segundo turno entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias. Esta é a primeira pesquisa do Instituto Exatus realizada após o início oficial da campanha eleitoral, no dia 16 de agosto, e após o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, em 28 de agosto.

O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta (50%+1 dos votos válidos), um segundo turno será realizado em 25 de outubro apenas com os dois candidatos.

Rejeição

A pesquisa Exatus também perguntou aos entrevistados em qual dos nomes apresentados eles jamais votariam para o Governo do RN. Cadu de Lula possui a maior rejeição, sendo mencionado por 19,50% dos eleitores. Álvaro Dias aparece em segundo lugar nesse quesito, com 16,73%. Allyson Bezerra tem rejeição de 5,95%, o menor percentual entre os três candidatos mais bem colocados na pesquisa estimulada.

Rodrigo de Bolsonaro é rejeitado por 3,18% dos entrevistados.

Depois aparecem Arinalda do MLB, com 0,77%; Carlos Jararaca, com 0,64%; Professor Robério Paulino, com 0,57%; Dário Barbosa, com 0,22%; e Henrique Lyra, com 0,06%. Entre os entrevistados, 24,77% afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados. Já 7,71% disseram rejeitar todos, enquanto 19,90% não souberam responder ou não manifestaram opinião.

A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores aptos a votar em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto realizou a replicação de aproximadamente 15% das entrevistas como controle de qualidade.

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sexta-feira - 04/09/2026 - 18:00h
MPRN recomenda:

Estado deve colocar cela exclusiva LGBTQIAPN+ em presídio

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou a criação de uma cela segura para pessoas LGBTQIAPN+ na cadeia pública de Mossoró. A orientação é voltada para a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/RN), para a Coordenadoria de Administração Penitenciária e para a direção da unidade prisional. Os órgãos devem organizar a estrutura e disponibilizar o espaço exclusivo no prazo máximo de 90 dias.

A medida visa evitar episódios de violência física e sexual dentro do presídio. O pedido aconteceu após um caso gravíssimo registrado no dia 1º de agosto passado, quando um preso homossexual e em tratamento psiquiátrico sofreu violência sexual dentro da unidade.

A direção da cadeia informou ao MPRN que não possui uma cela específica para esse público. Atualmente, a segurança desses presos depende da transferência deles para uma unidade prisional no município de Ceará-Mirim. Essa mudança faz com que os internos percam o direito de receber visitas de familiares na cidade de origem.

A 14ª Promotoria de Justiça de Mossoró já havia feito essa mesma cobrança à direção do presídio e ao Complexo Mário Negócio no ano de 2015. No entanto, a administração estadual não cumpriu a medida ao longo de 11 anos. A falta do espaço adaptado acabou resultando na falha de segurança registrada em agosto.

Segurança

O espaço de vivência exclusiva na unidade de Mossoró deve funcionar por adesão livre e voluntária dos presos. A escolha do interno precisa ser respeitada. O MPRN proibiu qualquer tipo de transferência obrigatória ou punitiva disfarçada contra as pessoas atendidas.

A orientação estabelece a criação de uma rotina de atendimento na chegada dos novos presos. Todo interno pertencente ao grupo LGBTQIAPN+ deve ser informado sobre o direito de escolher entre a cela local ou a transferência para uma ala especializada do Estado. A unidade também deve realizar treinamentos de conscientização sobre direitos humanos para os policiais penais e servidores.

Os responsáveis pela administração penitenciária têm o prazo de 15 dias úteis para responder se aceitam os termos da orientação. Em caso positivo, eles devem apresentar um cronograma para a realização das obras.

Caso os órgãos não respondam ou não adotem as medidas solicitadas, o MPRN poderá entrar com uma ação na Justiça contra o Estado. O MPRN também poderá investigar a responsabilidade dos gestores pela omissão no caso.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Segurança Pública/Polícia
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sexta-feira - 04/09/2026 - 17:14h
Má-fé

TRE manda retirar do ar vídeo que distorce proposta de Samanda

TRE-RN puniu até o senador Rogério Marinho (Foto: Arquivo)

TRE-RN puniu até o senador Rogério Marinho (Foto: Arquivo)

A Justiça Eleitoral mandou retirar das redes sociais um vídeo com informações falsas contra Samanda de Lula (PT) e aplicou R$ 20 mil em multas aos responsáveis por produzir e espalhar o conteúdo. Entre os punidos está o senador Rogério Marinho (PL), que usou suas redes para amplificar a desinformação contra a candidata ao Senado.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (3). Rogério Marinho, o vereador natalense Subtenente Eliabe (PL), o diretório estadual do PL e o Direita Brasil News foram multados individualmente em R$ 5 mil. O TRE-RN reconheceu que houve grave descontextualização da proposta de Samanda e propaganda eleitoral antecipada negativa.

O vídeo afirmava que Samanda queria “obrigar empresas a contratar bandidos”. A acusação partiu de uma emenda apresentada pela vereadora ao Plano Plurianual (PPA) de Natal, que destinava R$ 50 mil para estruturar uma política de reserva de vagas, em contratos de serviços continuados e terceirizados da Prefeitura, para mulheres vítimas de violência doméstica e pessoas egressas do sistema prisional.

No julgamento, a maioria do TRE-RN considerou que o vídeo omitiu informações essenciais, distorceu gravemente, e atribuiu à proposta um alcance que ela não tinha.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 04/09/2026 - 16:50h
RN

Candidatos do concurso da Seap podem consultar locais de prova

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Os candidatos inscritos no concurso público da Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN) já podem consultar o local e o horário de realização da prova objetiva. As informações estão disponíveis individualmente no Cartão de Informação do Candidato, no site da banca organizadora, o Instituto Avalia.

A consulta deve ser feita pelo candidato no endereço www.avalia.org.br, na página do concurso. De acordo com o edital, é de responsabilidade exclusiva do candidato verificar corretamente o local de realização da prova e comparecer no horário determinado.

As provas objetivas serão aplicadas no dia 13 de setembro de 2026, nas cidades de Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó, conforme a opção indicada pelo candidato no momento da inscrição.

Para o cargo de Policial Penal, a prova será realizada no período da manhã. Já os candidatos ao cargo de Especialista em Assistência Penitenciária farão a avaliação no turno da tarde. O horário de início será o mesmo para todos os locais correspondentes a cada turno.

Concurso

O concurso da Seap/RN registrou 40.080 inscrições e oferece 260 vagas para provimento imediato, além de formação de cadastro de reserva.

São 200 vagas para Policial Penal e 60 para Especialista em Assistência Penitenciária, distribuídas entre as especialidades de Assistente Social, Médico Psiquiatra, Psicólogo e Terapeuta Ocupacional.

A seleção é a primeira realizada após a reestruturação do quadro de pessoal da Seap promovida pela Lei Complementar nº 793, de setembro de 2025, que reorganizou a estrutura de cargos da Secretaria.

Página do certame: //www.avalia.org.br/concursos/619

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Categoria(s): Administração Pública
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sexta-feira - 04/09/2026 - 15:44h
Nordestão e SuperFácil!

Aniversário Premiado tem 3 dias de ofertas imperdíveis!

Arte para divulgação (reprodução)

Arte para divulgação (reprodução)

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sexta-feira - 04/09/2026 - 15:00h
Dia a dia

Acompanhe a agenda dos candidatos ao Governo do RN – 20

Arte ilustrativa

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Veja abaixo, em ordem alfabética, a relação nominal dos concorrentes ao Governo do Estado do RN e endereço de cada um. Clique e acompanhe agenda do seu interesse.

Eles exploram seus espaços virtuais próprios à divulgação de agendas, notícias, comícios, carreatas, além de não faltar também postagem contra adversários:

Allyson Bezerra (UB) – AQUI

Álvaro Bezerra (PL) – AQUI

Arinalva do MBL (UP) – AQUI

Cadu Xavier (PT) – AQUI

Carlos Jararaca (DC) – AQUI

Dário Barbosa (PSTU) – AQUI

Henrique Lyra (PCO) – AQUI

Karlo Rodrigo (Agir) – AQUI

Robério Paulino (Psol) – AQUI

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sexta-feira - 04/09/2026 - 09:48h
Política

TRE derruba pesquisas que deram Cadu na liderança e multa empresa

Arte ilustrativa

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Do Correio de Hoje

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) considerou não registradas duas pesquisas da Atlasintel que apontaram Cadu de Lula na liderança da disputa pelo Governo do Estado.

O instituto recebeu duas multas de R$ 53.205, totalizando R$ 106.410. A decisão também proibiu novas divulgações dos levantamentos RN-02267|2026 e RN-04754/2026 e determinou a restrição dos resultados no sistema da Justiça Eleitoral.

A representação foi apresentada pela coligação de Allyson Bezerra. Embora citada, a Atlasintel não apresentou defesa dentro do prazo nem se manifestou no processo até a decisão.

Um dos principais problemas apontados pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra foi a divergência entre os períodos de coleta declarados e os registros dos anúncios utilizados para recrutar participantes pela internet.

A Justiça também identificou inconsistências na distribuição territorial das entrevistas. Na pesquisa de julho, uma tabela atribuía 479 entrevistas a Natal, enquanto um gráfico indicava aproximadamente 310 respostas na capital, diferença de 169 questionários.

O magistrado ressaltou que pesquisas digitais são permitidas, mas exigem transparência sobre recrutamento, distribuição da amostra e mecanismos contra respostas duplicadas. Para ele, as divergências comprometeram a fiscalização dos levantamentos.

A decisão trata de irregularidades no registro e na documentação das pesquisas. O texto não apresenta conclusão de que os resultados tenham sido deliberadamente manipulados.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 04/09/2026 - 08:42h
Natal

Morre Bira Rocha, ex-secretário de dois governos do RN

Rocha chegou a compor Governo Itamar Franco e diretoria da CNI (Foto: Arquivo)

Rocha chegou a compor Governo Itamar Franco e diretoria da CNI (Foto: Arquivo)

Aos 84 anos, morreu em Natal nessa quinta-feira (03), o empresário Abelírio de Vasconcelos Rocha, Bira Rocha. Ele foi um nome muito influente no universo empresarial e também na política do estado.

Presidiu a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) em dois períodos, de 1995 a 1998 e de 1999 a 2003. Também comandou o Sindicato da Indústria Metalúrgica e exerceu a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Foi secretário de Estado nos Governos de Geraldo Melo e Garibaldi Alves Filho. Também esteve na equipe do presidente Itamar Franco, como titular da Secretaria Nacional de Irrigação.

A presença de Bira Rocha ocorreu ainda, como dirigente do ABC, clube de futebol.

Velório ocorre no Morada da Paz em Emaús (Parnamirim), a partir de 11 horas. Sepultamento está marcado para as 16h, no mesmo local.

Nota do BCS – Acompanhei como repórter esse período marcante de Bira Rocha na política, gestão pública e como dirigente empresarial. Sempre muito respeitado.

Que descanse em paz.

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